Crônicas, divagações e contestações sobre injustiças sociais, cultura pop, atualidades e eventuais velharias cult, enfim, tudo sobre a problemática contemporânea.

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segunda-feira, 30 de julho de 2018

Neymar tenta aliviar a barra...

... faturando uns cascalhos no processo.

Neymar Jr (hiper-valorizado, em minha inútil opinião) é o grande nome de uma geração bem apagada de jogadores de futebol. Ronaldinho gaúcho joga fácil numa seleção pra mim, mas Neymar Jr seria aquele reserva pra incendiar o segundo tempo, talvez. Mas, como o tempo passa e as gerações mudam, essa atual se ferrou. Depois de ser piada e ficar de fora da lista de indicados a melhor do mundo, Neymar(keting) precisava aliviar sua barra (com os patrocinadores, pela desvalorização de sua imagem). Então, ele providenciou um evento beneficente (que sempre pega bem) e narrou um comunicado (constrangedor de forçado). Tudo com muita cara de assessoria querendo apagar incêndio pra que ele continue sendo requisitado pelo público pra continuarem vendendo os produtos que anuncia.

Veja bem, o rapaz é um dos casos mais bizarros de uma combinação explosiva de assessoria descuidada e assessorado sem personalidade. Nem sei se isso é tanta culpa do próprio ou se o pai é que toma as decisões ruins, preparando o filho pra fazer as próprias cagadas quando finalmente crescer. Sim, a base da propaganda em torno de um cara de 26 anos, atleta profissional milionário e pai de uma criança de 6 anos é forçando uma visão de que é um menino aprendendo a viver. Pobre menino rico, né? Deve estar sendo consolado pela namorada atriz famosa em Paris, onde recebe milhões pra realizar o sonho de periferia de jogar futebol e dar festas enquanto seu rosto estampa as mais variadas peças publicitárias, de cuecas a celulares, passando por bebidas e hortifrutigranjeiros. Como disse o coordenador da Seleção, deve ser osso mesmo ser o Neymar Jr. Chega a dar pena, né?

Bem ,eu conheço um rapaz de 26 anos e pai solteiro de um menino em torno dos 5 anos... Ele trabalha a semana toda pra ganhar seu dinheirinho pra ajudar em casa, sustentar o filho (que vive com ele) e quem sabe, curtir um pagode e uma cervejinha no final de semana (que ninguém é de ferro). Esse cara, amigo meu, não é visto como um menino aprendendo a vida. É um homem adulto que sabe muito bem como a banda toca e faz o seu. Trabalha, estuda, se diverte... Se dá um problema ele vai lá e vê como faz pra resolver e nem que quisesse, poderia simplesmente se esconder no seu mundinho de celebridade como Neymar fez após a Copa na Rússia, onde virou piada mundial, se desvalorizou enquanto atleta e enquanto garoto-propaganda de mais de uma dúzia de marcas fortes no mercado.

Aliás, vamos falar sobre esses dois elementos: Propaganda e justificativa. Saiu, na noite do último domingo (29/07/2018), uma peça publicitária onde o Neymar cai-cai, (filho do Neymar pai-pai, Rá! Você não viu essa piada chegando) lê um texto de forma bem forçada. Parece que a criação do texto (com imagens dele na Copa) foi em parceria entre a agência publicitária que serve à Gilette e o próprio jogador. Dá até pra imaginar que sua participação deve ter sido na ‘conversão’ de linguagem formal para gírias, num estilo consultoria. Sabe, quando alguém dá seu toque pra personalizar algo que outro criou de forma mais ‘padrão’? Pra parecer mais pessoal a mensagem, né? Ok, justifica!

Mais uma vez, usou um pretexto pra ganhar dinheiro em cima de drama forçado, porque nós, da área de comunicação, sabemos que o grande público adora uma história triste de superação no final. Pode reparar, todo mundo ama ver mais o ‘herói’ lutar do que propriamente vencer. Coisa de estimular a torcida, tipo novela, filme de herói ou mesmo reality shows. Só faltou Neymar chorar. Aliás, lembram daquele comunicado falando do choro nas oitavas-de-final? Disse que passou muita coisa, sofreu muito e o choro foi seu desabafo... Cara, ele já era rico e famoso antes dos 18 anos. Até o momento, ele tem sido rico e famoso há mais tempo do que foi pobre. E ser pobre é condição normal pra maioria do povo durante a vida toda. Não andamos chorando por aí toda vez que fazemos um gol pela seleção, Ney... vai tratar o psicológico que essa choradeira e vaidade é mais coisa de sociopata do que de trabalhador esforçado.  

O que não justifica é o próprio Neymar. Aliás, ele não se justifica, aquele texto não parece ter saído de seu angustiado coração para a nação brasileira... Em tempo, só vou mencionar que ele recebeu cachê milionário e isso faz parte de uma nova campanha da Gillette, que foca no conceito de ‘um novo homem a cada dia’. Ou seja, mais uma propaganda do patrocinador do jogador, onde ele apenas pega o gancho das críticas que recebe por suas simulações em campo e arroubos de vaidade fora dele. No texto em si, você não vê Neymar dizer que errou, onde errou e como ele fará pra resgatar a confiança que seus patrocinadores precisam pra confiar de novo no produto do marketing que se tornou.

Vamos, antes, lembrar uma curiosidade: Em 2011, meses depois de ter protagonizado o constrangedor episódio da demissão do técnico Dorival Junior (no Santos, em 2010), quando simplesmente deu um chilique daqueles pra fazer valer sua vontade e não o comando do treinador, ele já tinha usado o artifício de se fazer de menino inconsequente ‘sou o baby, você precisa me amar’. Lembra? O patrocinador da vez era a Nextel e ele falava com a câmera como quem tenta cativar o público e logo surge seu pai (o dele, não o seu, internauta leitor, rá!). O discurso era o mesmo, de menino que admite que erra, mas em momento algum ele demonstrou mudança. Só foi sendo cada vez mais supervalorizado, cada vez mais demonstrando vaidade e caprichos, bancado por mídia e patrocinadores, rendimento em campo não correspondendo com tanta marra e a certeza do público de que ele parece mesmo ter parado nos 17 anos de idade.

Agora, ele faz seu evento em sua fundação beneficente (dedutível no imposto de renda) com seus ‘parças’ famosos, é bonito ajudar crianças, pra aliviar sua barra e faz um comunicado desses... Entrevista mesmo, encarando público e jornalistas que é bom, nada. Ele não parece ser muito bom em bater de frente com a responsabilidade que vem com o grande poder que a mídia lhe dá. Ler um texto gravado não resolve, mas permite ele vender lâminas de barbear em troca de muito dinheiro. No fim das contas, além de meme da copa, Neymar vai virar meme pelo texto que leu. Depois de ter forçado a amizade ao ‘explicar’ seu choro diante da vitória sobre o México, ele continua sendo o menino do marketing, mimado e vaidoso estragado pelo dinheiro, fama e possibilidades infinitas que esse status permite.

A seguir: O texto de Neymar comentado e ‘traduzido’.   

Fontes: 






https://esportes.r7.com/prisma/copa-2018/cosme-rimoli/dancando-beijando-festejando-o-luto-de-neymar-durou-13-dias-20072018 

terça-feira, 1 de julho de 2014

A Copa sem preconceitos, mas com alguma coisa que é muito parecida

Coisas que não são físicas, geralmente, são assim: Não se vê, mas estão lá mesmo assim. Conceitos como beleza, certo/errado e outras subjetividades sempre apresentam o mesmo contexto: Vai se fazendo até que alguém aponta como errado, aí, o discurso ganha 'embasamento' em coisas ridículas.

Quer exemplos? Não faltam. Marcelo, lateral-esquerdo brasileiro do Real Madrid e da Seleção, passou incontestável desde sua convocação até marcar um gol contra. O primeiro do Brasil na Copa em terras brasileiras deste ano. Aí, ele passou a ser 'negro, aquele que faz m...' e aquele do 'cabelo ruim'. Engraçado como não percebem isso enquanto a maioria dos jogadores - negra - embala seus churrascos e coquetéis em frente a telões durante os jogos, né? Agem como se jogadores de futebol fossem seu zoológico particular e interativo. "Olha, jogador, eu te acho legal, mas quero que você me faça feliz com seu futebol". Tudo errado. São pessoas ali, num trabalho próprio e não cavalos carregando sua carroça, senhor de engenho.

Diz aê, saganauta (hein?!) isso é 'velado'? É mentiroso descarado, como ser pego sem calças.


Aliás, por falar em cabelo, nesta seleção temos Dante, William, Marcelo e David Luiz com seus blacks bem assumidos. Mas só o de pele clara David Luiz é que estampa comerciais e campanhas, reparou? Lembrando do destaque prioritário que Camila Pitanga e Taís Araújo têm na TV, isso me faz pensar em como você pode ser negro, mas não vão te olhar direito se você for negro e de cabelo crespo natural. Ah, não, juntar tanta negritude? Errado, somos todos humanos, não é? O preconceito é raso, mas complexo, paradoxalmente.



Aí, chegamos à Copa 2014. Dois ou três negros nas arquibancadas e cadeiras. Há mais negros em seleções europeias como Holanda, França e Inglaterra do que no estádio, arrisco a dizer, hiperbolicamente. Os musos e musas da Copa, as listas de jogadores gatos, tudo, TUDO, envolve beleza de pessoas brancas. E os negros? Não são bonitos, na visão de muita gente. Dizem que não é racismo, é gosto pessoal. Na boa, o gosto pessoal precisa de referências externas pra ser construído e nossa sociedade é completamente dependente da grande mídia. Não falo mais nada.

Outra do preconceito que se assume em atitudes, mas se nega em explicações tortas e dispersivas, é a ideia de que não se é preconceituoso... até abrir a boca. Exemplos não faltam, como as pessoas que adoram começar frases com 'não sou preconceituosx, mas...' e sua variante comum 'depois dizem que eu sou preconceituosx, mas...'. Caras, nunca NUNCA vem coisa boa depois dessas frases. Ou melhor, vem coisa boa pra se confirmar justamente o contrário, afinal, se você não é, porque precisa ficar afirmando?



Mario Balotelli era uma estrela da seleção italiana, até serem desclassificados. Agora é só ele, culpado por não ter salvo a pátria, acusado de não ser um italiano de verdade. Diego Costa, brasileiro naturalizado espanhol, também ouviu um monte. Houve idiota por lá pra dizer até que a desclassificação melancólica da Espanha foi resultado de terem levado um 'macaco' para a Copa. Benzema, da França, não canta o hino de seu país, pois, filho de imigrantes argelinos, não compactua com a letra xenofóbica. Até de colegas jogadores, eles correm riscos de ofensas, como o caso de Suárez, do Uruguai, acusado pela liga inglesa por proferir ofensas contra um colega negro.

O preconceito não é velado no país, ele é bem aberto, só que as pessoas é que fazem vista grossa. Racismo não é questão de ponto de vista e não adianta fingir que não aconteceu pra 'evitar a fadiga'. Há que se combater sim, principalmente com orientação, conhecimento e contra-argumentação. Já falei aqui mesmo no blog sobre Liliam Thuram, ex-jogador da mesma França que aplaude seus jogadores 'impuros' quando convém, e o valor de iniciativas como a dele, que prega o combate ao racismo por meio da educação da criança e do jovem.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Novo golpe (a longo prazo)



Escrevi no saogoncaloemfoco que acho segunda maior estupidez do mundo você pensar que ganhou prêmios porque te disseram, sendo que você não entrou em promoção alguma (a primeira coisa mais estúpida é chamar de rock, bandinhas coloridas e água-com-açúcar só porque seguram guitarras enquanto choramingam estridentes no seu ouvido).

Enfim, por e-mail também acontecem tentativas de golpes, e por e-mail também acontece gente burra que quer acreditar em qualquer mentira a seu favor.

Receba a mensagem acima, acredite e esteja pronto pra receber um e-mail meu dizendo "Parabéns, agora você figura na minha lista dos mais panacas de 2010 a 2014!".

Fala sério, olha o 'acontecerá' com Ç... carai!!!
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