Crônicas, divagações e contestações sobre injustiças sociais, cultura pop, atualidades e eventuais velharias cult, enfim, tudo sobre a problemática contemporânea.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Urna eletrônica não é pinico


Eleições chegando e é inevitável... tenho que falar da campanha eleitoral (denovo, mas dessa vez é por outra abordagem). As próximas eleições são para eleger (dah!) prefeitos e vereadores. É fácil distinguir um tipo do outro. Os candidatos a prefeitos são aqueles que escolhem um tipo (‘do povo’, ‘doutor’, etc) e fazem seu marketing pessoal/profissional/político em cima (UIA!) disso. Os aspirantes a vereadores são, basicamente os tipos citados e mais um porrilhão de sub-tipos diferentes. Tem ator que leva neta e um filhote de gato, tem “zé das couves” que promete salário mínimo de R$ 2000,00; tem tiazona esquisita que promete plástica gratuita e tals...

O negócio é que quem quer ser prefeito “esquece” que segurança (polícia) é coisa do estado (governador), saúde é nos hospitais municipais e afins, educação, mesmo caso da saúde, mas em termos de escola... Não agüento quando os caras falam em trato com o presidente pra salvar o país, quando eles nem falam do município e fazem parecer que é tudo uma coisa só – talvez aqui no RJ, pelo fato de a capital ter o mesmo nome do estado.

Já quem quer ser vereador – a maioria – nem parece saber pra que serve um. (Nota venenosa: Talvez por eles terem vindo do povão – que também não parece entender muito bem pra que serve um vereador). Aí, amizade, é uma orgia (nham!) de promessas vazias do tipo: “Pela saúde, educação, segurança, cultura esporte e lazer!”. Fora as frases de efeito que a gente ouve através dos genes de nossos antepassados até hoje. Tem os que tentam reeleição e se gabam de uma ou duas leis que teriam criado (Má, Bátima, quatro anos pra criar SÓ DUAS leis?). É, gafanhoto, quatro anos é muuuito tempo...

Já falei num post anterior sobre o que acho das pesquisas de intenção (aquelas que entrevistam 100 ou 1000 pessoas e divulgam como se os milhões de habitantes restantes também tivessem votado – e são sempre os mesmos candidatos). Agora vou falar dos objetos de intenções de votos. Eles criam a cultura do medo e fazem os governos atuais parecerem um droga. No final, quem ganhar, ano que vem, vai fazer de tudo pra mostrar que a cidade prosperou, mas, enquanto isso, vai mostrando correligionários e aliados botando as carinhas de bons moços pra angariar alguns votinhos.

No fim das contas, veja bem em quem você vai votar, ô coió. Parece clichê, mas é pra votar consciente. Nada de dar voto pra quem tem cara de bonzinho – olha o Collor aí, gente! - ou quem se garante apenas em seus famosos nomes ou em famosos nomes de outros (como a candidata que fala menos que seu pai ex-governador ou um que aparece na mesmíssima posição que seu irmão deputado – e, óbvio, de mesmo sobrenome – apareceu antes). Presta atenção se o seu candidato tem mesmo propostas plausíveis ou se é só o mesmo monte de asneiras recicladas dos anos passados.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Brasil: País do “Tudo bem” ?


Estou aqui hoje pra falar do país do futuro. É, do nosso Brasil (Ou, BRONZIL – talvez, pela empolgação ufanista com que alguns veículos de comunicação lidaram com o assunto). Pretendo falar algo que sai do senso comum do “coitadinhos de nós, sem investimento, matando a sede na saliva pra representar nosso país”.

O negócio é que essa gente bronzeada (hein, sacou? BRONZEada) mostra seu valor, mas, ao que parece, não distingue muito bem o significado de uma olimpíada de um jogo de bola de gude ( a menos que o jogo de bolas de gude fossem um esporte olímpico, aí teriam o mesmo significado, pelo menos nessa parte do ano, mas estou divagando...). O importante numa olimpíada É GANHAR. O ouro é o que se deve (ou deveria) almejar. Simplesmente ganhar medalha, seja lá qual for, é papo de quem chega sem querer ou sem saber o que fazer. Se o importante mesmo fosse só competir, não haveria necessidade de um pódio só com três lugares, e mesmo assim, um mais alto que o outro. Ou, uma medalha pra cada um por participação.

Por ter de lutar numa espécie de final genérica pra conquistar o bronze, temos a impressão de que ‘ganhou-se’ o bronze, mas, a verdade, é que você perdeu antes da final do ouro (saca? A que importa!). A prata, nem se fala, é a final que importa e que você perdeu. Lóóógico, não sou tão chato que não reconheça alguns bronzes e pratas que valeram ouro (meninas do futebol, Ricardo e Emanuel no vôlei de praia, enfim, deu pra entender, né?), mas o conformismo com o fato de não ter investimento é que me irrita. E isso nos leva ao próximo parágrafo.

O Brasil é o tipo do país que se passa por coitadinho por não ter investimento, mas nos mundiais da vida eles ganham. Porque os jogos olímpicos causam tanto amarelamento? Tem, sim, quem chegue lá na base do sacrifício, mas, calma lá! É digno mandar aquele papo de ‘Tudo bem, tem mais quatro anos pra ir em busca do sonho’? É esse o conceito de país do futuro? Pensar sempre na próxima, prometer um êxito que não chega, e aí, fazer uma pseudo-festa por algum “quase” (sempre tenho a impressão de que, no fundo, a galera do ‘não-ouro’ não vibra tanto na intimidade de suas vidas particulares). No frigir dos ovos, todos sabem onde o calo aperta. Por vezes fica a impressão que as explicações são meramente um placebo, uma jogada de orgulho ferido temperado e diluído na lábia de quem vai ouvir e pensar muito mais do que falar.

Por favor, vamos parar com essa conversa mole de que o que vale é representar o país. Não se representa um país perdendo. Não façam isso, falo por mim, por favor. Eu vos libero pra tentar uma carreira de torneiro mecânico ou açougueiro – aliás, você pode cortar uma peça de alcatra errado e dizer que vale a intenção, pois um boi morto e esquartejado não pode mesmo te culpar por nada. Desculpe a intransigência, mas quando eu vejo o pessoal festejando algumas medalhas, das quais parte delas foi conquistada por erros dos concorrentes, fico angustiado. Tem gente aí que já se aposentou e nunca deixou o discurso de “tem mais quatro anos aí pra tentar reverter a desvantagem”. E os países que nem Deus sabe onde fica, mas que ficaram à frente do Brasil no quadro de medalhas? Eles têm toda essa gama variada de esportistas que nós temos?

Minha sugestão é: Camelôs de CD´s e DVD´s piratas no atletismo.Eu vejo na hora do ‘rapa’, com toda aquela explosão muscular, seria KABLAM!!! Vários ouros! Se não desse certo, ainda restaria o velho discurso “A gente tá trabalhando, tá ruim de achar emprego! Ninguém investe na gente!”.

FGarcia® não recebe investimento.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Velhice. Você está preparado?


Vamos fingir que a violência não está se tornando “causa mortis: natural” e que doenças são casos isolados de infelicidade. Vamos considerar que a velhice é algo certo no processo natural da vida de um ser humano – Lembra: ‘Nascer, crescer, reproduzir (nhac!), envelhecer e morrer’?

Eu acho que minha velhice será algo muito legal por um lado e uma agonia por outro. Legal porque a passagem para a senilidade será algo muito sutil pra mim. Imagina: Quando eu tiver cabelos brancos e começar a pensar alto sobre divagações diversas pelas praças, jogos de damas e filas de bancos ninguém mais vai se admirar, ué, trata-se de um velho gagá! Quando a imaginação se mostrar estranha não ouvirei mais: “Eu, heim, parece um velho falando sozinho!”. Vou poder resmungar à vontade sem ouvir comparações pejorativas com a terceira idade. Ao invés disso, vão, descaradamente, dizer na minha cara – isso quando não reclamarem em voz baixa fazendo aquela cara de “Aff, velho é um saco!”.

Por outro lado, terei que lidar com a calma e vagarosidade que o organismo estará sujeito tendo, assim, que me acostumar a não mais fazer as coisas correndo e/ou várias ao mesmo tempo. Acho que somente assim eu vou deixar de ser ansioso e, um tanto quanto, hiperativo. O plano de saúde vai ser mais caro, vão me tratar como uma criança retardada mental, vou ter mais um fator para pensar se vou chegar vivo até o fim do dia e outras coisas. Corpo frágil feito o de um recém-nascido. Apesar de que, hoje em dia (e a tendência é evoluir), os velhinhos surfam, escalam montanhas e descem de rapel, saltam de pára-quedas e ouvem heavy metal e samba de raiz (até porque, muitos dos pioneiros da nobre arte das músicas que revolucionaram o mundo estão da meia para a terceira idade).

Cara, parei pra pensar que até lá, a garotada do futuro vai me ouvir dizer: “Porque eu curtia muito heavy metal, samba, música clássica...” e os fraldinhas emos futuristas vão me interromper dizendo: “ Pô, coroa, essas músicas de velho aí!!! O negócio é MICA-RAVE pulando muito atrás do TRIO TECHNO-ELETRÔNICO, aí!!! (Podem ser dias tenebrosos nos aguardando nas esquinas do futuro)

Carai, divagação da pesada!

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

A (polêmica) Favorita


Sabe, estava prestando atenção aos comentários desta semana - mais precisamente do capítulo de terça-feira, 05/08/2008 – sobre a novela A Favorita da Rede Globo. O capítulo mostrava uma tremendaça de uma reviravolta na trama. Obviamente gerou repercussão proporcional à audiência que tem.

Basicamente (pra quem não sabe a história), trata-se de duas antigas amigas, uma leva o marido da outra, o marido é assassinado e a “fiel” é presa por 18 anos. Na saída, ela faz de tudo pra que os outros acreditem na sua inocência, ao passo que tenta mostrar que a outra é que roubou tudo dela e a culpou pelo crime. “Santa confusão, Bátima!!! Então, você vê novela e nem me conta detalhes dessa trozoba?!” Calma, gafanhoto, Tio FGarcia® elucida o mistério.

Primeiramente, não é sobre a novela que eu vou falar (digitar!!!). É sobre muitos comentários que eu vi por aí. Acontece que a personagem de Patrícia “continuo linda” Pillar, Flora, começou a novela como a coitadinha injustiçada “Ó, vida; ó, azar”, enquanto Claudia “Donatella – Santa tartaruga!” Raia era a perua esnobe pra quem todos nós torcemos o nariz quando aparecia em cena. Enfim, o típico folhetim de sempre (redundância proposital). Aí, de repente, não mais que de repente, pinta a grande reviravolta: João Emanuel Carneiro, o autor, mostra a, outrora, coitadinha admitindo que matou o ex-marido. Por isso, a personagem de Claudia “sou um mulherão” Raia passa a ser a chorosa injustiçada. Como assim?! Tão no início?! Hmm... aí tem...

Mas, o que eu quero mesmo falar com toda essa “sintonização” no tema, é a decepção que inúmeros telespectadores tiveram. Só que a maior decepção não foi com a Flora... Foi com o autor! Ó.Ò . Tantas pessoas reclamando da trama ter se virado em “180º flip turn around plus ex vt 16v” foi até normal, mas o choque das pessoas com o fato de alguém se mostrar um lobo em pele de cordeiro é de uma ingenuidade ímpar. Vai dizer que você nunca se deparou com algum “duas-caras” por aí? Fala sério, o que mais tem nesse mundo é fofoqueiro, gente pra tentar te derrubar. É utópico e sem sentido querer que, nas novelas, o bonzinho seja 100% bom e o vilão seja totalmente mau.

Aí vai ter um mané, lá no fim da sala, que vai dizer: “Ma, Cuma? Você acha que o povo tem carga intelectual pra agüentar personagens profundos em novelas?”. Eu respondo desse jeito: Não, sei que não há espaço pra esse tipo de conteúdo, mas se a novela se chama A Favorita, todo o marketing da novela é sobre duas mulheres com a mesma história e uma está mentindo e, no final, a verdade se revelará... Putz... precisa explicar mais sobre o porquê desse texto? Chocado mesmo, fiquei eu ao ver que as pessoas foram com a cara da coitadinha e não acreditam em sua porção obscura. Será por isso que há tanta impunidade nesse mundo? Acho que o povo tem uma boa fé meio burra e se sensibiliza com qualquer carinha de triste. Tipo... quebrei sua janela, mas eu sou tão triste sem quebrar... “Ah, tudo bem, todo mundo tem, problemas...” Baaah!

FGarcia® defende a flora... e a fauna e todo o meio ambiente.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Patriotismo – Prestígio ao país


Critica-se muito os estadunidenses pelo seu exacerbado amor à pátria (deles, lógico, né?). Mas, se eles são os manés por amar sua pátria... o que somos nós com nosso pouco apoio aos esportes “não-futebol”, nossa pouca freqüência às salas de projeção (cinema, pô!!!) para assistir filmes brazucas e tals? Parece aquele caso dos “Alfa” que sempre trataram os “Nerds” como lixo, mas no final... Quem é que se dava bem mesmo?

A idéia pra este post me veio quando vi uma notícia na internet (vide o desenho acima)sobre o famoso artista (pra quem curte quadrinhos, seu nerd!)Alex Ross - que possui uma técnica de pintar seus desenhos com aquarela dando um ar realista às histórias em quadrinhos ou posters que faz. A notícia mostrava uma arte do mancebo retratando Barack Obama – candidato à presidência dos Euases – numa posição (UIA!) estilo Clark Kent abrindo o paletó para se mostrar como Superman. Na mesma página, estão diversos comentários sobre isso. E não faltaram críticas ao extremo patriotismo estadunidense. Mas, as pessoas abusam do sofisma para falar certas coisas e não avaliam seu próprio rabo sentado no formigueiro enquanto condenam pessoas que deixaram um doce cair no chão.

Pra começar, é um desperdício de cérebro só olhar para a sua cultura e ignorar ou falar mal da dos outros (o contrário também acontece e é, igualmente, uma lástima). Já que alguém tem amor obcessivo por uma certa quantidade delimitada de terra, há que se perguntar, pelo menos, duas coisas: “Por que é assim?” E “Por que eu não sou assim?” . Explico. Eles são preconceituosos quanto ao que vem de fora? Sim, mas nem todos. Pra se manter no topo eles derrubam quem estiver no caminho ou tentando alcançar? Sim, mas, você faria diferente? Não estou afim de defender ninguém, mas, aqui, faz-se piada com verdadeiras desgraças (pobreza, corrupção, violência e até com o presidente) e ainda se tem orgulho de chafurdar na lama durante o carnaval. Segundo os sofistas isso mostra como o povo brasileiro é valente. Pff... Faláceas!

Enfim, se repararmos bem, uma das coisas que mais nos incomodam neles é seu patriotismo cego, ao passo que, aqui, no nosso quintal, caem corpos de cidadãos, bandidos e policiais (cidadãos ou bandidos) – por fome, tiro ou doença. Como eu citei antes, estamos sentados no pudim caçoando de quem derrubou um cajuzinho. Não vejo nada de mais em um artista mostrar seu apoio a seu candidato preferido e não sei por que um país tão evoluído em diversos segmentos em que não somos merece ser tão criticado por nós. Deveríamos criticar os que nos assolam e não quem mal sabe em que parte do planeta vivemos.


FGarcia® é um índio-pivete-jogador de futebol que vive numa palafita-barraco na floresta, à beira da praia de Copacabana (saca, Buenos Aires!), fala Espanhol e curte samba (aquele ritmo que parece uma mistura de lambada com salsa, entende?).

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Pesquisas de opinião


Alguém se habilita a me dizer pra que servem as malditas pesquisas de opinião quando eleições se aproximam? Teeempoooo... tic-tac-tic-tac... Ninguém? Não?

Pois bem, conjecturei algumas causas e conseqüências das pesquisas encomendadas aos institutos de pesquisas da praça para utilidade funcional nenhuma – pelo menos não de uma forma limpa e ética, mas estou me adiantando. Confiram:

O eleitor médio (e alguns não tão “Homer/Lineu Silva” assim) vê as pesquisas e seus resultados. Rapidamente, vem a reação a quem está em primeiro, segundo e, se seu candidato não estiver nessas posições (UIA!), as posições finais (se contabilizar pelo menos 1% dos entrevistados). Gostaria de dizer que seu candidato em primeiro lugar nas pesquisas não influencia a vida de ninguém já que você já estava convicto. Agora, se seu preferido não figurava no topo dos resultados, ou se você estava lá naquela galera dos “votos brancos, nulos e indecisos”, a coisa fica um pouco mais complexa. Próximo parágrafo destilando o soro da pretensa verdade paranóica é com você.

Seu candidato em segundo nas pesquisas (ou em terceiro se a disputa estiver acirrada) ainda te dá esperanças de votar por um mundo melhor. O problema é quando você vai votar em quem mal aparece pontuando na tabela. Aí, a maioria pensa logo “Cara, porque eu vou votar nesse cara, ele não vai ganhar mesmo, é tudo igual, ninguém presta, a Globo manipula as mentes, povo sem memória, salvem as criancinhas...”. Sabe, isso faz brotar (ou melhor, ativar) a mania de futebol inerente ao ser: Só o primeiro lugar vale, vice e último são a mesma droga. Pensando assim, cansei de encontrar gente querendo votar nulo, em branco ou em quem estava em primeiro nessas máquinas de persuasão.

E é sobre persuasão que eu falo agora. As mídias não te orientam a se concentrar nas campanhas, no caráter ou no histórico do pretendente a um cargo público (sim, são funcionários públicos, não donos do continente). As pesquisas só mostram quem está liderando, mas, adivinha só: Não entrevistaram todos os eleitores. E o que essa observação óbvia traz? Ora, gafanhoto, eles entrevistam 800 pessoas (talvez 500 no centro da cidade e pequenas frações ao longo das periferias, subúrbios e tals) e saem com resultados do tipo “Se as eleições fossem hoje, blá, blá, blá, pereré pão duro”. Ma, Cuma?!? E se o total de eleitores na ativa fosse 2000? Haveria a possibilidade de os outros 200 mudarem os resultados.

Concluo dizendo que se, numa pesquisa hipotética (Rá, e qual delas não é?!), 60 pessoas forem entrevistadas determinando alguém como líder, podemos pensar que se a população for de 100 eleitores, 40 pessoas foram ignoradas – o que poderia fazer uma diferença relevante. Aí você pode retrucar: “Ma, FGarcia®, é praticamente impossível entrevistar tooodos os eleitores, principalmente nos grandes centros urbanos ou confins rurais”. E eu digo, olha, iluminado, se vai passar dados incompletos ou hipotéticos, por que não te calas? Como todo jornalista (mesmo em formação), aprendi que não se passa ‘mais ou menos’ uma notícia. Dados incompletos e especulações manobram a opinião de quem só acha o voto válido se for pra quem ganhar (sempre penso em quantas pessoas vibraram com o Botafogo líder do Brasileirão 2007 – Há-há!!!) e tem o nome técnico de (valei-me todos os santos: Nelson Rubens, Leão Lobo, Jussara Carioca, etc) FOFOCA.

Quero encomendar uma pesquisa pra saber a porcentagem da utilidade das pesquisas de intenções de votos.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Providências?!


Deixa eu contar uma historinha aqui, só por alto. Não cansa, nem vai doer (muito).

Primeiramente, seu senador, (Bispo) Marcelo Crivella – aquele mesmo, insistente candidato a prefeito do Rio de Janeiro – chega com aquela carinha de garoto propaganda e instala obras eleitoreiras/populistas. Bem no ano de eleições municipais. O camarada também disponibiliza o exército na favela onde suas obras andam. Fora o fato de o cidadão - que mistura religião com política e televisão num mix do barulho pra começar bem todos os seus dias com aquela energia – ser suspeito de envolvimento em obras do PAC, ele andava bem sobre as pernas, afinal, ninguém de fora reclamava e ninguém de dentro reclamaria mesmo com suas casinhas sendo ajeitadas com tanto afeto – Além dos peões que sopravam pra um pouco longe o desemprego – sacou a rede de relacionamentos mais poderosa que o orkut, né?

Acontece que aconteceu o menos esperado, militares do exército, na favela, entram em atrito com alguns moradores e, dali, sai o caso mais chocante das últimas semanas (menina Isabella, até que enfim te deram um descanso!): Três jovens (que eu gosto de chamar de “Três Mártires”) são entregues a traficantes de uma favela próxima “administrada” por uma facção rival da que eles convivem e amanhecem mortos. Não vou discorrer sobre o sensacionalismo do caso por parte da grande mídia e não vou questionar se os mártires tiveram passagem pela polícia (e dois tiveram + a mãe do terceiro), o foco aqui é ver como o próximo parágrafo parece confuso, mas se torna totalmente excelente quando se coloca o nome de Crivella nos espaços tal qual cimento entre tijolos.

Marcelo Crivella, bispo da IURD (Igreja Universal do Reino de Deus) havia se candidatado há 4 anos para prefeito do Rio. Teve que acatar a decisão do TRE (eu acho) para se desvincular da Rede Record de TV pra não se valer de seu apelo “artístico” fazendo campanha em tempo integral. E, vamos aos dias de hoje, o bacana se defende das acusações de obras eleitoreiras acusando a Rede Globo de TV de persegui-lo por ser da IURD e ligado à concorrência. Ah, e sempre, sempre se cita a tal audiência que a Record estaria faturando sobre a galera do plin-plin deixando o pessoal inseguro.

Vou te dizer um troço, lá está o senador-bispo-eleitoreiro se ligando à religião naquele papel de “oh, coitado de mim, é porque eu sou religioso” só pra turma do ‘fala que eu te escuto’ se voltar contra a rival. É sabido que a Record mantinha uma espécie de agente duplo na Globo (um espião que passava mais do que deveria pra quem não deveria), aí, eu te pergunto: Quem não presta nessa história? Você encheria a boca (UIA!) pra se dizer perseguido quando a emissora a qual você é vinculado se vale de espionagem corporativa pra criar factóides ?

Embora tenha uma carinha que dá vontade de reverenciar e pedir a benção de tão manso que o mancebo parece ser, há que se pensar em como essa conversa toda começou. Militares agiram em estilo tribunal de exceção, rapazes foram mortos, o tráfico rola mais armado que o Rambo, a Globo é a emissora de maior alcance do Brasil, mas, no frigir dos ovos, temos um franco candidato a prefeito do Rio cometendo mancadas que deveriam ficar nos tempos de Dondon. QualÉ, só falta tirar foto em feira beijando criancinha enquanto assessores distribuem brindes, CATZO!!!

Observemos de perto o desenrolar do ano eleitoral e suas emoções. Vote em FGarcia®, prometo sempre prometer o que ainda não se cumpriu, mas que estaria em vias de ser se percalços não impingissem tamanhos desafios na nossa vida. (A arte da prolixidade, retórica e do sofisma – compre comigo o kit “Fale como um político, não diga nada e saia aplaudido).

quarta-feira, 18 de junho de 2008

C.R.É.U (Criticar os Recalcados É Urgente)


Fico doente cada vez que vejo alguém criticado por qualquer coisa se fazer de vítima e responsabilizar algum tipo de preconceito como motor da crítica. Exemplifico: É como se o Pelé reclamasse que as críticas direcionadas a ele fossem por ele ser negro.

O mesmo acontece com a galera do funk. Não vejo ninguém reclamar da grana que recebe – ou da exposição que tem – mas, sempre que são criticados pelas letras ou pelas “coreografias” (ah, aspas...sempre aspas!) aparecem posando de “Oh, coitado de mim, eu faço parte de um estilo musical das classes menos favorecidas e ninguém gosta de me ver por cima da carne seca só porque eu vim de baixo”. Mais emo impossível.

É batata (Cruzes, alguém fala assim ainda?), a mídia em geral dá moral pra qualquer um que atraia atenção da massa de manobra... er... povão, vêm as críticas e lá está o puro recalque. A última que vi foi daquela moça que atende pela alcunha de melancia. Já vi críticas sobre a mesma acerca de seu físico ‘gordinha que malha’ ou sobre qualquer outra coisa (ah, não é difícil, com essa super exposição e a absurda falta de conteúdo...). A resposta? Coisas no melhor estilo/clichê “Ah, o povo gosta” ou ainda, “Me criticam por eu ter vindo de baixo”. Aff...

Não quero ser moralista, nem julgo o funk (muitas vezes denominado como ‘carioca’, mas, a bem da verdade, só existe mesmo aqui no Rio – pelo menos, desse jeito que é feito aqui e não se comparando à galera dos EUAses como: George Clinton, Funkadelic, Parliament, etc). Ademir Lemos, Gerson King Combo, e outros, também não estão inclusos quando eu cito a palavra funk aqui (do contrário, seria como falar de pagode mela-cueca e incluir Bezerra da Silva). Voltando à vaca fria (e eu ainda vou descobrir o porquê dessa expressão), entendo o funk como um estilo sensual (pra lá de erótico mesmo) e sua proposta é dançar, se mexer e se divertir (alguns usam pra engravidar, mas isso é outro papo). Uma pessoa que faz seus 15 minutos de fama chacoalhando a enooorme bunda quer mostrar conteúdo como? A vulgaridade realmente não é relevante nessas críticas?

Sempre que se faz uma crítica a alguém pobre, é porque a pessoa é pobre; negro, por ser negro; gordo, por ser gordo e por aí vai. Fala-se da melancia (melão, morango, samambaia, fruta-do-conde, acerola e outras denominações que substituem objetos associáveis à mulheres que não se incomodam em ser coisas pra se promover na cultura pop de hoje em dia). Tá, considero o funk um estilo bacaninha pra se divertir numa festa. E por que o FGarcia®, que curte o fino do samba de raiz e o mais genuíno heavy metal, dançaria (alcoolizado, é verdade) um funk de vez em quando? Ora, meu bom aprendiz (Tá demitido!), dá pra aproveitar alguma coisa do funk depois que os caras abrem a boca? Fico no batidão mesmo (maldita cachaça!).

Bem, amigos... hmm, já falam assim... Bom, gostaria de deixar minha crítica também. Como diria Raul Seixas, eu também vou reclamar. Já se foi o tempo em que lamentávamos o fato de mulheres serem vistas como ‘pedaços de carne expostos no açougue’. Toda uma revolução nos anos 60/70 para que mulheres se liberassem do papel de coadjuvantes da história pra, hoje em dia – sem ditadura – as mulheres serem expostas como frutas?!? O.o

Gatas, panteras, cachorras, melancias, samambaias... O importante mesmo é não fazer as mulheres de objeto.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Cigarro mata...


... e só? Você diz que cigarro mata – com a naturalidade com que diz ‘violência só gera violência’ – e não reclama de refrigerante, bebida alcoólica ou dos programas humorísticos da TV aberta?

Pois, eu te digo: Isso e muito mais ferra a vida de modo impressionante. Cigarro detona seu corpo inteiro por dentro sim. Bebida alcoólica também. Mas, e o refri? E o petisco industrializado? Não existe área proibida pra isso? Pode consumir à vontade sem bronca?

Bem, vamos adentrar (UIA!) de vez no assunto. O maldito tabagismo rende uma grana violenta (e, de vez em quando, admito, contribuo), mas o álcool etílico mata por atacado. Não entendeu? Titio Garcia expRica: Você fuma e afeta, é verdade, quem estiver no mesmo ambiente – principalmente, se for fechado. Acontece que ninguém fuma dois maços de cigarros e afunda os cornos em alguma superfície concreta. Em suma, não há registro de quem provocou ou sofreu alguma batida de carro por fumar (bem, sei lá, só se o camarada resolveu acender um e se atrapalhou com a fumaça, mas, aí, é problema de imbecilidade prejudicando o trânsito).

Você não detona um carro a zil (é, com Z meRmo) por hora matando a si mesmo e seus caronas (exceto, é claro, no já citado exemplo de trapalhadas fumacentas) com um cigarro e um isqueiro na mão. Agora, vemos frequentemente pessoas que bebericaram uns negócios aí e chaparam muito mais do que deveriam (se entende a sutileza). Ao passo que – sabiamente – o fumo não recebe mais incentivo de propagandas (ainda mais absurdas como a associação a esportes), a cervejinha sempre dá o que falar com lindas modelos e atrizes carismáticas exaltando o maravilhoso mundo da alcoollética.

No geral, no geral, a dobradinha tremendona de baladas, nights, boas, saídas, farras e gandaias por aí, é tanto veneno quanto cura (depende do seu estado emocional, quantidade da dose e intenção). Só que tanta campanha contra o tabaco e tão pouca contra o álcool é algo em intenso desequilíbrio. Não conheço quem tenha partido pra porrada com alguém depois de fumar até os dentes caírem, mas conheço vários casos de espancamento de familiares e tals após porres infelizes. Acho que isso merecia uma campanha, tipo, “a bebida em excesso causa a destruição de seu lar”. Imagina isso na parte de trás da garrafa/latinha/latão de cerveja! Bem como já fazem nos maços de cigarros.

Sempre que alguém, principalmente jovens, porram seus carros vindos de festas arregadas levantam-se inúmeros questionamentos, lamentos e protestos quanto à idade pra se beber, fumar, dirigir e ser preso. Devemos lembrar que os “Euases” sempre são a referência nessas comparações, mas lá, a maioridade penal é de 16 – bem como pra dirigir – e pra beber precisa ter 21... não deve estar na idade o problema, e sim, na cultura. Pense com o Garcia: Você estende um letreiro proibindo venda de bebidas e cigarros a menores de idade e outro pra beber com moderação e não dirigir, mas, só lembra dos malefícios em campanhas especiais. Enquanto isso, a indústria do tabaco e do álcool massificam sua ideologia durante o ano todo. Final de semana tem o ano todo, mas não são todos que nos chocam com mortes estarrecedoras.

E ainda não entrei no mérito (!) das drogas não lícitas.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Valor da cultura


Okay, okay... (Hmm... não, isso me lembra muito Nelson Rubens...)
Bem, discorramos (UIA, que coisa!) sobre a relação dos brasileiros com elementos da cultura vinda da gringolândia. Para isso, vou abordar a problemática do que é agregado, adaptado, chupinhado, copiado escarradamente e (por que não?) absorvido da cultura gringa em geral.

Primeiramente, venho falar (falar não, digitar, pô!) do que é trazido ou adquirido aqui em terras tupiniquins. Como, por exemplo, nomes. Os ‘Máicons’, ‘Deises’ e ‘Uóstons’ estão aí pra provar que dá pra aportuguesar sem ser ofensivo ao nosso idioma, nem ao deles. Sutiã e abajur vêm lá da terra do caramujo no prato e ganham versões nominais de si mesmos na terra da mulher-melancia. Tá, é bem engraçado ver certas adaptações (tipo ‘frizer’, ‘chicken de frango’ ou ‘rosa pink’), mas, porque seria feio? Viva a diversidade da linguagem! Não pense no que determinaram pra você (Aliás, clique aqui e leia minha colaboração para o DELFOS sobre liberdade de pensamento).

Outra coisa que merece um destaque é o tal do movimento pela cultura nacional. Valorizar a cultura nacional e tals é muito bom, muito válido, mas, o radicalismo só pode dar em ridicularização. “Ma, ridicularização, Garcia?” Sim, meu pequeno gafanhoto, e vem de diversas fontes além de, senão, de onde mais? De mim mesmo! Qualé (junto mesmo), cara? Tratar a cultura estadunidense como se fosse o mal do mundo é podre. Dizer que Halloween é satanismo como argumento pra defender o cristianismo como sendo a religião soberana do Brasil é de uma imbecilidade ímpar (além de não ter nada a ver com o assunto).

O negócio é: Fora a cultura dos primeiros nativos das terras que hoje se chamam Brasil, tudo mais veio de fora. Se não fossem influências externas a serem agregadas (de qualquer forma), não teríamos nem o samba. Nada de computadores, internet, telefone, Cicciolina, Darth Vader, Seinfeld, After Forever e Chaves (Pô, o CHAVES, cara !!!), entre outros. Halloween, então, é – com perdão pelo trocadilho – uma blasfêmia! Primeiro, halloween vem da cultura européia, de eras distantes como maneirismos de um determinado lugar, um determinado povo. Apontar e disparar contra a cultura estadunidesnse, desse jeito, é uma imbecilidade comparável ao nazismo.

Satanismo é uma coisa (e nem é aquele filme de terror que se pinta – antes de criticar, faça como o FGarcia® e leia pra conhecer) e halloween é outra. O Dia das bruxas se originou do ‘all hallows eve’ (véspera do dia de todos os santos) e... Ah, não vou me aprofundar nisso, meu conselho tá de pé – UIA!). E uma menção honrosa para a Hello Kitty. Já viu aquele e-mail que circula por aí com a lenda da mãe que fez um trato com o diabo pra curar a filha com câncer na boca? Pois é, a dona teria prometido, em troca da cura da filha, criar uma marca que alcançaria todo o mundo – dá pra adivinhar que é a gatinha sem boca? Só pra fechar essa divagação dentro da divagação, Hello é OI/ALÔ, sim, maaaas, Kitty é GATINHA/FILHOTE DE GATO!!! Pelamordedeus! Tem gente que acha mesmo que kitty é demônio em chinês... aff, me angustia! (E, como a gatinha ia dizer oi, pro catiço, sem a boca?)

Pra terminar (aaaaaah!!!), quero perguntar aos cristãos anti-EUAs e fundamentalistas do movimento pela valorização da cultura nacional se eles curtem suas reuniões só na base do som CCE, bebendo guaraná Dolly e comendo Zôo Cartoon (Sabe que Coca-cola, Toshiba e essas coisas são gringas, né?).

FGarcia® é nerd porque acha cool vários elementos da cultura pop. Capisce, mon’ami? Viva la raza!
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