No filme de 1988, Josh Baskin é um garoto de 13 anos que não
agüenta mais passar pelas “dificuldades” de um rapaz recém adolescente. Ele
resolve usar uma misteriosa máquina chamada Zoltar para fazer um pedido e pede
pra ser “grande” (claro, se ele fosse já adulto ali, teria pedido em outro
sentido, mas vamos ao ponto). Surpresa! A máquina funciona e ele se torna
adulto. Depois de passar por uns perrengues com sua mãe – que pensa que ele é
um invasor em sua casa – ele convence seu melhor amigo, Billy Kopecki, de que
realmente é seu chapa ali naquele corpo de Tom Hanks.
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Ainda com a ajuda de Billy, Josh consegue alugar um
apartamento e arrumar um emprego executivo para testar novos brinquedos antes
de chegarem ao mercado (sonho). Ele desperta atenções por seu jeito inocente de
ser (só naquela época, hoje a criançada já levaria pro paredão e chamaria de
lagartixa ao som de
funk pagonejo mela-cuecatário). Assim, uma colega de
trabalho se apaixona por ele, mas seu amigo quer aproveitar dessas vantagens de
adulto pra curtirem a tão sonhada liberdade infanto juvenil. Aí é que o bicho
pega, pois, Josh percebe que não dá pra conciliar as coisas. Você não pode ser
um livre ser vivente sem prestar contas e responsabilidades ao mesmo tempo.
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De um lado, todos se admiram com aquele jovem de 30 anos tão
entusiasmado, pois, não sabem que ele pulou uma etapa importante para a vida
adulta: Justamente a adolescência, onde gradativamente se veria conciliando
responsabilidades e prazeres. É interessante notar paradoxos no filme, pois,
quando uma mulher conhece um cara com a mente de 13 anos, ela até se apaixona,
mas critica sua imaturidade, considerando que ele não passou daquela etapa. Já
com
Susan foi diferente, ela amou a espontaneidade daquele cara, o
desprendimento e pureza que um
yuppie da idade dela não teria, sempre
preocupado com negócios, esportes e sexo. Talvez ela tenha sido atraída pelo
fato de Josh não ser um gavião, vai saber.
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O importante do filme é a lição de que você não pode pular
fases sem sofrer as conseqüências no futuro. Saca, a metáfora da borboleta que
precisa juntar força por conta própria para sair do casulo, pois, se ajudarmos,
ela não voa, pois, não estará preparada e com asas fortes. Quantas pessoas se
negam a assumir responsabilidades e acabam por prejudicar a si mesmas por não
saberem como lidar com situações, porque estavam muito preocupadas em
justamente não crescer. Admiro a pureza de uma criança, mas não dá pra levarmos
isso pela vida adulta sem a “poluição” externa, pois, somos muito complicados
com nossas regras sociais. E não esqueçam: Nunca deixamos de ser crianças, os
brinquedos é que custam mais caro.
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