Crônicas, divagações e contestações sobre injustiças sociais, cultura pop, atualidades e eventuais velharias cult, enfim, tudo sobre a problemática contemporânea.
Eu já falei aqui mesmo no blog que respeito e admiro o funk como a voz dos excluídos que ele é. Não, não adianta querer subir num pedestal acima da razão e decidir o que é e o que não vale como cultura. É cultura popular sim e não falo daquela aberração que toma conta dos proibidões, eu falo por exemplo, de Mc Federado e os Lelekes. Todo mundo sabia reclamar ou usar como divertimento seu bordão instantâneo "Aaaah, lelek, lek, lek...", mas quantos sabem que ele, o - agora ex - Mc Federado perdeu tudo o que conseguiu nos poucos meses em que esteve em evidência? Pois é, o jovem perdeu sua música e até seu apelido de infância, devido a uma briga de empresários, o ex e o atual. A briga ficou feia entre Rômulo Costa (o Papai Smurf do funk, segundo eles, por que, pra mim, ele é o Lula do funk, mas deixa pra lá) e Edimar Santana, o antigo Mc D'eddy (Ô, alô, Pirão, alô, alô, Boa Vistão... lembra dessa? Eu posto aqui, logo abaixo).
Resultado, um dos dançarinos ficou com a nova formação de Eddy e o nome original, ganho na justiça, enquanto isso, Rômulo Costa continua milionário, paizão e funkeiro... Mas Paulo Vitor Conceição da Silva, nem Mc Federado é mais. Agora ele e os remanescentes são Os Originais e estão na batalha, tentando não se abater, mesmo com a morte da irmã de Paulo, que precisava de um transplante de rins e a família não teve dinheiro (R$650,00) pra bancar um exame. O dinheiro foi oferecido por Rômulo Costa, mas não chegou a tempo. Então, se deixarmos de lado os preconceitos com o que os justifica, como a banalização d mulher, do sexo, da violência e essas coisas, podemos ver que o funk tem um lado bom, tem esse lado social, cultural. Como o garoto ia sobressair sem o funk? Qualquer possibilidade, mas vivendo em comunidade, é muito melhor que ele emplaque um refrão grudento (e contagiante, pra mim) do que ser um desiludido na vida sem perspectivas.
Falando em funk, nessa onda de manifestos (não vou falar nisso de novo, vou esperar o desenrolar da onda, porque está muito estranho ainda), fique com o melhor funk de todos. Na verdade, é um rap, mas com uma batida de funk e hip hop (aquele fundo musical dramático é o tom que precisava). E, já disse isso no Facebook, se metade dos funkeiros se preocupassem em fazer mais letras assim, o funk não era tão discriminado enquanto cultura. E esse lado de consciência social deveria ser divulgado mais vezes, assim, o pobre não ia ficar arrepiado só de ver sua moda num Esquenta da vida, e sim, teria a tal força que Mc Cidinho fala no rap clássico "O povo tem a força, só precisa descobrir, se eles lá não fazem nada, faremos tudo daqui. Eu só quero é ser feliz...".
Vale muito a pena ouvir até o final. E é impossível não fazer um aceno com a cabeça de 'concordo' a cada lapada que eles dão sobre nossa sociedade decadente brasileira clamando por salvação da alienação.
Mara - outrora, Maravilha - defende Marco Feliciano e afirma que ele é como Judas, que está sendo apedrejado, mas só está dizendo o que muitos pensam. Ela também defende que todos têm direito a dar sua opinião.
Ainda bem que ela não foi pro reality A Fazenda. Se tropeçasse e caísse de quatro, nunca mais levantaria, a coitada. Grama lá não falta.
Vamos por partes na avaliação dessas alegações somente comparadas ao poeta-mor Pelé e seu príncipe rechonchudo vendedor de imagens pop da modinha.
1º , dona Mara Porreta diz: "Tem muitos pais, tem muitas mães, que não concordam com essa aberração. Eu não acho bonito nem um homem e uma mulher, em público, ficarem se atracando. Tem coisa que é particular. "
Sim, dona, mas perceba que isso também se aplica a um casal hétero. Ninguém é obrigado a assistir qualquer casal em demonstrações íntimas, mas a questão não é mesmo definir o que é particular ou não, né?
2º, "O Feliciano está sendo que nem Judas, estão atirando pedra nele. Mas igual a ele, vou te assegurar uma coisa, muitos pensam como ele. " Não, não estão tratando ele como Judas, ele ainda respira. Depois, uma coisa é verdade, ele representa os preconceitos de muito hipócrita, só que ele tem poder - ou informações - privilegiadas, permitindo que seja um fascista deputado, pastor deputado, num Estado laico e um preconceituoso quase que geral. Só não discrimina dinheiro. 3º, "Tá faltando uma democracia. Tem que se respeitar o gay, mas tem que respeitar também a opinião de quem não pensa igual a eles. Eu, por exemplo, tenho orgulho de ser mulher, de ser hétero. Mas isso não quer dizer que estou ofendendo quem é homo. Eu acho que o fato de não respeitar nossa opinião é preconceito. A gente pode ter opinião contrária, não?" É aquela velha história, você quer o direito de ser homofóbico pra poder falar mal sem censuras. Mas, uma coisa que essa hipócrita ex-qualquer coisa não pensa - porque esses mais recalcados são os de passado mais sujo - é que uma coisa é direito a opinar, outra é cagar pela boca, escorrendo o que já armazena no cérebro. E não é porque eu apoio o movimento LGBT não, é por essa pasmaceira de 'quem não me deixa julgar o próximo está de preconceito comigo'. É LEI!!! É lei que não se discrimine, não é da conta de ninguém. Ela ainda fala de Daniela Mercury, a exemplo de Agnaldo Timóteo, acusando-a de querer se promover, mas não percebem que justamente essa manifestação nojenta de preconceito é que motiva a algumas pessoas a botarem a cara e se manifestarem, a esfregarem mesmo na cara desses hipócritas sua vida, seu amor, sua felicidade e sua luta. Se ter orgulho de ser hétero é um direito dela, porque ela está xingando e julgando os homos? Quem foi lá xingá-la, porque passado ela tem, aliás, ela mesma já deu testemunho da vida que levava e se sentia vazia, coisa que a levou a ser religiosa. Aliás, vamos lembrar de Mara, de quando ela era Maravilha?
Semana passada o Jornal Hoje falava sobre culinária de festas juninas e me vem com essa
"(...) influência dos índios, mas principalmente, dos escravos (...)".
Ou seja, todas as raças do mundo já foram escravas, mas só o negro é que ganhou o 'apelido".
Virou sinônimo?
Não aceito.
Uma emissora que comporta alguns dos nomes mais famosos do jornalismo escolheria palavras de forma tão leviana e aleatória?
Duvido!
É o preconceito que a poderosa e fascista Rede Globo perpetua por pura necessidade de que a mentalidade do brasileiro não mude. Já que perderia público, se fossemos mais inteligentes e exigentes.
Propaganda ideológica na Globo. Negra lendo que não há racismo aqui. Livro de Ali Kamel, chefão do jornalismo na Globo. Isso sim é racismo!
Seja patriota, escolha um time para dedicar seu coração - como se fosse sua família ou um amigo seu - e assista ao noticiário que apenas mostra como verdade o que está errado há séculos.
Graças à educação pífia que recebemos na escola, as aulinhas de "moral & cívica" te ensinaram que só militares e intelectuais foram famosos heróis, enquanto o negro nasceu escravo, ou foi escravizado pelo próprio negro, como se rivalidades entre tribos se comparassem ao comércio de 300 milhões de pessoas para outro continente.
Não é paranoia, é que o processo é tão sonso que a maioria nem percebe que está sendo manipulada, induzida a pensar o Brasil assim.
É muito cruel perpetuar essas falsas verdades. Um Brasil que não tem negro e não é racista, não é homofóbico, não é machista e, no entanto, esse modelo de Tv que fazem aqui comprova tudo isso ao contrário. Quilombolas descendem de escravos, como se negro fosse significado disso, mulher não faz humor, só se for faladeira, fofoqueira ou gostosa (diz aí, quando você olhou uma mulher de biquini, desmaiou e começou a gargalhar?)... Acredito que há uma ingenuidade nas mentes por trás da mídia, tão ingênuas que precisaram moldar um padrão pobre e limitado, mas que deu certo e a mentalidade geral do brasileiro aceitou o caminho fácil da não contestação. Aceitou se ver onde não é representado.
Assim, você aprende que a escravidão existe desde os dinossauros graças ao negro que é racista e recalcado, até que um dia surgiria a heroína branca e feia que nos tiraria do calvário e nos daria a liberdade.
De mãos abanando, claro, mas isso é detalhe, afinal o Brasil não tem negro, só mestiços, no máximo, mulatos. É só olhar a verdade por aí, olha nas novelas, como somos homogêneos, quase não tem preto, quase não tem gay e quase não tem deficiente, quase não tem... verdade.
Falo do RJ, pois, sou carioca, mas tô vibrando pelo Brasil todo, meu povo!
Não é por causa de centavos e nem por causa de nada de mais, é só por respeito, coisa que estava faltando acontecer de forma massiva. Nunca se roubou e se mentiu tão descaradamente. Nunca foi tão esfregada na nossa cara o descaso com tudo o que importa para uma sociedade em prol apenas do lucro em cima do lucro.
Chega de cabide de empregos para patrocinadores. Chega de laranjas e bananas fazendo as costas largas e quentes dos testas de ferro e do crime organizado. Chega da falsidade das promessas de quem faz uma pracinha iluminada e acha que engana a qualquer povão inocente e carente. Chega também de letargia, do fascismo auto-imposto de achar que não se luta uma batalha que não vai dar em nada.
Só não dá em nada se não fizermos nada, aí o inimigo já ganhou pela desistência nossa. Cuidemos uns dos outros e ninguém mais vai apontar o dedo em nossas caras e rir com a certeza da impunidade. Quem poupa o lobo, sacrifica as ovelhas, e as ovelhas estão se levantando pra morder os lobos em pele de cordeiro. Que seja a primeira e não a única, que a juventude, principalmente, esteja inquieta com o mundo melhor que sempre é prometido a todas as juventudes de todos os tempos e nunca chega. País do futuro é assim, se faz no presente e antes tarde do que nunca.
Quando as ovelhas acordam, os lobos perdem o sono!
Rocky Balboa é um dos personagens mais interessantes dos filmes de ação... eu disse ação? Caô, é de drama e eu vou explicar em alguns artigos que escreverei de forma intercalada, pra não ficar chato. O primeiro é o Rocky, criação de Sylvester Stallone, desde seu filme pornô até o lutador decadente que nunca chegou ao auge. Bem, a história é basicamente essa mesmo, um lutador que já não é mais garoto, aceitando trabalhar como cobrador para um agiota, mas vê no campeão daquele momento, Apolo Creed, a chance de aparecer. Eles lutam e Rocky - ao contrário da dublagem brasileira, que "deu" empate - perde, mas não sem dar um tremendo de um trabalho a seu futuro amigo. Aí está a primeira metáfora, o próprio titio Stallas era um ator qualquer, claramente sem muito tino para a interpretação do drama, mas deu sua alma ao personagem e fez do investimento de pouco mais de um milhão, a produção valer mais de 115 milhões e a premiação do Oscar.
A partir daí, a exemplo de outro rico personagem que vou abordar em outro momento, Rambo, Stallas muda os rumos de seu drama metalinguístico e torna o personagem num verdadeiro herói da moral estadunidense, filmes de luta com alguma bagagem remanescente do primeiro filme. Até chegar ao ápice do orgulho EUAsístico, que foi a 'guerra fria' entre o italian stallion, ou garanhão italiano, ítalo-estadunidense Rocky e o soviético Ivan Drago, um russo de poucas palavras, mas de tanta porrada que matou Apollo Creed em pleno ringue. Frase marcante do frio europeu: "If he dies, he dies". Frases de efeito, cara, tem que ter! Bem, o negócio é que, pra variar, Stallone faz seu americano brigador dar uma sova no russo, ele mostra o cenário político e toda aquela tensão entre capitalismo e comunismo e a turma do Big Mac levou a melhor. Mas a coisa ia ficar mais interessante mais pra frente.
Depois de um quinto filme estranho em que Rocky precisa parar de lutar porque se ficar levando socos na cabeça pode acabar tendo um treco, ele decide treinar um noato e yada yada yada, ele termina lutando e vencendo seu próprio antigo pupilo. Aí, depois de muitos anos sem voltar ao personagem, Stallas faz Rocky Balboa. A história é como uma volta às origens, só que tendo toda a bagagem de carreira e de vida de Rocky. Agora ele não é mais um novato decadente, mas um senhor viúvo e famoso. Ele vive de dar autógrafos, contar histórias sobre os velhos tempos no restaurante que comanda. Seu filho trabalha num escritório e tem vergonha da sombra que a fama de seu bonachão faz sobre sua própria pessoa. Long story short, a partir de uma especulação em computação gráfica, um programa de TV mostra que seria possível que ele vencesse o campeão da atualidade, Mason Dixon.
Rocky fica encucado com a ideia e vai refletir sobre o que fez de sua vida, é quando ele conclui que ainda tem o que mostrar. Mesmo contra todos que diziam que ele estava velho e que era ridículo tentar voltar aos bons tempos, ele insistiu que só o que importava era que aquele velho veterano ainda tinha força pra mais um revival. Tem até o momento metalinguístico quando Rocky leva o filho de uma antiga amiga pra adotar um cachorro num canil da cidade, o cachorro, nomeado como Punch pelo adolescente, é descrito pelo garoto como um velho, feio e preguiçoso, quando Rocky explica as entrelinhas, ele diz que, na verdade, o cachorro é um lutador e está apenas poupando energia, mas ele tem muito a oferecer tendo um bom trato. Não preciso dizer que Rocky descreve a si mesmo, né?
O filme é tão pleno desse sentimento do veterano que precisa se sentir vivo fazendo algo por uma paixão pessoal que a luta em si nem tem tanta importância, a luta da vida é o tempero da coisa, tem até um belíssimo monólogo do Rocky pra cima de seu filho. Quando confrontado pelo próprio filho e acusado de ser um velho que não quer aceitar seu lugar num asilo e deixá-lo viver sem ser estigmatizado como "o filho do Rocky". É quando seu pai lhe conta que não é uma questão de aceitar o que vier, é sentir que ainda tem a fazer e não querer ser enterrado vivo pela vida, ele fala da coisa de não reclamar apenas, mas viver e fazer seu próprio caminho, de enfrentar a vida e não se deixar derrotar só porque disseram que não vale a pena, enfim... é muito complexo e bonito de se discorrer sobre essa filosofia de vida, vou deixar a referida cena que diz muito mais do que qualquer explicação minha. Se isso não vale o filme todo, vá brincar com sues Comandos em Ação, Rá!
Há males que vêm pra bem, não é carnaval que se faz em torno da vida afetiva de Daniela, nem é presepada colorida a luta de Jean Wyllis, muito menos se perde o valor da arte deixada por Cazuza, Renato Russo ou Cássia Éller, mas hoje temos como discutir e debater porque as pessoas querem mais respeito, chega daquele modelo caricato de língua presa, escandaloso e tarado, gays são pessoas, advogados, médicos, jornalistas, operadores de telemarketing e não sói cabeleireiros e maquiadores afetados. Têm dignidade sim, têm educação, há os que não têm, mas todo rótulo vai ter essas nuances. Concordo com Letícia, pois a necessidade de afirmação e luta por respeito faz com que muitos agreguem à luta só pra mostrar que têm personalidade e voz.
Se não fossem esses vácuos fascistas e desesperados pra aparecer, como Felicianos, Malafaias e Bolsonaros, nunca teríamos um tempo em que redes sociais são verdadeiros alto-falantes para quem até bem pouco tempo atrás tinha uma voz muito específica em blogs, mas, graças, veio o momento de responder, com protestos, piadas ou reflexões. Não é politicamente correto, é respeito, é a evolução da humanidade. Desde que o mundo é mundo, existe homossexualidade, mas quem conseguir provar que foi isso que gerou guerras e miséria no mundo, eu pago um Big Mac.
Tá, George Lucas não sabia o que estava fazendo durante a saga, isso enquanto estava fazendo, mas, gerou ícones incontestáveis da cultura pop mundial. Teve seu valor, não em roteiros e argumentos, mas em iniciativas e inovações que fundamentaram modelos usados até hoje. Tecnologias de efeitos especiais e atração de público jovem, coisa que não era costume nos anos de 1970, com seus sérios filmes catástrofe, Lucas fez acontecer praticamente um sonho de menino infanto nerd juvenil sonhador, levando para as telonas seus admiráveis modelos baseados em histórias de capa e espada (como Arrow Flynn) e espaciais de ficção científica (por exemplo, Flash Gordon). Ele acabou gerando seus próprios modelos e estabelecendo de forma popularesca conceitos como A Jornada do Herói, ou o Monomito - o modelo básico cíclico de uma história, criado por Joseph Campbell - onde o herói (Darth Vader ou Luke Skywalker, dependendo da visão que você escolher) inicia sua saga em seu mundinho fechado, se lança à aventura e retorna salvador ou se redime de sua ignorância anterior. Sim, safado, George Lucas é um safado que não fez mais nada além de criar histórias andando de lado com milhares de games, brinquedinhos, desenhos, gibis, etc... Mas, a raiz do assunto ainda é revolucionária de tão original. Lucas é muito bom em criar personagens, mas não em contá-los sem afobação. E outra, HAN SOLO SEMPRE SEMPRE ATIRA PRIMEIRO! E olhe ao lado, a safadeza de que falo: Pra ligar uma trilogia à outra, eles além de lançarem um box de DVDs remasterizados a cada 3 meses com alguma palhaçada minúscula de diferente, ainda me cortam o Anakin original do final de O Retorno de Jedi... Então, porque o Yoda e o Obiwan não foram trocados? Lucas passou rápido de um grande criador para um velhinho bem do oportunista. Rá!
O guerreiro em seu cavalo branco muito bem representado.
Salve Jorge acaba com um saldo de discrepâncias ímpar para a TV brasileira nos últimos tempos. E não adianta empinar o nariz como o diretor e a autora fizeram em entrevistas e interações com o público culpando a massa de não "embarcar" na história. A massa pode ser alienada pra tudo nesse país, mas novela e futebol, nós temos vício de acompanhar e entender de tudo. Povo bobolhando, mas não é burro! Aí, o que acontece? Culpam a população numa clara atitude de auto-defesa por vaidade e orgulho besta que só serve pra manter a pose - igual à casa pra qual prestam serviços - e serviço de utilidade pública não é só mostrar algum assunto polêmico, é admitir que a coisa não andou como deveria. Tipo a escola de samba pequena que mal chega ao grupo especial e já quer agir como as gigantes que já estão lá há anos. Deslumbramento e gigantismo de egos. Enfim, não é sobre os muitos erros de Salve Jorge que vim falar, mas dos únicos acertos (pra mim que não acompanho novelas se não pelo comentário popular na internet).
Jorge nas alturas derrotando o dragão.
Os dois acertos, pra mim, estão bem no começo da novela e o outro bem no final, pra ficar justo. O primeiro é a abertura. Sim, ela toda, a abertura desde o tema até o visual com imagens de paisagens da Capadócia, de Jorge, do Alemão e, principalmente, do cavaleiro que nunca para em seu cavalo branco passando por todas essas variedades de cenários da abertura. Isso, junto com uma das músicas mais legais de ultimamente no cenário pop brasileiro. Conseguiu me tirar da cabeça aquele som-meme "Oi, oi, oi" da minha cabeça e me trouxe uma música muito legal e gostosa de se cantar. Até porque, composição de Pretinho da Serrinha, Gabriel Moura, Leandro Fab e do próprio Seu Jorge, intérprete da canção, precisaria de algo legal pra embalar e chamar aquela vontade de assistir à novela, além de simbolizar tudo o que a princípio, a novela seria. E conseguiu, entrecortando cenas da lua, da Turquia e do Brasil, enfim, tudo o que se viu no programa. Do início literal, passamos pelo miolo da novela - e eu continuo não falando de defeitos aqui - vamos para o acerto final.
Arraste o mouse entre as exclamações abaixo e entenda o momento de pausa do texto.
!!! Espaço que seria para apontar os erros e defeitos da novela (mas, só os relevantes, pois, se incluir aqueles comuns de continuidade ou explicações e resoluções ruins, eu faria um post inteiro todo em branco só pra dar espaço aos defeitos que eu prometi não comentar no início do texto. Então, oficialmente, eu cumpri com o combinado. Se você estiver lendo isso, é porque é curioso e interessado, mas não poderá dizer a ninguém, sob o risco de eu ser acusado de ser um resmungão com esse humorzinho safado). Rá!
!!!
Wanda, de tantas identidades falsas, a última: Crente de cadeia.
Todos conhecem a história entre o Glória Perez e Guilherme de Pádua, eu mesmo já falei desse sujeito sem humanidade aqui recentemente, então não vou me prolongar nisso. Mas, o grande acerto da novela, pra mim, veio de um pequeno diálogo em que você percebe toda a ironia da autora e os respingos numa realidade muito da incômoda: O fingimento descarado pra se dar bem quando se está errado. Fala sério, é mais fácil você encontrar um ex-FDP que virou "crente" do que grama num campo de futebol. E a maioria só o faz pra fingir que mudou. Claro, existem inúmeros religiosos sérios e convictos, tanto honestos quanto fanáticos, mas vou falar dessa nova modalidade de pastor que surge há alguns anos a toque de caixa. Tudo bem, temos os ex-atores pornôs, os ex-artistas da orgia, os ex-futuros, aqueles que não emplacam no mundo normal e buscam um novo mercado, mas vamos aos pastores de cadeia.
Lívia foi presa, mas deu a entender que ia se dar bem rapidinho.
Wanda e Lívia, as cabeças da organização que traficava pessoas são finalmente presas (nunca vou esquecer que a Cláudia Raia foi presa com o bumbum sarado submerso em champagne! Aham, Cláudia, senta lá... na sidra! Rá!). Mas a questão é que Wanda desenvolve um prazer em ler que Lívia sabia ser mentira - pelo menos até ali - e pergunta qual é o plano. Wanda explica que aceitou a palavra de Jesus (nesse momento, ela aperta contra o peito a bíblia) e que Lívia também deveria mudar. Lívia duvida, mas Wanda não dá indícios de que esteja insegura quanto à decisão, sabendo o quão dissimuladas as duas foram por meses, dá pra entender que não confiam em ninguém, nem uma na outra mais, até porque já haviam traído-se mutuamente. Aí, é que Lívia Marine, admirada com tamanha pose, manda na lata da - agora serena - Wanda: Você é um inseto mesmo, né, Wanda? Se adapta a qualquer ambiente que chegar!". Então, a vilã-master sai em direção a algum engravatado, que parece ser o diretor do presídio, fazendo charme dizendo precisar arrumar um "conde italiano", pois, cada um se vira da maneira que consegue.
Campanha pseudo-religiosa besta, pois, todos
sabemos que a tal igreja é representada por uma
emissora concorrente da lobotomizadora líder de audiência
Sabe o que foi melhor nisso? Salve Jorge começou sendo viralizado numa campanha "demoníaca" por parte de uma fatia pseudo-política-inútil-hipócrita-falsa evangélica (que me perdoem os bons evangélicos protecionistas, vocês também entram na lista se defenderem esses fundamentalistas). Era tanta gente desocupada criticando a novela por ser uma espécie de suposta apologia à conversão do Brasil em católico e/ou candomblé/umbanda, tanta besteira misturando religião, entretenimento e política (sim, porque a Constituição nos determina liberdade religiosa e um Estado laico), que parecia um novo fascismo tentando dar as caras. Guilherme de Pádua também se converteu na cadeia. E deve ter dado certo, pois, foi anistiado, ou seja, como se nunca tivesse cometido o crime. Daí, Glória Perez me manda esse recado em forma de tijolo, uma criminosa que tenta se safar aparentando ser religiosa e regenerada e comparada a um inseto, por fazer qualquer fingimento pra se dar bem.
Tapa nos fanáticos recalcados e no monstro cínico.
Eu sempre friso o quanto há gente estúpida no mundo. Gente que se acha muito rpa frente e não passa de conservadores jr's. São retrógrados até com pouca idade defendendo que você - ou melhor eles e sua turminha - têm o direito de serem desrespeitosos desde que chamem seus preconceitos de humor. E ainda completam dizendo que não é pra se levar a sério, mas todos sabemos que falamos brincando o que pensamos justamente pra amenizar o impacto e não ganhar implicações mais sérias, ou seja, é uma hipocrisia e um preconceito descaradamente velado.
Mas, nem todos os humoristas da nova geração fazem essa escola da sexta série mental e nos presenteiam com piadas e conceitos perfeitamente plausíveis, pois, assim como é importante você criticar uma atitude ruim de uma criança, em vez da pessoa, você pode fazer piada com todas as situações do mundo sem ter que ofender aqueles que passam pela situação. E nem vou falar das piadas auto-depreciativas, pois elas expressam a falta de dignidade do ser humano que decide viver de fazer piada. esforcem-se pra serem engraçados sem precisarem dessas muletas e vocês serão engraçados, pois fazer rir é coisa séria, não pode ser banalizado e transformado em escolher um alvo e fazer todo o resto rir da cara de alguém. Isso é bullying, babaquice ou sei lá mais o quê.
Clarice Falcão, um dos nomes responsáveis pelo sucesso de internet Porta dos Fundos é uma dessas mentes que não precisam ridicularizar um pra arrancar risadas de apoio preconceituoso dos outros. Se ela vai sempre pensar assim, não sei, mas por enquanto, fico com a pureza da resposta dessa criança, que, em entrevista à Marie Claire, falou sobre preconceitos sofridos por ser mulher num mundo predominantemente machista - além do mundo todo, com exceção de Temiscira, a ilha Paraíso da Mulher-Maravilha - e sobre a suposta detestada e alardeada patrulha do politicamente correto.LEIA A ENTREVISTA AQUI. Particularmente, quando abri minha mente para as muitas piadas que se pode fazer com situações e não com pessoas, vi que muita piada é só desrespeito, mas se é falta de ofender alguém, porque nunca ofendem seu próprio tipo? Humor bem feito é pra quem pode.
Por exemplo, já viu como os ateus-modinha praticamente tentam provar que não existe nada além de terra e água no mundo? Aliás, se não há provas da existência de Deus, também não há prova de que não existe. Assim como a ciência não prova que o universo começou a sei lá quantos anos ou mesmo que o universo é finito ou infinito, enfim, deu pra saca, né? Mas não vejo ateu levantando essa questão de que eles podem estar enganados tanto quanto acusam os "crentes" de estar alucinados. Não vejo branco fazendo piada com a história do seu povo escravizando outros e depois tentando apagar suas participações na história, vamos lá, gente, humor é pra criticar, é sua melhor aplicação. Mas porque não se critica os verdadeiros ridículos? Os preconceituosos, a mídia que esconde o mundo real pra fabricar ilusões e placebos açucarados... Nããão, os revolucionários e polêmicos fazem piada com religião, cor de pele, gênero e orientação sexual. Ah, vá... Fique com uma musiquinha relax de menina Clarice pra desanuviar a tensão.
A despeito da mídia que empurra essas coisas no povão que aceita tudo qual a contribuição desses dois para seus respectivos campos de atuação?
Orgulho é uma lástima. Orgulho vem de uma necessidade de se manter uma pose que você sabe que não tem. Então, começa o problema, por que o orgulho é aquela necessidade de se manter na visão alheia como se fose esse personagem que você criou - e que ninguém pediu. Tá, talvez alguns tenham sido impostos pela sociedade, como homem que não tem medo, nem chora, mulher que não admite ser valente pra não ser discriminada, idoso que não pode sair pra se divertir porque está velho, etc... Eu sei que isso acontece, já vi muito marmanjo doido pra dançar um funk e não fazê-lo por medo de críticas, mulher querendo se jogar na pista bolada com o que vão pensar dela ou mesmo nerd se fazendo de burro pra não sofrer bullying.
Mas o que eu quero com essa introdução (UIA!) tããão graaande (UIA!²)? Simples, dizer que esse tipo de máscara social auto-imposta só serve pra que muitos levem isso tão a sério que acabam acreditando que pensam daquele jeito mesmo. Machismo, homofobia, racismo, antissemitismo, tudo isso veio de alguma ideia de algum grupo lunático com nuances supremacistas, mas o que eu vou falar aqui é u pouco mais íntimo, um pouco mais palatável, e bastante corriqueiro. Falo de uma palavra que já se tornou clichê nos facebooks da vida, que é 'recalque'.
Pessoas são tão orgulhosas e cheias de empáfia que se acham acima do bem, do mal e das críticas. E isso já
O convencido, o mais convencido e o... quem?
é bem comum nos pseudo-artistas de Facebook que desejam ser amados com suas milhões de fotos carentes de 'curtir' e frases de efeito de auto-ajuda, imagine, então, o que não passa na cabeça de um artista que sabe que não tem esse pé de meia todo, mas que é garantido pelo apelo popularesco e apoio de grandes patrocinadores?
É o (não) exemplo da modinha do funk do momento: Mc Anitta (morra de angústia com creme pingando na ponta dos cabelos, vou chamar de Mc mesmo). A exemplo de Mc Naldo (é Mc, astro pop era Michael Jackson), Cláucia Millk e pequeno Thiago uivador, essa moça já se encontra naquele patamar do deslumbramento em que repete bordões clássicos de quem não quer parecer arrogante, mas quer manter uma pose como se estivesse acima de críticas. Ela diz que sofre preconceito por não ser de favela e que isso é raivinha porque ela se deu bem.
Chorando sobre o Leitte derramado, a moça comparou público do Rock in Rio 2011 a Hitler por uma suposta vaia "suspremacista". A vaia aconteceu, mas porque o show não agradou, mas é mais fácil dizer que é culpa da plateia.
Bem, quando chegar nessa mesma época do ano que vem e ela ainda for considerada um fenômeno, eu calo minha boca, mas por enquanto, tanto ela quanto os anteriormente citados são bons vendeores de ingressos de boates e casas de show, mas sem consistência alguma. As mesmas músicas que eles reciclam entre eles mesmos e o pior discurso do mundo. Porra, inveja? Raivinha? Preconceito? Vá se catar, né? Já até vejo nos livros de história, como o povo dela foi perseguido e humilhado por 300 anos de escravidão, ou pela dominação de sua nação pelo fundamentalismo religiosos... Enfim, nem vou continuar no sarcasmo porque jovem desse jeito ela ainda vai falar muita m*erda, melhor guardar pra mais tarde. Quem não lembra do jogador jogada do pessoal do marketing Neymar? Todos enchem a bola do garoto, mas ele aparece mais pra divulgar desodorante, carro e namorada ex-atriz mirim que tenta se firmar não sendo mais uma gracinha de criança.
O que essa gente toda faz além de ter dinheiro? São amados? Queriam eles, mas a verdade é que quem não tem segurança no próprio taco acaba precisando ostentar sua 'felicidade' pra esfregar na cara dos outros e pensar que estão sendo invejadas por isso. Sério, se você se acha invejado a ponto de falar isso em público, você quer ferir as pessoas com isso e não tem nada a ver com uma arte feita para o entretenimento. É a típica pessoa que quando não está sendo o centro das atenções tende a se incomodar com quem está nesse lugar de destaque e fica invejando. Aí, quando se vê no centro, acha que todos são iguais a eles.
Anitta, vá se catar de novo, antes que eu me esqueça e preconceito com patricinha, estudante de
Calma que essa é fácil, ele explicou depois que não disse que mudou a história do samba, ele mudou "UM POUCO" só. Faz-me rir Ele era uma porra dum moleque quando esse estilo mela cueca apareceu, no máximo mudou foi o pijama e a fronha.
administração e estagiária da Vale não é preconceito, é consciência. Você está deslumbrada, mas não precisa bancar a menina pobre que realizou o sonho de vencer na vida com sua música. Modinhas passam e nem o Conglomerado Globo Marinho vai te sustentar pra sempre. Nem ele, nem a Recópia tentando puxar sardinha pro próprio lado. Quem não é, não se sustenta. Você ofereceu sua vida "sofrida" pra algum excluído da sociedade? posto que trocariam facilmente, pois o funk é uma forma de ter voz para o pobre, para o favelado. Assim como o Samba, o funk foi pego pra ferramente da indústria do entretenimento da clase média, o que acaba afastando de suas raízes, e o resultado é esse: Uma branquitude se chega pra ganhar dinheiro e ainda acusar o povo de onde essa cultura foi usurpada de invejoso.