Crônicas, divagações e contestações sobre injustiças sociais, cultura pop, atualidades e eventuais velharias cult, enfim, tudo sobre a problemática contemporânea.
Em 2013, aconteceu o seguinte, uma usuária do Twitter, Samara7days (que vou me referir no feminino, mesmo sabendo que pode ser um cara) ilustrou um trocadilho infame (do jeito que eu gosto) com o nome da maravilhosa cantora diva Alcione. Algo como 'ter trigêmeas e chamar alciONE, alciTWO, alciTHREE'. A contribuição de Sam7days foi a inclusão do trocadilho entre o apelido da cantora, Marrom (Maroon, em inglês), donde houve a referência ao grupo liderado pelo Adam 'the voice' Levine, Maroon 5.
Pois bem, a coisa degringolou, um compartilha daqui, outro adiciona montagens com imagens dali e a coisa virou um meme clássico contemporâneo. A ponto de a própria Marrom dar seu parecer sobre a brincadeira com seu nome:
Legal o espírito esportivo dela, né? Mas eis que, quase 2 anos depois da garoto-marotice, algum redator distraído erra a letra a ser repetida e cria um revival do meme de forma espontânea na palavra MAROON (marrom, no bom inglês). Confira:
Repetiu o R em vez do O e resgatou um dos memes mais legais. Sim, porque envolve uma das maiores cantoras do mundo e trocadilhos infames múltiplos. Rá!
Nota do editor: Para valorizar mais a piada do que criticar o já distraído redator do G1, deixamos passar o N no final da palavra. Nota do editor2: Prefiro pensar que o redator do G1 sabia exatamente o que estava fazendo. Nota do editor3: Desenvolvi a teoria de que o redator é um dos usuários de Twitter que incorporaram elementos ao meme.
Calma, calma, que não é bem assim... ou melhor é... mas não é. É quase. É. Não... Não sei mais o que eu tô falando aqui.
Bem, é que fiquei tão admirado com a iniciativa (e as imagens) que até perdi o rebolado. É que a DC Comics vai lançar, em novembro, uma série de capas variantes para suas revistas ao longo do mês. E, neste caso, a iniciativa vai apresentar os personagens da editora com participações especiais dos Looney Tunes. O que isso quer dizer? Sim, Superman e Pernalonga, Silvester Frajola e Robin e muitos outros dividindo as capas das revistas. Chega de papo, fique com as 25 variantes e tente se decidir pela sua preferida (eu tenho um top 5 fácil, mas a do Flash com Ligeirinho e o Papa-Léguas me ganhou o coração - UIA!).
Lembrando que a DC é do conglomerado Warner, produtora dos Looney Tunes, então, para os mais distraídos, não é um encontro muito aleatório, apenas oportuno, mas muuuito bem sacado. Rá! O que me faz lembrar da participação da tropa dos lanternas verdes naquele episódio que o Patolino/Duck Dodgers pega as roupas de Hal Jordan por engano na lavanderia e tem um dia de lanterna verde. Muito bom!
É muito legal a gente se deparar com peças de nossa memória
afetiva, a gente acaba juntando as experiências que tivemos desde então e ao
mesmo tempo temos uma visão nostálgica e totalmente nova. Quando joguei Alex
Kidd in Miracle World pela primeira vez, o personagem era o mascote da Sega
(fabricante do jogo e do console), tão popular que vinha na memória do vídeo
game, sem precisar de cartucho. Hoje, mais de 20 anos depois – e algumas
jogadas igualmente frustradas – rá! – por meio de emuladores – andei refletindo
em pensamentos que me vêm quando me deparo com jogos, filmes, HQs, o
que for. Sabe quando você fica conversando consigo próprio analisando, tipo
‘olha só, esse bicho tá aqui só pra perturbar, se desviar dele e passar direto
é melhor, igual na vida real’. Então, formulei algumas lições que precisamos
saber para jogar Alex Kidd, e percebi que são lições que aprendemos com a vida.
Na juventude, era só ir jogando e dane-se, depois do lanche era só recomeçar,
mas agora, precisamos ponderar o momento de agir e o que vai ser melhor pra
depois além do impulso do agora.
Lição Nº1 - Pegue
toda grana que puder, porque você vai precisar lá na frente
Esse é um dos jogos onde recolher grana faz mais sentido
diretamente na dinâmica. Muito jogo tem disso até hoje, mas sempre chega uma
hora que fica mais fácil arrumar dinheiro ou qualquer que seja o material de
troca por poderes, benefícios e habilidades. Em Alex Kidd a grana não é muita,
você pode perdê-la por besteira e até usando o poder de atirar, pode
desaparecer se estiverem duas caixas lado a lado. Até o raro continue do jogo
era condicionado a ter uma quantia de reserva. Tenta abrir mão de uma graninha
no nosso sistema capitalista pra tu ver se anda pra frente.
Lição Nº 2 - Se não
sabe o que tem, esqueça
Se estiver de rolé e por aí e se deparar com uma caixa de
conteúdo misterioso, passe direto. Não mexer não vai afetar tanto sua vida
quanto mexer e arrumar problemas (a maioria das vezes, no jogo, saía um safado
de um reaper/dona morte e te perseguia até você se afastar muito, deixando de
explorar o cenário ou te alcançar e você ir pro céu dos Alex’s Kidds). Essa é a
vida, se você não sabe no que tá se metendo, grandes chances de se dar mal
nesse mundo. Arriscaer e se aventurar é muito lindo na teoria, mas na vida
real, há que se avaliar muito os riscos.
Lição Nº 3 - Esforço
desproporcional à recompensa
Uma das lições mais importantes pra nós que não nascemos em
berço de ouro. Logo me vem à cabeça aquela motoquinha eXXXXperta (acho que o
nome é Sukopako). Eu olhava ela naquelas telas de exibição com o jogo em espera
e babava... comprei a primeira vez e... ZAZ! Bati numa pedra e perdi, tive que
caminhar o resto do percurso, que nem é grande, mas é um saco de obstáculos. Ou
seja, armazenei grana a primeira fase inteira e vi meu investimento não render
nada em dois segundos. A vida tem dessas coisas, você tem hoje e amanhã, não
tem. Tem que se esforçar de novo de modo a perder o couro, pra conquistar um
biricutico de recompensa.
Lição Nº 4 - Falta de
ética
Ao final de cada fase, geralmente, vinha um chefão. Os
outros chefes mais comuns – tipo o javali que só corre em sua direção – até que
tinham lá seu desafio, mas era mesmo coisa do jogo. Agora, quando vinha um
daqueles caras com cabeça em forma de mãos em posição de jokenpo (o famoso
pedra-papel-tesoura), aí dava treta. Os primeiros confrontos até que era só na
jogatina, mas depois, quando retornavam em fases mais avançadas, liberavam
cabeças voadoras, shurikens (estrelinhas ninja, noob) e outros apetrechos ao serem
derrotados na boa. Quem disse que o mundo lá fora vai esperar você ter todo o
queixo duro que precisa pra lutar? Que nada, vão tentar passar por cima de você
se deixar.
Lição Nº 5 - Fique
atento a tudo
Diz uma canção/rap angolana “a vida é uma peça de teatro,
mas que não permite ensaios”. Fator comum a jogos das gerações passadas, tudo
estava ali pra te gerar desafio e você não podia ir simplesmente no automático
com a garantia de infinitos checkpoints e saves a hora que quiser. Perdeu,
perdeu, parceiro e, como eu disse, nesse jogo, até o continue era raro. Bobeou,
dançou.
Conclusão
Pois é, é tipo isso. A vida ensina, mas ao contrário dos
games, não é sempre que você pode começar tudo de novo e passar usando o que
aprendeu antes. Cuidado. Engraçado como eu comecei a divagar sobre este texto
de forma irônica, mas acabou me soando meio metalingüístico, sobretudo se
pensarmos que pra termos jogado esse jogo na época em que estava na “crista da
onda” (veeelho!), estamos hoje em condições desse tipo de reflexão. Nada de nostalgia
ou pessimismo de velho arrependido, mas achei legal como esse jogo passou da
euforia do vídeo game novo (foi meu substituto imediato pro Atari), abordou meu
ódio e frustração (acho que só zerei esse jogo impossível uma vez e foi tão no
susto que nem saboreei a vitória) e chegou à meditação de que ele, tal qual a
própria vida real, têm tanto em comum, quase como referências ilustrativas.
Percebi só depois que essas
lições estão, não necessariamente todas juntas nem na mesma proporção, em todos
os jogos antigos, até pela questão de padrões que davam certo e eram ‘imitados’
entre si. E, a saber, foi ali que aprendi o que era jokenpo. Agora fique com um gameplay que é a mais perfeita ilustração desta ideia do texto:
Pois é, minha gente, essa eu já queria ter "revelado há tempos". Mas só recentemente, quando ouvi novamente o Argcast, sob a batuta do desenhista Daniel "lábios da rata" HDR (ou Daniel HDRave, segundo o também desenhista Rodney Buchemi), é que lembrei do assunto, afinal, muita água passou por baixo da ponte desde o ano passado. E é isso, obrigado pela visita, tchau! vou falar de uma revelação interessante do referido desenhista, no episódio de seu cast sobre os X-Men: Gambit tem uma relação estranha com Pepe le Gabá em sua origem.
Antes, vou falar do personagem em si, pra você que não conhece se situar. Remy LeBeau, o mutante Gambit, foi criado por uma família de ladrões de Nova Orleans (Louisiana, EUA) e foi criado pra ser um clichê ambulante. Me desculpem os fãs, mas é muito conveniente um personagem só ter como poderes: Carregar objetos com energia cinética, agilidade sobre-humana, olhar hipnótico (sobretudo com mulheres), além de ser francês (um fetiche comum de estrangeiro sexy) e um galã de índole duvidosa (o fetiche feminino do cafajeste de bom coração). ou seja, é um personagem criado pra agradar meninas e conseguiu, pois, passou a estampar cadernos nas escolas, mas não só dos meninos que queriam ser ele, mas das meninas que queriam um cafajeste assim olhando-as durante as aulas e papéis de carta.
Com isso, ele apareceu como tutor da Tempestade, (numa revista que eu tive, mas vendi porque achei isolada num sebo sem as sequências pra completar, aff...) e logo formou um par 'gato-e-rato' com Vampira. Romance esse que ilustrou até o famoso desenho dos anos '90, onde ele a perseguia e era rechaçado por medo dela de matá-lo com seu poder de absorver energia ao ter contato físico com as pessoas. E é ai que eu queria chegar, no vai-não vai com Vampira.
Veja bem, Gambit é francês, um galanteador e tá sempre dando em cima da gatinha que o evita a todo custo (pelo menos foi assim por um bom tempo). Sendo assim, vamos ver como se ilustra essa situação?
Exatamente, gente! Pepe le Gambá é um francês galanteador que quer pegar a gatinha de qualquer maneira, mesmo ela fugindo dele desesperadamente. E pra ver que não é só coincidência, repare na 'mecha' branca que é o que sempre cria o mal entendido do gambá achando que encontrou uma fêmea de sua espécie e não uma gata que acidentalmente pintou uma parte do pelo.
Segundo Daniel HDR, a piada interna trama lhe foi revelada pelo próprio Chris Claremont (amigo do desenhista, criador do personagem e principal escritor do X-Men de fases clássicas do grupo nas HQs).
Não sei vocês, mas eu não lembro nem de metade das armaduras do Homem de Ferro no cinema. Muito mal a primeira grandona do primeiro filme, a segunta prateada, já no formato clássico e a terceira que ele termina o filme... lero, lero, lero, eu lembro da desajeitada do terceiro e da Hulkbuster. As 900 armaduras que aparecem nos três filmes e nos dois dos Vingadores eu nem tive tempo de reparar direito na maioria... Mas a M&M Tool Parts fez um resumão em um só Gif:
Tem uma expressão que eu acho muito engraçada que se chama Whatsapp. Ou melhor, não é o nome em si, mas as discussões sobre pronúncias e corruptelas que ocorrem e o famoso aplicativo do momento é só a ponta mais recente da discussão. A coisa funciona mais ou menos assim, uando surgem novidades, é natural que gere brincadeiras, distorções, novas versões, imitações e toda sorte de carona na onda da parada, né? Pois bem...
Whatsapp vem do Inglês, obviamente, sendo assim, nada mais natural que ganhar sotaques diferentes por onde passar, no caso, países que não falam inglês por padrão, como é o caso do Brasil, onde precisamos ser autodidatas ou fazer cursos, devido a ausência de um segundo idioma na educação básica (isso foi uma conversa que tive com um casal de alemães na Lapa-RJ há uns 3 anos, mas estou divagando...). A questão é que pronúncias transformam palavras, como você pode reparar em casos corriqueiros como 'brother' que vira fácil 'bróder', dada a falta de cacoete de pronunciar o inglês correto e muitos outros que eu falo depois. Mas tem uma que gera uma polêmica e engraçada discussão: Zapzap.
Conheço gente que só de lembrar da expressão, já treme de nervoso, como quem tem vergonha alheia, saca? Mas eu vou defender o Zapzap (que eu acho um apelidinho bobo, mas inofensivo, então, sobrevivo de boas). Vou defender o Zapzap, mas não por gostar dele, mas por tentar ter uma visão justa com quem fala porque, automaticamente, se falarmos do Zapzap, temos que falar do próprio nome da coisa. O nome do aplicativo também está sendo pronunciado errado por quem critica os ZapzapERS da vida (viu, você achava que não podia piorar?). Prossigamos.
Repare e reflita, o nome do aplicativo é WHATSAPP, um trocadilho muito esperto entre a expressão em inglês 'WHAT'S UP' (tipo, 'quais as novidades?') e a contração de 'APPLICATION' (palavra que designa um programa de computador/celular/tablet/etc). Então, temos WHAT'S UP + APP(LICATION) = WHATSAPP, percebeu? Pois bem, é um programa feito pra por a conversa em dia, não é? Então, é um aplicativo de conversa. E sabe o que você tá deixando de relevar quando critica o coleguinha que fala Zapzap? Já te falo.
A pronúncia correta e pragmática da coisa, acho eu, pela lógica gramatical do idioma inglês, seria UATZÉP (com o P quase imperceptível de tão mudo), já que APP se pronuncia ÉP. Então, amigolhes, se você critica o Zapzap, mas fala UATSÁPI, sinto muito, mas também tá falando errado, de acordo com a norma culta da língua (hein?!). Exato, Se o esdrúxulo Zapzap te dói no ouvido como se o próprio Joel Santana estivesse falando contigo, saiba que você também maltrata o inglês com sua pronúncia literal, não tão diretamente como o anterior, mas aos poucos. Você não é o que atira, é o que envenena. Rá!
Falar UATZÁPI é, no máximo, a procúncia mais correta para a expressão de origem 'what's up'. Então, vamos deixar de onda, cada um pronuncia do jeito que achar melhor, se tiver alguém perto pra corrigir de forma educada e didática, melhor, mas não vamos julgar os coleguinhas como se houvesse uma escala de valor de quem pronuncia o nome correto porque muita gente não está pronunciando direito também. E se a competição for pra ver quem erra menos, então somos todos perdedores, senhorxs, pois ficamos diminuindo o próximo em vez de ajudá-lo.
Ah, e aprenda também que não é RÁIBAN e sim RREIBEN (Ray-Ban), saca? Não é ÊIPOU, é ÉPOL (apple) e um corriqueiro também, não é GÓDI, é GÓD (com um D tão mudo que praticamente não se pronuncia) e por aí vai. Vamos mesmo ficar nessa discussão da pronúncia perfeita? Numa troca rápida de palavras com um gringo você vê que tá falando um idioma próprio que só você sabe. E se te serve de consolo, quando ainda era novidade o aplicativo, uma pessoa que conheci, além de ser desagradável onde chega, falava 'você não sai do UAIZÁPI'... Sim, pode rir, essa pessoa queria falar de um aplicativo e acabava se referindo sem querer a um curso de inglês.
Eu costumo falar só zap (ZÁP) por preguiça mesmo. Isso quando não falo só 'mensagem' confiando que não vão mais confundir com SMS e porque eu sou velhão old school (ÔLDSCÚL). E já que o clima tá propício, fique com Joel Santana e seu funk boladão, pra saber o que é e o que nunca deveria ser uma pronúncia em inglês.