Crônicas, divagações e contestações sobre injustiças sociais, cultura pop, atualidades e eventuais velharias cult, enfim, tudo sobre a problemática contemporânea.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Vinde a mim os recalcados!


Você se incomoda quando vê algum tipo de personagem agir em desacordo com o que você julga certo só porque o tal personagem tem algo em comum com você? Acautelai-vos! Elucidá-los-ei! Eis que surge um ‘recalcado DETECTADO’!!!

Romário parou de jogar, mas eu não parei de futucar (eitcha, comentário oportunista seguido de expressão esdrúxula!). O que pega nesse post é a galera do recalque que, não à toa, se enche de complexo e dispara impropérios como se não houvesse amanhã.

Saiba mais agora: A novela Duas Caras parece um emaranhado de situações forçadas sem um roteiro aparente e isso todo mundo pode perceber (embora não faça – ou não queira). É uma favela lírica, personagens-arquétipos-non-sense de segmentos da nossa sociedade, etc. Claro que incomoda! Eu também fico irritado em ver determinada caracterização de personagem se tornar alvo/motivo de escândalo. O que não dá é pra ver os recalcados julgarem a obra por não mostrar seu lado como super-poderoso. Não que não caiba uma ressalva do tipo: Um personagem mais esclarecido chega e explica que nem todos são assim, por exemplo.

Digo isso por alguns (alguns, nada, muitos!) comentários a respeito de personagens evangélicos da referida novela global. Tá, evangélico algum tem obrigação de ver um personagem da sua religião agir de forma imprópria e ficar quieto, mas, calma lá, por que um evangélico não poderia cometer improbidades? Só porque é evangélico? Evangélico não carrega dinheiro em cueca ou transporta dinheiro não declarado? Eu curto heavy metal e, mesmo assim, não acho totalmente errado quando mostram os headbangers como acéfalos na tênue linha entre um homem das cavernas e um ogro. E por quê? Porque acontece. Existem tipos assim, sim.

Isto posto, não acho apropriado resmungar por algum evangélico ser exibido como violento (ou, redundantemente, idiota) numa novela. Ninguém está acima do bem e do mal. Acusar de preconceito a emissora por isso é, no mínimo, estúpido. Qualquer um sabe que a pregação enaltece seu próprio povo e se convence de que os de fora são os imperfeitos (obviamente, há uma grande deturpação da palavra ‘pecador’ aí).

Veja, abaixo, o que te faz um recalcado. Você é um alvo deste texto se toma (UIA!) como ofensas pessoais o comportamento de personagens da ficção sendo:

-- Evangélicos fundamentalistas: Daqueles que julgam e ofendem pessoas em nome de sua religião.

-- Negros do mal: Favelados, bandidos, escravos, empregados, etc.

-- Mulheres superficiais: Interesseiras, trambiqueiras, vadias, loiras burras e tals.

Enfim, citei só os mais manjados, mas há os casos de espíritas caricatos, homossexuais afetados e mais. Se pararmos para reclamar disso, a teledramaturgia, e ficção em geral, pára. PURRA!!! Vai dizer que não existem tipos exatamente como os citados acima? Claro que sim, mas, os recalcadinhos adoram se doer (UIA²!!!) como se aquilo fosse uma propaganda publicitária de lavagem cerebral contra sua tchurminha. Se você não se adequa ao clichê, ao arquétipo, ao paradigma (hmm!), legal, mas não pense que todo mundo é assim. Temos, muito, a tendência de julgar o (mundo) externo a partir do (nosso) interno, mas deixa de ser ego(etno)cêntrico, ô, poia!

Curiosidades:

- Há quem arme banzé (sério, quem fala assim, hoje?) por utilizarem a palavra ‘denegrir’ (que significa enegrecer, manchar, infamar). Segundo recalques inflamados, a palavra seria uma ofensa aos negros, como dizer que uma situação está “negra” (e evangélicos dizem que a Globo está denegrindo a imagem dos religiosos - coisa que, segundo eles, não acontece com os 'macumbeiros').

- Na mesma frase que um evangélico acusa a Rede Globo de preconceituosa em relação aos evangélicos, vem um comentário do tipo: “...enquanto mostra homossexuais em horário nobre como se fosse uma coisa normal...”. Sei não, parece preconceito também.

domingo, 6 de abril de 2008

Beleza-Padrão


Bem, vamos logo ao propósito da pauta (ih, tem mesmo isso?!?)

O que é a beleza? É o que VOCÊ acha agradável de se ver (ouvir, falar, fazer, etc)? Ou seria o que alguém determinou?

Se você vai pelo senso comum e acha bonito o que uma multidão também acha (e se acha no direito de pensar que é formadora de opinião), digo-te: BUCHA! Mas, calma, nada de pensar: “Ma, Garcia, e se eu achar bonito mesmo, independente da maioria, mesmo que a maioria também ache?”. Eu mesmo (com toda a tendência controversa e polêmica inerente ao ser) concordo com o senso comum em vários aspectos, mas, nem a pau que eu vou classificar como feio algo ou alguém que foge do padrão pretensamente determinado pela maioria (ou por quem a influencia).

Isso me traz ao ponto que originou a idéia deste post: Preta Gil. Sim, a filha do ministro (que ela não me veja falando assim, hehe) gerou assunto ao se mostrar descontente com piadas, comentários e afins sobre sua forma física. Tá, concordo com ela no que tange ao fato desagradável de ser alvo de mediocridades e impropérios sobre o que não diz respeito a alheios. Só que, vamos, venhamos e convenhamos, a moçoila é uma personalidade pública. Mesmo que seja atriz, cantora e tals, mexeriqueiros de plantão vão falar de sua vida pessoal (fazer o quê? Eu também acho fútil e superficial²).

O que me impele a divagar aqui é algo que eu li sobre Preta, quando ela falou que só não é uma saradona porque não quer. Concordo também nisso, simplesmente, porque as saradonas do pedaço malham forte, e isso não é dádiva de Deus, qualquer um que pague a mensalidade da academia consegue. O que me incomodou foi ver que Preta, mesmo dizendo estar bem resolvida consigo mesma, dá assunto pra mídia de fofoca com sua insatisfação. Afinal, todo mundo sabe que isso é igual a apelido na época de escola. Quando você menos gosta é, justamente, quando a coisa pega.

Com isso, quero dizer (quero, nada, DIGO!), que existem belezas diferentes. PURRA, com tantos biótipos diferentes, como uma mente pode se considerar normal determinando só UMA referência para algo?! Não, não espere que eu caia naquela baboseira de “o que importa é a beleza interior!”, isso é pra filmes da Xuxa e do Didi (onde o elenco é lindo de morrer... RÁ!!!) ou pra cirurgiões... Ah, vai, os caras devem saber quando um coração é bonito ou um rim é feio – nesse momento, gargalho como se não houvesse amanhã!

Uma mulher nunca, repito, NUNCA vai ser interessante só com beleza física. Pode ser atraente (a menos que adote a forma do He-man, aí fica bizarro!), mas, se for burra feito uma porta... aff, é tão útil quanto conhaque pra abastecer carro de fórmula 1. Nesses casos, só serve como status, tipo: Olha a gostosona ali, tô pegando! E depois? Vira pro lado ou arrisca um “Será que chove?” pra puxar assunto? Cuidado, o resultado pode ser desastroso e traumático – Rá!

O negócio é o seguinte, acho que uma pessoa pode ser bem resolvida consigo mesma e tirar críticas de letra (Duvido que o Faustão se incomode com isso – Ô loco, meu, tanto no pessoal quanto no profissional, bichooo!). Pensa bem... A Luciana Gimenez é lindíssima e não conhecida pelo intelecto, por exemplo. Marília Gabriela não é, nem de longe, um símbolo sexual, mas é uma das personalidades públicas mais conceituadas em sua área (o adorável jornalismo) e ainda ataca de atriz. Qual dos dois tipos você acha que dura mais? Alguém conhece uma inteligência que tenha desenvolvido barriga? E celulite? E... que mulher não tem celulite? As saradonas, saca, aquelas pessoas que fazem curso pra gordinhos do amanhã.

FGarcia® malha... malha os outros, mas, se ofender algum recalcado (ops!), pede desculpas.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Lá se vai mais um BBB


É, pessoal, mais um BBB acaba, não sem polêmicas, controvérsias e toda aquela fofocada inerente ao tipo de programa – e tipo de público. Eu costumava pensar em todos aqueles clichês que cercam o show da realidade (!?), tais como: A Globo manipula resultados pra favorecer seus favoritos, todo mundo que participa é “peixe”, a edição mostra mais uns que outros, etc. Realmente, a edição não dá a ampla visão que o pessoal do pay per view tem e, realmente, os participantes-pseudo-pretensos-artistas-em-potencial são escolhidos sob critérios que eliminam a maioria da população que se inscreve (a massa não é contemplada, caso não tenha percebido). Você colocaria uma dona-de-casa ou uma modelo pra explorar a imagem na TV por uns três meses e além (às vezes)?

Outra coisa que mudou em mim (que coisa, não?) foi a visão a respeito do reality show (que, mais uma vez, digo: NÃO é, nem de longe, tão reality quanto é – feito - show). Ainda acho que pessoas torcerem pra um bando de ‘famosos quem’ ganharem ou perderem numa disputa que não te acrescenta em nada é o cúmulo da carência afetiva. Projetar suas expectativas em pessoas que não fazem nada de útil numa casa filmada (portanto, adeus, espontaneidade) é o FIM. Tá, considerações pessoais feitas, admitamos o mais óbvio: É um programa de entretenimento. Nunca se ouviu a Globo prometer revolucionar a educação ou a cultura nacional com o BBB. Portanto, desligue o cérebro (caso o seu tenha atividade) e divirta-se.

Ano que vem eu vou falar mais coisas sobre isso (vai até o 10). Por enquanto, fico dizendo que a Globo não é tão manipuladora quanto se fala. Se você consegue convencer alguém a ‘comprar’ seu produto sem obrigar, é porque, pelo menos há qualidade e credibilidade pra isso. E, falemos a verdade, o povão precisa ser manipulado pra tomar atitudes duvidosas? O BBB8 mobilizou mais o país em três meses do que o Lula em uns seis anos de presidência da república e o esporte te faz esquecer qualquer escândalo político. Ah, se a população congestionasse as linhas telefônicas governamentais como faz com os paredões ‘BBBezísticos’ para manifestar suas queixas e cobranças... (Eu te amo, meu Brasil, eu te amooooo, meu coração é verde, amarelo, azul-anil...).

Uma coisa que eu acho “daqui, ó” (faça um gesto de puxar a pontiiinha da orelha) é essa coisa de não poder agradar gregos e troianos. É exatamente isso que o povo é: grego E troiano. Rafinha é apontado como favorito ao prêmio? Complô contra a Gy(selle)!!! Gyselle mais perto da grana? Armação da Globo!!! É como as torcidas de futebol reclamarem que seu time está sendo preterido pelo favorecimento da emissora ao time rival (outra atividade da maior relevância). Além do quê, os dois finalistas já têm, em seus currículos (UIA!) a carreira artística.

Pra finalizar, não fique chateado, meu caro leitor, se você mandou sua fitinha com uma bela apresentação e não ganhou nem dois cones de sinalização de trânsito pra fazer ‘golzinho’ na calçada da rua. Não acuse a Rede Globo de manipuladora ou por escolher cartas marcadas para os BBB’s. Quem manda as fitas e é escolhido, demonstrou algo de interessante, algo de potencial para seus propósitos (que, neste caso, não são filantrópicos). No mais, quem ganhou mereceu (Ma, Cuma, Garcia?). Oras, se esteve lá e sobreviveu à edição e aos comentários tendenciosos de Mr. Pedro “já fui muito bom nisso” Bial, é porque mereceu.

FGarcia® não conhecia Rafinha há três meses e possivelmente não lembrará dele daqui a três meses.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Blog-se!


Tenha um filho, escreva um livro, plante uma árvore e... Crie um blog!!!

É garciamaníaco (Cara, que bizarro!), andamos íntimos (Nham!) com o eterno e complexo processo de globalização, a fantástica e frenética era da informação e tudo de negativo e positivo que isso acata. Já é de anos pra cá que não precisamos nos movimentar muito pra ir ao banco, manter relações (UIA!) de qualquer natureza (profissionais, artísticas, inter-pessoais e muitas outras – além ‘daquelas’ - seu pervertido!).

Mas, o que me traz aqui é (além do oportunismo!) a avassaladora e maciça onda de blogs que acontece todos os dias. É claro e evidente que blogs são páginas de internet pra quem não sabe mexer em páginas de internet. Isso gera uma enorme gama de adeptos, pois, é muito simples passar suas idéias para a grande rede. Eu mesmo não pretendia aprender sobre html e tals pra reproduzir minhas opiniões, logo, ‘bloguei-me’!

Como tudo na internet, o conceito de blog tornou-se um não-verbo muito utilizado. Você bloga com tanta facilidade que acaba sendo, potencialmente, um contribuinte de ‘nada’ (ou ‘qualquer coisa’) para a famigerada www. Como assim? Fique por aí até o próximo parágrafo que titio FGarcia® explica (...SAGATIBA!).

Saiba que uns 95% do conteúdo geral da internet é apenas lixo. Lixo, não do tipo que você joga fora, mas, informações nada relevantes (até mesmo para viciados em informação como este que vos escreve). Sendo assim, imagina o que esses trocentos blogs representam na net! Vejo blogs nascerem e serem abandonados com a velocidade de fama de qualquer participante desses reality shows (que só são ‘reality’ por que são ‘shows’!).


Publicar idéias é legal, mas requer fôlego. Não adianta se empolgar com a graça de ter um espaço seu na net e, depois de um tempo, abandonar... cancelar e tals. Perda de tempo, mas... fazer o quê, né? A cabeça é sua. Estou dizendo que um blog é como os “fascinantes” (e aí temos aspas) tamagochis*** (lembra daqueles “supimpinhas” bichinhos virtuais? – aspas denovo!). Você pode se alegrar (Ai, santa!) em ter um, mas, só vai vingar se for bem cuidado.

FGarcia® reservou um espaço para pedir desculpas por:

*** Comparações safadas e lembranças grotescas.

sábado, 1 de março de 2008

Homossexualidade!


Vamos falar do homossexualismo? (Foi uma pergunta, mas mesmo que você diga NÃO, eu continuarei assim mesmo – Ah, a magia da retórica!).

Classifico, basicamente, a homossexualidade em dois tópicos (e, é claro, vou postar aqui, coió!).

1º caso (não sexual – não que haja algo de errado com isso!)

- Fator biológico: O fator biológico é o único (acho eu) que pode ser utilizado com alguma propriedade (!) para os recalcados que são contra (humpf! Como se dependesse de permissão alheia!). Eu não, afinal, não acho que haja alço de errado com isso!

- Porquê: Se você levar à risca o propósito do sexo e das relações humanas, o objetivo (e instinto!!!) é pura e simplesmente a procriação, a perpetuação da espécie. Nesse contexto, é totalmente contra a evolução humana na Terra, um casal do mesmo sexo. Isso não gera descendentes. Logo, não faz sentido.

2º caso (a dois, a três, escancarando de vez, mas com muito respeito!)

- Fator social/afetivo: É o fator que estamos acostumados a ver por aí (uns bem mais coerentes que outros). É aquele fator que nos remete (UIA!) ao sentimentalismo humano, a necessidade, carência e direção sexual. Tem gente que se atrai por pessoas feias, fortes, magras, negras, com cara de torta de maçã, entre muitos tipos, inclusive... gays! Sim, GAYS! Sob esse aspecto, fica fácil entender a homossexualidade (falando sério, essa palavra dá trabalho pra digitar!).

- Porquê: Se a procriação for suprimida pela adoção (que enfrenta muitos tabus, preconceitos e obstáculos bur(R)ocráticos), qual o problema em duas pessoas do mesmo sexo se entregarem a uma relação afetiva? Se o que importa é o amor, o que é errado em gostar de alguém seja lá quem for? Relações interpessoais são estabelecidas o tempo todo entre pessoas da mesma etnia, da mesma religião e outras semelhanças diversas. Sendo assim, não há porque um casal homossexual não se unir e levar sua vida com o direito de não ser perturbado por recalcados (e) fofoqueiros.

O que eu acho? Não acho... (Ué?!). Quer dizer, não acho que seja o caso de ser a favor ou contra (não me diz respeito), mas, acho que pessoas nascem irritadiças, taradas, excêntricas, cabeludas, preguiçosas, inteligentes e... gays! Desse jeito, eu sei o que é ser discriminado por nascer de um jeito que não se escolhe e que não deveria fazer diferença (não, não sou gay – não que haja algo de errado com isso! – mas, sou miscigenado (vira-latas), como a maioria dos brasileiros, com o tom de pele bem mulato – negão, pra quem usa o termo – nada contra isso também!).

No geral, um homem gay não me oferece concorrência, se me cantar, vai ser lisonjeiro (parabéns pelo bom gosto! – Aff, que escroto, Bátima!!!). Se uma mulher é gay, beleza, vamos ter mais um assunto em comum (MUIÉÉÉ!!!) e não me ofende nem agride à sociedade. Citando (não acredito que vou dizer isso) a banda Nirvana: Come as you are (Venha como você é!).

FGarcia® discrimina pessoas de alma pequena, falsas, covardes, invejosas e outras redundâncias.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Polêmica Universal


Estou aqui pra comentar sobre um assunto que se dizia polêmico. Bem, polêmico sou eu, este assunto é escalafobético mesmo. Mas, o estardalhaço todo começou por causa de uma matéria onde a jornalista Elvira Lobato, do jornal Folha de São Paulo reportava notícias dos negócios da IURD (Igreja Universal do Reino de Deus) em pendências com a justiça e, depois, sobre a ação de intimidar a imprensa com processos judiciais.

A jornalista e o jornal foram alvos de processos (dos quais, já saíram com ganho de causa em pelo menos três) pela matéria. Pois bem, o respingo (ou o esporro) caiu em alguns outros jornais (A tarde/Salvador, Extra e O Globo/Rio de Janeiro) o que gerou uma discussão sobre uma possível indústria de processos. Isso se deu por que o mesmo argumento é utilizado em todas as ações nos locais mais distantes do Brasil.

Eu mesmo vi, na TV Record (Domingo Espetacular), uma matéria sobre a tal “polêmica” (percebe as aspas? Já te conto sobre isso). Polêmica é uma pinóia (UIA! Quem fala assim hoje em dia?), já que, na emissora do Bispo, só evangélicos foram ouvidos e se mostrando indignados (todos com o mesmo argumento e todos ligando pra emissora pra saber como fazer pra processar - elelê!). E é sobre esse argumento que eu ponho (UIA!) o foco da matéria.

Seria uma polêmica se o assunto gerasse discussão ou dividisse opiniões. Mas, o que foi visto até aqui, foi um movimento ‘silencioso’ de intimidação e uma certa “instigação” à revolta religiosa como se as matérias ferissem a liberdade de religião. Mas, não, o lugar comum que os fiéis caíram (e deu pra reparar mais que casca de feijão no dente do chefe), foi a reclamação acerca do termo ‘seita’. Até um historiador foi entrevistado dizendo que o termo é pejorativo, meio que, uma alusão a rituais sinistros, facção ou bando.

Faz – me rir. O dicionário-fonte de onde tiraram a significação da palavra, Houaiss, tem uns oito (8) significados para a palavra seita e não dá pra dizer que são ofensivos – a menos que se induza a isso (tudo é relativo, né?). Por isso, eu mesmo recorri ao pai-dos-burr... er... à minha fonte particular, o dicionário Aurélio, onde encontramos a seguinte explanação:

Sei.ta – sf. 1. Grupo religioso, de forte convicção, que surge em oposição às idéias e às práticas religiosas dominantes. 2. Grupo coeso que participa de uma doutrina comum (filosófica, religiosa, etc.).

(O que tem de pejorativo ali?)

FGarcia® não vê como, pra ter liberdade religiosa (e nem é o caso!), se precisa combater a liberdade de imprensa e expressão.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Hedonismo (o que vale é a pegação?)


Que coisa chata é ver uma pessoa solteira se achar incompleta por não estar de namoro. Tem gente que fica se questionando porque não arruma um relacionamento e acha que tem algum problema.

Geralmente, mulheres costumam ter esse pensamento mais frequentemente. O “problema” delas, supostamente (na idéia delas), é o fato de serem fiéis, comportadas e tals. Aí, encontram algum mané que não valoriza uma mulher decente, se decepcionam e partem pra “vingança”. Sabe aquele funk que diz: “Tentei andar na linha, você não me deu valor, agora @$$#%@#” ? Por aí.

Essa vingança é como um descarrego (hein?!). A idéia é não se valorizar e não levar ninguém a sério. Mas, aí, eu te pergunto: Justamente quem não te valorizou é que você tira por referência de avaliação? Digo, uma desilusão amorosa é motivo pra galinhar? Não, não sou moralista e não tenho nada contra uma boa curtição (e como achar sem procurar, né?), mas acho que essa cultura de “pegação” e “beijo na boca” é pra quem sofre de carência afetiva profunda. Porque mais você pautaria sua vida na quantidade de pessoas com quem você trocou fluídos corporais (UIA!)?

Tem gente que valoriza a quantidade, outros, a qualidade. Mas, há muitos fatores influenciando. Não venha reclamar da solteirice se você só freqüenta locais onde “a azaração está bombando”. Não dá pra achar bicho de goiaba em maçã. Também não suporto o papo de “só conheço quem não presta”. Uma auto-avaliação seria legal. E ainda há aqueles casos em que a pessoa reclama de vários relacionamentos mal-sucedidos, mas são as mesmas pessoas que ficam com qualquer um(a) pra não passar pelo “pesadelo” de estar solteiro(a).

Particularmente, acho de uma frivolidade descomunal essa coisa de achar que é grande coisa a “cultura do sabonete”, ou a “cultura da maçaneta”, se preferir (Rá, acabei de nomear). Também acho superficial demais alguém achar que é feliz, APESAR, de solteiro(a). Não tem que se desculpar por não ter namorado(a).

FGarcia® acha anti-higiênico sair por aí a trocar saliva com muitas pessoas. Rá!

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Grana curta = Corrupção? O.o


Já vou começar este post com o pé embaixo! Vamos parar com essa palhaçada de dizer que policiais se corrompem porque ganham pouco, p@#$%orra!

Agora, estresse e má remuneração é desculpa para virar bandido? E, o pior, para passar a mão na cabeça dos coitadinhos... Ma, Garcia, eles são as vítimas, então, né?
Digo-te solenemente, caro leitor: WROOONG!!!

É, realmente, lamentável que a desculpa para policiais (ou qualquer outra categoria profissional) fazerem bicos de vagabundos seja a pouca grana. Imagina quantos desempregados, domésticas, vendedores de papelão e pedreiros não cometeriam crimes deitados nesse argumento besta? O mundo pararia para o crime passar, já que a maioria é pobre. E a playboyzada não teria qualquer motivo pra roubar, traficar ou coisa do gênero. A politicada, então, vixe, nem era pra eles... ah, você sabe o que acontece.

FGarcia acredita na polícia. Grana curta não diminui caráter. Foi-se o tempo em que crime era roubar galinha pra alimentar a família.

Post curtinho pra destilar e externar minha indignação em relação a essa desculpa estapafúrdia.


Para melhorar o astral (e ocupar espaço desavergonhadamente), fique com um vídeo supimpinha de quem não ganhava nada pra salvar as pessoas, mesmo assim não desistia! Ca-la-ro que falo do abnegado Super-herói Americano:

(Veja aqui)

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Holocausto na Sapucaí ?

Falemos sobre a polêmica do carro alegórico da Viradouro. O carnavalesco Paulo Barros traz o enredo que trata de arrepios. Um dos carros é caracterizado por esculturas de corpos esqueléticos amontoados. Isso, pra representar o holocausto, a matança... genocídio do povo judeu pelos nazistas.

A federação judaica fez um pedido formal para que a escola de samba não apresente o tal carro sob o argumento de que é uma cicatriz na história de seu povo, além de haver sobreviventes daquele horror ainda vivos e que trazem marcas profundas físicas e psicológicas. Não seria o caso de mostrar um fato tão sério e triste durante a maior festa popular do mundo.

O carnavalesco (Paulo Barros, catzo! Já disse isso!) alega que a alegoria fala sobre o arrepio pela barbárie a que o povo judeu foi submetido. Além do quê, o carro passará somente com a escultura, não haverá destaques nem bailarinos sambando sobre a mesma (o que, segundo Barros, aí sim, caracterizaria desrespeito). Para Paulo, é importante que se mostre um fato como esse para lembrarmos da importância e o cuidado com pensamentos tão primários (pra não dizer selvagens, estúpidos e ‘morde-fronha’...).

Na minha opinião, a imagem do carro-alegórico é forte e, sim, é uma cicatriz com cara de ferida aberta. Entretanto, todos os anos, diversas escolas de samba abordam temas como escravidão e religião. Não acho que um carro com negros amarrados a troncos ou exibição de imagens de santos, por exemplo, seja um tabu impossível de se mostrar na Marquês de Sapucaí.

Temos que lembrar que aquilo é um desfile de sambas de enredo. Tá valendo nota, tá valendo um título que vem com uma grana violenta pra quem se sagrar campeão. Imagina só: Você fica incumbido de elaborar uma monografia (palestra, discurso, o que for) e não pode falar de um assunto que seria sério demais pra se tratar em troca de reconhecimento profissional. Aplaudir, então, é inaceitável!

Uma imagem forte vale mais que mil polêmicas.
Aliás, só porque uma imagem é forte, não quer dizer, necessariamente, que é ofensiva.

FGarcia® é polêmico, mas não é ofensivo.

sábado, 26 de janeiro de 2008

Injúria racial


O dia era 24 de Janeiro de 2008. Vejo nos noticiários de todos os canais (todos, nada, mas, a maioria) um caso de injúria racial.

O caso: Funcionária (que preferiu não se identificar) da lanchonete de um shopping (que também não quis se identificar – hehehe – brincadeira) é agredida verbalmente por uma cliente (a distinta senhora produtora Ana Cristina Paiva, 40 anos). Ana, segundo testemunhas, agrediu a funcionária (de ‘neguinha da rocinha’) depois que seu cartão não funcionou na compra de pipoca e refrigerante (eu mesmo já vi civilizações desaparecerem e guerras começarem por causa de um picolé e três anéis de latinha de 7UP). Não sei se é mesmo o caso da jovem morar na Rocinha ou se foi só uma tentativa (baixa) de diminuir a pessoa.

Acho tudo isso uma baixaria... não, o racismo é burrice (hmm, já ouvi isso em algum lugar), baixaria é a necessidade de diferenciar discriminação de injúria. No final, é tudo racismo. Eu, por exemplo, me sinto ofendido pelo que a piranh... nobre madame fez à moça da lanchonete. Aliás, me ofende que pessoas assim caminhem entre seres humanos como se fossem normais (se cair de quatro, nem levanta mais. Vai parar no primeiro pasto!).

Mas, existe uma necessidade e uma diferença (dah! Óbvio!) injúria e discriminação. É que o primeiro é dirigido apenas a uma pessoa. No caso, a ofensa foi à pessoa da funcionária e não, à toda raça negra.

Se discriminação é ofender a um grupo, chamar cinco negros de ‘neguinhos da rocinha’ é o quê? Você poderia dizer que ofendeu pessoalmente os cinco? Haha...divaguei involuntariamente.

O que eu acho: NHÁ, é mole, né? Você ofende uma pessoa pela cor de pele (pelamordedeus, chamar de negro nem deveria ser considerado ofensa! - Pensa bem.) e diz que só ofendeu UMA pessoa? Sério mesmo que se fosse outra pessoa, da mesma cor, a vagab...distinta senhora não teria ofendido?

A verdade é que foi por isso, meu caro garciaramaníaco (Eitcha, prêmio por originalidade aqui!) que a diferenciação nasceu. Porque, justamente (seu Juvenal Anthena), pessoas que praticavam crime de racismo alegavam que tinham cometido injúria...

FGarcia® fica injuriado com racismo.
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