Crônicas, divagações e contestações sobre injustiças sociais, cultura pop, atualidades e eventuais velharias cult, enfim, tudo sobre a problemática contemporânea.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Análise de Letra: Lado Oposto (Maurício Baia)

Esse texto, na verdade, é um ensaio sobre Lado Oposto, canção gravada por Baia & Rockboys - que eu conheci há anos; e tocada até hoje por Maurício Baia. Coloquei o link para a letra da música, pois, se eu juntar aqui, ficaria um texto tão grande que muita gente nem ia tentar acompanhar por ver muitas palavras e poucas figuras. Enfim, sociedade na era da informação e as pessoas ainda não gostam de ler nem nos livros... Não sou eu que vou tentar entender como não gostam de ler no computador.

Enfim, vamos lá. A letra já começa dizendo que sempre tem um pra dizer qual é o certo a se fazer. Sempre um padrão apresentado a seguirmos para estarmos em perfeita harmonia com o que se criou e o que foi aceito pela massa na sociedade. Gentilmente, Baia diz que sabe o que  ´'pra fazer", mas conscientemente quer experimentar outras alternativas de ser sem ter que ir pelo caminho fácil do que já foi criado por outros. Ele quer fazer algo que todo mundo espera só pra passar despercebido na multidão usando de um pré-determinado "bom gosto". Quem escolheu a referência para esse gosto genérico ser considerado bom? Esse gosto padrão é tão perfeito que não sobra espaço pra nenhum outro que seja bom, só que de outro jeito? Pessoas são tão iguais assim?

Galileu e a "Santa (?!) Inquisição.
A segunda "fase" da letra já vem com um tapa de luva de metal na fuça da sociedade. Ele cita Galileu Galilei e a atribulada carreira do cientista. Galileu saiu do cômodo pensamento imposto pela igreja católica e reviveu uma hipótese anterior, de que o Sol era o centro do universo, não a Terra. Passou por problemas com o Santo Ofício (inquisição) por heresia. Mas ele é lembrado e respeitado até hoje por seus feitos pela física e astronomia. Ele só se tornou relevante para a sociedade quando usou seu conhecimento e opiniões em frente. Viu que precisava dizer e disse. A lei e a ordem mudam conforme os tempos, até onde somos desobedientes simplesmente e a partir de quando deixamos de ser rebeldes para sermos inovadores em valores ultrapassados? Vale pensar diferente pra ver opções interessantes.

Maurício Baia, hoje em dia, em carreira solo.
Antes de falar na terceira estrofe, registro qui que não sei exatamente se Baia teria usado a palavra "desapercebido" por hábito de linguagem ou se foi metódico em sua ironia. "desapercebido" é diferente de "despercebido", quando o primeiro significa alguém desatento e o segundo é, de fato, algo ou alguém que passou sem percebermos. Enfim, ele fala que "desapercebido", um sujeito passa pela vida, no bolo de pessoas que estão por aí o tempo todo e trabalha, se diverte, faz e acontece em coisas que não foram determinadas por ele mesmo. Acaba procurando alternativas dentro do que foi convencido a achar que era liberdade, casos extraconjugais, ilegalidade, subversão... Se quem canta a música é louco por querer ver algo além do que é 'permitido', o que é o cara que aceita viver sem ter decidido o que seria da própria vida?

Na última estrofe, ele já diz abertamente que não aceita como certo o que as pessoas dizem por que todo pensamento chega por meio de um interlocutor. Se um pensou e os outros concordaram, beleza, mas isso não cria uma obrigação de que só aquele pensamento seja o certo. É UM pensamento, não dá pra se conformar que no meio de 7 bilhões (disse BILHÕES!) de pessoas, só aquela "meia dúzia" é que sabe como tudo deve funcionar (talvez o erro seja esse, menos gente entrando para o clube da opinião própria do que deveria... hmm... talvez cotas obrigatórias para este contingente, mas estou divagando). Tendo essa liberdade de pensamento, é natural que se desconfie de autoridades - e seus seguidores - que acham prepotentemente que são a referência social do mundo, mas são tão passíveis de erros quanto qualquer um. Baia diz, no finalzinho, que abre mão da felicidade corriqueira, fácil de se seguir pra poder pensar de forma autônoma e escolher o que lhe cabe por conta própria.


quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Entretenimento, Política e Você


Claro que a indústria do entretenimento não tem nada a ver com a situação política do país. Isso deve ser coisa nova, deve ser modinha desses comunistinhas de faculdade que querem ver conspiração em tudo. Entretenimento é um campo muito diferente da chata política. É feito por pessoas que só querem te divertir. São empresários, sem vínculos externos, como patrocinadores ou associados, e sem interesse algum além de te fazer sair dessa realidade triste e dura. Sorria. Rir é o melhor remédio. Entretenimento está em tudo, política não.

O que tem a ver a Carminha e a Rita, da novela, com as greves de professores, policiais e outros profissionais do setor público? NADA! Não é culpa da novela ou da música que exista gente insatisfeita no mundo. Nem que o governo não se importe. Talvez estivessem mais satisfeitos se assistissem à novela. Se ao menos saíssem mais pra beber e cantar, não gastariam tempo fazendo passeatas e demais manifestações de protesto. Política sim é um troço chato Aproveite a greve pra ver novela. O resto não merece atenção. Político nenhum presta e você não vai querer se meter com isso.

Faça como Cypher, aquele traidor em Matrix, e abandone seus companheiros de luta pra viver confortavelmente no mundo em que os dominadores da informação e do sistema pensam por você. Talvez não seja o que você pensaria pra você e os seus, mas e daí? A vida é boa com todas as qualidades e defeitos. No ruim de tudo, você não “vive” na rua, não precisa pedir esmola, não está entrevado na fila de um hospital, nem está numa prisão esquecido por todos. Você pode ir à escola, entrar numa faculdade e arrumar um bom emprego.

A indústria do entretenimento não é um modelo padronizador de opinião. A massa não é manobrável, tanto que democraticamente escolhe que canal assistir. Não é como na época de Getúlio Vargas, quando Gegê incentivou o desenvolvimento do Samba, durante o Estado Novo, para criar a utopia do povo carnavalesco, alegre e trabalhador, se aproximando das classes mais pobres. Não é como na ditadura militar, quando o futebol campeão mundial abafou com fogos e música os gritos de seus vizinhos seqüestrados, torturados e mortos pela repressão política e ideológica.

Nada disso. Se todos parassem diante da TV pra assistir à novela, não haveria conflitos. E você não pode culpar o entretenimento. São poucas “famílias” tomando conta de jornais, revistas, canais de TV e rádios, mas são tão bem intencionadas. Imagine se eles relaxassem. Você teria que procurar algo pra fazer e pensar por conta própria. Mito da caverna pra você. Dá medo de sair do conforto, né? Fazer o quê? Algo que não está na TV não existe. Tudo já estava aí e é mais fácil seguir o líder (mesmo que ele seja um personagem).

Fique aí e não ataque os lobos. Mesmo que o cordeiro acabe condenado por isso. Faça o que dizem e seja Homer Simpson com dignidade. Dino da Silva Sauro trabalhava para a We Say So (Nós dizemos que é assim – em livre tradução). Faça isso. Só não se iluda, você demandou a responsabilidade de suas decisões a outros. Não pense que você é livre e que faz o que quer. Não reclame “essas m... só acontecem no Brasil”. Meu país não é uma droga. O povo é que não o honra. País é o que fazemos. Se não fazemos...

Gabriel, o Pensador diz assim em “Até Quando?”: A TV existe pra manter você na frente... na frente da TV. Que é pra te entreter, que é pra você não ver que o programado é você. Aliás, vou deixar o clipe aqui, porque a música inteira é tão rica em letra que só um trecho não faz justiça. 

Faça um exame de consciência.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

'Rá!': Mais Que Uma Palavra, Um Conceito


Fenômenos paranormais sempre dão o que falar. Sempre. Pode ser um ET, pode ser uma assombração, pode ser um político comprovadamente corrupto se reeleger, enfim, este tipo de coisa que a gente não sabe explicar, mas que dá o maior cagaço de qualquer forma. E sempre tem uma ou duas emissoras de grande alcance de massa para divulgar essas tranqueiras como se houvesse possibilidade de vivermos nesse mundo sci-fi da vida.

Até porque, uma coisa que nunca me explicaram é: Por quê toda manifestação sobrenatural veiculada nos meios de comunicação sempre são algo que já aconteceu em filmes? Porque não tem ET em outra forma que não no cinema? Porque os fantasmas só fazem o que outros já disseram ter presenciado?  Roswell vai ser a fantasia original pra sempre? Originalidade, gente! Aliás, muito me admira, por exemplo, o Fantástico (não tão Fantástico, hoje em dia) fazer esse tipo de matéria de vez em quando, quando o próprio semanal já teve um quadro justamente desvendando essas lendas urbanas. Whatever... Um dia faz uma matéria pra dar audiência, no dia seguinte faz uma desmascarando pra dar mais audiência. Não vou dizer que confio, nem que não confio... mas não confio.

Estou aqui para falar do paranormal Padre Quevedo Thomaz Green Morton. Sim, se você não esteve numa ilha deserta em 1995 (mais ou menos) e assistia ao Fantástico, você se lembra daquelas matérias toscas pra pegar o lado supersticioso do Homer Simpson. Numa dessas, estava Thomaz, conhecido como “Homem do Rá!”. Porquê? Porque ele gritava essa palavra para energizar (sabe lá o quê), e teria o significado de luz, e esse papo hippie. O fato é que Thomaz era um ilusionista muito bom para quem queria acreditar, mas uma rondada muito básica pela internet e você encontra facilmente matérias desmascarando seus feitos. Ou seja, muito bom pro leigo que não espera a esperteza, como o público de qualquer ilusionista. Mas pra quem estuda isso e entende, não dá pra pagar de curandeiro das estrelas pra sempre, né? Rá!

Luzes misteriosas que surgem onde ele quer mostrar, perfume brotando da mão, cura de doenças, entortamento de talheres e moedas sem mesmo tocá-los... Enfim, eu o chamaria de raspa do joá se ele prometesse também curar caspa e seborreia, além de preparar um bom suco de tangerina, mas estou divagando. Só pra não terminar a divagação em vão, ele convenceu Tom Jobim e Hildegard Angel de seus poderes... Até aí, ele era mentor de Baby do Brasil, antiga Baby Consuelo (aquela senhora que afirmou que Jesus é um surfista de cabelo azul).

No mais, nada disso importa. Importava em 1995, quando um colega de sétima série me ensinou os caminhos gloriosos do ‘Rá!’. Nada de mágica, era ligando e desligando os interruptores da casa mesmo. Só pra fazer palhaçada. Mas o fato, é que eu faço isso até hoje, num tom jocoso, talvez um deboche, mas para mostrar simpatia. Gesto esse que inspirou outros a usar para mim também, gerando uma rede social de ‘Rá!’. Ha-ha. Por isso eu faço ‘Rá!’, porque, no fim das contas, o charlatão anda recluso, mas a palavra realmente me gerou boas energias de empatia com meus amigos e parentes. Rá!   

Veja mais sobre fraudes em:
Fraudes: Me engana que eu gosto.
Thomaz Green Morton: Charlatão desmascarado.
Site: Ceticismo Aberto.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

F.R.I.E.N.D.S.: A Maior Série Clichê de Todas TODAS


E ainda assim, das mais queridas. Senti falta de críticas sobre a série que não fossem preconceituosas por ser feita nos EUAses, nem essa babação dos fanboys/girls que não enxergam defeitos no que eles gostam. Primeiro de tudo, é uma série adolescente. Sim, embora os personagens sejam adultos, seu modo de lidar não condiz muito com a “regularidade” de jovens a caminho dos 30. Isso está mais para quem está a caminho dos 20 (no geral, não se trata de um documentário). Mas estou psicanalisando, nada de compromisso com a verdade ou pesquisas de opinião.


O que comprova a teoria do parágrafo anterior é a imaturidade dos personagens. Mesmo Ross, que fora casado e já começa a série se preparando pra ser pai, age feito um nerd de escola de filme dos anos ’80, vivendo um amor patético platônico com quase 30 anos. E esquece isso assim que Chandler e Joey dizem: Cara, siga em frente com sua vida. Ah, tá bom. Estabilidade emocional pra quê, né? Logo depois (situação comum na série) tudo vai por água abaixo, quando Chandler deixa escapar para Rachel que Ross era apaixonado por ela desde a adolescência. Rachel agora está gamada nele. Hein?! E resolve ir recebê-lo no aeroporto, pois Ross havia viajado para uma pós-graduação na China. Só que ele retorna com uma namorada chino-americana. 

Rachel demonstra uma característica, a partir dali, que será uma constante em seu comportamento: o egoísmo típico de uma patricinha mimada (como a invejinha dos amigos que chegam perto de casar e tals). Ela fica praguejando pelas costas porque queria estar com Ross. O que depois a gente vê que era só o capricho de uma maluquete que chora pelo que não tem. Mas quando engatou (UIA!) o namoro não agüentou ter que dar atenção a ele. Se deslumbrou com o novo emprego – aliás, muito bom, hein! Vivia à custa do papai rico e foi ser garçonete porque não tinha qualificação nenhuma, além de entender de roupas caras. O próximo passo? Óbvio: Consultora de moda para ricos na Ralph Lauren.

Ross, enciumado com o deslumbramento de Rachel pelo cara que lhe arrumou o emprego, acaba estragando o clima e Rachel pede um tempo. Eles “terminam” (não, estavam ON A BREAK!) e Ross se relaciona com outra. Aí, Rachel resolve que devem voltar e se zanga por ele ter dormido com outra. Ela quis terminar, beleza. Ela quis voltar e ele deveria estar esperando. Ok. Ok? E depois o chefe ainda admite que gostava dela, mas não falava por1que ela namorava outro e ela nem pra se tocar? Ê, Rachel, ê, Rachel!

Isso se repete quando Ross se apaixona pela inglesa Emily e resolve se casar. Phoebe não pode ir até a Inglaterra porque está prestes a parir os trigêmeos de seu meio irmão (isso sim é originalidade!). Rachel resolve ir até a Inglaterra pra dizer a Ross que ainda o ama só pra ser honesta. PQP, Rachel? A série é sua, né? Ficou amiga dos produtores cedo! Um adendo, um momento genial foi a participação de Hugh Laurie (o pai do Stuart Little eterno Dr. House), em que ele é colega de voo de Rachel e joga na cara dela o quanto ela é egoísta e péssima amiga por ir atrapalhar o casamento do cara. Além de tudo, pelo que o passageiro invocado entendeu, sim eles estavam ON A BREAK! Mágico.

Rachel chega, não se declara, mas Ross estraga tudo dizendo seu nome no lugar do nome da noiva. O casamento acaba e Rachel ainda quer passar por cima da fossa dele pra perguntar se o acontecido significava que ele ainda a amava. Mas o mais legal não foi isso, vamos falar de coisa boa vamos falar da tekpix, foi nessa sequência que Chandler e Monica iniciaram seu relacionamento – que termina em casamento com gêmeos adotivos – esse sim o relacionamento legal da série. Adulto e sem idas e vindas de ciuminhos, joguinhos de “pros x contra” ou intriguinhas de terceiros interessados. Outra coisa, a série não só é da Rachel, como é feminista. Uma série tão clichezenta e a mulher termina como mãe solteira e bem sucedida que deixou de ir a Paris pra ficar, claro, na última hora, com seu grande amor, Ross. Aposto que terminaram de novo depois de uma semana.

Agora como tanto clichê tornou Friends uma das séries mais rentáveis e carismáticas? Mérito de tudo isso é pro elenco. Sem dúvida, um achado. A química entre eles e o carisma salvaram a série de ser só mais um besteirol americano. No geral – e hoje, à distância – dá pra perceber nas eternas reprises da Warner que a série não ficou datada (fora os penteados e figurinos das primeiras temporadas, bem fincadas nos anos ’90). Friends é sim um produto de qualidade, mas não pela criatividade do roteiro ou originalidade. É uma preciosidade sim, porque soube remexer clichês mais do que batidos da dramaturgia estadunidense de forma a organizar de modo interessante. Tanto é, que a trilha sonora da abertura do piloto da série era Shinny Happy People (do R.E.M). Tem até a ver, mas você acha que poderia ter sido diferente? 


sábado, 14 de julho de 2012

Jovens E Os Relacionamentos Contemporâneos


Valeu pra aprender. O cara bucha que larga das amizades por causa de mulher, leva um chute e quer beber até afogar as mágoas. É esse tipo que acha que pode ensinar sobre o amor. Esse é meu sarcástico resumo de Valeu Pra Aprender. A música é animadinha, mas quando você não está na festinha e presta atenção na letra, só dá pra pensar assim: “(...) ficar ouvindo um bostinha de 20 anos dando aula de relacionamento (...)”. Trecho do Vlog do Fernando sobre relacionamentos. Aquele simpático e mordaz senhor que faz brilhantemente seus monólogos acerca dos assuntos cotidianos mais em voga (abaixo, o dito cujo).

Relacionamentos e o modo como o jovem se relaciona com seus... er... relacionamentos. Enfim, o trocadilho foi mais safado que modelo marombada dizer que sua profissão é 'personalidade do carnaval'. 

Falo de jovem, porque todos sabemos que, a despeito dos eventuais tiozões presentes ali, esses são ritmos da garotada. O sertanejo universitário (O.o), o funkeiro, o pagodeiro (não samba), o micareteiro, todos eles vivem como se estivessem num comercial de creme dental: Tem que beijar alguém pra sua vida fazer sentido. Quando a maturidade emocional é a mesma de um avestruz, estar solteiro vale como falha. Uma demonstração de que não é desejado ou que não é capaz de conquistar ninguém (talvez por isso, tanta gente namore, mas não deixa de sair pra pegação. Curtir a vida parece que se resume a beber e “pegar”, mas sem perder o status de “em um relacionamento”.

No mais, vivemos num mundo tão globalizado que o que se tem em comum nas diversas camadas da sociedade é a cachaça e o sexo. Você age como uma vadia e reclama que só encontra safado? Você sai com os amigos pra “mostrar quem manda” nas meninas e acha que é o máximo? Sério, vão se catar! 
Vejo uma garotada que cresceu no tamanho, mas ainda vive aquela realidade infantilóide de disputa entre meninos e meninas. Só que com sexo, bebida e música (?!) descartável de qualidade duvidosa na jogada.

terça-feira, 8 de maio de 2012

A Auto-Ajuda Nossa de Cada Dia

Auto-ajuda? Auto ajuda não é aquela que alguém te escreve num livro pra você seguir... isso é ajuda de terceiros, no mínimo! Auto-ajuda é aquela que você faz por você mesmo. E não precisa estar rico, com namorada(o) nova(o) ou coisas do gênero. Basta pensar no que você tem de bom em sua vida.

 Se você nasceu com saúde, acessa à internet (e, obviamente) está lendo isso, você já está à frente de muita gente analfabeta, excluída digitalmente e enferma. Dê graças a Deus - ou bem feito a Murphy - mas não me venha choramingar da vida, pois, isso, só serve pra alimentar pena de si mesmo... e quem tem pena, amigo garcianauta, é travesseiro de desenho animado.

 Se você precisa ouvir ou ler dos outros, que seja, mas não dependa disso, apenas. O que deu certo pra outros pode não ser o melhor pra você e o que você pode bolar se deixar a preguiça letargia de lado, pode ser o que muita gente precisava ouvir ou ver. Pense que ajudando aos outros, estamos nos ajudando também. Parei por aqui, mexa-se.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Fé x Ciência x Verdade


Não existe o contrário de fé. Fé é algo que se alimenta por acreditar muito em algo. Se você vai a uma entrevista de emprego é porque você tem fé que vai conseguir. Você não pede a um cientista pra avaliar suas chances, calcular que desde o início dos tempos certas probabilidades podem te impedir ou facilitar o sucesso. Fé não tem oposto. Alguém vivo que não acredita em nada - nem que o pão com manteiga caia virado, é alguém que está em estado vegetativo.

Volta e meia esse assunto me vem â mente. Você é ateu e acha que o conceito de Deus é um conto de fadas, um amigo imaginário, uma fantasia, uma imbecilidade... Ou seja, acreditar cegamente em algo que você não pode provar de forma concreta é se enganar por medo. Aí, os ateus tentam empurrar que as coisas precisam ser provadas de forma científica para serem reais.

Logo, se o vento fosse uma ilusão coletiva, nada de pânico, é o ar se movimentando. Fácil acreditar no ar. Você não vê, mas sente (Deus?). E tem mais, ateus choram feito ninjas silenciosos quando contestamos sua incontestável ciência. Fé x Ciência é uma polêmica tão antiga quanto desnecessária. Nunca vi ciência ser apontada em qualquer dicionário como oposto de fé. Um médico católico deve ser um paradoxo pra essa turma incrédula.


Aí, vem minha teoria: A maioria dos ateus, assim como muitos religiosos, não escolheram esse caminho, na verdade, escolheram o caminho oposto por rebeldia. Pensa com o tio Sagatiba, você ouve que se não for bonzinho, vai queimar no lago do inferno (nem adianta nadar). Por outro lado, você precisa atender a certos preceitos para receber recompensas de Deus. Oras, fácil alguém querer se desvencilhar desse ciclo vicioso. Mas, o que os ateus não pensam, é que esse conceito de deus interesseiro e ciumento é próprio de algumas castas religiosas. A verdade é que ninguém, de fato, viu Deus pra bater um papo e perguntar a ela "O que é isso tudo?".

Não há provas concretas de Deus? Ponto pro ceticismo, já que a ciência atesta que o universo surgiu de uma explosão. Nada mais lógico do que pensar que fazemos parte de uma massa caótica que surgiu do acaso e vai por acaso pro buraco. Mas, se fossemos fazer uma associação entre fé e ciência, a fé estaria acima e ao lado da ciência, não no mesmo patamar. Pois um dicionário não nasce da explosão de uma tipografia, assim como um universo precisaria ter um início determinado que influenciasse os caminhos dele.

Além do que, ateus têm fé na ciência. Já reparou como eles a usam pra justificar e contestar tudo? Pessoas que não admitem, mas também têm fé e só a direcionam para outra "entidade". Ou você acha que existia algum cientista lá no "Big Bang" pra atestar que era uma explosão e o caminho que tudo percorreu a ser como é hoje? Tudo especulação, já que saber mesmo o que aconteceu é impossível.

É só pensar que há alguns séculos, as mentes pensantes mais inteligentes do mundo tinham certeza de que a Terra era chata (naquela época? devia ser... nem uma roda de samba?). Os gênios de outros tempos tinham certeza de que a Terra era o centro do universo. Dinossauros já foram lagartos, hoje praticamente são considerados ancestrais dos pássaros e não dos répteis, enfim, deu pra entender, né? Daqui a tempos outras teorias vão surgir e ninguém vai conseguir provar quem está certo ou errado. Vai restar a especulação e a, adivinhem, fé.

Fé e Ciência não são opostos. Só são subjetivos, por isso, podem alimentar argumentos antagônicos e polêmicos.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Bóris Casoy Afirma Que Jornalista Não Precisa de Diploma


Bóris Casoy afirma que jornalista não precisa de diploma. Já que ele mesmo não tem formação na área e só seguiu porque o "bico" começou a valer a pena. O que o fez largar a faculdade de direito no último ano.

Já falei aqui, há pouquíssimo tempo que jornalista que é jornalista não se forma na faculdade. Ele se oficializa na faculdade. Eu mesmo não pensava em cursar jornalismo quando já tinha diversos textos publicados em diversos sites (meus mesmo ou colaborando para sites de maior visibilidade).

A verdade é que os jornalistas xiitas não gostam de admitir que qualquer um - minimamente letrado, como disse o próprio Casoy, em entrevista a Danilo gentili, no Agora É Tarde da Band - pode ingressar em seu mundinho.

Jornalista é quem sabe informar, se comunicar e isso não se aprende na 'facul'. Lá você aprende as teorias e práticas padrões, mas um desligadão pode, simplesmente, se perder no meio de tantos trabalhos e apenas trabalhar por uma graduação. Ou você acha que 100% dos alunos que concluem um curso de jornalismo querem exatamente ser repórteres, Willians e Fátimas da vida? Tem muita gente que só quer concorrer a concursos de nível superior ou... sei lá, providenciar a possibilidade de uma cela particular na prisão... sei lá...

Casoy, que desde o episódio sobre garis eu não sabia de alguma declaração que me instigasse - até porque não costumo assitir à TV aberta - tem razão nisso - e sobre garis, já que toquei (UIA!) no assunto, também não entendi como desprezo por pobres. Pensa bem, ele não é formado e é um dos maiores âncoras do telejornalismo brasileiro.

Fátima Bernardes era dançarina, Sandra Annemberg era atriz e outros mais que poderiam não se sentir a altura da profissão de jornalista, estão aí com seus nomes conceituados enquanto Luciana Gimenez é apresentadora, coisa que o jornalista Fausto Silva também é. Pensa se todos que exercem determinada profissão são mesmo formados ou dotados (UIA!²) de alguma magia. Será mesmo que só se aprende a ser algo na vida lendo? Ou lendo você aprimora uma paixão pela profissão que te atrai?


Fonte: Portal Comunique-Se

quinta-feira, 1 de março de 2012

Dossiê: Ross Geller


Ross Geller é irmão mais velho de Monica, amigo de faculdade (e cunhado) de Chandler, amigo de Joey e Phoebe e mantém uma relação emancebada com Rachel (amiga de colégio de sua irmã, com quem tem uma filha, Emma). Ross também é pai de Ben, de seu primeiro casamento, com Carol (lembra? Aquela que assumiu sua homossexualidade ainda grávida, indo morar com Susan). Mas isso é conhecido do grande público. Essa biografia vem pra mostrar os anos perdidos de Ross. Aquele espaço entre o final do colégio e a faculdade, antes de conhecer Carol.

Ross tinha vergonha de seu nome do meio, Eustace (quem não teria?), então, o nerd começou a espalhar que seu nome do meio era, na verdade, James. Com a mentira aceita pelos colegas de curso de paleontologia, Ross ficou conhecido como Ross "Jim" Geller. Isso o ajudou a se enturmar e esquecer traumas de infância, quando seu pai o constrangia apresentando revistas de nudez feminina para que o garoto tivesse um acompanhamento didático no seu aprendizado sexual. Se ele se envergonhasse menos, talvez não tivesse passado pelo vexame com a torta de maçã.


Mas Ross cresceu, deixou o apelido de lado e formou-se em paleontologia. Agora ele não estraga bolos de casamento com pelos pubianos recém-raspados, nem mantém relações com tortas de maçã recém-tiradas do forno. Seu filho, Ben, descobriu ter um irmão gêmeo e, para não ficar na atmosfera sufocante de decepção pelo fato escondido por seus pais, o garoto foi passar uns tempos num cruzeiro.

Há boatos de que a pequena Emma também teria uma irmã gêmea. O que levanta algumas suspeitas:

1) Teria Ross, um projeto de "fabricar" bebês com os genes Geller num megalomaníaco plano de dominar o mundo da paleontologia?

2) Seria, o Sr. Geller, na verdade, um cientista louco abusando de métodos de clonagem, pensando em uma possível necessidade de doação de rins?

Há quem diga que a juventude de Ross-Jimbo foi um verdadeiro pastelão americano, mas que jovem - de qualquer grupo - nunca aprontou as maiores confusões no maior clima de azaração, não é verdade?

Informação de última hora: O pager que Ross dá a Carol, quando grávida de Ben, tem o sugestivo número: 55-JIMBO. Confira na série. Não falo mais nada.

São Sebastião do Rio de Janeiro: 447 Anos (01/01/2012)


Uma humilde ode à minha cidade tão querida. (Publicada também no Facebook e no www.raizdosambaemfoco.wordpress.com)

Feliz aniversário ao meu São Sebastião do Rio de Janeiro.
A importância que vai além das belezas naturais.
A significância que inspira a tantos em tantos níveis.
Já foi capital do império.
Já foi capital da república.
Cidade-maravilha, purgatório da beleza e do caos.
Participante da vida carioca mesmo sendo cenário. E que cenário!

(Fernando Sagatiba®)

O Rio pra mim é assim: Música, poesia, beleza, vida. (Por Fernando Sagatiba)
Não importam os números de violência. Violência acontece em qualquer lugar. Pessoas praticam a violência, não as cidades. Cidades são lugares com personalidades. Claro, nós damos a personalidade, mas, quem disse que nós não nos influenciamos pelo lugar para refletir? Esse ciclo, vicioso ou não, é que cria essa relação simbiótica para cidade e cidadãos.
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