Crônicas, divagações e contestações sobre injustiças sociais, cultura pop, atualidades e eventuais velharias cult, enfim, tudo sobre a problemática contemporânea.
A jornalista Keila Jimenez noticiou que Carlos Villagrán aposentaria seu personagem mais famoso - e meu preferido, Quase-Nada Quico. Confesso que isso me causou um turbilhão de emoções nostálgicas e confusas. Bme, é que sempre afeta o psicológico quando um ícone da infância de desmistifica, por outro lado, ele tá bem coroa, o que compromete a credibilidade do personagem. Aliás, esse teria sido o argumento, segundo matéria do Blog da Keila, que o 'filho' de Villagrán teria anunciado em nome do 'pai'.
Mas, na verdade, tudo não passou de uma mentira, dessas de internet, tipo as que eu já desmascarei aqui mesmo sobre as mortes do Garoto-Bombril, Roberta Miranda e Sidney Magal. Bem, a notícia foi desmentida e transmitida no portal UOL (onde também havia saído a nota falsa antes) e, segundo o próprio ator, seu SOBRINHO é um vacilão que nem mesmo tem a permissão do tio pra usar o sobrenome estrelado. Enfim, a notícia e o desdobramento não rendem um meme furado, então, vou elencar aqui alguns momentos que eu acho legais protagonizados - ou provocados - pelo 'mocorongo almofadinha' das 'bochechas de buldogue velho'.
É aquele episódio em que Paty chega à vila com sua tia (Paraíso Glória) e deixa os meninos galudões. Num momento meio raro na série, o personagem representa a ironia de ser interpretado por um adulto e explica porque ele teria se 'emocionado' ao ser beijado por uma menina que gostava.
Mamãe Querida
Depois de muito ser interrompido (confesso, na primeira, vez que quase desisti de assistir pela enrolação), finalmente, Quico iria recitar o tal do poema em homenagem às mães... Aí, dá nisso:
Seu Madruga está jogando beisebol
Quico vê que Seu Madruga está trabalhando de sapateiro e vai perguntar o óbvio, ao que o irônico vizinho discorda, alegar estar 'jogando beisebol'. Daí, na sequência, diante da insistência infame do menino mimado em comparar batidas de martelo a tacadas de beisebol, Seu Madruga lança a bolinha do garoto longe tentando falar HOME-RUN, mas saindo outra coisa hilária.
E o mais legal é que virou uma piada recorrente com o Quico passando e falando ironicamente que o vizinho estava mesmo jogando beisebol, quando perguntado pelo Sr. Barriga.
já, já me picou também
Esse é meu preferido! Tinha uma comunidade no orkut com esse nome e essa foto. Bem, Quico leva um pote contendo um escorpião pra casa e no susto, Dona Florinda derruba uma caixinha de alfinetes pela casa. Todos vão pensando ter sido o escorpião, supostamente, saído de dentro do frasco atacando a todos...
Quico dançando funk
Essa aqui, claro, é uma montagem braba, mas baseada num episódio real, mas não de Chaves, e sim do programa que Villagrán e Ramon Valdez estrelaram quando saíram do programa de Roberto Bolaños (lembra dos episódios sem eles no Chaves? Tipo, o restaurante da Dona Florinda e tals? Então...). Vamos misturar logo dos campeões de audiência do SBT dos anos '90 num lance só: Com vocês, Quiko (bem, neste caso, Kiko) dançando a montagem do Pica-Pau.
A triste notícia é que Villagrán não encerrou a carreira, mas vai divulgar um filme com Danilo Gentilli (eu sei, RIP). Em todo caso, sempre achei mais engraçado o fato de Villagrán ser parecido com Jorge Roberto Silveira, o eterno prefeito de Niterói-RJ.
Mas pra terminar essa nota inútil com alto astral, lembra que eu mencionei Paty e seu efeito emocional nos meninos? Pois bem...
Rosita Bouchot, a primeira Paty, daquele episódio piloto com as tortas na cara da vizinha nova.
"Chespirito" foi um apelido dado a Roberto Gómez
Bolaños por Agustin P. Delgado, diretor de cinema, pelo fato de o artista ser
comparado a um “pequeno Shakespeare”, por sua versatilidade e inteligência. Nem
precisaria falar mais nada, mas como você, saganauta (saga o quê?!) sabe, eu
não falo pouco. Nem escrevo pouco.
Bem, ele foi escritor, roteirista, ator e mais uma gama de
talentos e funções que não cabe aqui ficar enumerando. Basta ver que o cara
começou escrevendo e atuando em alguns quadros, dali, foi desenvolvendo
personagens, recrutou alguns amigos e fez um universo próprio que eu, como nerd
(UIA!) só posso comparar a editoras como DC Comics e Marvel Comics. Num
ambiente mais próximo de sua arte, diria que está para um Chico Anysio mexicano
– ou vice-e-versa – mas o fato é que o eterno Chaves fez mais do que personagens
cativantes. E eu vou dizer porque já, já apenas usando a memória afetiva, por
puro calor da emoção de sua despedida (portanto, quem quiser lembrar, comentar
aqui ou no ‘feici’, esteja convidadx).
Ele ensinou verdadeiras lições de moral. “A vingança nunca é
plena, mata a alma e a envenena”, “as pessoas boas devem amar seus inimigos” e
outras, que até já citei aqui no blog, como aquele texto com momentos de dar nó
na garganta. Mas, pense comigo, amigx, ele também criou personagens femininas
inteligentes, fortes e independentes, numa época que tinha tudo pra cair no
estereótipo da mulher “de TPM eterna” ou personagens masculinos clichês... Não,
não, ele criou uma menina esperta demais para seus amiguinhos, uma dona de casa
viúva com garra pra criar um filho sozinha e ainda sonhar com uma nova vida
amorosa e até uma vizinha temporária que cuidava de uma sobrinha sozinha. Sim,
ele foi feminista, abordou mais de uma vez a emancipação feminina – que vinha
crescendo desde a década anterior a suas séries mais famosas. E não te esqueças
das músicas. Se você é jovem ainda, amanhã ainda se lembrará (achou que eu ia declamar
a letra?).
Ele nos mostrou que por trás de toda a ignorância de um homem
viúvo, havia o amor por uma filha que perdera a mãe ainda bebê, e que ainda
tinha pique pra orientar, à sua maneira, um menino de rua que foi parar na
vizinhança, dando voltas em seu senhorio, verdade, mas, sei lá, sendo pai
solteiro, sabe lá como eu seria naquelas condições. Nos apresentou famílias
completamente disfuncionais – ainda mais se você parar pra pensar no cenário
social dos idos de 1970 – que em nada se pareciam com esse modelo moralista de
‘família tradicional’. Pai viúvo com filha, mãe viúva com filho e namorado,
pobres, ricos e emergentes falidos, todos convivendo a ponto de viajarem juntos
e se reconhecerem como uma boa vizinhança.
Chaves foi – e é – muito mais do que estereótipos do terceiro
mundo. São a representação deste. A humanização deste mundo, que, apesar de não
ser aquele idealista modelo de american way of life, está aí pra nós, sobretudo
no Brasil, um dos países onde suas séries fizeram e fazem mais sucesso por
gerações, nos últimos 30 anos. Eu, particularmente, sou filho de uma
configuração “alternativa” de família. Pais separados, mas amigos, com
amiguinhos com pais casados, filhos de criação, irmãos de consideração...
enfim, fácil identificação e uma visão própria do menino Chaves (que se chama
originalmente El Chavo, ou seja, o moleque, em tradução livre). Continuo me
emocionando só de lembrar daqueles momentos que enumerei em outro post, só pra
registrar.
Apesar de gostar mais do Chapolin, por questões nerds (lembra,
eu sou um nerd multifacetado, Rá!) por causa das aventuras mais variadas,
Chaves me emociona nas relações entre seus personagens. Lembra muito o subúrbio
onde vivo, nasci e me criei. Pessoas diferentes, amigas, barracos, churrascos,
mas, no fim do dia, todo mundo tá ali. Claro, uns desafetos, nada pode ser
perfeito como a ficção, mas a ideia toda está ali. Tipos diferentes, frases
características, mas também uma amizade, um sentimento de ‘conta comigo’ que
permeou minha infância e até hoje gosto de assistir.
Não à toa, sou da geração Chaves, aquela que cresceu conforme a
audiência da série, que estreou no SBT quase ao mesmo tempo que eu neste mundo,
então, junto com muitas outras coisas, foi muito presente nas influências
externas e midiáticas da minha vida. Roberto Gómez Bolaños foi um gênio. Criou
tipos e contextos que até hoje estão no subconsciente popular da sociedade e
nos trouxe muita alegria. Fica sua obra, porque é aquele clichê, né? O artista
não morre, continua vivo em nossas lembranças, em sua obra. Muito bom parar pra
refletir sobre isso e ver que tanta coisa boa aquele infantonerd juvenil
aprendeu com ele. Com tanta besteira que poderia entrar nessa cabecinha de nós
todos, fiquei com suas frases de efeito, a mania de olhar para o nada, como se
fosse uma câmera, diante de uma situação infame e o próprio gosto por piadas
infames.
Pra não terminar triste e melancólico – até porque já basta esse
clima de final de ano e papais noéis rebolativos saxofonistas, aqui vai uma
piada: Qual o animal que come com o rabo? Não sabe? TODOS! E porquê? Não podem
tirar o rabo para comer!
Na verdade, na verdade, eu ia chamar essa lista de ‘momentos
em que você engole seco feito Seu Madruga imitando desenho animado’, mas
ficaria muito comprido pra um título, não é mesmo? Mas, no frigir dos ovos, é
exatamente essa sensação que eu tenho só de lembrar dos momentos que enumero a
seguir. Então, no maior clima de ‘Mufasa, levanta, pelamordedeus!’, vamos tecer
considerações antes.
Gostaria de dar (UIA!) umas pinceladas (UIA!²) em momentos
legais que ficaram de fora – mas não esquecidos), como o episódio da caricatura
do Professor Girafales, quando todos (Professor, Dona Florinda e Quico) comem
biscoitos deixando Chaves de lado, justamente pra discutir sobre a fome entre
as crianças de rua no mundo (situação remediada no final, quando Chaves ganha
um pacote de biscoitos inteiro pra ele, ao ser subornado por Quico com um
sanduíche de presunto pra assumir a autoria do desenho em seu lugar). Há a
clássica viagem a Acapulco, quando todos dão um jeito de ir, menos Chaves, que
acaba sendo convidado pelo Sr. Barriga, já que Nhonho estaria com os
escoteiros; ou até momentos fofinhos, como a “visita” das crianças à casa da
Bruxa Dona Clotilde. Eles nem haviam entrado e já imaginavam um cenário
aterrorizante, até serem surpreendidos pela velha senhorita que havia
lhes trazido pirulitos. Lembro-me também do Seu Madruga cuidando da sobrinha de
Dona Clotilde achando que era uma criança abandonada, ou mesmo o pitoresco
aniversário do Seu Madruga... Mas, enfim, vamos ao que interessa.
0,5- Menção honrosa:
Ladrão!
Num mal entendido dos mais bizarros, Chaves leva a culpa,
por um ferro de passar roubado, que fora encontrado por Quico em seu barril.
Sem falar a verdade e só gesticulando (pra minha angústia até hoje), ele ouve a
todo o elenco chamá-lo de “ladrão” (e um “seu ladrãozinho”, que chega a ser até
sacanagem de tão humilhante esse diminutivo, hein!). Chaves vai embora da vila
de cabeça baixa e com sua trouxinha no ombro. Depois que a raiva coletiva
passa, todos o recebem muito bem e ele ainda admite que chegou a se convencer
de que era o ladrão “por maiorias de votos”, mas que foi orientado por um padre
a voltar com a consciência limpa e que rezasse pela recuperação do verdadeiro
ladrão. Então, os objetos vão aparecendo de volta e Chaves ainda ganha um
sanduíche de presunto do Sr. Fumado Furtado.
***
5- Chaves ‘rouba’ da
festa do Quico para compartilhar com Seu Madruga
Porque está aqui: Mostra que, apesar das brigas, o
sentimento geral na vila é de muita amizade, sobretudo entre Seu Madruga e
Chaves, que são amigos numa relação quase de pai e filho.
Como foi isso: Chaves é o último a ser convidado para
o aniversário do Quico, que, diz ele, precisa que alguém vá pra invejar todos
os seus presentes. Rolam brigas e sugestões de brincadeiras – como toda festa
de criança – até que Chaves vai pegando e guardando sanduíches e até do bolo
não servido ele leva uma pataca. Apesar de sabermos que o menino Del Ocho vive
com fome, poderia ser uma conduta desagradável, mas ele tinha uma boa intenção.
Momento nó na
garganta: Ao fim do episódio, vemos
que ele só estava guardando os quitutes para, à noite, dividir com Seu Madruga, que por sua vez,
saca uma garrafa de ‘refresco’ para completar o lanche. A simplicidade e
singeleza dessa cena é de dar um aperto no coração.
***
4- O Desjejum do
Chaves
Porque está aqui: Reafirma que, mesmo sem ter muito,
Seu Madruga tem um carinho muito grande por Chaves, a ponto de convidar-lhe
para uma refeição que ele mesmo não costuma ter.
Como foi isso: Chaves amanhece dormindo sentado à
porta de Seu Madruga. Chiquinha o encontra e acorda o pai para que cumpra a
promessa de dar-lhe um café-da-manhã. Não tendo ovos em casa, pois, Chiquinha
os havia quebrado para ver se tinha pintinhos (¬¬), Don Ramón encomenda que a
filha vá até a venda da esquina e compre novos ovos. Nesse meio tempo, Quico e
Nhonho armam uma mesa de ping pong no pátio (você já sabe no que dá essas
situações de bolinhas e ovos, né?). Ou seja, Chaves continua sem comer até o
dia seguinte, quando repete o gesto de sentar à porta de Seu Madruga.
Momento nó na garganta: Em determinado momento, Chaves
apressa o pessoal para que providencie sua refeição e, nervoso, Seu Madruga o
repreende por não agüentar esperar só um pouco pelo lanche. Ele retruca, pois
já havia anos que estava esperando (seguido do gesto clássico ‘engole seco’ de
Seu Madruga).
***
3- Chaves pede que
usem a fonte dos desejos para que tenha comida
Porque está aqui: Mostra como passamos a vida
preocupados com nossos próprios problemas e mesquinharias do cotidiano,
enquanto gente com problemas mais urgentes estão o tempo todo por aí sem que a
gente lembre que existem. Tipo as pessoas do Brejo da Cruz, de Chico Buarque,
saca?
Como foi isso: Chiquinha, aquela travessa, conta a
Chaves e Quico que a fonte do outro pátio é uma fonte dos desejos (ela só
queria catar as moedas pra comprar doces depois). O problema é que a notícia se
espalha, e Francisquinha perde o controle do plano. Tudo se complica com Dona
Florinda e Seu Madruga entrando no assunto, e, por picuinha, jogam moedas e
desejam que tratores e mais tratores venham e atropelem uns aos outros.
Momento nó na garganta: Chaves os interrompe a guerra
entre famílias e pede para que deixem de desperdiçar moedas com tantos “atoPRElamentos” e desejem que ele tenha
ao menos uma refeição todos os dias. Todos ficam sem graça com suas presepadas
e, cada um num momento, vão até a fonte e fazem seus pedidos em silêncio (está
nacara que estão pedindo pelo pobre do Chaves). Nó na garganta nível “adeus,
Mufasa” é pouco.
***
2- Sr Barriga desiste
de despejar Seu Madruga e Chiquinha
Porque está aqui: Nos dá conta de que mesmo sendo o
grande mártir da série, o personagem que mais apanhou durante toda a duração do
programa (sendo 99% desses golpes da vida vindo do Chaves), Sr. Barriga tem um
enorme coração (além, é claro, do seu... sobrenome – já reparou que é dos
poucos que têm um nome completo? Só perde para Dona Florinda e seu nome
quatrocentão).
Como foi isso: Numa das muitas vezes em que Seu
Madruga tira o senhorio do sério com tantos meses de aluguel atrasado, o
parrudo empresário dá um ultimato à família do 72: Ou paga ou sai. Não tendo
jeito de saldar a dívida, Seu Madruga começa a encaixotar suas coisas com a
ajuda de Chaves e Quico. Em paralelo, Professor Girafales e Sr. Barriga
conversam sobre o acontecido na casa de Dona Florinda. As crianças encontram um
álbum de fotos dos tempos em que Meu Sadruga Seu Madruga foi boxeador,
além de lembranças de tempos antigos na vila. O sentimento de nostalgia vai
dando o clima de despedida.
Momento nó na garganta: Sr. Barriga dá uma olhada no
tal álbum e repara que uma das lutas de Seu Madruga o fez ganhar uma aposta
(porque havia apostado no adversário, que ganhou). Em agradecimento, Sr.
Barriga perdoa a dívida e o deixa ficar na casa. Ao sair, Professor Girafales,
que ouviu tudo pela janela (fofoqueiro), cobra explicações, pois, segundo o
próprio rico rechonchudo, ele nunca tinha, sequer, assistido a uma luta de boxe
na vida. Sr. Barriga confirma que nunca acompanhara lutas de boxe. Diante da
expressão confusa do Professor, ele diz: “Se essa gente sair daqui, onde vão viver, hã?” e vai embora sob olhares de admiração do mestre Lingüiça.
***
1- Sr Madruga confessa
que comeu os churros
Porque está aqui: Só de escrever esta lista eu me
peguei emocionado com a sensibilidade de Roberto Gomez Bolaños para criar cenas
tão bonitas numa série, aparentemente, tão bobinha (fala sério, onde mais você
vê gente de meia idade vestida de criança e acha tão naturalmente engraçado?).
Então, a posição de campeã é, de novo, entre Seu Madruga e Chaves e, de novo,
em relação aos impulsos gastronômicos do pequeno esfomeado carente. Mas essa
tem um peso especial, vem de uma relação que já nos presenteou com máximas como
“A vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena” e “As pessoas boas devem
amar seus inimigos”.
Como foi isso: Os tempos estão difíceis, o que leva a
uma situação inusitada: Seu Madruga e Dona Florinda se tornam sócios no
promissor negócio de fabricação e venda de churros. Afora as confusões de
sempre, crianças aprontam, Don Ramonchito apanha da velha coroca Dona
Florinda e quaiz, quaiz, quaiz... A banquinha finalmente é instalada à entrada
da vila. Em um dado momento, Seu Madruga precisa se retirar para o banheiro e
deixa Chaves tomando conta. Ele lhe paga uma moeda pela ajuda. Aí, é quando vem
a clássica cena do Chaves se passando por ele mesmo e por Seu Madruga (mudando
de um lado para outro na banquinha) para comprar um churro, mais outro, mais
outro...
Momento nó na garganta: Quando Seu Madruga retorna,
vê que a banca está vazia, parabeniza Chaves pelas ótimas vendas e cobra a
féria do dia. Ao notar que Chaves comeu tudo, ele o manda sumir dali pra pensar
em como vai encarar a sócia. Pois, Quico passa, vê a banca vazia e conta para a
mãe que vai lá conferir e gosta do que vê. Ela cobra sua parte (dela, não de
você) ao que Seu Madruga insiste em dizer que ele mesmo comeu tudo (já em
posição de defesa, pois sabia que apanharia mais que cavaleiro do zodíaco).
Mas não, Dona Florinda sorri e explica que Chaves já havia
confessado tudo para ela lá dentro, mas achou bonita a atitude dele em proteger
o menino do Oito. E o enaltece dizendo que dá gosto em ter alguém assim como
vizinho “um homem!”.