Crônicas, divagações e contestações sobre injustiças sociais, cultura pop, atualidades e eventuais velharias cult, enfim, tudo sobre a problemática contemporânea.

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segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Gorda não pode transar?



Nimarah Lima virou o viral da última semana com sua postagem sobre a própria intimidade. Não vou discutir se é legal ou não a pessoa expor a própria intimidade com tanta riqueza de detalhes, mas não deixa de ter um lado bom e importantíssimo. Além de reforçar a máxima 'ela tem o direito de fazer o que quiser'. Tá te ofendendo a transa dela?

Vejamos, Nimarah postou num grupo a tal foto com a descrição do momento íntimo que viveu ali naquele motel, achando que seu rosto seria parcialmente coberto por imagens de um daqueles apps de manipulação de imagens. Não rolou e a coisa foi de cara limpa mesmo. Dane-se se ela deveria ter se preservado, a questão aqui é outra: Muita gente que compartilhou, o fez com aquele ar de 'olha, a gordinha tarada falando sacanagem' e sabemos que isso tem o tom de deboche que ridiculariza a pessoa. Como o negro que ouve risadas ao dizer que cuida dos cabelos (porque cabelos crespos não têm o direito de serem tratados como cabelo de gente), Nimarah tem sido alvo de ofensas e tem até levado denúncias para a polícia. Tem mais é que fazer sim. Pra ser exemplo de reação! Por exemplo, a modelo plus-size, Fluvia Lacerda, foi anunciada com pompa como capa da playboy (é, minúsculo por despeito), mas a revista avisou que é só uma versão para colecionador, no site, na banca mesmo, vai vir a modelo 'tradicionalmente' magra, Gabriela Rippi. Tipo, valeu pelo desserviço, play, reforce a ideia de que a gorda é legal, mas pra mostrar pra família tem que ser a magra. Parabéns, campeões!


Fluvia, a gordinha só de busto.



Gabriela, a magrinha de corpo inteiro





















Mas, voltando... Aliás, vamos além! Claro, seria engraçado se qualquer pessoa falasse o que ela falou, mas o que incomoda é o julgamento da sociedade pelo fato de ser uma mulher gorda expondo sua intimidade. É o mesmo deboche de quando um gay se mostra valentão pra se defender ou quando um magrinho enfrenta um brutamontes, ou mesmo quando mostram - muito em filmes e comerciais - quando o nerd conquista a bonitona... é aquela risada de ver cachorro fazendo truque, bebês em poses de adultos e essa palhaçada. Debocham como se fosse motivo de piada uma mulher gorda demonstrar gostar muito de sexo. Gente, e ser julgado pelo que se é é tão ruim que tem gente que desenvolve até problema psicológico. Aliás, se eu tô num grupo que alguém compartilha pra fora uma postagem minha assim, é papo de sair desfazendo amizades a rodo.


Se fosse magra já seria alvo de julgamentos por que mulher não pode demonstrar prazer no sexo sem ser chamada de vadia, mas quando é uma mulher, preta, gorda, aí as pessoas caem esculachando. É o que eu sempre falo: Pessoas fracas de cabeça, defendem tanto os padrões da capa da revista e da novela que quando olha pra vida real, fica achando que aqui é que é o errado. Eu, particularmente, conheço muito mais Nimarahs do que Giselesis Bundchensis, seria justo eu achar que Gisele pode transar e Nimarah só pode ficar ali no canto fazendo piada, de preferência, com o próprio peso? Tem cabimento ela ser uma caricatura de si mesma na vida real e só a magrinha ir lá e descabelar o palhaço? Pra mim não. Que todo mundo tenha o direito de transar e gozar em paz.

Aliás, se estivessem transando, esses julgadores de última hora não teriam tempo pra falar da vida alheia. Se você não transa, não destranse os transantes. Rá!

Fonte: Extra Online

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Garoto morre eletrocutado ao usar fones no celular enquanto carregava... BOATO!

Veja bem, a notícia é verdadeira, um garoto, de fato, morreu vítima de uma eletrocução, mas não foi por usar celular ligado à rede elétrica, muito menos no Brasil.

O boato

Um jovem teria morrido por usar o celular ligado ao carregador, alguns dizem que enquanto dormia.



A verdade

O tipo de fone mostrado na foto não parece ser o tipo usado em celulares, mas se restasse ainda essa dúvida, na próxima foto fica nítido que o celular estava ao lado do corpo intacto e desligado, sem fones plugados.


Note também, na próxima foto, que parece que o mouse está danificado com queimaduras (e se você viu a imagem sem tarjas ou distorção, também percebeu que há queimaduras fortes no braço direito do garoto).

Acontece que a descarga elétrica aconteceu por um raio que atingiu a casa onde ele estava, enquanto usava o computador. Daí vem o real motivo da morte, olha o fio do fone pra onde vai ali, ó.



O que se sabe é que um vizinho chamou a polícia, mas não há notícias de como a investigação prosseguiu. Ah, e foi na Tailândia, não em Aracaju, não em São Paulo, nem lugar nenhum que não a Tailândia.

Conclusão

A notícia do motivo da morte é até verdadeiro, o choque fatal, mas o meio por onde aconteceu esse choque fatal foi distorcido, nas minhas hipóteses, por:

a) Algum troll que achou engraçado expor um cadáver pra zoar os amigos de zap;
b) Algum troll desocupado que queria causar choque (perdão pelo trocadilho infame) nuzamigo;
c) As duas opções acima.

O negócio é que tem várias pessoas repassando isso como verdade e, provavelmente, foi uma "brincadeira" de mau gosto para/com o uso massivo de whatsapp de ultimamente na sociedade. Isso, ou alguém com uma imaginação bem óbvia e necessidade de mentir pra parecer o primeiro a dar a notícia alarmante, como é frequente na internet.

Muita gente vai na onda e vira mentiroso junto, assim, sem querer. NÃO REPASSE sem antes ter uma mínima ideia da veracidade de um fato. Isso polui o bate papo e ainda expõe imagens desnecessárias sem... er... necessidade (daaaah!).

Fonte: E-FARSAS

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Não pode falar Zapzap?!



Tem uma expressão que eu acho muito engraçada que se chama Whatsapp. Ou melhor, não é o nome em si, mas as discussões sobre pronúncias e corruptelas que ocorrem e o famoso aplicativo do momento é só a ponta mais recente da discussão. A coisa funciona mais ou menos assim, uando surgem novidades, é natural que gere brincadeiras, distorções, novas versões, imitações e toda sorte de carona na onda da parada, né? Pois bem...

Whatsapp vem do Inglês, obviamente, sendo assim, nada mais natural que ganhar sotaques diferentes por onde passar, no caso, países que não falam inglês por padrão, como é o caso do Brasil, onde precisamos ser autodidatas ou fazer cursos, devido a ausência de um segundo idioma na educação básica (isso foi uma conversa que tive com um casal de alemães na Lapa-RJ há uns 3 anos, mas estou divagando...). A questão é que pronúncias transformam palavras, como você pode reparar em casos corriqueiros como 'brother' que vira fácil 'bróder', dada a falta de cacoete de pronunciar o inglês correto e muitos outros que eu falo depois. Mas tem uma que gera uma polêmica e engraçada discussão: Zapzap.



Conheço gente que só de lembrar da expressão, já treme de nervoso, como quem tem vergonha alheia, saca? Mas eu vou defender o Zapzap (que eu acho um apelidinho bobo, mas inofensivo, então, sobrevivo de boas). Vou defender o Zapzap, mas não por gostar dele, mas por tentar ter uma visão justa com quem fala porque, automaticamente, se falarmos do Zapzap, temos que falar do próprio nome da coisa. O nome do aplicativo também está sendo pronunciado errado por quem critica os ZapzapERS da vida (viu, você achava que não podia piorar?). Prossigamos.



Repare e reflita, o nome do aplicativo é WHATSAPP, um trocadilho muito esperto entre a expressão em inglês 'WHAT'S UP' (tipo, 'quais as novidades?') e a contração de 'APPLICATION' (palavra que designa um programa de computador/celular/tablet/etc). Então, temos WHAT'S UP + APP(LICATION) = WHATSAPP, percebeu? Pois bem, é um programa feito pra por a conversa em dia, não é? Então, é um aplicativo de conversa. E sabe o que você tá deixando de relevar quando critica o coleguinha que fala Zapzap? Já te falo.

A pronúncia correta e pragmática da coisa, acho eu, pela lógica gramatical do idioma inglês, seria  UATZÉP (com o P quase imperceptível de tão mudo), já que APP se pronuncia ÉP. Então, amigolhes, se você critica o Zapzap, mas fala UATSÁPI, sinto muito, mas também tá falando errado, de acordo com a norma culta da língua (hein?!). Exato, Se o esdrúxulo Zapzap te dói no ouvido como se o próprio Joel Santana estivesse falando contigo, saiba que você também maltrata o inglês com sua pronúncia literal, não tão diretamente como o anterior, mas aos poucos. Você não é o que atira, é o que envenena. Rá!

Falar UATZÁPI é, no máximo, a procúncia mais correta para a expressão de origem 'what's up'. Então, vamos deixar de onda, cada um pronuncia do jeito que achar melhor, se tiver alguém perto pra corrigir de forma educada e didática, melhor, mas não vamos julgar os coleguinhas como se houvesse uma escala de valor de quem pronuncia o nome correto porque muita gente não está pronunciando direito também. E se a competição for pra ver quem erra menos, então somos todos perdedores, senhorxs, pois ficamos diminuindo o próximo em vez de ajudá-lo.


Ah, e aprenda também que não é RÁIBAN e sim RREIBEN (Ray-Ban), saca? Não é ÊIPOU, é ÉPOL (apple) e um corriqueiro também, não é GÓDI, é GÓD (com um D tão mudo que praticamente não se pronuncia) e por aí vai. Vamos mesmo ficar nessa discussão da pronúncia perfeita? Numa troca rápida de palavras com um gringo você vê que tá falando um idioma próprio que só você sabe. E se te serve de consolo, quando ainda era novidade o aplicativo, uma pessoa que conheci, além de ser desagradável onde chega, falava 'você não sai do UAIZÁPI'... Sim, pode rir, essa pessoa queria falar de um aplicativo e acabava se referindo sem querer a um curso de inglês.

Eu costumo falar só zap (ZÁP) por preguiça mesmo. Isso quando não falo só 'mensagem' confiando que não vão mais confundir com SMS e porque eu sou velhão old school (ÔLDSCÚL). E já que o clima tá propício, fique com Joel Santana e seu funk boladão, pra saber o que é e o que nunca deveria ser uma pronúncia em inglês.


BÂTI DE SÉCONDI TÁIME AI RÉVI CONTROU DE MÉTI.

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