Crônicas, divagações e contestações sobre injustiças sociais, cultura pop, atualidades e eventuais velharias cult, enfim, tudo sobre a problemática contemporânea.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Superman não pode ter filhos

Sabe, Supernan/Clark Kent/Kal El é o máximo, o escoteirão que te faz querer dar seu melhor (UIA!) e toda aquela coisa de inspiração que um símbolo de justiça tem pra oferecer à sociedade, como o azulão faz. Mas, existe uma coisa que me perturba, no âmbito heroico quadrinístico que é a mania de querer dar vidinhas comuns e ordinárias a personagens de um segmento cuja graça é justamente decolar, literalmente.



E, para muitos heróis, isso seria um problemão, muito maior que o básico 'se meus inimigos descobrirem quem sou, vão atacar meus entes queridos'. Para seres semideuses como o Super, um problema básico é a genética. Por exemplo, em Superman Returns, fica nítido que o filho de Lois Lane é meio super (?!), ou seja, antes que o cuecão vermelho sumisse do mapa, ele deixou a sementinha no repolho de fundo de quintal da famosa jornalista. E é muito interessante ver um moleque daquele tamanho descobrir poderes, mas...


Pensa bem, no caso NO CASO de uma terráquea conseguir gerar descendentes com um kriptoniano, a cria será um híbrido, correto? Pois então, quem garante que o bebê não poderia ter um espasmo de força e num chutinho comum de feto - BLAM! - a barriga da mamãe... bem, você sacou, né? Isso até já foi citado numa história em que Superman encontra seu clássico inimigo, Sr. Mxyzptlk - aquele que se derrota fazendo dizer seu próprio nome ao contrário ou cumprindo suas tarefas bizarras.

Na história, Mxy mostra ao Super realidades alternativas em que leva uma vida comum, ou concilia mais suas facetas heróicas e pessoais. Numa delas, o duende repara em coisas corriqueiras como a 'coincidência' de tantos conhecidos com a inicial L (Lois Lane, Lana Lang, Lex Luthor...) e também fala sobre essa possibilidade. Só que hoje, a coisa tá diferente. Nesse reboot que a DC Comics fez recentemente, meio que zeraram a maioria dos super heróis e deram novos inícios. Num deles, Super se relaciona com a Mulher Maravilha.



Agora tem chance, hein! Ela, sendo cria dos deuses gregos tem poderes que rivalizam com os do Super, então, uma gestação passaria fácil por um super bebê se mexendo em seu ventre. Do contrário, Super, melhor pensar em adoção, ok?

Nota do autor: Essa última piada foi encaminhada por um amigo do blog.



E pra ver como esse clima de super é contagiante, fique agora com super pinchers voadores brincando.



Essa foi uma informação sugerida por outro amigo do blog.



Ps.: Não cogitamos Supergirl (Kara Zor-El) para gerar filhos com o Super, pois são primos em primeiro grau. Já temos variáveis demais aqui.



Não contamos também com a Supergirl (Linda) dos anos 1990, pois ela, aparentemente, foi excluída da cronologia, apesar de eu ainda gostar bastante da personalidade dela, mas é complicado demais explicar suas origens (mas ainda faria mais sentido, a possibilidade de ela carregar o bebê meio-kriptoniano).






quarta-feira, 2 de julho de 2014

Quando o futebol mata - 20 anos sem Andrés Escobar

A Copa de 1994 foi um marco na minha vida pessoal. Eu tinha 12 anos (aquela fase escrota em que você não é criança, não é adolescente e não é adulto, mas tem que agir como todos ao mesmo tempo), mas dizem que velho eu já era, em minha mente, mas não há provas. Rá! A verdade é que até aquele ano, eu preferia assistir jogos de copas (de futebol, não de cartas), pois era o momento em que vários talentos famosos se juntavam e não a 'normalidade' de times com algumas estrelas e o resto 'desconhecido'. É, eu aprendia pouco com os álbuns de figurinhas.



Então, em 1990, lembro de momentos legais e tals, mas foi em 1994 que aprendi a entender de futebol, acompanhar tudo desde as eliminatórias, reconhecer jogadores, árbitros e até leis como o impedimento e a vantagem... Bem, isso me traz muitas memórias afetivas de 20 anos atrás, mas também me traz um trauma típico do crianção de 12 anos. Falo isso por causa de um jogador, um fato e uma tragédia: Andrés Escobar. Há exatos 20 anos, o zagueiro colombiano era assassinado na cidade colombiana de Medellín, com 12 tiros.



A história começa em 22 de junho de 1994, a Colômbia pegaria os EUAses depois de uma derrota por 3x1 para a Romênia. Até aí, tudo normal, a Romênia tinha o zagueiro Hagi (herói do futebol de lá, ex-Barcelona e Real Madrid, entre outros) como líder. Agora, o bicho pegou mesmo foi contra os donos da casa. Sabemos que a tradição dos EUAses no futebol é tanta quanto do XV de Jaú nas olimpíadas, então, já começar tomando um gol contra (Escobar, o único daquela Copa) foi um duro golpe numa das melhores representações colombianas no evento.

Escobar e o goleiro Cordoba, caídos num dos momentos mais tristes do futebol (sobretudo pelo que originou fora de campo).

O time acabou derrotado por 2x1 e nem a vitória no último jogo adiantou, contra a Suiça. A geração de Rincón, Asprilla, Escobar e Valderrama se despedia de uma promissora Copa na primeira fase. E é aí que começam as especulações. Oficialmente, não se comprova que foi por causa do gol contra que Escobar fora assassinado, mas seus assassinos trabalharam com chefes do narcotráfico e diversas versões definem o fatídico gol como o motivo da discussão que terminou em morte. Também é importante frisar o cenário social da Colômbia.

Faixa estendida na Copa seguinte, em 1998.

Hoje, o país melhorou muito em questão de educação, economia e segurança, mas na época, o narcotráfico é que era notícia com nomes como o de Pablo Escobar, chefe do Cartel de Medellín (e sem parentesco com o jogador). Conta-se que possivelmente apostadores tenham feito muita fé na seleção e tido muito prejuízo, outros dizem que fora uma discussão passional, mas a questão é que esse jogador ficou marcado na história da Colômbia, não só pela morte, mas por ter sido conhecido como "O Cavalheiro do Futebol", dada sua postura profissional, bom temperamento e talento para o esporte.



Curiosamente, na mesma época, o jogo International Superstar Soccer Deluxe (precurssor dos Winning Eleven e PES da vida) trazia suas clássicas semelhanças com a realidade e uma delas era a apresentação de um telão, diante de momentos marcantes do jogo. Por exemplo, um jogador que fizesse 3 gols pedia música no fantástico aparecia em pose triunfal. Outro desses momentos era um jogador deitado no chão após um gol contra. Sempre, entre os amigos da época, concordamos que não era coincidência.



Os assassinos foram condenados a 30 anos, mas saíram depois de 11, por bom comportamento. Por que, você sabe, depois que se mata alguém, você pode amenizar sua pena mostrando o que deveria ter feito desde o início, NÃO matando ninguém. É uma ironia trágica. Veja o momento fatal do triste gol contra da Colômbia.




Curiosidade

Lembrei disso por causa de um fato inusitado - pra um brasileiro - que ocorreu em Seul, capital da Coréia do Sul. A seleção de lá, última colocada no grupo H, foi recebida com um chuva de balas... de caramelo. Sim, jogar doces em outras pessoas, na Coréia do Sul, é um gesto de insulto.

terça-feira, 1 de julho de 2014

A Copa sem preconceitos, mas com alguma coisa que é muito parecida

Coisas que não são físicas, geralmente, são assim: Não se vê, mas estão lá mesmo assim. Conceitos como beleza, certo/errado e outras subjetividades sempre apresentam o mesmo contexto: Vai se fazendo até que alguém aponta como errado, aí, o discurso ganha 'embasamento' em coisas ridículas.

Quer exemplos? Não faltam. Marcelo, lateral-esquerdo brasileiro do Real Madrid e da Seleção, passou incontestável desde sua convocação até marcar um gol contra. O primeiro do Brasil na Copa em terras brasileiras deste ano. Aí, ele passou a ser 'negro, aquele que faz m...' e aquele do 'cabelo ruim'. Engraçado como não percebem isso enquanto a maioria dos jogadores - negra - embala seus churrascos e coquetéis em frente a telões durante os jogos, né? Agem como se jogadores de futebol fossem seu zoológico particular e interativo. "Olha, jogador, eu te acho legal, mas quero que você me faça feliz com seu futebol". Tudo errado. São pessoas ali, num trabalho próprio e não cavalos carregando sua carroça, senhor de engenho.

Diz aê, saganauta (hein?!) isso é 'velado'? É mentiroso descarado, como ser pego sem calças.


Aliás, por falar em cabelo, nesta seleção temos Dante, William, Marcelo e David Luiz com seus blacks bem assumidos. Mas só o de pele clara David Luiz é que estampa comerciais e campanhas, reparou? Lembrando do destaque prioritário que Camila Pitanga e Taís Araújo têm na TV, isso me faz pensar em como você pode ser negro, mas não vão te olhar direito se você for negro e de cabelo crespo natural. Ah, não, juntar tanta negritude? Errado, somos todos humanos, não é? O preconceito é raso, mas complexo, paradoxalmente.



Aí, chegamos à Copa 2014. Dois ou três negros nas arquibancadas e cadeiras. Há mais negros em seleções europeias como Holanda, França e Inglaterra do que no estádio, arrisco a dizer, hiperbolicamente. Os musos e musas da Copa, as listas de jogadores gatos, tudo, TUDO, envolve beleza de pessoas brancas. E os negros? Não são bonitos, na visão de muita gente. Dizem que não é racismo, é gosto pessoal. Na boa, o gosto pessoal precisa de referências externas pra ser construído e nossa sociedade é completamente dependente da grande mídia. Não falo mais nada.

Outra do preconceito que se assume em atitudes, mas se nega em explicações tortas e dispersivas, é a ideia de que não se é preconceituoso... até abrir a boca. Exemplos não faltam, como as pessoas que adoram começar frases com 'não sou preconceituosx, mas...' e sua variante comum 'depois dizem que eu sou preconceituosx, mas...'. Caras, nunca NUNCA vem coisa boa depois dessas frases. Ou melhor, vem coisa boa pra se confirmar justamente o contrário, afinal, se você não é, porque precisa ficar afirmando?



Mario Balotelli era uma estrela da seleção italiana, até serem desclassificados. Agora é só ele, culpado por não ter salvo a pátria, acusado de não ser um italiano de verdade. Diego Costa, brasileiro naturalizado espanhol, também ouviu um monte. Houve idiota por lá pra dizer até que a desclassificação melancólica da Espanha foi resultado de terem levado um 'macaco' para a Copa. Benzema, da França, não canta o hino de seu país, pois, filho de imigrantes argelinos, não compactua com a letra xenofóbica. Até de colegas jogadores, eles correm riscos de ofensas, como o caso de Suárez, do Uruguai, acusado pela liga inglesa por proferir ofensas contra um colega negro.

O preconceito não é velado no país, ele é bem aberto, só que as pessoas é que fazem vista grossa. Racismo não é questão de ponto de vista e não adianta fingir que não aconteceu pra 'evitar a fadiga'. Há que se combater sim, principalmente com orientação, conhecimento e contra-argumentação. Já falei aqui mesmo no blog sobre Liliam Thuram, ex-jogador da mesma França que aplaude seus jogadores 'impuros' quando convém, e o valor de iniciativas como a dele, que prega o combate ao racismo por meio da educação da criança e do jovem.

Por que Benzema não canta o hino da França?

Texto reproduzido em Pragmatismo Político.

Benzema, artilheiro da França na Copa do Mundo, não canta o hino do seu país em protesto contra a xenofobia

Karim Benzema copa 2014 hino
O artilheiro da França na Copa do Mundo no Brasil, Karim Benzema (Reprodução)

Na primeira vez que a Marselhesa foi entoada na Copa do Brasil, Karim Benzema ficou calado. O artilheiro e principal jogador da seleção francesa escolheu não cantar o hino nacional de seu país em um protesto silencioso contra a xenofobia presente na letra e na sociedade multicultural da França.

Benzema, como milhões de franceses, é filho de imigrantes de uma das colônias que o país teve no século 20, no caso dele, a Argélia. E a letra da Marselhesa diz: “Às armas, cidadãos / formai vossos batalhões / marchemos, marchemos! / Que um sangue impuro / banhe o nosso solo.”

As palavras são de 1792, uma época em que a França estava dominada por exércitos estrangeiros, contra os quais a Marselhesa invocava sua ira. Mas, na leitura moderna, a expressão “sangue impuro” é interpretada como uma referência aos imigrantes e seus filhos, cujos direitos civis vêm sendo cada vez mais ameaçados com a ascensão de grupos políticos de ultradireita.

O protesto de Benzema ganhou o centro do debate político no ano passado, quando Jean Marie Le Pen, o presidente de honra do partido ultraconservador Frente Nacional, sugeriu que ele não fosse mais convocado por não cantar o hino.

Le Pen, em sua fúria contra aqueles que não considera “os verdadeiros franceses”, é o mesmo que exigira, em 1998, que não fossem convocados à seleção jogadores negros ou de origem árabe. Mas é a essa geração Black-Blanc-Beur (negros, brancos, árabes) que o futebol francês deve seu único título mundial.

“Se eu cantar o hino, não significa que vou marcar três gols”, disse Benzema ao ser questionado sobre a questão. “E se eu não cantar, mas quando o jogo começar, fizer três gols, não acho que alguém vá dizer que eu não cantei a Marselhesa. Ninguém vai me obrigar a cantar. Mesmo alguns torcedores não cantam. Zidane, por exemplo, não cantava necessariamente. E há outros.”

Há mesmo. Zidane, também filho de argelinos, é o mais proeminente da lista. Franck Ribery, cuja mulher é argelina, também apenas murmurava a canção, exibindo um entusiasmo muito menor do que o empregado em suas orações islâmicas antes dos jogos.

E Michel Platini, outro ídolo do país, já disse que em sua geração nenhum jogador cantava o hino, mesmo aqueles sem nenhuma ascendência senão a francesa.

O episódio ajuda a dimensionar a extensão da controvérsia que toma conta das conversas no país.

Karembeu


Christian Karembeu, um dos principais nomes do título mundial de 1998 e nascido no território da Nova Caledônia, parou de cantar em 1996 logo depois de um dos primeiros ataques de Le Pen ao multiculturalismo da seleção.

A seleção, dizia Le Pen, estava “cheia de falsos franceses que não cantam a Marselhesa.”
“A partir daí, eu não cantei mais a Marselhesa”, disse Karembeu. “Para mostrar para as pessoas quem nós [imigrantes] somos.” Foi ele quem melhor verbalizou o desconforto que sentem os jogadores com origem nas colônias que defendem a seleção.

Ele sabia a letra de cor, porque mesmo em sua terra natal, as crianças eram ensinadas sobre o hino desde muito cedo, mas quando o ouvia pensava em seus ancestrais, os indígenas Kanaks da Nova Calendônia que foram levados à Segunda Guerra Mundial para morrer pela França.

“A história da França é a história de suas colônias. Acima de tudo, eu sou Kanak. Eu não consigo cantar o hino francês porque eu conheço a história do meu povo.”

A polêmica sobre cantar ou não a Marselhesa vai além dos campos de futebol, como bem percebeu Christiane Taubira, a ministra da Justiça, nascida na Guiana Francesa. No mês passado, ela ouviu o hino calada durante uma cerimônia pública. Virou alvo da ira da Frente Nacional, que exigiu sua demissão.
Mas é nos gramados que essa questão ganha uma alegoria perfeita na medida em que a seleção reflete, como poucas outras instituições, a diversidade étnica do país.

Laurent Dubois, professor de História da Duke University, resumiu da seguinte forma a polêmica sobre o comportamento dos jogadores antes dos jogos.

“Eles vão rezar a Jesus, Alá ou Zaratustra? Fiquem à vontade. Querem invocar seus ancestrais, ou o espírito do fundador da Copa do Mundo, o francês Jules Rimet, ou o deus da guerra africano Ogun? Tudo certo. No fim do jogo, como Benzema aponta, se eles marcarem três gols e trouxerem a vitória, ninguém vai lembrar o que eles estavam cantando quando o jogo começou.”

Fonte: Uol Esportes

Luciano Huck e a Casinha das Clientes



A letra acima, saganauta (hein?!) é do MC Luan, mas bem que poderia ser de MC Luciano Huck. Ou até de Luciano – não perde uma chance de vacilar – Huck. Ou ainda mais, num exercício de criatividade, Luan poderia ser o alterego de Luciano, ou uma parceria entre os dois. Enquanto Luan convoca a rapaziada pra ‘casinha das clientes’, Luciano conclama a mulherada a se apresentar para deleite masculino.


Ok, deixando de piada, só um pouco, o que dizer dessa última do Huck, hein? O cara não perde uma chance de vacilar. Promover jantares pra Aécio Neves nem é um problema, pois sempre saem notícias sobre como ele fica amiguinho de quem possa proporcionar a ele privilégios – como Sérgio Cabral, ex-governador do Rio, que o ajudou a ter uma área de reserva ambientam como propriedade privada. A questão nem é essa, puxa-saco (ou seria puxassaco?) tem em todo lugar... igual grama.


O problema é que ele anda ofendendo grupos inteiros com suas atitudes inconsequentes. Lembro de quando ele se recusou a fazer o teste do bafômetro e foi chamado de ‘playboy inconsequente’ por Rafinha Bastos. A coisa deu em processo e Bastos perdeu, mas enfim... Diante de uma campanha publicitária oportunista safada, o apresentador teve a audácia de lançar camisas “#somostodosmacacos” pela módica quantia de 70$. Os modelos usando as camisas? Brancos, isso mesmo.


Recentemente, eu até falei aqui que o bonitão foi ironizar Marcos Mion pela compra de um determinado formato de programa e tomou a resposta. Basicamente, Huck insinuou que o quadro era feito por ele ao que o concorrente retrucou, afirmando ser um formato original estrangeiro. Perdeu aquela chance de se calar também, mas quem tem dinheiro e prestígio no alto escalão pode tudo, não é?


Agora o cara veio dando anúncio pra brasileiras se candidatarem a ‘faça um gringo feliz’ da vida. “Ain, Saga, não vi nada de prostituição! Você também procura pelo em ovo?”. Olha, chuchu, pra me convencer de que ele não estava insinuando aliciar moças, no primeiro de tudo, deveria ter abrangido seu ‘convite’ a homens também. Mas, diante de possíveis acusações, ele teria que enfatizar o caráter amoroso ‘namoro na TV’ da coisa, ou ainda seria um contratador de michê. Em tempo, ele retirou as postagens, mas não antes dos prints marotos. Bobeou, tá na net. 

 

Na boa? Não sei que comichão é esse que brasileiro sente por estrangeiros, como se fossem a superioridade humana vindo resgatá-los. Tenho amigos estrangeiros e, a menos que eles estejam me enganando, são pessoas normais, que conversam, brincam, bebm, choram, só que nasceram em outros países. Até aí, também tenho entes queridos que não nasceram no mesmo estado ou cidade que eu e não me parecem iguarias exóticas. Talvez seja o complexo-de-vira-lata, aquela cultura de que o Brasil sempre é errado e o que vem de fora é que é bom. O interessante é que é 'namorada para gringo' e não um namorado para brasileira.

No mais, Luciano Huck está muito longe de ser um benfeitor da humanidade com seus quadros assistencialistas e, pra variar, oportunistas e de inocente não tem nada. Sabe porque eu afirmo isso? Porque antes de toda a maquiagem de bom menino que não faz xixi na cama, ele é formado em Comunicação Social, e disso eu entendo. Durante todo o curso, somos condicionados a direcionar algo que passa batido para muita gente: Mal entendido acontece, mas você é profissional de uma área que tem por ofício saber exatamente o que está falando, com quem e com que palavras.         

Se tu me diz com quem andas pra eu te dizer quem és, então, Huck, és um poeta... calado.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

O vira-latas do vira-latas – Comparativo entre governos PSDB e PT


Numa democracia relativamente jovem (ainda vai completar oficialmente 30 anos), podemos fazer um paralelo básico entre PSDB (governo federal 1995-2002) e PT (governo federal 2003-2010/2011--). Antes, explico porque não entram aqui José Sarney (vice de Tancredo Neves que assumiu a presidência até 1989) nem Itamar Franco (vice de Collor, que assumiu até 1994), pois foram mais governos de transição do que de situação. Vamos usar dois governos de escolas bem diferentes, mas que pelo menos foram ‘completos’ pra termos comparativos mais sólidos.


Bem, primeiro, declaro que o motivo deste texto é a onda de complexo de vira-latas que toma redes sociais e a internet de modo geral, um fascismo passivo-agressivo que só sabe reproduzir o que se ouve na grande mídia, mas que não pensa, não pesquisa, muito menos conclui nada sem que algum alarmista dê o comando. Gente adestrada que pensa que protesta, mas só reclama. Gente que alega não estar defendendo o governo anterior por criticar o atual, que apenas critica porque tá errado. Bem, se não podem ver onde houve desenvolvimento, então, apenas se recalcaram por não terem benefícios diretos, como se o país enorme que temos fosse ser 'resolvido' numa dedada (UIA!) de F5 no notebook da presidentE. Imagine o diálogo que segue:

- Não to gostando disso.
- Do quê?
- Disso tudo que tá aí.
- E o que você quer?
- Um país melhor.
- Como?
- Sei lá, eles que têm que pensar nisso.

É tipo isso. É o vício em falar mal do governo, ver só seu próprio lado e esquecer que o país tem proporções continentais e muitas, mas muitas culturas e realidades convivendo, mesmo que não no mesmo universo econômico e social. É o complexo de vira-latas, aquilo que a pessoa sente como se fosse um estrangeiro no país, quer falar como alguém de fora, mas com a falsa autoridade de quem conhece a verdade pelo lado de dentro. É o classe média que tem sua chance de estudar e trabalhar e acha que todos deveriam ser assim, como se houvesse chances iguais pra todos. É o da classe rica que vê a classe pobre ser contemplada com diversos programas sociais, mas se ressente com as ‘vantagens’ alheias. Lembre-se, a classe rica acha que pobre só tem direito de trabalhar sem reclamar, como os barões do café, na escravidão. Aí, vem o pior, é a classe média assumindo pra si a verdade da elite. E assume tanto que nem vê oposição às suas verdades que não chame de ‘mimimi’. Discursos simplistas do tipo ‘se eu trabalho e não reclamo, porque esses favelados não deixam de preguiça?’. Claro, por isso há pobres, por preguiça, nossa sociedade é tão igualitária... Assumiu o complexo de vira-latas da classe que criou isso? É vira-latas do vira-latas. É o capanga do chefão do video game, aquele que não vale nada pro chefe, só pra atrapalhar sua vida.



Gente que nasceu com plenas condições, não luxuosas, como a minoria rica do país, mas confortáveis. Admito, eu sou um remediado desses, passo problemas pontuais ou genéricos, mas não passo necessidades, como os irmãozinhos nas comunidades carentes e nas ruas. Não esqueça: Pobre = maioria da população. Já ouvi muito, e até ameacei falar, um tempo, idiotices como ‘eu sou negro, mas não preciso de cotas, não quero ser favorecido, não terá o mesmo valor’, mas era a classe rica falando pelas emissoras de TV aberta, pelas revistas e jornais desses mesmos grupos midiáticos. E porque? Porque a grande mídia é controlada pela classe rica, simples assim. Ah, o vira-latas tem a mania de renegar dados factuais, com se tapando os ouvidos, as coisas ditas deixassem de existir. Aí, o vira-latas assume a postura infantilizada de desqualificar o interlocutor social com ‘chato, feio e bobo’ e similaridades sem fundo estatístico ou factual. É só falar que o governo não presta e arrastar tudo dele pra lama. Tipo, o mensalão e o dinheiro na cueca da época do Lula é o mal, mas esquecem da venda globalizada de meio país pelo PSDB. E se há corrupção desde o governo federal até na Light, uma das empresas privatizadas por FHC, onde trabalhei, então temos que ter a hombridade de admitir que corrupção não é privilégio do PT nem do PSDB, vamos analisar com mais cautela.


Falo isso por causa da atual presidentE (como clientE, gerentE e residentE. Rá!), Dilma Roussef. Ela faz parte do PT (atual culpado pela corrupção, desmatamento, selfie de internet e ataque dos clones). Ela é o rosto que está levando cuspe, vaia, tiro, porrada e bomba, mas quem a critica por causa do partido não pensa no que o governo tem de bom. Como eu disse, a mania de reclamar por reclamar, gente entediada e sem perspectiva. Se compararmos por alto os dois governos de Lula com os dois de FHC, vamos ver que socialmente e economicamente, o país cresceu notoriamente. Como o PIB que cresceu à medida que diminuiu sua dívida, a criação de instituições de ensino superior e o nítido crescimento do salário mínimo. A elite cria seus maneirismos pra humilhar tudo que vem do pobre ou para o pobre, inventa apelidos que muitos pobres aceitam por achar que estão ‘rindo de si mesmos’, mas é o jeito de fazer o beneficiário se envergonhar duas vezes. Por ser pobre e por ‘precisar de favores’. Muito pobre orgulhoso se nega a usufruir de seus direitos pra não parecer pobre.


Sim, isso acontece, negros que rejeitam cotas em instituições públicas de trabalho e ensino por acharem que trata-se de favorecimento a pessoas de nível intelectual baixo ou pobre querendo mais ostentar marcas que não banca do que pegar seu ‘programa-bolsa’, pois isso é mal visto. Pensa bem, leitor, que rico gostaria de ver o pobre tendo dinheiro e demonstrando que o poder do capitalismo não concentra-se em poucas mãos? Na cabeça deles, o pobre não merece dinheiro, porque não é qualificado pra isso. Grifes famosas estão odiando a moda da ostentação por parte do pobre, porque está desqualificando seu produto. Mentira, não estão é sabendo se adaptar a tempos em que não são sempre as mesmas cartas marcadas gastando dinheiro. Essa mania de que pobre com dinheiro é um perigo pra ele mesmo é caô, eles sabem que isso demonstra que não são exclusivos no ‘privilégio da compra’. Se não, porque eu me incomodaria tanto com um obre com dinheiro? Até porque é dever do governo garantir condições mínimas pra todos e não um favor. Do contrário, pra que haveria um governo? Se cada um fosse responsável por seu sustento e que vença o melhor na terra das poucas oportunidades, então, um governo centralizado não serve pra nada. Seria um feudo.     

“Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista”. – Paulo Henrique Amorim.

VERGONHA

Fontes: 


Como eu sempre friso, não sou eleitor do PT e nunca fui, mas prefiro mil vezes Dilma do que qualquer coisa do PSDB.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Resenha: Uma História de Amor e Fúria (2013)


É a história de um homem de uns 600 anos que se vê às voltas com duas constantes em sua vida imortal. A primeira é Janaína, sua amada, que ele sempre reencontra em outras encarnações, e a outra é sua eterna luta por justiça. Sempre lutando do lado mais fraco, o protagonista iniciou como um índio tupinambá em 1566 e chegou a um distópico futuro onde uma dose de água vale mais que uma garrafa de scotch, e a segurança é feita por particulares milícias exterminando qualquer um que ameace o poder do grupo dominante... Pensando bem, não é tão futuro assim, né? Rá!

Enfim, voltando ao que interessa, o protagonista (que eu só chamo assim por ter tido diferentes nomes ao longo da história) nem passa formalmente por toda a famosa ‘jornada do herói’. Ele aprende desde o começo que é o escolhido e só hesita uma vez quanto a isso, e nem demora muito pra perceber que foi só um lapso. Janaína também tem seu valor histórico, pois se é certo que sempre se reencontrem, também o é que sempre estarão lutando juntos em nome dos desfavorecidos. “Meus heróis não viraram estátuas. Morreram lutando contra aqueles que viraram”. Essa é a declaração emblemática do protagonista e que todo mundo que almeja justiça social e conhece algo de sociologia e história, já percebeu, de saída.


A história é muito pontual, tem bastante ação, romance e uma boa dose de história reflexiva, tudo muito bem dosado de modo a não ficar piegas nem recortado. Você sabe exatamente o que o filme te diz e não precisa de didatismos. Fico imaginando como seria para alguém desligado da história perceber que alguns dos personagens mais sanguinários de nossa terra são homenageados como heróis pacificadores, como o próprio filme faz. Ele deixa só pro final de uma das sequências pra te avisar que um determinado herói de guerra tem seu nome gravado na história, nomeando cidades e, no entanto, fez isso em cima de uma montanha de cadáveres de pobres e flagelados pelo governo que ele defendeu.


O protagonista foi índio contra portugueses, esteve na balaiada e testemunhou o nascimento do cangaço, foi preso político na ditadura até chegar a uma posição de conforto na sociedade (momento em que pensa duas vezes sobre sua missão), mas lá está também Janaína e o destino deles é lutar lado a lado. É emocionante ver essa linha do tempo narrada pela visão de quem sempre perdeu a batalha. Dá outra perspectiva no sentido moral. Será que a maioria defenderia tanto assim o sistema se soubesse que não passa de gado para a classe dominante? Será que os capitães-do-mato de nossa sociedade tentariam ser aceitos como heróis da moralidade se soubessem que não passam de escravos domesticados? Acho que sim, mas a luta continua, muito tem a se fazer até que nossa sociedade seja realmente consciente do mundo à sua volta.


Sendo assim, eu mais que recomendo Uma História deAmor e Fúria, como entretenimento, filme de ação e...er... amor e fúria (dahhh!!!) e também como um tostãozinho de lição história pelo ponto de vista contestatório. Se você é leitor da Veja ou tem uma foto do Bolsonaro no seu criado-mudo, passe longe, você não vai querer saber mais do que ‘Brasil é campeão’ em nossa sociedade. Mas se você tem um cérebro atento e gosta de pensar, vá e não tenha medo. Eu, na verdade, fiquei até com a sensação de que uma hora e quinze foram muito pouco. Tinha que virar série regular, fazer uma HQ, continuação, vídeo game, sei lá... Foi uma grata surpresa ver o cinema nacional produzir algo de tão bom gosto, bem feito e ainda com um conteúdo histórico e reflexivo sobre nossa sociedade.



terça-feira, 20 de maio de 2014

TV por assinatura e a nova Classe C

Eu entendo o fenômeno da classe C, que ampliou bastante o poder aquisitivo de uma boa parte da população, anteriormente conhecida pela alcunha genérica de pobre (mesmo tendo situação razoavelmente confortável), mas meu protesto contra diversas frentes comerciais é pela sua estratégia 'olhuda'.
Pois bem, se a TV por assinatura era para um público abastado financeira e academicamente, beleza, esse era o diferencial, uma programação diferente pra quem queria assistir o diferente. Agora, vendo que o 'pobre' pode, banalizam, dublam e tornam o que deveria ser o diferencial nas mesmas características genéricas que a TV aberta tem.



Então, fica a contradição: O pobre alcança um patamar mais alto de dinheiro e quer acessar o mundo do 'rico'. Aí, o mundo do 'rico' deixa tudo como era no mundo externo do 'pobre' pra atrair mais audiência.
Lembra que você achava que TV por assinatura era símbolo de um status diferenciado, de uma cultura mais exigente e apurada? ESQUEÇA! Agora é TV aberta só que com mensalidade e não vão pensar duas vezes em dublar sua série favorita com textos infantilóides só pra ficarem acessíveis a todo mundo.

Não que eu não deseje esse tipo de acesso a todos, mas porque não criar algo novo ao invés de tornar o que já existia em bobeiras? Daqui a pouco surge um Esquenta numa Warner da vida porque o grande público, que é tratado como uma pessoa só - e boboca - não está acostumada com legendas, muito menos som original. Não precisa excluir dublagens e essas coisas, mas não nos dar opções de som original é de uma covardia - ou incompetência - tão grandes que chega a irritar pelo descaso.



Emissoras, o público mudou bastante, mas ainda há os que gostam de ouvir as vozes originais dos personagens e apresentadores, não os ignore - ou não questionem o 'fenômeno' da internet. Não há nada de errado em querer ouvir nuances e interpretações, em vez dessa coisa plastificada e fake da dublagem, que faz todo mundo parecer a mesma pessoa, afora a impressão de fechar os olhos e ver alguém lendo um texto e não interpretando.

É como aquela música do Chitãozinho e Xororó, que ele deixa de ser cowboy pra não ficar longe da mulher e a cocota abandonou o cara por que queria ficar com um cowboy, coisa que ele não era mais. Buscam o lucro máximo de qualquer maneira e não fidelizam mais o público fiel. Se um amigo meu recebe novos amigos e me deixa de lado pra parecer mais popular, eu largo mesmo, hein! Rá!

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Pelé, futebol placebo e a manipulação popular

Dia 15 de maio, eu publiquei um status no meu Facebook assim:

Greves de várias categorias profissionais rolando, algumas outras ameaçando paralisar até durante a tão sonhada Copa Fifa e Pelé está em silêncio há dias.
Tenho certeza que daqui a pouco ele deixa a poesia de lado de novo pra falar alguma baboseira que tente desvencilhar o caráter 'placebo' do futebol no Brasil pra que o povo não atrapalhe seus amigos empresários de interesses financeiros particulares.
#estamosdeolho

Dia 16 de maio, eu chego e leio a seguinte notícia:

Pelé é vaiado na abertura do ‘Vivo Open Air’
Pelé, que é um dos embaixadores da Copa Fifa 2014, pediu que todos apoiassem a Seleção Brasileira e lembrassem que o futebol não tem nada a ver com a política e a corrupção que assola o país. Neste momento, ele foi vaiado por alguns constrangedores segundos. Visivelmente envergonhado com a recepção nada calorosa do público, o ex-jogador parou o discurso e logo se despediu…


Vou contar a história. Pelé, o poeta, é um dos maiores entusiastas do dinheiro e dos interesses próprios de nossa sociedade. Vá lá, esperamos isso de frios e inescrupulosos empresários, de políticos viciados em meneios e mamatas, mas de um ex-esportista que leva alcunhas como ‘rei’ e ‘atleta do século (20)’? Aí, não, isso é decepcionante pra quem curte esportes e cultura pop. Mas tem mais coisa aí.

O futebol começou como um esporte de elite e se alastrou para as camadas mais populares pela simplicidade de jogo e regras. É correr e chutar uma bola pra dentro de uma baliza sem ter um menos que 2 defensores adversários à sua frente quando estiver diante da meta para marcar o ponto e quem fizer mais pontos ganha. Viu como é simples? Só que tudo que é popular é usado pra manobrar a massa, veja o exemplo do Samba em seu início, que foi usado como campanha de Getúlio Vargas pra ficar bem na foto com o povão. Deu certo, ele tem a fama de ‘pai-dos-pobres’, claro, não só por isso, mas também por uma série de medidas, como a criação da CLT e diversas leis trabalhistas que temos até hoje.

Então, algumas décadas depois do Samba de Gegê, veio o samba da ditadura militar, que, ironicamente, só falava em liberdade (se nunca reparou, ouça os sambas-enredo dos ‘60s e ‘70s), mas ainda assim, no mesmo rastro que impunha ao artista fazer propaganda ufanista para o Brasil. Nesse meio veio o futebol. Depois da frustração histórica que foi perder em pleno Maracanã para o Uruguai, a seleção brasileira venceu na Suécia e na antiga Tchecoslováquia. Duas copas seguidas! Logo depois do Bi (UIA!), instaurou-se o famoso e terrível golpe apelidado de ‘revolução’ (contra marcianos, óbvio).


Nesse contexto, bacanas, o futebol já era uma paixão nacional assim como o samba. É quando o governo percebe que em meio ao abismo social que ele mesmo provocou vendendo o país (já dizia Raul), o povo não prestava atenção na política ou economia por medo da repressão e violência que acometia a vários grupos que se levantavam contra o regime ditatorial. É como eu digo, eram fogos de artifício e gritos de gol pra abafar os gritos vindos dos porões, dos torturados. Então, veio 1970 e o Brasil conquistou um feito inédito, 3 copas do mundo em 4 disputadas, aí, amigolhes, era o êxtase e era mais fácil pensar no futebol como a salvação do moral brazuca do que virar pro governo e falar ‘tá, foi gol, mas e a merenda que tá cara?’. Depois, você nota que a torcida foi muito mais empolgada do que o futebol em si. Note que a propaganda do futebol teve que dividir espaço com gritos por democracia, preços de ingressos, planos econômicos, violência e outros elementos que esvaziaram estádios e mudaram canais de TV.


É isso, gente, o futebol não é um esporte como outro qualquer, não é um momento de 90 minutos isolado do resto da realidade. Ou você acha que tantos milhões em contratos, desvios de verba e publicidade fazem do futebol um evento tão puro e desinteressado quanto a quermesse da pracinha na festa junina? NÃO! Veja o exemplo do Neymar Jr começando uma campanha publicitária se aproveitando da campanha contra o racismo no futebol, você duvida que algo mais seja natural no futebol? Talvez no futebol da sua galera, que vale a brincadeira, o churras e a cerva, mas lá no mundo do empresariado privilegiado? Cara, tome tento!

Esse é só um exemplo de como o futebol é instrumento do governo e da mídia pra manter você colado neles.

Futebol é um placebo açucarado que faz você dizer ‘a seleção não tem culpa’, mas está parcial demais pra perceber que você já tomou (UIA!²) a pílula azul (pra permanecer na Matrix e não viagra, seu tarado!). E a seleção é tão inocente na mídia e na sociedade quanto a dinamite numa explosão. Só foi usada, mas o efeito é o mesmo. Duvida? Vai lá ler sobre a história – num site de pesquisa e não num globoesporte.com da vida, né? Não me interessa gosto aqui, mas a realidade. Pessoas se acostumam a viver no que foi programado e nem questionam se existiam outras possibilidades. O planeta não nasceu adorando futebol e não foi a natureza que criou a fórmula ‘samba e futebol’ no inconsciente popular.


Aliás, pelo nível do futebol jogado hoje, você percebe que só acompanha por inércia, por hábito, como quem abre a geladeira e nem sabe o que quer dali. Mesmo fenômeno passam as novelas, mas isso eu falo outra hora.

Fonte: O Dia

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Cantoras gravam vídeo cantando enquanto usam vibrador

A banda Adam é holandesa e tem fama de politicamente ativa, até mesmo contribuindo contra a campanha anti-gay na Rússia.

O clipe abaixo foi gravado enquanto as cantoras usavam vibradores com a proposta de manterem a compostura, durante a música Go to Go. Mas... algo não saiu como o planejado. Algo bem divertido de se assistir, quando se sabe o motivo disso.

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