Crônicas, divagações e contestações sobre injustiças sociais, cultura pop, atualidades e eventuais velharias cult, enfim, tudo sobre a problemática contemporânea.

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quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Filosofias de parapeito de terraço: Cuidado com a inveja

Olhar reflexivo frente ao horizonte bolando essas piadinhas infames duzinfernu!


Hoje, aqui e agora (não agora pra você que estiver lendo isso em 2536 - Rá!) estreia uma nova "seção": As filosofias de parapeito de terraço, pra declamar algumas de minhas tiradas infames que não se encaixariam num texto completo, mas achei realmente relevantes pra citar. Não sejam relevantes, eu que achei assim, visse? Então, lá vai a primeira:

Maneire na dieta do exibicionismo, inveja tem olho gordo.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Hipocrisia, inveja e recalque: Novos conceitos?


Já repararam como algumas palavras são usadas para muitas situações diferentes? O vocabulário limitado tem uma conseqüência esquisita: A lógica simplista. Coisas, por exemplo, como a palavra discriminação. Fora de contexto, qualquer idiota se vê contrariado e acusa discriminação. Não importa o caráter excludente e os grupos a que estão sujeitos. A pessoa pode ter tudo de bom de material em sua vida, mas se não tiver um negócio a mais: DISCRIMINAÇÃO! Lembre do Quico (aquele mesmo, da Dona Florinda), que fica injuriado por sua mãe permiti-lo comer ”apenas” 18 dos 20 biscoitos habituais. Percebe a lógica simplista? Pois bem, essa tendência, em tempos de redes sociais, meios de comunicação, internet e informação über-rápidas, essa prática corre mais rápido que gírias da moda. Vamos a algumas dessas palavras banalizadas e de significados simplificados (algo deturpados também), na verdade, as principais e mais usadas pela galerinha que mais posta na net.


Hipocrisia: Hipócrita é a pessoa que caga regras para os outros que ela mesma não segue. O moralismo caminha agarrado, por exemplo, quando você diz que é preciso amar ao próximo, mas pragueja qualquer um que te contrarie. Mas, hoje, hipocrisia se tornou apenas discordar de alguém que se acha dona da razão. A pessoa falou, não importa que merda de senso comum e você discordou. HIPOCRISIA! Recebi uma resposta recentemente quando defendi que Pitty está certa ao falar que a mulher é quem decide sobre si e o julgamento do homem não pode interferir. Li algo como ‘não sejamos hipócritas, a mulher tem que se dar ao respeito sim’. Caras, eu não sou hipócrita, eu realmente acredito que a mulher é dona de si e o machismo que se rasgue. Vou concordar com esse senso comum ultrapassado pra ser aceito por quem eu nem respeito a opinião? Minha jiromba que eu vou! Então, cai o mito, hipocrisia não é discordar da mente rasa, também não é aceitar se rebaixar aos senso comum pequeno pro hipócrita se sentir identificado. Próximo.

A carência é tanta, que se sentir invejada é um elogio para muitos.

Inveja: Invejar costumava ser aquele incômodo que muita gente sente por achar que deveria ter algo que outrem tem. Seu vizinho comprou aquele carro maneiro e você não, você se incomoda com isso como se ele tivesse feito pra te provocar, pra te humilhar, mostrar que você é menos que ele... INVEJOSX! Só que, olha a surpresa, basta você estar no lado oposto a alguém e já se torna invejoso. Se fulano quer julgar os outros e você critica essa tendência moralista, você já ganha a alcunha de invejoso. Se duas pessoas discutem e se xingam, é natural imaginar que as duas vão se xingar velada ou abertamente de invejosas. Pessoas que te criticam, todas invejosas... não importa se você esqueceu a auto-crítica no porta-malas do carro novo do seu vizinho.


Opinião: Essa é das boas. Opinião é um conceito que você forma diante de uma situação, experiência, enfim... uma reação sua. E isso é direito seu. Mas o fato de você ter direito à opinião não desobriga o restante do mundo de ter a sua própria, nem obriga a todos concordarem contigo. É comum ver pessoas falarem, depois de uma opinião contestada, “mas é minha opinião”, como se fosse uma carteirada do tipo ‘agora você não pode questionar’. Ela é sua, mas pode ser uma bosta mesmo assim. Não se engane se usando como referência do que há de mais legal no mundo. E uma diferenciação, enquanto é tempo, direito à opinião é universal, mas sua opinião, a peça pronta, essa não é livre de contestação só porque você quer. Aprenda a contra-argumentar, pois é aí que você mostra seu conhecimento e certeza do assunto. Só falar e ficar agredindo é sinal de que você decorou algo e não soube desenvolver.


Recalque: Recalque era pra ser, popularmente, algo relacionado a uma reserva quanto a algo. No melhor estilo ‘gato escaldado’. Mas, a banalização – sempre ela – transformou isso num xingamento quase que exclusivo da mulherada. Uma variante da ‘invejosa’. Chegou a dona se achando diva (outro termo utilizado sem limites ultimamente) e você não deu a mínima, ou comentou que aquilo era desnecessário? RECALCADA! Você não pode não achar uma pessoa o máximo só por ela precisar disso em sua auto-estima, você precisa enaltecer as pessoas só porque elas querem ser estrelas de redes sociais. Caso não, seu recalque te impediu de ver a luz. Aceita que dói menos. Rá!


Fato: Fato é fato. Dah! Um acontecimento consumado. Essa até que já tá meio que fora de moda, mas vale a menção. Contra fatos não há argumentos, ou seja, fato é um registro da realidade, é a própria verdade concretizada. Pegou um ônibus e ele quebrou? FATO! Pegou o copo com pressa e ele caiu? Fato? Sacou? Mas, há algum tempo, muita gente perdia a noção e emitia bizarrices como: “Amanhã é sexta e eu vou me divertir #fato”. Mas hein?!? A brincadeira é só amanhã e já é fato? Fato futuro? Minority Report? Gente, vamos combinar, fato só pode ser passado, né? Do contrário ainda não é fato ou nem vai ser. E quando tinham as variações #fatão, #fataço e essas coisas? Prefiria beber água.


As pessoas estão tão rasas e imediatistas que não aceitam procurar saber um pouco mais sobre um assunto. Reproduzem as palavras, muitas vezes, nem esbarrando em seus significados originais. É o que eu falei no Facebook outro dia. Não existe, na minha opinião, moralismo, nem falso moralismo, existe carência afetiva e identificação dessa gente com seus pares por meio do que lhes é comum: O julgamento daqueles que não os paparicam.

sábado, 11 de maio de 2013

Anitta é invejada pelos funkeiros? Vá se catar, recalque!A despeito do que a mídia empurra

A despeito da mídia que empurra essas coisas no povão que aceita tudo
qual a contribuição desses dois para seus respectivos campos de atuação?
Orgulho é uma lástima. Orgulho vem de uma necessidade de se manter uma pose que você sabe que não tem. Então, começa o problema, por que o orgulho é aquela necessidade de se manter na visão alheia como se fose esse personagem que você criou - e que ninguém pediu. Tá, talvez alguns tenham sido impostos pela sociedade, como homem que não tem medo, nem chora, mulher que não admite ser valente pra não ser discriminada, idoso que não pode sair pra se divertir porque está velho, etc... Eu sei que isso acontece, já vi muito marmanjo doido pra dançar um funk e não fazê-lo por medo de críticas, mulher querendo se jogar na pista bolada com o que vão pensar dela ou mesmo nerd se fazendo de burro pra não sofrer bullying.

Mas o que eu quero com essa introdução (UIA!) tããão graaande (UIA!²)? Simples, dizer que esse tipo de máscara social auto-imposta só serve pra que muitos levem isso tão a sério que acabam acreditando que pensam daquele jeito mesmo. Machismo, homofobia, racismo, antissemitismo, tudo isso veio de alguma ideia de algum grupo lunático com nuances supremacistas, mas o que eu vou falar aqui é u pouco mais íntimo, um pouco mais palatável, e bastante corriqueiro. Falo de uma palavra que já se tornou clichê nos facebooks da vida, que é 'recalque'. 

Pessoas são tão orgulhosas e cheias de empáfia que se acham acima do bem, do mal e das críticas. E isso já
O convencido, o mais convencido e o... quem?
é bem comum nos pseudo-artistas de Facebook que desejam ser amados com suas milhões de fotos carentes de 'curtir' e frases de efeito de auto-ajuda, imagine, então, o que não passa na cabeça de um artista que sabe que não tem esse pé de meia todo, mas que é garantido pelo apelo popularesco e apoio de grandes patrocinadores? 

É o (não) exemplo da modinha do funk do momento: Mc Anitta (morra de angústia com creme pingando na ponta dos cabelos, vou chamar de Mc mesmo). A exemplo de Mc Naldo (é Mc, astro pop era Michael Jackson), Cláucia Millk e pequeno Thiago uivador, essa moça já se encontra naquele patamar do deslumbramento em que repete bordões clássicos de quem não quer parecer arrogante, mas quer manter uma pose como se estivesse acima de críticas. Ela diz que sofre preconceito por não ser de favela e que isso é raivinha porque ela se deu bem. 

Chorando sobre o Leitte derramado, a moça
comparou público do Rock in Rio 2011 a Hitler
por uma suposta vaia "suspremacista". A vaia
aconteceu, mas porque o show não agradou,
mas é mais fácil dizer que é culpa da plateia.
Bem, quando chegar nessa mesma época do ano que vem e ela ainda for considerada um fenômeno, eu calo minha boca, mas por enquanto, tanto ela quanto os anteriormente citados são bons vendeores de ingressos de boates e casas de show, mas sem consistência alguma. As mesmas músicas que eles reciclam entre eles mesmos e o pior discurso do mundo. Porra, inveja? Raivinha? Preconceito? Vá se catar, né? Já até vejo nos livros de história, como o povo dela foi perseguido e humilhado por 300 anos de escravidão, ou pela dominação de sua nação pelo fundamentalismo religiosos... Enfim, nem vou continuar no sarcasmo porque jovem desse jeito ela ainda vai falar muita m*erda, melhor guardar pra mais tarde. Quem não lembra do jogador jogada do pessoal do marketing Neymar? Todos enchem a bola do garoto, mas ele aparece mais pra divulgar desodorante, carro e namorada ex-atriz mirim que tenta se firmar não sendo mais uma gracinha de criança.

O que essa gente toda faz além de ter dinheiro? São amados? Queriam eles, mas a verdade é que quem não tem segurança no próprio taco acaba precisando ostentar sua 'felicidade' pra esfregar na cara dos outros e pensar que estão sendo invejadas por isso. Sério, se você se acha invejado a ponto de falar isso em público, você quer ferir as pessoas com isso e não tem nada a ver com uma arte feita para o entretenimento. É a típica pessoa que quando não está sendo o centro das atenções tende a se incomodar com quem está nesse lugar de destaque e fica invejando. Aí, quando se vê no centro, acha que todos são iguais a eles.

Anitta, vá se catar de novo, antes que eu me esqueça e preconceito com patricinha, estudante de
Calma que essa é fácil, ele explicou depois que não disse que mudou a
história do samba, ele mudou "UM POUCO" só. Faz-me rir
Ele era uma porra dum moleque quando esse estilo mela cueca apareceu,
no máximo mudou foi o pijama e a fronha.
administração e estagiária da Vale não é preconceito, é consciência. Você está deslumbrada, mas não precisa bancar a menina pobre que realizou o sonho de vencer na vida com sua música. Modinhas passam e nem o Conglomerado Globo Marinho vai te sustentar pra sempre. Nem ele, nem a Recópia tentando puxar sardinha pro próprio lado. Quem não é, não se sustenta. Você ofereceu sua vida "sofrida" pra algum excluído da sociedade? posto que trocariam facilmente, pois o funk é uma forma de ter voz para o pobre, para o favelado. Assim como o Samba, o funk foi pego pra ferramente da indústria do entretenimento da clase média, o que acaba afastando de suas raízes, e o resultado é esse: Uma branquitude se chega pra ganhar dinheiro e ainda acusar o povo de onde essa cultura foi usurpada de invejoso.

Vá te catar de novo, bando de recalcado! 

Veja a entrevista do produto de mídia AQUI.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Dom Juan de Rio das Ostras?

Ok, ok... Humm, não, já temos um fofoqueiro famoso que começa suas notícias inúteis com essa expressão. O lance é que eu cometi o maior erro do mundo: Publiquei uma notícia "meme do momento" e isso me faz ficar preso a essa fofoca até a m*erda do assunto esfriar. Mas, vamos lá... Você tem acompanhado aqui - de preferência pra me dar um pouco de atenção - os desdobramentos do caso da Cicarelli de Rio das Ostras. Ah, não? Titio Sagatiba expRica: Um casal foi flagrado por uma câmera transando no raso de uma praia no centro de Rio das Ostras. Depois, descobriu-se que não era um casal, mas conhecidos de última hora bêbados mandando ver enquanto os filhos pequenos da mulher brincavam na areia.

Aí, veio a complicação, teve conselho tutelar questionando a responsabilidade - ou não - da mulher pelo bem dos filhos, marido perdoando por ela ter contado o casinho de carnaval de iniciativa própria - o que pela lógica irônico modo ON só pode ser verdade irônico modo OFF, a filha mais velha (motivo da viagem da família à cidade da Região dos Lagos) não querendo assunto com a mãe nado sincronizado fail e, principalmente: A danadinha ameaçando processar Youtube, Deus e o mundo pelas imagens e o constrangimento. Mas você, que tem acompanhado o caso aqui, já viu que é só uma piada de mau gosto todo esse circo, já que sobrou até para um homem que teria arquitetado o plano para se vingar de um não que teria levado dela. Ela merece um selo 'sou f*da' de qualidade, né não?

Ele teria levado um não e denunciado por inveja, mas se ele tava com a família e afirma que muito mais coisa aconteceu antes que a filmagem começasse... Sei não, mas o bêbado nunca leva a melhor nesse tipo de argumentação. Sabe uma coisa que fica mal contada cada vez que se lembra por alto do acontecido? A insistência da mulher em dizer que fez e faria de novo, mas que não transou porque ninguém viu seu biquini fora do lugar, ao mesmo tempo que usa a expressão 'também' ao desaforar o cara - sendo que ela nega o ato, lembrem - nitidamente alcoolizada e sempre frisando que só Deus poderia julgá-la... Humpf... vai desmerecendo a guarda dos filhos pra ver se não pinta logo um magistrado pra julgar, sereia do carnaval.

Acontece que esse homem se pronunciou e agora é ele que pensa em processá-la pela acusação. Segundo o cara, Rafael, de 31 anos, ele estava com a família no quiosque quando aconteceu a farra na água e, constrangido com a pergunta da filha sobre porque as pessoas estavam aplaudindo, ele resolveu denunciar o ato obsceno. Até porque ele tinha sido informado pela Guarda Municipal de que nada iria pegar para os taradinhos se não houvesse uma queixa formal. Rafael teria sido abordado por Wanderlea - a mãe-modelo 2013 - que teria proferido palavras agressivas (foto) e até tentado partir para a agressão física, mas foi contida pelos guardas a tempo. Bem, é isso e eu já cansei de fazer os links com os vídeos do Youtube. Agora pode procurar aqui mesmo no blog, porque dessa vez vou deixar vocês com o Passinho do volante. Ah, lelek lek lek lek lek...


Fonte: Jornal Extra.
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