Crônicas, divagações e contestações sobre injustiças sociais, cultura pop, atualidades e eventuais velharias cult, enfim, tudo sobre a problemática contemporânea.

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sexta-feira, 18 de julho de 2014

Por quê Facebook ignora denúncias étnicas?

Respondendo ao título: Porque é conivente com os denunciados. Mas, calma, que tem mais.

Faça as contas e imagine se varia ao redor do mundo. Abaixo, os números são do Facebook estadunidense, mas como a política se estende conforme o alcance da empresa, veja só as proporções de funcionários de lá:

57% - brancos
34% - asiáticos
15% - mulheres
4% - latinos
3% - mestiços
2% - negros

Foto: Algo me diz que não é aleatório o fato de a empresa simplesmente defecar para denúncias tão nítidas de racismo, machismo, etc. O que é grave pra eles é um sobrenome infeliz parecido com palavrão, fotos de modelos caracterizados de orixás ou mães amamentando.

Bem, isso explica bastante o porquê de denunciarmos incansavelmente as mais variadas ofensas étnicas. de gênero, orientação sexual, etc.

Foto: O que dizer de uma empresa que não tem negros? Não vê motivos pra alarde com racismo, não o sofre.
Já não acredito em inocência nem em ignorância, se NÃO fere apolítica da empresa, então ela é conivente com o racismo.

Isso ajuda a compreender o por quê de uma foto de modelos caracterizados de orixás é constantemente denunciada - mas aí, a denúncia é acatada.

Iansã e Xangô. Podem dizer que é o seio da modelo, mas tenho convicção de que foi maldade de fanáticos religiosos a denunciarem a foto.

Isso só não explica como nomes - infelizmente - relacionados a palavrões têm suas contas deletadas, assim como uma mãe, por postar fotos amamentando.

piroca1.jpg1 Free Piroca
Por causa do sobrenome, o cara foi deletado.


Seio nu amamentando, agora pode
Foto: Nina Lima / Agência O Globo
Por causa do seio nu, a mãe teve foto deletada, gerando protestos na internet.

Qual é, 'Feici', que porra de política de uso essa empresa tem que pune quem não fez nada e deixa passar quem nitidamente quer ofender pra pagar de valente em sua tchurminha de sexta série? Conivência com um crime é crime também. Estamos de olho.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

O Skatista e a Pedra

Na vida, amigolhes, vos te digo-vos que há que termo-nos consciência empírica ou proveitosa alheia para que tenhamos acalanto na caminhada de nossas vidas.

Toda essa palhaçada prolixa pseudo-intelectualóide - e mentirosa gramaticamente, mas sincera em significado e intenção, pra discorrer sobre uma lógica muito boa de se fazer analogia. Tanta gente compartilha no Facebook aquelas mensagens de que dinheiro podia ser igual a problemas e aparecer do nada em quantidade, que me deixa sempre com aquela impressão de que as pessoas repassam os pensamentos alheios mas não usam o próprio pensamento. Só distribuem o que acham profundo (UIA!), engraçado ou desaforado, mas não estão realmente pensando. Como quando compartilham letras de música. Admito que letras de músicas são uma forma muito sucinta de se dizer algo, a música já tem essa função de tratar de um assunto em pouco espaço. Mesmo assim ainda toma o lugar do raciocínio.

E nessa brincadeira, muita gente fica repassando lições de vida que nem elas mesmas viveram, pois tem muita gente que fica se identificando em novelas, músicas e redes sociais, mas nem sabem pelo que estão passando. Só muita informação, muita foto e a ideia ilusória de que curtira vida é beber, pagodear e postar na internet - de preferência enquanto estiver na festa, pra provar que está se divertindo, do contrário, não aconteceu.

Então, é isso, tamanhas preocupações em soar poético e filosófico e a pessoa acaba por demonstrar justamente o contrário: Discurso vazio. Sofisma.

Se cada um pensasse pelo menos uma frase original por dia, as redes sociais teriam uma função na sociedade.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Não é bipolar... É internet!

A internet está a cada dia mais ampla e mais interativa, o que faz com que as pessoas fiquem mais interativas entre si, em relação a veículos de informação - oficiais ou não - e diante veículos que não fazem parte da internet, mas que souberam se inserir nela pra sobreviver a esse novo nicho, ao mesmo tempo, mundo.

O que nos leva ao objetivo deste texto medíocre... A rapidez com que pessoas saem da depressão para a euforia e para a depressão.

Bipolares? Não, não acho. Só acho que a informação viaja tão rápido que atrai certas características que não estávamos acostumados. Por exemplo, muita notícia o dia inteiro resulta em mídia de celebridades e suas grandes novidades de praia, água de coco ou "flagra" na night com pessoas agarradas. Também faz com que a violência fique banalizada... Você tem a sensação de que aquilo está se arrastando sem progressos, mas é só uma notícia com atualizações de uma frase e meia a cada hora. Enjoa.

Agora vem o pior de todos... Redes sociais. Sim, você está pensativo e republica uma foto com algum pensamento supostamente de Clarice Lispector, ou Daniel San, tanto faz. Fica feliz porque alguém curtiu e compartilha aquela mensagem de saudades de quem se ama. Ninguém curte, porque está compartilhando algo mais que pintou na linha de tempo, e você parafraseia Cazuza e Lobão lamentando que a vida voltou a normal, que é manchete popular e tem vontade de chamar alguém de palhaço. De fato você o faz, compartilhando outra fotinho debochada. Aí, a página engraçada que você curtiu é comandada por alguém que não se atém muito a temas e compartilha, dentro da página de humor, uma mensagem do tipo "estou sozinho, será que alguém sozinho também pensa em mim?".

Só então, você percebe que metade das páginas "de humor" do Facebook, por exemplo, têm 'depressão' no nome. É uma modinha imbecil que achou de reavivar algo que os góticos já faziam há uns 40 anos. Repito, a velocidade de informações diferentes passando pelas nossas caras faz isso. Pessoas se acham depressivas, deprimidas, bipolares e até infelizes de vez. Besteira! Acontece que muita gente deixa de pensar e passa a só repassar o que vê na tela. Ninguém quer exercitar o pensamento, a auto-estima ou opiniões. É vício. Você pressiona por meio segundo a tecla "k" e você está demonstrando achar graça de algo compartilhado. Enquanto isso, sua feição é austera já procurando a próxima foto/frase pra curtir, compartilhar e comentar com inúmeros "k", "fatão" ou qualquer outro clichê (iniciar o coment com "#" é opcional, pois alguns sabem o que é hashtag, a maioria nem sabe como é o Twitter).

Internet é como uma droga, você passa muito tempo ali consumindo, perde noção de tempo, de impessoalidade, se acha um personagem do Second Life dentro de sua própria vida de Facebook (Second Face?!) e quer um rótulo pra si. Quer pertencer a uma tribo. Nada de estranho quando se é adolescente, só que isso levava mais tempo antes. Você saía, conhecia gente, olhava, era apresentado por alguém, ia conhecendo, ia formando sua personalidade infanto-juvenil enquanto se apegava a um universo próprio... normal. Agora, é um bando de marmanjo metido a hipster depressivo que não se mata, só se veste esquisito e só larga do pc pra beber o toddy que a mamãe preparou. Você se sente entediado, vazio e não acha graça em quase mais nada quando gruda no computador. Tudo vai passando e você só quer compartilhar o próximo tópico.
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