
Bem, amigolhes, venho falar sobre novelas, saca? Aqueles seriados compridérrimos que se revezam com as mesmas situações e personagens? (Em alguns casos, até repetem nomes de personagens – Susana Vieira e Regina Duarte que o digam). Vou enumerar algumas situações-clichês que não podem faltar para essas produções:
1 - Comece a novela com fatos anteriores ao tempo normal da trama. Passagens de tempo são legais pra variar o elenco e movimentar a história como se fosse uma nova. (E você sente que conhece o pessoal há tempos)
1 - Comece a novela com fatos anteriores ao tempo normal da trama. Passagens de tempo são legais pra variar o elenco e movimentar a história como se fosse uma nova. (E você sente que conhece o pessoal há tempos)
2 - Mostre um casal bem água-com-açúcar se apaixonando à primeira vista. E alguém (maléfico, claro) que se apaixona por uma das partes do casal e trama ‘as mais loucas confusões’ para vê-los separados.
3 - Golpes... golpes são o ‘must’ (!!!). E todos eles podem figurar lá à vontade. O golpe da barriga (o exame falso de gravidez é sensacional – todo mundo faz facilmente), o golpe do baú (já repararam que os casamentos já valem apenas com um ‘Sim’?) e outros.
4 - Irmãos gêmeos... como diria Gilberto Braga (autor de Celebridade e Paraíso tropical, entre várias), tem que ter um bom e um mau! Sem comentários.
5 - Vilões precisam: Ficar cegos ou paralíticos, se curarem e fingir que não sararam; colocar drogas ou armas entre os pertences dos protagonistas e armarem alguma depois de um ‘boa noite, Cinderela’. Sem essa de não matar, enlouquecer ou prender o vilão no final da novela. Ou, você mostra a bandidagem se dando bem... é politicamente incorreto, mas, o público aplaude porque é bem real.
6 - Dobradinha ‘negros e pobres’. Com negros, você gera uma situação de discussão racial e com pobres, social. Obviamente, vamos ter acusações de crimes e golpe do baú, além das humilhações costumeiras. (Sem contar novelas de época). E não posso deixar de comentar como pobres e ricos são amigos na TV. (Como diria PapaiGarcia: “Ricos chamam pobres pras festas...pra trabalharem!”)
7 - E, por fim, se isso tudo ficar repetitivo, para dar uma oxigenada na rotina, reúna uma dúzia de pseudo-desconhecidos numa casa repleta de câmeras (sem um roteiro aparente, não esqueça, deve parecer natural – humpf, como se alguém agisse naturalmente sabendo que estão filmando). Não pode faltar o ‘mocinho’ (bleh!), o casal-água-com-açúcar, o vilão manipulador e um fofoqueiro que fique lá e cá pra gerar discórdia, algum drama de quem sofreu horrores na vida e a corrida por muito...muito dinheiro. Ah, deixe o público participar. Atrai audiência.
0,5 – Menção honrosa para os grandes e misteriosos assassinatos e/ou crimes. Pode ser o assassinato de alguém que sacaneou metade do elenco, pode ser a explosão de um grande estabelecimento, algum assassino serial... E não esqueça as doenças/deficiências em algum personagem de destaque. Faça o público chorar, ter pena... ganhe sua emoção! ha-ha .
3 - Golpes... golpes são o ‘must’ (!!!). E todos eles podem figurar lá à vontade. O golpe da barriga (o exame falso de gravidez é sensacional – todo mundo faz facilmente), o golpe do baú (já repararam que os casamentos já valem apenas com um ‘Sim’?) e outros.
4 - Irmãos gêmeos... como diria Gilberto Braga (autor de Celebridade e Paraíso tropical, entre várias), tem que ter um bom e um mau! Sem comentários.
5 - Vilões precisam: Ficar cegos ou paralíticos, se curarem e fingir que não sararam; colocar drogas ou armas entre os pertences dos protagonistas e armarem alguma depois de um ‘boa noite, Cinderela’. Sem essa de não matar, enlouquecer ou prender o vilão no final da novela. Ou, você mostra a bandidagem se dando bem... é politicamente incorreto, mas, o público aplaude porque é bem real.
6 - Dobradinha ‘negros e pobres’. Com negros, você gera uma situação de discussão racial e com pobres, social. Obviamente, vamos ter acusações de crimes e golpe do baú, além das humilhações costumeiras. (Sem contar novelas de época). E não posso deixar de comentar como pobres e ricos são amigos na TV. (Como diria PapaiGarcia: “Ricos chamam pobres pras festas...pra trabalharem!”)
7 - E, por fim, se isso tudo ficar repetitivo, para dar uma oxigenada na rotina, reúna uma dúzia de pseudo-desconhecidos numa casa repleta de câmeras (sem um roteiro aparente, não esqueça, deve parecer natural – humpf, como se alguém agisse naturalmente sabendo que estão filmando). Não pode faltar o ‘mocinho’ (bleh!), o casal-água-com-açúcar, o vilão manipulador e um fofoqueiro que fique lá e cá pra gerar discórdia, algum drama de quem sofreu horrores na vida e a corrida por muito...muito dinheiro. Ah, deixe o público participar. Atrai audiência.
0,5 – Menção honrosa para os grandes e misteriosos assassinatos e/ou crimes. Pode ser o assassinato de alguém que sacaneou metade do elenco, pode ser a explosão de um grande estabelecimento, algum assassino serial... E não esqueça as doenças/deficiências em algum personagem de destaque. Faça o público chorar, ter pena... ganhe sua emoção! ha-ha .
Em tempo, nomes não precisam ser criativos, por exemplo, a Record tem uma novela no ar chamada "Amor e intrigas"... o que eu acho? Esse nome resume todas as novelas. ha-ha²!
FGarcia® Não vê, muito, novela porque uma história que leva mais de 10 horas (cof Senhor dos anéis cof) pra ser contada não pode ter coesão.



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