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quarta-feira, 26 de agosto de 2015

ET, telefone, minha casa, Atari e Novo México




Desde 1983, havia uma lenda urbana de que a Atari (sim, a empresa criadora do clássico video game Atari 2600) teria enterrado cartuchos do jogo ET: O Extra-terrestre no deserto do Novo México. A historia virou mito desde então, mas até pouco mais de 1 ano atrás, a coisa mudou e descobriram que tinha muito mais que apenas uma ponta de verdade nisso tudo aí.


Cartuchos de 'E.T.' do Atari 2600 podem ser desenterrados do deserto do Novo México (Foto: Divulgação/Atari)Bem, ocorre que o jogo foi muito mal recebido pelo público. Seja por não ter nada a ver com o filme ou a frustrante - e impossível jogabilidade - o fracasso de vendas fez com que a produtora do game tomasse uma medida inusitada: enterrar os cartuchos encalhados. Olha, uma pausa pra uma impressão pessoal, alguém teve a oportunidade de jogar esse jogo? Eu tive. E, caras, era horroroso mesmo. Lembro de uma tela com quase nada de cenário, um bicho que não fazia nada (igual no filme, Rá!) e, no máximo, a gente apertava o botão do joystick (sim, garotada, era só um botão e um manche, que eu chamava de alavanca) e ele esticava o pescoço fazendo diminuir uma contagem numérica que não sei até hoje que m3rd4 era aquela. Será que era energia? vida? Tempo? Tempo de quê? Enfim, um lixo.

Mas, voltando, eis que uma equipe bancada pela Microsoft, em parceria com a LightBox saiu com uma galera de escavação pra tirar a história a limpo. Entre eles, Zak Penn, diretor e roteirista de sucessos como X-Men 2 e 3 e Os Vingadores. Penn afirmou que se não encontrassem nada, este seria o tema do documentário Atari: Game Over, mas, pelo jeito, ganharam uma grande história pra contar. O documentário sobre a lenda revelada como verdade e passada a limpo você encontra no próprio site da Microsoft

 Zak Penn, diretor do documentário sobre a escavação, mostra um cartucho do game 'E.T.', do videogame Atari 2600, que tinha sido enterrado há 30 anos (Foto: Juan Carlos Llorca/AP)
Zak Penn e a descoberta da lenda.

PS.: Eu disse 'inusitada' lá no começo porque, até agora, só o ET (tudo bem que parece que havia outros games junto, mas não são o foco aqui) ganhou essa fama, mas sei lá, vai que daqui a pouco descobrem outros até percebermos que a empreitada estilo 'varrer pra baixo do tapete' era mais comum do que pensamos. E se fazem isso até hoje? Danou-se, fiquei paranoico.


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Sabe qual é a ironia? O pior jogo de todos os tempos do Atari, agora, vale uma nota violenta para colecionadores, pois, muitas cópias descartadas estão em perfeito estado, com valor cult/vintage. O ET pode não ter voltado pra casa, mas esperou o bastante pra fazer fortuna em terras alienígenas. Extra-terrestre e com grana pra ser uma diva RYCAAAA! Rá!


Como eu disse: Inútil. E não sei até hoje que porcaria de numeração era essa.

Fontes: G1
Folha
Tecnoblog

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

PS4 eleito o maior lançamento de vídeo games de todos os tempos... Nhé!


Na boa, lançamento siniXtro meRmo (carioquice nível tradicional) foi o Atari, que evoluiu o telejogo para uma jogabilidade ímpar até então, Master System, Mega Drive, Snes, todos tiveram seus particulares, N64 trouxe uma qualidade enorme para consoles de cartuchos, Playstation e Neo Geo vieram com jogos em CD (e era um saco ficar minutos eternos esperando aquela trolha carregar) e várias outras coisinhas que revolucionavam o mundo dos gamemaníacos.


PS4 é um console tão grandioso quanto God o f War é um jogaço, mas, ei, nos tempos em que vídeo games acessam internet na Lua e fazem um belo café, fica difícil ser revolucionário, o sistema está a favor. Uma coisa que, pra mim, é muito mais inovadora, ou melhor, foi, porque a tecnologia superou muito há muito tempo, foram os cartuchos com 2, 4 , 12.647 jogos pra Atari. Aquilo sim é fazer limões com uma limonada... não, peraê, é o contrário. Enfim, estou divagando... O negócio é que confundem criar com desenvolver.

Muito fácil a gente ter computadores de todas as formas, tamanhos e todo tipo de acessibilidade à internet. Celulares viraram micro-micro-computadores, mas, pra isso, foi preciso haver, lá atrás (UIA!) a criação de um aparelho telefônico. Sacou? O que é mais revolucionário, criar um telefone quando todos estão mandando pombo virar almoço de gavião com bilhete amarrado na pata e tudo, ou pegar um celular e meter (UIA!³) outras tecnologias com todo o aparato?

É aquele negócio, como eu falei em GoW, o jogo tem gráficos lindos, uma história absurdamente rica (também, adaptar a mitologia grega é sucesso certo, né?) e um personagem fodão que te transporta para o jogo doido pra matar monstrinhos. Mas, tenho que dizer, Super Mario, por exemplo, é que é revolucionário. Porque você passava e zerava (?!) com toda sua malandragem. Os jogos ficavam longos pelo tempo que você levava praticando até conseguir evoluir. Hoje você salva o jogo a cada 5 minutos e o resto é andar pelo cenário pra lá e pra cá.


Parece besta essa coisa de “no meu tempo era melhor”, mas não é por isso que eu cheguei ao teclado. É que sempre que se anuncia algo novo como o melhor de todos os tempos, paro pra observar a fonte desse imediatismo. Geralmente é o mesmo motivo, necessidade de atrair consumidores enquanto o preço está em alta. Nada tem a ver com o trabalho de se criar algo legal e, mesmo que digam ‘tá Serto, porque tem que ganhar dinheiro’, eu digo que esse argumento não justifica nada. Se fosse assim, você aceitaria eu te chamar de filho da p*ta, já que uma prostituta também faz o que faz por dinheiro, mas não é fácil conhecer quem as defenda assim. Falando em Atari assista uma pala do jogo mais bizarro de todos... tá, pode não ser o mais bizarro, mas é o mais antigo bizarro dse todos, talvez o primeiro pornogame da história: X-Man - mas não os mutantes, filhos do átomo.


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