Crônicas, divagações e contestações sobre injustiças sociais, cultura pop, atualidades e eventuais velharias cult, enfim, tudo sobre a problemática contemporânea.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Nem tanto ao campo, nem tanto à faculdade

Pode me encher com quantas desculpas capitalistas quiser. Eu sei tudo TUDO! Sei, por exemplo, que:

1) é modinha (não de viola), então, vão fazer, se copiar, se reciclar e se repetir até não render mais um centavo sujo de cocô;

2) vão juntar com quantos "pagodeiros", funkeiros e jogadores de futebol pra aumentar seu público de alcance, porque sabem que o que fazem disfarçado de música é só um produtinho descartável e perecível que não dura um mês;

3) só vão dar um tempo nessa putaria baboseira quando não tiverem mais onomatopeias pra cacarejar no lugar do refrão... ou quando o povo arrumar outra idiotice pra seguir... o que vier primeiro;

Entre outras coisas... E não adianta defender, que tem que respeitar, porque eu respeito - e até gosto de - sertanejo, não essa brincadeira de mau gosto que perturba. Se liga, é a mesma coisa que respeitar um belo prato de angu, mesmo não gostando, porque a comida tem sua nutrição, mas pedir respeito pra guloseima não. É defender o supérfluo que não acrescenta depois de 5 minutos de uso.

Mais uma coisa, se é sertanejo e universitário, mas só fala em carrão, bebedeira, pegação... porque tem esse nome? Por causa das roupas de caipira? Ah, vá...

BátEma é Gótico e Fetichista

O que dizer do BátEma (é, eu escrevo assim porque a melhor forma de pronunciar é de acordo com a dublagem do Feira da Fruta. Voltando, minha tese aqui é comprovar com evidências e nenhum embasamento científico ou histórico de que algo seja confirmadamente verídico. Enfim, vamos lá.

Bátema é um jovem que perde os pais num ato de extrema violência urbana. Assim, ele jura combater o mal que o privou de uma infância ao lado dos pais: A violência. E, num nível um pouco mais abrangente, a maldade humana. Até aí, o jovem Bruce Wayne vinha numa boa, tinha amor, carinho, bons estudos e uma boa fortuna bilionária. Era um conto de fadas. Mas, como diria Amanda Waller, em se tratando de Bátema, a história nunca é feliz.

Nem poderia, pois, ele vive numa cidade chamada Gothan City, que até quando é dia é sombria, corrupta e valoriza mais sombras do que luz. Ah, o que tem a ver o nome? Minha teoria é que seria uma corruptela de Goth(ic D)amn City. A cidade gótica e condenada (inventei feio, mas é assim mesmo).

Outra, o cara vive ali, só poderia ser mais um fruto daquilo lá. Com uma fortuna incontável e um gênio raro, o que ele faz? Se veste do bicho que mais tem medo pra amedrontar os bandidos à noite. Como transar com uma cocota que é bom, nada, sempre pode piorar. Ele ainda me arruma um parceiro de 13 anos pra ajudar a bater em criminosos supersticiosos durante as madrugas. Óbvio, né? Só poderia dar nisso. Afetado! Agora eles são conhecidos como a dupla dinâmica... Er... um marmanjo de roupa de balé e máscara de morcego saltando prédios ao lado de um adolescente fantasiado de duende (sei lá o que é aquilo). Robin, faria mais sentido você ir ajudar Papai Noel a entregar presentes.


Enfim, o cara mais rico da cidade anda de morcego com um jovem duende numa cidade de arquitetura e grafia insinuantes da cultura gótica. Se tivesse que batalhar na vida pra ficar milionário como todo ex-BBB (ou a gostosa - e vascaína - da Viviane araújo), aí ele valorizaria as coisas boas da vida. Agora, o pior que se pode achar musicalmente sobre o Bátema. Robíííííí! Tututututu Pá!

Agora, deixa eu aliviar a barra com a Vivi que é muito melhor. Não se aveche, Báts!

Superman: O Herói Improvável

Superman é o maior herói do mundo. Só um herói com tanta discrepância em torno de si, mas mantendo-se no 'top of mind' do grande público como principal referência poderia ganhar esse título. Vejamos algumas das bizarrices?

Em Superman: O Legado das Estrelas, descobrimos - nessa tentativa de reeditar a origem do azulão para os tempos atuais - os óculos disfarçam seus olhos azuis raros, sua postura é modificada de modo a parecer que é um desengonçado caipira e seu cabelo é penteado diferente enquanto Clark Kent. Beleza, a exemplo de um ator que interpretava gêmeos muito bem a ponto de confundir sua plateia - como numa peça que mamãe Kent tinha visto. Isso só aproximaria o Super de seu alter-ego, já que gêmeos são pessoas diferentes, mas são idênticos, no caso em questão.


Outras interpretações são estranhamente concebidas, como o fato de a população ver o Super como um deus enquanto Kent é só um jornalista caipira e talentoso e tals... Lex Luthor, por exemplo, uma mente tão talentosa quanto um Bruce Wayne da vida, já poderia ter descoberto há muito, que seu maior inimigo é seu grande amigo de adolescência - em algumas versões, eu prefiro que os dois tenham se conhecido em Metrópolis. Aliás, Luthor e Lois Lane podiam se casar na burrice. Lex chegou a deduzir uma vez a grande verdade, mas se negou a acreditar que um semideus aceitaria viver como um jornalista e não dominando o mundo... plausível? Vai saber...

Mas o fato é que nenhuma versão bate o filme Superman 2. Lois Lane descobre, ele confessa, abre mão dos poderes e passa a viver com ela. Depois, ele retoma seus poderes e dá um beijo que a faz perder a memória quanto a seu segredo. PQP!!!!! x3.

Só achei legal na minissérie Crise de Identidade que, além de várias baboseiras, como o Exterminador sozinho espancar a Liga da Justiça ou o Nuclear, com poderes químicos e nucleares ser ferido por uma espada e aceitar explodir ao invés de remendar a própria ferida, teve seus momentos. Quando A Liga revela que manipulava as mentes dos vilões pra que ninguém descobrisse suas identidades - explicando como poderiam viver tanto tempo enganando entes próximos e autoridades - inclusive a mente do Bátema, quanto a um assunto de conduta interno... Dá-se a entender, pela narrativa do Arqueiro Verde, que o Super nunca descobriu porque esperavam ele ir embora. Nessa hora, um close sobre a orelha do azulão insinua que talvez ele soubesse, com seus super sentidos, mas fizesse vista grossa (ou melhor, contextualizando) ouvidos de mercador) pra preservar a segurança de seus entes queridos.

Para a cueca por cima da calça, eu tenho a melhor teoria de todas TODAS! É o seguinte, você voa, sopra ar glacial, tem umas 20 visões diferentes entre calor, raio-x, telescópica, microscópica, infra-vermelha, e o caramba a quatro. Você tem superforça, super audição, sua força te faz ser superveloz e invulnerável. Tudo isso só por pegar um sol. Agora me diz, você ia ter medo ou vergonha de alguém te encarnar por uma sunguinha por cima da roupa de ginástica? Podia sair pelado de capa que ninguém ia falar, pô! Do contrário, é só incinerar. Rá!


Agora, fiquem com o pior do Superman. Quando as pessoas "leigas" acham que entendem de quadrinhos dá nisso:

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Não é bipolar... É internet!

A internet está a cada dia mais ampla e mais interativa, o que faz com que as pessoas fiquem mais interativas entre si, em relação a veículos de informação - oficiais ou não - e diante veículos que não fazem parte da internet, mas que souberam se inserir nela pra sobreviver a esse novo nicho, ao mesmo tempo, mundo.

O que nos leva ao objetivo deste texto medíocre... A rapidez com que pessoas saem da depressão para a euforia e para a depressão.

Bipolares? Não, não acho. Só acho que a informação viaja tão rápido que atrai certas características que não estávamos acostumados. Por exemplo, muita notícia o dia inteiro resulta em mídia de celebridades e suas grandes novidades de praia, água de coco ou "flagra" na night com pessoas agarradas. Também faz com que a violência fique banalizada... Você tem a sensação de que aquilo está se arrastando sem progressos, mas é só uma notícia com atualizações de uma frase e meia a cada hora. Enjoa.

Agora vem o pior de todos... Redes sociais. Sim, você está pensativo e republica uma foto com algum pensamento supostamente de Clarice Lispector, ou Daniel San, tanto faz. Fica feliz porque alguém curtiu e compartilha aquela mensagem de saudades de quem se ama. Ninguém curte, porque está compartilhando algo mais que pintou na linha de tempo, e você parafraseia Cazuza e Lobão lamentando que a vida voltou a normal, que é manchete popular e tem vontade de chamar alguém de palhaço. De fato você o faz, compartilhando outra fotinho debochada. Aí, a página engraçada que você curtiu é comandada por alguém que não se atém muito a temas e compartilha, dentro da página de humor, uma mensagem do tipo "estou sozinho, será que alguém sozinho também pensa em mim?".

Só então, você percebe que metade das páginas "de humor" do Facebook, por exemplo, têm 'depressão' no nome. É uma modinha imbecil que achou de reavivar algo que os góticos já faziam há uns 40 anos. Repito, a velocidade de informações diferentes passando pelas nossas caras faz isso. Pessoas se acham depressivas, deprimidas, bipolares e até infelizes de vez. Besteira! Acontece que muita gente deixa de pensar e passa a só repassar o que vê na tela. Ninguém quer exercitar o pensamento, a auto-estima ou opiniões. É vício. Você pressiona por meio segundo a tecla "k" e você está demonstrando achar graça de algo compartilhado. Enquanto isso, sua feição é austera já procurando a próxima foto/frase pra curtir, compartilhar e comentar com inúmeros "k", "fatão" ou qualquer outro clichê (iniciar o coment com "#" é opcional, pois alguns sabem o que é hashtag, a maioria nem sabe como é o Twitter).

Internet é como uma droga, você passa muito tempo ali consumindo, perde noção de tempo, de impessoalidade, se acha um personagem do Second Life dentro de sua própria vida de Facebook (Second Face?!) e quer um rótulo pra si. Quer pertencer a uma tribo. Nada de estranho quando se é adolescente, só que isso levava mais tempo antes. Você saía, conhecia gente, olhava, era apresentado por alguém, ia conhecendo, ia formando sua personalidade infanto-juvenil enquanto se apegava a um universo próprio... normal. Agora, é um bando de marmanjo metido a hipster depressivo que não se mata, só se veste esquisito e só larga do pc pra beber o toddy que a mamãe preparou. Você se sente entediado, vazio e não acha graça em quase mais nada quando gruda no computador. Tudo vai passando e você só quer compartilhar o próximo tópico.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Análise de Letra: Lado Oposto (Maurício Baia)

Esse texto, na verdade, é um ensaio sobre Lado Oposto, canção gravada por Baia & Rockboys - que eu conheci há anos; e tocada até hoje por Maurício Baia. Coloquei o link para a letra da música, pois, se eu juntar aqui, ficaria um texto tão grande que muita gente nem ia tentar acompanhar por ver muitas palavras e poucas figuras. Enfim, sociedade na era da informação e as pessoas ainda não gostam de ler nem nos livros... Não sou eu que vou tentar entender como não gostam de ler no computador.

Enfim, vamos lá. A letra já começa dizendo que sempre tem um pra dizer qual é o certo a se fazer. Sempre um padrão apresentado a seguirmos para estarmos em perfeita harmonia com o que se criou e o que foi aceito pela massa na sociedade. Gentilmente, Baia diz que sabe o que  ´'pra fazer", mas conscientemente quer experimentar outras alternativas de ser sem ter que ir pelo caminho fácil do que já foi criado por outros. Ele quer fazer algo que todo mundo espera só pra passar despercebido na multidão usando de um pré-determinado "bom gosto". Quem escolheu a referência para esse gosto genérico ser considerado bom? Esse gosto padrão é tão perfeito que não sobra espaço pra nenhum outro que seja bom, só que de outro jeito? Pessoas são tão iguais assim?

Galileu e a "Santa (?!) Inquisição.
A segunda "fase" da letra já vem com um tapa de luva de metal na fuça da sociedade. Ele cita Galileu Galilei e a atribulada carreira do cientista. Galileu saiu do cômodo pensamento imposto pela igreja católica e reviveu uma hipótese anterior, de que o Sol era o centro do universo, não a Terra. Passou por problemas com o Santo Ofício (inquisição) por heresia. Mas ele é lembrado e respeitado até hoje por seus feitos pela física e astronomia. Ele só se tornou relevante para a sociedade quando usou seu conhecimento e opiniões em frente. Viu que precisava dizer e disse. A lei e a ordem mudam conforme os tempos, até onde somos desobedientes simplesmente e a partir de quando deixamos de ser rebeldes para sermos inovadores em valores ultrapassados? Vale pensar diferente pra ver opções interessantes.

Maurício Baia, hoje em dia, em carreira solo.
Antes de falar na terceira estrofe, registro qui que não sei exatamente se Baia teria usado a palavra "desapercebido" por hábito de linguagem ou se foi metódico em sua ironia. "desapercebido" é diferente de "despercebido", quando o primeiro significa alguém desatento e o segundo é, de fato, algo ou alguém que passou sem percebermos. Enfim, ele fala que "desapercebido", um sujeito passa pela vida, no bolo de pessoas que estão por aí o tempo todo e trabalha, se diverte, faz e acontece em coisas que não foram determinadas por ele mesmo. Acaba procurando alternativas dentro do que foi convencido a achar que era liberdade, casos extraconjugais, ilegalidade, subversão... Se quem canta a música é louco por querer ver algo além do que é 'permitido', o que é o cara que aceita viver sem ter decidido o que seria da própria vida?

Na última estrofe, ele já diz abertamente que não aceita como certo o que as pessoas dizem por que todo pensamento chega por meio de um interlocutor. Se um pensou e os outros concordaram, beleza, mas isso não cria uma obrigação de que só aquele pensamento seja o certo. É UM pensamento, não dá pra se conformar que no meio de 7 bilhões (disse BILHÕES!) de pessoas, só aquela "meia dúzia" é que sabe como tudo deve funcionar (talvez o erro seja esse, menos gente entrando para o clube da opinião própria do que deveria... hmm... talvez cotas obrigatórias para este contingente, mas estou divagando). Tendo essa liberdade de pensamento, é natural que se desconfie de autoridades - e seus seguidores - que acham prepotentemente que são a referência social do mundo, mas são tão passíveis de erros quanto qualquer um. Baia diz, no finalzinho, que abre mão da felicidade corriqueira, fácil de se seguir pra poder pensar de forma autônoma e escolher o que lhe cabe por conta própria.


quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Entretenimento, Política e Você


Claro que a indústria do entretenimento não tem nada a ver com a situação política do país. Isso deve ser coisa nova, deve ser modinha desses comunistinhas de faculdade que querem ver conspiração em tudo. Entretenimento é um campo muito diferente da chata política. É feito por pessoas que só querem te divertir. São empresários, sem vínculos externos, como patrocinadores ou associados, e sem interesse algum além de te fazer sair dessa realidade triste e dura. Sorria. Rir é o melhor remédio. Entretenimento está em tudo, política não.

O que tem a ver a Carminha e a Rita, da novela, com as greves de professores, policiais e outros profissionais do setor público? NADA! Não é culpa da novela ou da música que exista gente insatisfeita no mundo. Nem que o governo não se importe. Talvez estivessem mais satisfeitos se assistissem à novela. Se ao menos saíssem mais pra beber e cantar, não gastariam tempo fazendo passeatas e demais manifestações de protesto. Política sim é um troço chato Aproveite a greve pra ver novela. O resto não merece atenção. Político nenhum presta e você não vai querer se meter com isso.

Faça como Cypher, aquele traidor em Matrix, e abandone seus companheiros de luta pra viver confortavelmente no mundo em que os dominadores da informação e do sistema pensam por você. Talvez não seja o que você pensaria pra você e os seus, mas e daí? A vida é boa com todas as qualidades e defeitos. No ruim de tudo, você não “vive” na rua, não precisa pedir esmola, não está entrevado na fila de um hospital, nem está numa prisão esquecido por todos. Você pode ir à escola, entrar numa faculdade e arrumar um bom emprego.

A indústria do entretenimento não é um modelo padronizador de opinião. A massa não é manobrável, tanto que democraticamente escolhe que canal assistir. Não é como na época de Getúlio Vargas, quando Gegê incentivou o desenvolvimento do Samba, durante o Estado Novo, para criar a utopia do povo carnavalesco, alegre e trabalhador, se aproximando das classes mais pobres. Não é como na ditadura militar, quando o futebol campeão mundial abafou com fogos e música os gritos de seus vizinhos seqüestrados, torturados e mortos pela repressão política e ideológica.

Nada disso. Se todos parassem diante da TV pra assistir à novela, não haveria conflitos. E você não pode culpar o entretenimento. São poucas “famílias” tomando conta de jornais, revistas, canais de TV e rádios, mas são tão bem intencionadas. Imagine se eles relaxassem. Você teria que procurar algo pra fazer e pensar por conta própria. Mito da caverna pra você. Dá medo de sair do conforto, né? Fazer o quê? Algo que não está na TV não existe. Tudo já estava aí e é mais fácil seguir o líder (mesmo que ele seja um personagem).

Fique aí e não ataque os lobos. Mesmo que o cordeiro acabe condenado por isso. Faça o que dizem e seja Homer Simpson com dignidade. Dino da Silva Sauro trabalhava para a We Say So (Nós dizemos que é assim – em livre tradução). Faça isso. Só não se iluda, você demandou a responsabilidade de suas decisões a outros. Não pense que você é livre e que faz o que quer. Não reclame “essas m... só acontecem no Brasil”. Meu país não é uma droga. O povo é que não o honra. País é o que fazemos. Se não fazemos...

Gabriel, o Pensador diz assim em “Até Quando?”: A TV existe pra manter você na frente... na frente da TV. Que é pra te entreter, que é pra você não ver que o programado é você. Aliás, vou deixar o clipe aqui, porque a música inteira é tão rica em letra que só um trecho não faz justiça. 

Faça um exame de consciência.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

'Rá!': Mais Que Uma Palavra, Um Conceito


Fenômenos paranormais sempre dão o que falar. Sempre. Pode ser um ET, pode ser uma assombração, pode ser um político comprovadamente corrupto se reeleger, enfim, este tipo de coisa que a gente não sabe explicar, mas que dá o maior cagaço de qualquer forma. E sempre tem uma ou duas emissoras de grande alcance de massa para divulgar essas tranqueiras como se houvesse possibilidade de vivermos nesse mundo sci-fi da vida.

Até porque, uma coisa que nunca me explicaram é: Por quê toda manifestação sobrenatural veiculada nos meios de comunicação sempre são algo que já aconteceu em filmes? Porque não tem ET em outra forma que não no cinema? Porque os fantasmas só fazem o que outros já disseram ter presenciado?  Roswell vai ser a fantasia original pra sempre? Originalidade, gente! Aliás, muito me admira, por exemplo, o Fantástico (não tão Fantástico, hoje em dia) fazer esse tipo de matéria de vez em quando, quando o próprio semanal já teve um quadro justamente desvendando essas lendas urbanas. Whatever... Um dia faz uma matéria pra dar audiência, no dia seguinte faz uma desmascarando pra dar mais audiência. Não vou dizer que confio, nem que não confio... mas não confio.

Estou aqui para falar do paranormal Padre Quevedo Thomaz Green Morton. Sim, se você não esteve numa ilha deserta em 1995 (mais ou menos) e assistia ao Fantástico, você se lembra daquelas matérias toscas pra pegar o lado supersticioso do Homer Simpson. Numa dessas, estava Thomaz, conhecido como “Homem do Rá!”. Porquê? Porque ele gritava essa palavra para energizar (sabe lá o quê), e teria o significado de luz, e esse papo hippie. O fato é que Thomaz era um ilusionista muito bom para quem queria acreditar, mas uma rondada muito básica pela internet e você encontra facilmente matérias desmascarando seus feitos. Ou seja, muito bom pro leigo que não espera a esperteza, como o público de qualquer ilusionista. Mas pra quem estuda isso e entende, não dá pra pagar de curandeiro das estrelas pra sempre, né? Rá!

Luzes misteriosas que surgem onde ele quer mostrar, perfume brotando da mão, cura de doenças, entortamento de talheres e moedas sem mesmo tocá-los... Enfim, eu o chamaria de raspa do joá se ele prometesse também curar caspa e seborreia, além de preparar um bom suco de tangerina, mas estou divagando. Só pra não terminar a divagação em vão, ele convenceu Tom Jobim e Hildegard Angel de seus poderes... Até aí, ele era mentor de Baby do Brasil, antiga Baby Consuelo (aquela senhora que afirmou que Jesus é um surfista de cabelo azul).

No mais, nada disso importa. Importava em 1995, quando um colega de sétima série me ensinou os caminhos gloriosos do ‘Rá!’. Nada de mágica, era ligando e desligando os interruptores da casa mesmo. Só pra fazer palhaçada. Mas o fato, é que eu faço isso até hoje, num tom jocoso, talvez um deboche, mas para mostrar simpatia. Gesto esse que inspirou outros a usar para mim também, gerando uma rede social de ‘Rá!’. Ha-ha. Por isso eu faço ‘Rá!’, porque, no fim das contas, o charlatão anda recluso, mas a palavra realmente me gerou boas energias de empatia com meus amigos e parentes. Rá!   

Veja mais sobre fraudes em:
Fraudes: Me engana que eu gosto.
Thomaz Green Morton: Charlatão desmascarado.
Site: Ceticismo Aberto.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

F.R.I.E.N.D.S.: A Maior Série Clichê de Todas TODAS


E ainda assim, das mais queridas. Senti falta de críticas sobre a série que não fossem preconceituosas por ser feita nos EUAses, nem essa babação dos fanboys/girls que não enxergam defeitos no que eles gostam. Primeiro de tudo, é uma série adolescente. Sim, embora os personagens sejam adultos, seu modo de lidar não condiz muito com a “regularidade” de jovens a caminho dos 30. Isso está mais para quem está a caminho dos 20 (no geral, não se trata de um documentário). Mas estou psicanalisando, nada de compromisso com a verdade ou pesquisas de opinião.


O que comprova a teoria do parágrafo anterior é a imaturidade dos personagens. Mesmo Ross, que fora casado e já começa a série se preparando pra ser pai, age feito um nerd de escola de filme dos anos ’80, vivendo um amor patético platônico com quase 30 anos. E esquece isso assim que Chandler e Joey dizem: Cara, siga em frente com sua vida. Ah, tá bom. Estabilidade emocional pra quê, né? Logo depois (situação comum na série) tudo vai por água abaixo, quando Chandler deixa escapar para Rachel que Ross era apaixonado por ela desde a adolescência. Rachel agora está gamada nele. Hein?! E resolve ir recebê-lo no aeroporto, pois Ross havia viajado para uma pós-graduação na China. Só que ele retorna com uma namorada chino-americana. 

Rachel demonstra uma característica, a partir dali, que será uma constante em seu comportamento: o egoísmo típico de uma patricinha mimada (como a invejinha dos amigos que chegam perto de casar e tals). Ela fica praguejando pelas costas porque queria estar com Ross. O que depois a gente vê que era só o capricho de uma maluquete que chora pelo que não tem. Mas quando engatou (UIA!) o namoro não agüentou ter que dar atenção a ele. Se deslumbrou com o novo emprego – aliás, muito bom, hein! Vivia à custa do papai rico e foi ser garçonete porque não tinha qualificação nenhuma, além de entender de roupas caras. O próximo passo? Óbvio: Consultora de moda para ricos na Ralph Lauren.

Ross, enciumado com o deslumbramento de Rachel pelo cara que lhe arrumou o emprego, acaba estragando o clima e Rachel pede um tempo. Eles “terminam” (não, estavam ON A BREAK!) e Ross se relaciona com outra. Aí, Rachel resolve que devem voltar e se zanga por ele ter dormido com outra. Ela quis terminar, beleza. Ela quis voltar e ele deveria estar esperando. Ok. Ok? E depois o chefe ainda admite que gostava dela, mas não falava por1que ela namorava outro e ela nem pra se tocar? Ê, Rachel, ê, Rachel!

Isso se repete quando Ross se apaixona pela inglesa Emily e resolve se casar. Phoebe não pode ir até a Inglaterra porque está prestes a parir os trigêmeos de seu meio irmão (isso sim é originalidade!). Rachel resolve ir até a Inglaterra pra dizer a Ross que ainda o ama só pra ser honesta. PQP, Rachel? A série é sua, né? Ficou amiga dos produtores cedo! Um adendo, um momento genial foi a participação de Hugh Laurie (o pai do Stuart Little eterno Dr. House), em que ele é colega de voo de Rachel e joga na cara dela o quanto ela é egoísta e péssima amiga por ir atrapalhar o casamento do cara. Além de tudo, pelo que o passageiro invocado entendeu, sim eles estavam ON A BREAK! Mágico.

Rachel chega, não se declara, mas Ross estraga tudo dizendo seu nome no lugar do nome da noiva. O casamento acaba e Rachel ainda quer passar por cima da fossa dele pra perguntar se o acontecido significava que ele ainda a amava. Mas o mais legal não foi isso, vamos falar de coisa boa vamos falar da tekpix, foi nessa sequência que Chandler e Monica iniciaram seu relacionamento – que termina em casamento com gêmeos adotivos – esse sim o relacionamento legal da série. Adulto e sem idas e vindas de ciuminhos, joguinhos de “pros x contra” ou intriguinhas de terceiros interessados. Outra coisa, a série não só é da Rachel, como é feminista. Uma série tão clichezenta e a mulher termina como mãe solteira e bem sucedida que deixou de ir a Paris pra ficar, claro, na última hora, com seu grande amor, Ross. Aposto que terminaram de novo depois de uma semana.

Agora como tanto clichê tornou Friends uma das séries mais rentáveis e carismáticas? Mérito de tudo isso é pro elenco. Sem dúvida, um achado. A química entre eles e o carisma salvaram a série de ser só mais um besteirol americano. No geral – e hoje, à distância – dá pra perceber nas eternas reprises da Warner que a série não ficou datada (fora os penteados e figurinos das primeiras temporadas, bem fincadas nos anos ’90). Friends é sim um produto de qualidade, mas não pela criatividade do roteiro ou originalidade. É uma preciosidade sim, porque soube remexer clichês mais do que batidos da dramaturgia estadunidense de forma a organizar de modo interessante. Tanto é, que a trilha sonora da abertura do piloto da série era Shinny Happy People (do R.E.M). Tem até a ver, mas você acha que poderia ter sido diferente? 


sábado, 14 de julho de 2012

Jovens E Os Relacionamentos Contemporâneos


Valeu pra aprender. O cara bucha que larga das amizades por causa de mulher, leva um chute e quer beber até afogar as mágoas. É esse tipo que acha que pode ensinar sobre o amor. Esse é meu sarcástico resumo de Valeu Pra Aprender. A música é animadinha, mas quando você não está na festinha e presta atenção na letra, só dá pra pensar assim: “(...) ficar ouvindo um bostinha de 20 anos dando aula de relacionamento (...)”. Trecho do Vlog do Fernando sobre relacionamentos. Aquele simpático e mordaz senhor que faz brilhantemente seus monólogos acerca dos assuntos cotidianos mais em voga (abaixo, o dito cujo).

Relacionamentos e o modo como o jovem se relaciona com seus... er... relacionamentos. Enfim, o trocadilho foi mais safado que modelo marombada dizer que sua profissão é 'personalidade do carnaval'. 

Falo de jovem, porque todos sabemos que, a despeito dos eventuais tiozões presentes ali, esses são ritmos da garotada. O sertanejo universitário (O.o), o funkeiro, o pagodeiro (não samba), o micareteiro, todos eles vivem como se estivessem num comercial de creme dental: Tem que beijar alguém pra sua vida fazer sentido. Quando a maturidade emocional é a mesma de um avestruz, estar solteiro vale como falha. Uma demonstração de que não é desejado ou que não é capaz de conquistar ninguém (talvez por isso, tanta gente namore, mas não deixa de sair pra pegação. Curtir a vida parece que se resume a beber e “pegar”, mas sem perder o status de “em um relacionamento”.

No mais, vivemos num mundo tão globalizado que o que se tem em comum nas diversas camadas da sociedade é a cachaça e o sexo. Você age como uma vadia e reclama que só encontra safado? Você sai com os amigos pra “mostrar quem manda” nas meninas e acha que é o máximo? Sério, vão se catar! 
Vejo uma garotada que cresceu no tamanho, mas ainda vive aquela realidade infantilóide de disputa entre meninos e meninas. Só que com sexo, bebida e música (?!) descartável de qualidade duvidosa na jogada.

terça-feira, 8 de maio de 2012

A Auto-Ajuda Nossa de Cada Dia

Auto-ajuda? Auto ajuda não é aquela que alguém te escreve num livro pra você seguir... isso é ajuda de terceiros, no mínimo! Auto-ajuda é aquela que você faz por você mesmo. E não precisa estar rico, com namorada(o) nova(o) ou coisas do gênero. Basta pensar no que você tem de bom em sua vida.

 Se você nasceu com saúde, acessa à internet (e, obviamente) está lendo isso, você já está à frente de muita gente analfabeta, excluída digitalmente e enferma. Dê graças a Deus - ou bem feito a Murphy - mas não me venha choramingar da vida, pois, isso, só serve pra alimentar pena de si mesmo... e quem tem pena, amigo garcianauta, é travesseiro de desenho animado.

 Se você precisa ouvir ou ler dos outros, que seja, mas não dependa disso, apenas. O que deu certo pra outros pode não ser o melhor pra você e o que você pode bolar se deixar a preguiça letargia de lado, pode ser o que muita gente precisava ouvir ou ver. Pense que ajudando aos outros, estamos nos ajudando também. Parei por aqui, mexa-se.
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