Mas, lembrem-se, reeleição ainda é um erro. Afinal, com tanta gente na cidade, você me coloca o mesmo cara duas vezes? Vamos revezar as pessoas e as iodeias, gente! Eles sempre cagam no segundo mandato, né, prefeito cuca fresca? Lá vem outro aumento de passagem, IPTU e guerra aos camelôs ao longo de mais 4 anos.
Crônicas, divagações e contestações sobre injustiças sociais, cultura pop, atualidades e eventuais velharias cult, enfim, tudo sobre a problemática contemporânea.
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Se não fosse a reeleição...
... eu não tinha me tocado da piadinha safadamente infame na figura abaixo. Claro, não preciso falar, quem entender, entendeu, quem não entender e não perguntar, sinto muito sinto nada, mas piadas não se explicam.
Mas, lembrem-se, reeleição ainda é um erro. Afinal, com tanta gente na cidade, você me coloca o mesmo cara duas vezes? Vamos revezar as pessoas e as iodeias, gente! Eles sempre cagam no segundo mandato, né, prefeito cuca fresca? Lá vem outro aumento de passagem, IPTU e guerra aos camelôs ao longo de mais 4 anos.
Mas, lembrem-se, reeleição ainda é um erro. Afinal, com tanta gente na cidade, você me coloca o mesmo cara duas vezes? Vamos revezar as pessoas e as iodeias, gente! Eles sempre cagam no segundo mandato, né, prefeito cuca fresca? Lá vem outro aumento de passagem, IPTU e guerra aos camelôs ao longo de mais 4 anos.
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Dieta: Medida Desesperada?
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| Ex-jogador fala que sente o maior prazer... Em emagrecer por dinherio |
Ronaldo, o antigo Fenômeno, aceita o desafio do Fantástico e participa do Medida Certa. O quadro é uma mescla de reality show com... é só isso, e com um gordo famoso pra atrair audiência para os patrocinadores famintos. Bem, o fato é que o ex-jogador, agora empresário e participante da CBF, está enchendo a burra de grana pra não encher a pança de comida - mas vai encher sua TV de graça, nem que você mude de canal.
Vamos reconhecer: O cara ainda tá gordo, mas agora tá comendo melhor (e sabemos qual a sua dieta preferida). Tio Pancinha lçargos das ronaldinhas pornográficas e chuteirísticas pra cair em outros cardápios mais exóticos há uns tempos. Agora precisam aliviar a barra de um sedentário farrista e preguiçoso como se fosse o herói nacional das dietas - como se ele já não se achasse um ícone da nação porque esteve em copas do mundo, porque sabemos que é isso que faz grandes seres humanos, passar por milhares de cirurgias, gandaias, uma convulsão mal explicada e uma dieta que esconde seu passado desregrado.Ex-jogador revela que sua dieta o fez perceber: "A gente é o que a gente come".
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segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Contrato Gordo
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| Hipotireoidismo, né? Sei... |
Desde o fatídico No Limite - lá no ano 2000, quando o mundo parecia que ia acabar logo depois do bug do milênio (ou antes, se contar que o século novo mesmo só começou no ano seguinte, mas estou divagando), já experimentamos toda sorte (ou azar) de realities. Em todos os horários, formatos, motivos e temas. Maldito o dia que algum matuto pensou, "ei, eu quero assistir pessoas fazendo qualquer coisa, porque minha vida comporta isso". Não, não culpo o criador desse formato, mas sim quem aceita e incentiva a continuação dessas coisas dando audiência e ligando pra enriquecer quem não teve ideia nenhuma. Enfim...
Essa enrolação toda pra falar sobre essas montagens que rodam a internet criticando e ironizando a Globo por pedir doações para o Criança Esperança enquanto paga alguns milhões para um ex-jogador de futebol, atual rico empresário manter a forma. Não vou entrar no mérito se é a emissora dona da comunicação do Brasil que paga ou se é o patrocinador que aparece estampado em todas TODAS as camisas que o bacana usa pra se exercitar, mas sei de uma coisa, doações não têm nada a ver com programação normal.
Acho injusto que você ligue inúmeras vezes pra eliminar um candengo num reality show e fica chorando pra doar uma grana pra crianças necessitadas, justificando-se através de negociatas em programas de grande audiência. Vamos falar o português claro? Claro que a intenção do Criança Esperança não é a caridade, mas dedução no imposto de renda (essa lenda de que a emissora fica com a bufunfa cai por terra por isso). E, no caso do ex-jogador, é só audiência e um contrato gordo (sem referências) com patrocinadores e outros interesses relacionados.
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| Sua aposentadoria foi desobediência do corpo, ou greve geral dele? |
Talvez se a reclamação fosse pela hipocrisia em se tratar como ex-atleta meramente sedentário um desleixado, até seria mais lógico, mas o que não se faz por audiência hoje em dia?
Ps.: Não sou hipócrita de ostentar uma imagem minha com um cigarro na boca e criticar o empresário, mas um atleta deveria saber se comportar como tal, eu não sou atleta e não dou desculpas médicas pra deixar de praticar um esporte.
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A Costureira Surtou... Perdeu a Linha.
Da série 'trocadilhos tão safados que chegam a ser engraçados', eis que essa é uma das maiores formas de exemplificar, com sucesso, o que é uma clássica piada infame.
Veja bem, é como aconteceu no antigo "Quinta Categoria", da MTV, à época, de Marcos Mion (ah, vai, algumas vezes teve graça). Naquele momento de final de blocos em que os participantes (Mion e Os Barbixas) improvisavam uma rápida piada sobre um tema sugerido pela plateia (estilo Z.E. Zenas Emprovisadas), o tema era "piores coisas pra se dizer no AA (Alcoólicos Anônimos). O primeiro a fazer uma piada falou "BB" e foi ovacionado. Ele fez uma cara de sonso, como se tivesse dito qualquer coisa só pra não perder a oportunidade e voltou com cara de surpreso pelos aplausos. Ao voltar para seu lugar, um colega (o do rabo de cavalo) diz "você não tem noção da magnitude da sua piada".
Realmente, o cara acharia ruim chegar no AA e dizer BB... A quantidade de trocadilhos em torno do mesmo tema, faz dessa uma das melhores piores pidas do mundo... Ou seja, quando ocorre o paradoxo entre a qualidade da criatividade e um certo oportunismo metido a engraçado, temos um belo exemplar de piada infame. Aquela que não tem graça pelo que foi dito, é mais sutil, você ri mais da atitude pseudo-desesperada do piadista do que da piada em si. Geralmente você reconhece uma piada infame quando diz ou pensa "essa foi tão ruim que achei engraçada". Pronto, ela cumpriu seu papel, disse a que veio. Não parecia engraçada, mas te fez rir (não sem rolar um 'facepalm' antes ou depois dela).
Veja bem, é como aconteceu no antigo "Quinta Categoria", da MTV, à época, de Marcos Mion (ah, vai, algumas vezes teve graça). Naquele momento de final de blocos em que os participantes (Mion e Os Barbixas) improvisavam uma rápida piada sobre um tema sugerido pela plateia (estilo Z.E. Zenas Emprovisadas), o tema era "piores coisas pra se dizer no AA (Alcoólicos Anônimos). O primeiro a fazer uma piada falou "BB" e foi ovacionado. Ele fez uma cara de sonso, como se tivesse dito qualquer coisa só pra não perder a oportunidade e voltou com cara de surpreso pelos aplausos. Ao voltar para seu lugar, um colega (o do rabo de cavalo) diz "você não tem noção da magnitude da sua piada".
| O segundo da direta para a esquerda foi o responsável pela grande curta piada infame e genial. |
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O Skatista e a Pedra
Na vida, amigolhes, vos te digo-vos que há que termo-nos consciência empírica ou proveitosa alheia para que tenhamos acalanto na caminhada de nossas vidas.
Toda essa palhaçada prolixa pseudo-intelectualóide - e mentirosa gramaticamente, mas sincera em significado e intenção, pra discorrer sobre uma lógica muito boa de se fazer analogia. Tanta gente compartilha no Facebook aquelas mensagens de que dinheiro podia ser igual a problemas e aparecer do nada em quantidade, que me deixa sempre com aquela impressão de que as pessoas repassam os pensamentos alheios mas não usam o próprio pensamento. Só distribuem o que acham profundo (UIA!), engraçado ou desaforado, mas não estão realmente pensando. Como quando compartilham letras de música. Admito que letras de músicas são uma forma muito sucinta de se dizer algo, a música já tem essa função de tratar de um assunto em pouco espaço. Mesmo assim ainda toma o lugar do raciocínio.
E nessa brincadeira, muita gente fica repassando lições de vida que nem elas mesmas viveram, pois tem muita gente que fica se identificando em novelas, músicas e redes sociais, mas nem sabem pelo que estão passando. Só muita informação, muita foto e a ideia ilusória de que curtira vida é beber, pagodear e postar na internet - de preferência enquanto estiver na festa, pra provar que está se divertindo, do contrário, não aconteceu.
Então, é isso, tamanhas preocupações em soar poético e filosófico e a pessoa acaba por demonstrar justamente o contrário: Discurso vazio. Sofisma.
Se cada um pensasse pelo menos uma frase original por dia, as redes sociais teriam uma função na sociedade.
Toda essa palhaçada prolixa pseudo-intelectualóide - e mentirosa gramaticamente, mas sincera em significado e intenção, pra discorrer sobre uma lógica muito boa de se fazer analogia. Tanta gente compartilha no Facebook aquelas mensagens de que dinheiro podia ser igual a problemas e aparecer do nada em quantidade, que me deixa sempre com aquela impressão de que as pessoas repassam os pensamentos alheios mas não usam o próprio pensamento. Só distribuem o que acham profundo (UIA!), engraçado ou desaforado, mas não estão realmente pensando. Como quando compartilham letras de música. Admito que letras de músicas são uma forma muito sucinta de se dizer algo, a música já tem essa função de tratar de um assunto em pouco espaço. Mesmo assim ainda toma o lugar do raciocínio.E nessa brincadeira, muita gente fica repassando lições de vida que nem elas mesmas viveram, pois tem muita gente que fica se identificando em novelas, músicas e redes sociais, mas nem sabem pelo que estão passando. Só muita informação, muita foto e a ideia ilusória de que curtira vida é beber, pagodear e postar na internet - de preferência enquanto estiver na festa, pra provar que está se divertindo, do contrário, não aconteceu.
Então, é isso, tamanhas preocupações em soar poético e filosófico e a pessoa acaba por demonstrar justamente o contrário: Discurso vazio. Sofisma.
Se cada um pensasse pelo menos uma frase original por dia, as redes sociais teriam uma função na sociedade.
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Hook: A Volta do Capitão Gancho
Primeiro, já vou botando o pé na porta! Essa mania bichada de dar “subtítulos” aos nomes de filmes estrangeiros já é escrota, mas essa nem sentido faz. Quem assistiu a Hook, pode até não ter ligado, mas eu sou um daqueles chatinhos que reparam em quase tudo. Capitão Gancho, no filme de 1991, na verdade, vai a Londres e seqüestra os filhos do – agora – crescido Peter. Assim, ele chantageia o garoto que não queria crescer a comparecer à Terra do Nunca (Neverland, em Inglês, sem Michael Jackson) Sim, quem volta, na realidade, é Peter Pan, pois, havia encarado o desafio de crescer na vida real e normal. Mas isso não o impediu de casar com a neta da Wendy... Queria entrar pra família de qualquer jeito, huh?
Confesso que quando era um infante e cheguei ao cinema,
queria ver Peter Pan como nos desenhos que assistia, o garoto rebelde, que
podia fazer qualquer coisa, inclusive voar, só por querer e por ter pensamentos
em coisas legais. E meio que me decepcionei ao ver que Peter era um advogado
egoísta e workaholic que se afastava da mulher e dos filhos por causa do
trabalho, onde era muito requisitado. Putz, era pra eu ver o cara fazer o que
todo garoto de 9 anos sonhava e ele faz exatamente o contrário? Bandido! Mas,
calma que não é uma crítica, era apenas a mentalidade de um menino de 9 anos
que criou uma determinada expectativa e não a teve correspondida, pelo menos a
princípio. Mas tem mais por baixo desse pano.
O que eu não tinha entendido, pelo menos não da forma como
só pude fazer depois de adulto, é que o filme é uma metáfora quase literal.
Peter é, nesse filme, o Peter Pan da vida real. Assim como qualquer um de nós,
ele ficou velho e bobo, curtiu a infância com tudo o que tinha direito, mas
chegou a hora de crescer, pois, o mundo não pararia só pra ele brincar
eternamente. E esse processo só se dá de forma fantasiosa porque é um filme de
Steven Spielberg. Aliás, um filme dos melhores momentos de Steven Spielberg,
que sempre soube captar com sensibilidade esse climão de aventura fantástica
que, quem tem uma criança interior viva, adora.
Então foi isso, Peter Banning (seu sobrenome “real” no
filme), chegando à Terra do Nunca, viu que a vida por lá seguiu de uma forma
adaptada à sua ausência, logo, os meninos perdidos e Sininho aprenderam a viver
da imaginação e a combater Gancho. O pior de tudo, Jack, filho de Pan, passa a
simpatizar com Gancho, pois, o mesmo sabe que cordas puxar e deixa o menino à
vontade, coisa que seu pai não o fazia por ter se tornado um disciplinador
rígido. Peter precisa se reencontrar com sua criança interior e ele consegue,
acessa lugares e objetos daqueles velhos tempos até fazer ligação com suas
alegrias contemporâneas que ele havia deixado passar despercebido, como seu
casamento e seus filhos.
Pronto, Pan, agora, já sabe voar de novo, lembra como era
debochar e se divertir de vez em quando, sem pensar no futuro. Mas ele sabe que
existe, essa é a diferença agora, pois, seu filho está confuso e ele precisa
resgatá-lo assim como sua filha, pois, há muito o que se recuperar em termos de
tempo e demonstrações de sentimento para/com a família. Enfim, Hook é uma bela
lição de como não devemos deixar o tempo passar por nós sem aproveitá-lo. Mais
ainda, não é porque crescemos que não podemos lembrar e brincar. Nostalgia não,
mas lembrar com carinho de coisas boas nos revigora.
Fora que, pô, por muito tempo eu aprendi essa lição de que bastava pensar positivo pra coisas boas acontecerem... Mas acho que eu ainda penso assim, lá no fundo... e... wait! É isso mesmo!
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Big: Quero Ser Grande
No filme de 1988, Josh Baskin é um garoto de 13 anos que não
agüenta mais passar pelas “dificuldades” de um rapaz recém adolescente. Ele
resolve usar uma misteriosa máquina chamada Zoltar para fazer um pedido e pede
pra ser “grande” (claro, se ele fosse já adulto ali, teria pedido em outro
sentido, mas vamos ao ponto). Surpresa! A máquina funciona e ele se torna
adulto. Depois de passar por uns perrengues com sua mãe – que pensa que ele é
um invasor em sua casa – ele convence seu melhor amigo, Billy Kopecki, de que
realmente é seu chapa ali naquele corpo de Tom Hanks.
Ainda com a ajuda de Billy, Josh consegue alugar um
apartamento e arrumar um emprego executivo para testar novos brinquedos antes
de chegarem ao mercado (sonho). Ele desperta atenções por seu jeito inocente de
ser (só naquela época, hoje a criançada já levaria pro paredão e chamaria de
lagartixa ao som de funk pagonejo mela-cuecatário). Assim, uma colega de
trabalho se apaixona por ele, mas seu amigo quer aproveitar dessas vantagens de
adulto pra curtirem a tão sonhada liberdade infanto juvenil. Aí é que o bicho
pega, pois, Josh percebe que não dá pra conciliar as coisas. Você não pode ser
um livre ser vivente sem prestar contas e responsabilidades ao mesmo tempo.
De um lado, todos se admiram com aquele jovem de 30 anos tão
entusiasmado, pois, não sabem que ele pulou uma etapa importante para a vida
adulta: Justamente a adolescência, onde gradativamente se veria conciliando
responsabilidades e prazeres. É interessante notar paradoxos no filme, pois,
quando uma mulher conhece um cara com a mente de 13 anos, ela até se apaixona,
mas critica sua imaturidade, considerando que ele não passou daquela etapa. Já
com Susan foi diferente, ela amou a espontaneidade daquele cara, o
desprendimento e pureza que um yuppie da idade dela não teria, sempre
preocupado com negócios, esportes e sexo. Talvez ela tenha sido atraída pelo
fato de Josh não ser um gavião, vai saber.
O importante do filme é a lição de que você não pode pular
fases sem sofrer as conseqüências no futuro. Saca, a metáfora da borboleta que
precisa juntar força por conta própria para sair do casulo, pois, se ajudarmos,
ela não voa, pois, não estará preparada e com asas fortes. Quantas pessoas se
negam a assumir responsabilidades e acabam por prejudicar a si mesmas por não
saberem como lidar com situações, porque estavam muito preocupadas em
justamente não crescer. Admiro a pureza de uma criança, mas não dá pra levarmos
isso pela vida adulta sem a “poluição” externa, pois, somos muito complicados
com nossas regras sociais. E não esqueçam: Nunca deixamos de ser crianças, os
brinquedos é que custam mais caro.
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quinta-feira, 11 de outubro de 2012
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Justificar o voto... Justifica?
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| Sério, cara, se você não puder comparecer à sua zona eleitoral pra votar, você vai procurar justificar a falta do seu voto. Não vai justificar voto nenhum, pô! Voto que não teve? |
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