Crônicas, divagações e contestações sobre injustiças sociais, cultura pop, atualidades e eventuais velharias cult, enfim, tudo sobre a problemática contemporânea.

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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Novela Walcyr: Carrasco e Elitista


Engraçado como Walcyr Carrasco inventa que contribuiu contra o preconceito racial no Brasil porque escreveu a novela Xica da Silva e aquela pose de falso caridoso, por ter sido a primeira novela protagonizada por uma negrzzzZZZZZZ. Isso é o mesmo que descolar um tataravô negro pra falar que não é racista e esquecer, que pra haver mistura, houve muito estupro entre a casa grande e a senzala. Mas você não vai admitir que também tem mais sangue escravocrata nas veias, né, não?

Bem, o autor-magya argumentou que a mudança no visual do menino Jayminho (Kaiky Gonzaga) seria o natural para uma criança de abrigo que foi adotada por um casal branco de uma classe social mais abastada. Ter seus traços negros tolhidos como um defeito. Mas, só te digo uma coisa... ou melhor, não... Vou mostrar, pois, uma imagem vale... você sabem, né?


Bem, pra contextualizar, este adulto na foto é Marcelo Anthony, o ator que interpreta um dos pais do menino Jayminho na novela Amor à Vida. A criança é FILHO ADOTIVO dele. Ator global deve ter uma condição financeira legal, né? Se o filho vem por adoção, acho que é demonstração suficiente que os pais gostaram da criança pelo que ela é, né? Não é uma casa que você já adquire pensando nas reformas que vai fazer.


Aí, diante de tantas críticas (inclusive o óbvio de ter tanto absurdo na novela e o cabelo do menino é que incomodou), seu tio Walcyr me sai com essa: “Bem, se não estão felizes com o que estou fazendo contra o preconceito, tiro o personagem da novela e acabo a polêmica”. Sabe aquela criança malcriada que perde o argumento e começa a xingar? Babaquice é pouco, ainda mais vindo do autor que matou uma personagem porque a atriz não quis imitar Carolina Dieckmann (sendo que havia prometido um novo rumo’ lindo’ para a personagem falecida. Walcyr tentou fazer média dizendo que acha o black lindo, mas se esse ‘lindo’ for igual ao final da Nicole (Marina Ruy Barbosa), sinto muito, alguém vai satisfazer a sede de tesoura do Carrasco.



Engraçado também é que pra lutar contra o preconceito, ele quer cortar o cabelo do menino negro, mas não fez uma redução de estômago na gorda pra tratar da gordofobia. Pense bem, uma gorda que trabalha na área de saúde e não faz dieta, isso o Cycy não pensou. Ele deveria tratar do próprio preconceito, já que é demagogo demais pra se assumir um racista, deve ter algum problema de daltonismo, pois não percebeu que suas novelas nunca têm meia dúzia de negros. E não poderia ser coincidência, estar na emissora mais elitista e racista do Brasil. Aliás, veja como ele conduziu uma discussão internética com a atriz Tatiana Godói:
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Um UM menino negro por escolha dele e ele não é mais racista, gente! Aliás, alguém acha que ele ligaria para a atriz? Ela é negra e ele claramente (sorry pelo trocadilho) não nos quer na TV! Agora, minha gente, vamos ao que interessa e ler o comentário mais sensato de toda a discussão:


E, novamente:

 




sábado, 19 de outubro de 2013

Críticas fazem Walcyr Carrasco mudar cabelo de menino negro

Bem que este artigo poderia se chamar "A Novela do Preconceito 2: Chovendo no molhado" , mas não sou muito fã desse tipo de repetição. Sabe do que mais eu não sou fã? Da mídia aberta que maldosamente prega uma mitológica democracia racial, defendendo valores da classe dominante, conservadora e ditadora. Eu falei há bem pouco tempo, sobre a ausência de negros na TV, inclusive me dei ao trabalho de ir a três sites de novelas só pra comprovar que os elencos não têm sequer 10% de negros. Isso já seria um absurdo de irreal para o Brasil, mas para a classe elitizada (a que tem sua imagem vendida como o normal e corriqueiro de toda a população) até que vai.

Esse é um tema recorrente, porque a atitude "deles" é recorrente, então, sempre há um novo modo de se analisar a situação do negro na TV. Da última vez, vi uma discussão sobre aquela aberração que o autor de Amor à Vida, Walcyr "avoado" Carrasco emitiu, de que o gordo sofre mais preconceito que o negro. Bem, o pai do protagonista é gordo, vários personagens são gordos, gordinhos, parrudos e afins, aliás. Mas você já viu essa discussão em algum lugar? Não. E porque? Porque o gordo é ignorado? Não, ao contrário, o gordo está devidamente inserido na mídia. Pode não ser protagonista e, muitas vezes, ficar relegado ao clichê 'comilão-sedentário-alívio cômico', mas, ainda assim, você vê vários pela TV. O preconceito contra o gordo é estético, não é uma questão de dominação e desprezo por descendentes e representantes de uma etnia.

Bom, dito isso, vamos ao assunto principal: O preconceito hipócrita... aliás, não, decidi que não vou mais tratar a negação do racismo como falta de informação histórica, isso é racismo, é crime, é desvio de caráter e toda maldade merece ser combatida. Fique por aí e você vai entender. Antes, deixa só eu contextualizar, o autor-magia diz que gordo é o novo negro e pretende expor essa ferida da sociedade pra acabar com o preconceito. Oras, o Ninho (Juliano Cazarré) teve seus dreads retirados porque, segundo um pessoal aí, a rejeição ao personagem estava diretamente ligada ao visual "sujo" do riponga (o fato de ser um mané e ter sequestrado a própria filha não conta). Então, chegamos à cereja do bolo: O menino negro que está para ser adotado pelo casal Niko e Eron terá uma mudança na cabeleira do personagem, de novo, por aceitação... Engraçado, tanta coisa que gera reclamações e nada muda, mas os seus cabelos... Quanta diferença!

A Globo segue, promove e determina a política geral da mídia aberta e conservadora de negar o racismo e programar as mentes menos contestadoras pra achar que isso é só um detalhe ali no canto (assim como fazem com o próprio negro). Então, por aceito, entenda 'menos traço de negro na sua TV'.


O que essa enquete sobre outra novela tem a ver? É que é isso que aparece logo abaixo da notícia no site da jornalista Patrícia Kogut (confira aqui). Ou seja, uma mudança descaradamente preconceituosa numa novela e o que o público vai opinar é sobre o fim de uma personagem de outra produção. 'Mas, o que isso tudo tem a ver, Saga? Pô, você reclama de um monte de coisa de uma vez!', espera, gafanhoto, vou chegar lá agora. E, até o momento que acessei à notícia - cerca de 10 horas após a publicação - não havia nenhum comentário... pode ser coincidência, mas acho que não é um assunto que se fale muito, e se alguém criticar a atitude, corre o sério risco de ser chamado de 'patrulha'.

O debate sobre diversos preconceitos nunca acontecem, como por exemplo, em Salve Jorge, uma protagonista, moradora de uma comunidade, foi interpretada por uma 'morena', já a negra era sua melhor amiga, a outra negra era o alívio cômico, enfim, o negro é programado a entender que seu lugar não é na TV, não é fora da sua vidinha 'Esquenta' na filosofia 'ganha-se pouco, mas tudo, bem, a gente se diverte'. Esse é o lugar do negro, segundo a mídia. Mas, o interessante é que a referida jornalista vem a ser esposa do diretorzão Ali Kamel, o autor de Não Somos Racistas (aquele livro, saca?). E o que isso tudo tem de relacionado?

Bem, jovens, se a gordofobia é um fenômeno maior que o racismo, se La Kogut noticia a mudança no visual de um personagem com cabelo afro e é esposa de um negacionista do racismo, bem, podemos concluir que é mesmo uma ideologia pré-determinada a exterminar referências à raiz negra desse país, não? Ah, então eu sou paranoico? Se não, vejamos, numa recente matéria sobre a importância de se abordar a gordofobia pra trazer o tema ao debate, La Kogut deixa escapar mais uma vez que sim, o que interessa à mídia, ela traz à baila, o 'resto', é terminantemente ignorado. Ou isso tudo é só uma grande coincidência? Claro que não. Veja a sequência de frases e me diga se não é muita cara-de-pau não falar de racismo, fingir que não nota que só tem um ou outro negro até nos núcleos pobres e a obra incomodamente inesquecível do tubarão da Globo.

Primeiro veio a notícia sobre o cabelo do menino negro da novela, abaixo, você vê uma frase da notícia sobre o debate da gordofobia, então você vê, de novo, porque a cultura imposta pelos meios de comunicação que dominam a informação aqui (e que se liga em você!).

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

A novela do preconceito

Negros em novelas sempre é um assunto tão arrastado quanto as obras de ficção em questão. Primeiramente, gostaria de dizer para os engraçadinhos que dizem “ah, mas tem negro sim, olha ali, aquela empregada, o motorista e o capanga...” que não me incomodo com negros nessas funções, mas não ter em outras tantas é limitar a visão do grande público que não contesta, só acompanha. Outra, se você diz “ah, mas é só ficção, vocês reclamam de tudo...”, não, se fosse uma ficção tão despretensiosa assim, autores e mais autores descartariam prêmios por serviços prestados na abordagem a temas sociais. Mais uma coisa (imagine essa frase como o tio de Jackie Chan, naquele desenho): Se nós, negros, é que vemos racismo em tudo, explique porque não vemos negros nas novelas? Na verdade, na TV de um modo geral, a menos que o assunto seja esse na pauta ou em algumas novelas de época (pra apanharem mais que cavaleiro do zodíaco). E nem todas as novelas de época mostram, já que muitas são da fase pós-escravidão, então é italiano pra todo lado, mas a minoria de mais de 50% da população que é bom, nada.

Falar em novela no Brasil é algo que beira o estressante. “Se não gosta, não assista!” você pode dizer, mas, antes que eu te mande lamber um bode bem suado, devo te explicar que eu não assisto mesmo. Nenhuma história deveria levar mais de 3h na TV pra ser contada (para filmes, porque para séries, eu aceito, no máximo, 3 temporadas). O que pega é minha preocupação social. É quase um alívio não ver negros na TV pelo ponto de vista que quase tudo que se faz é uma bela bosta bem divulgada, se não tanto por histórias, a ruindade vem das escolhas de elenco, mas o preconceito é o que mais exclui minha audiência. Tenho amigos negros que são atores e simplesmente não se acham nesse meiozinho fechado e pantanoso da TV aberta. Mesmo os que se abstêm desse universo, adorariam estar lá se fossem aceitos como gente, pô, como seria bonito ver o Brasil bem representado pelo seu povo na TV, né?

 Utopia! Não é assim que se muda o mundo, as nações não se ergueram pelas belas palavras de um filósofo de facebook acomodado E tenho amigos e parentes negros que assistem a isso achando que o mundo está sendo bem representado. Mas não tem negros... ‘Ah, o que é que tem?”, tem que uma criança ou uma pessoa adulta de menor potencial contestatório pode – e vai – achar que isso é normal. E achando esse mundo caucasiano normal, sabe o que acontece? Acontece aberrações do tipo “Ah, ali, tem um negro sim, viu? Você reclama de barriga cheia!”... Nem falo nada, por que ouvi uma dessas não faz muito tempo. E vivenciei, dia desses, um papo grotesco acerca de características da raça. Numa conversa sobre cabelos, ouvi de uma pessoa negra – cabelos chapados – que cabelo liso e escorrido é que é chique, porque é muito melhor. Obviamente, novelas como Lado a Lado, em que um casal negro e protagonista se casa no final, são raras demais para convencer o negro de que tem características próprias e não há um padrão para se espelhar na Escandinávia, por exemplo (e que fique claro, não sou contra o alisamento, sou contra o menosprezo pelo crespo).

Agora, vamos ver o que observei acessando os sites das três principais novelas da emissora que se liga em você (isso porque se liga, imagina se não ligasse!)

45 personagens no site oficial da novela 
5 negros. 

O primeiro personagem negro aparece lá pela oitava fileira da lista (mas é a Cacau Protásio, que tem um destaque desde Avenida Brasil e Vai que Cola).


76 personagens no site oficial.
6 negros 

Sendo o primeiro a partir da 10ª fileira de perfis, isso porque é o eterno Raí, filho da Preta, em Da Cor do Pecado... aquele que já foi mutante na Record.

79 personagens. 
2 negras. 

Lá pela 15ª fileira aparecem as duas únicas personagens negras (parece que rolou uma participação de mais alguém recentemente, mas não conta como elenco oficial, talvez uma média pelas reclamações).

Isso porque o autor Walcyr Carrasco afirma que gordo sofre mais preconceito do que negro. Ironicamente não há negros na sua novela. Talvez eles achem que não há racismo porque não há negros no mundo deles. Somos uma minoria exótica em meio a um povo igualitário. Tudo isso só que não.


Quer me chamar de ‘patrulha’? Vá em frente, a hora é agora, porque fui investigar mesmo. Mas, nesse caso, prefiro ser patrulha do que achar que o mundo nasceu assim e o que resta é aceitar e bater palmas pra maluco. Daqui a pouco estarão achando que além de São Paulo só ter UM hospital e (quase) nenhum negro pelas ruas, vão achar que o Rio de Janeiro é uma grande pista estampada de calçadão de Copacabana para umas modelos europeias desfilarem para a Boticário. O negro é negado e renegado na mídia. Como diria Érico Brás, o Jurandir da também global Tapas e Beijos, é difícil dizer isso, mas meu país é racista. E tão hipocritamente racista que gera este tipo de demagogia:
Na novela Duas Caras, puseram uma personagem negra pra ler Não Somos Racistas. Simplesmente uma obra de Ali Kamel, chefão do jornalismo da Rede Globo. Mensagem subliminar? Acho que não, é propaganda ideológica goela abaixo mesmo. Ele é contrário ao movimento negro e acha que cotas dividem o país. Obviamente, porque ele não é negro nem pobre.


quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Mantra indiano: Madana Mohana Murari





Pedra sobre Pedra foi uma das novelas que marcaram minha memória afetiva - junto a quase todas das 19h e das 20h dos fins dos anos de 1980 até quase fins da de 1990. Dito isso - e abrindo um tremendo precendente para outros momentos 'saudade não tem idade televisiva' - venho recordar, nesse momento, uma canção que me cativou muito na época da novela (Pedra Sobre Pedra, pô, eu falei lá no começo, catzo!). A questão é que a música é, na verdade, um mantra indiano.



O responsável pela popularização da música foi Tomaz Lima, um músico de Niterói (RJ) formado em direito (O.o). E mais, ele é musicoterapeuta e começou a cantar e tocar Rock, mas sua primeira banda já entregava um gosto latente pelos mantras: Os Monges. Ele costuma cantar esses mantras em roupagens ocidentais e já tem uns 20 CDs gravados. Fique com a letra, a tradução e o vídeo. E sinta a paz do mantra. Bom para meditação. Eu? Eu vou ficar lembrando da tetéia da Andréa Beltrão tomando banho de cachoeira entre uma meditação e outra... Jorge Tadeu que o diga!

Madana Mohana Murari

Por seres mais sedutor do que o próprio cupido,
roubaste o meu coração

Haribol 
Haribol 
Haribol 
Cante o nome de Deus 
Cante o nome de Deus
Cante o nome de Deus


terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Palmas para Suzana Vieira


Mensagem subliminar? Vai saber...

O negócio é Suzana... Suzana que sempre quebra o protocolo quando aparece tomando microfones de "repórteres novatas", exigindo maior destaque na novela para seu namorado ator/modelo ou cantando e pagando peitinho em algum programa de grande audiência dominical.

Mas, veja bem, já reparou que ela sempre faz papel de madame? Em Por amor, Fera ferida, Duas caras. etc. Se ela faz aquele tipo de perua esnobe e na vida real é aquele furdunço... palmas para uma das maiores atrizes do mundo!
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