Crônicas, divagações e contestações sobre injustiças sociais, cultura pop, atualidades e eventuais velharias cult, enfim, tudo sobre a problemática contemporânea.

sábado, 18 de maio de 2013

Salve Jorge, Jorge salvo!

O guerreiro em seu cavalo branco muito bem representado.
Salve Jorge acaba com um saldo de discrepâncias ímpar para a TV brasileira nos últimos tempos. E não adianta empinar o nariz como o diretor e a autora fizeram em entrevistas e interações com o público culpando a massa de não "embarcar" na história. A massa pode ser alienada pra tudo nesse país, mas novela  e futebol, nós temos vício de acompanhar e entender de tudo. Povo bobolhando, mas não é burro! Aí, o que acontece? Culpam a população numa clara atitude de auto-defesa por vaidade e orgulho besta que só serve pra manter a pose - igual à casa pra qual prestam serviços - e serviço de utilidade pública não é só mostrar algum assunto polêmico, é admitir que a coisa não andou como deveria. Tipo a escola de samba pequena que mal chega ao grupo especial e já quer agir como as gigantes que já estão lá há anos. Deslumbramento e gigantismo de egos. Enfim, não é sobre os muitos erros de Salve Jorge que vim falar, mas dos únicos acertos (pra mim que não acompanho novelas se não pelo comentário popular na internet).

Jorge nas alturas derrotando o dragão.
Os dois acertos, pra mim, estão bem no começo da novela e o outro bem no final, pra ficar justo. O primeiro é a abertura. Sim, ela toda, a abertura desde o tema até o visual com imagens de paisagens da Capadócia, de Jorge, do Alemão e, principalmente, do cavaleiro que nunca para em seu cavalo branco passando por todas essas variedades de cenários da abertura. Isso, junto com uma das músicas mais legais de ultimamente no cenário pop brasileiro. Conseguiu me tirar da cabeça aquele som-meme "Oi, oi, oi" da minha cabeça e me trouxe uma música muito legal e gostosa de se cantar. Até porque, composição de Pretinho da Serrinha, Gabriel Moura, Leandro Fab e do próprio Seu Jorge, intérprete da canção, precisaria de algo legal pra embalar e chamar aquela vontade de assistir à novela, além de simbolizar tudo o que a princípio, a novela seria. E conseguiu, entrecortando cenas da lua, da Turquia e do Brasil, enfim, tudo o que se viu no programa. Do início literal, passamos pelo miolo da novela - e eu continuo não falando de defeitos aqui - vamos para o acerto final.

Arraste o mouse entre as exclamações abaixo e entenda o momento de pausa do texto.
!!!
Espaço que seria para apontar os erros e defeitos da novela (mas, só os relevantes, pois, se incluir aqueles comuns de continuidade ou explicações e resoluções ruins, eu faria um post inteiro todo em branco só pra dar espaço aos defeitos que eu prometi não comentar no início do texto. Então, oficialmente, eu cumpri com o combinado. Se você estiver lendo isso, é porque é curioso e interessado, mas não poderá dizer a ninguém, sob o risco de eu ser acusado de ser um resmungão com esse humorzinho safado). Rá!
!!!

Wanda, de tantas identidades falsas, a última: Crente de cadeia.
Todos conhecem a história entre o Glória Perez e Guilherme de Pádua, eu mesmo já falei desse sujeito sem humanidade aqui recentemente, então não vou me prolongar nisso. Mas, o grande acerto da novela, pra mim, veio de um pequeno diálogo em que você percebe toda a ironia da autora e os respingos numa realidade muito da incômoda: O fingimento descarado pra se dar bem quando se está errado. Fala sério, é mais fácil você encontrar um ex-FDP que virou "crente" do que grama num campo de futebol. E a maioria só o faz pra fingir que mudou. Claro, existem inúmeros religiosos sérios e convictos, tanto honestos quanto fanáticos, mas vou falar dessa nova modalidade de pastor que surge há alguns anos a toque de caixa. Tudo bem, temos os ex-atores pornôs, os ex-artistas da orgia, os ex-futuros, aqueles que não emplacam no mundo normal e buscam um novo mercado, mas vamos aos pastores de cadeia.

Lívia foi presa, mas deu a entender que ia se dar bem rapidinho.
Wanda e Lívia, as cabeças da organização que traficava pessoas são finalmente presas (nunca vou esquecer que a Cláudia Raia foi presa com o bumbum sarado submerso em champagne! Aham, Cláudia, senta lá... na sidra! Rá!). Mas a questão é que Wanda desenvolve um prazer em ler que Lívia sabia ser mentira - pelo menos até ali - e pergunta qual é o plano. Wanda explica que aceitou a palavra de Jesus (nesse momento, ela aperta contra o peito a bíblia) e que Lívia também deveria mudar. Lívia duvida, mas Wanda não dá indícios de que esteja insegura quanto à decisão, sabendo o quão dissimuladas as duas foram por meses, dá pra entender que não confiam em ninguém, nem uma na outra mais, até porque já haviam traído-se mutuamente. Aí, é que Lívia Marine, admirada com tamanha pose, manda na lata da - agora serena - Wanda: Você é um inseto mesmo, né, Wanda? Se adapta a qualquer ambiente que chegar!". Então, a vilã-master sai em direção a algum engravatado, que parece ser o diretor do presídio, fazendo charme dizendo precisar arrumar um "conde italiano", pois, cada um se vira da maneira que consegue.

Campanha pseudo-religiosa besta, pois, todos
sabemos que a tal igreja é representada por uma
emissora concorrente da
lobotomizadora líder de audiência 
Sabe o que foi melhor nisso? Salve Jorge começou sendo viralizado numa campanha "demoníaca" por parte de uma fatia pseudo-política-inútil-hipócrita-falsa evangélica (que me perdoem os bons evangélicos protecionistas, vocês também entram na lista se defenderem esses fundamentalistas). Era tanta gente desocupada criticando a novela por ser uma espécie de suposta apologia à conversão do Brasil em católico e/ou candomblé/umbanda, tanta besteira misturando religião, entretenimento e política (sim, porque a Constituição nos determina liberdade religiosa e um Estado laico), que parecia um novo fascismo tentando dar as caras. Guilherme de Pádua também se converteu na cadeia. E deve ter dado certo, pois, foi anistiado, ou seja, como se nunca tivesse cometido o crime. Daí, Glória Perez me manda esse recado em forma de tijolo, uma criminosa que tenta se safar aparentando ser religiosa e regenerada e comparada a um inseto, por fazer qualquer fingimento pra se dar bem.

Tapa nos fanáticos recalcados e no monstro cínico.
...No champagne.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Clarice Falcão faz o bom humor


Eu sempre friso o quanto há gente estúpida no mundo. Gente que se acha muito rpa frente e não passa de conservadores jr's. São retrógrados até com pouca idade defendendo que você - ou melhor eles e sua turminha - têm o direito de serem desrespeitosos desde que chamem seus preconceitos de humor. E ainda completam dizendo que não é pra se levar a sério, mas todos sabemos que falamos brincando o que pensamos justamente pra amenizar o impacto e não ganhar implicações mais sérias, ou seja, é uma hipocrisia e um preconceito descaradamente velado.

Mas, nem todos os humoristas da nova geração fazem essa escola da sexta série mental e nos presenteiam com piadas e conceitos perfeitamente plausíveis, pois, assim como é importante você criticar uma atitude ruim de uma criança, em vez da pessoa, você pode fazer piada com todas as situações do mundo sem ter que ofender aqueles que passam pela situação. E nem vou falar das piadas auto-depreciativas, pois elas expressam a falta de dignidade do ser humano que decide viver de fazer piada. esforcem-se pra serem engraçados sem precisarem dessas muletas e vocês serão engraçados, pois fazer rir é coisa séria, não pode ser banalizado e transformado em escolher um alvo e fazer todo o resto rir da cara de alguém. Isso é bullying, babaquice ou sei lá mais o quê.

Clarice Falcão, um dos nomes responsáveis pelo sucesso de internet Porta dos Fundos é uma dessas mentes que não precisam ridicularizar um pra arrancar risadas de apoio preconceituoso dos outros. Se ela vai sempre pensar assim, não sei, mas por enquanto, fico com a pureza da resposta dessa criança, que, em entrevista à Marie Claire, falou sobre preconceitos sofridos por ser mulher num mundo predominantemente machista - além do mundo todo, com exceção de Temiscira, a ilha Paraíso da Mulher-Maravilha - e sobre a suposta detestada e alardeada patrulha do politicamente correto. LEIA A ENTREVISTA AQUI. Particularmente, quando abri minha mente para as muitas piadas que se pode fazer com situações e não com pessoas, vi que muita piada é só desrespeito, mas se é falta de ofender alguém, porque nunca ofendem seu próprio tipo? Humor bem feito é pra quem pode.

Por exemplo, já viu como os ateus-modinha praticamente tentam provar que não existe nada além de terra e água no mundo? Aliás, se não há provas da existência de Deus, também não há prova de que não existe. Assim como a ciência não prova que o universo começou a sei lá quantos anos ou mesmo que o universo é finito ou infinito, enfim, deu pra saca, né? Mas não vejo ateu levantando essa questão de que eles podem estar enganados tanto quanto acusam os "crentes" de estar alucinados. Não vejo branco fazendo piada com a história do seu povo escravizando outros e depois tentando apagar suas participações na história, vamos lá, gente, humor é pra criticar, é sua melhor aplicação. Mas porque não se critica os verdadeiros ridículos? Os preconceituosos, a mídia que esconde o mundo real pra fabricar ilusões e placebos açucarados... Nããão, os revolucionários e polêmicos fazem piada com religião, cor de pele, gênero e orientação sexual. Ah, vá... Fique com uma musiquinha relax de menina Clarice pra desanuviar a tensão.

sábado, 11 de maio de 2013

Anitta é invejada pelos funkeiros? Vá se catar, recalque!A despeito do que a mídia empurra

A despeito da mídia que empurra essas coisas no povão que aceita tudo
qual a contribuição desses dois para seus respectivos campos de atuação?
Orgulho é uma lástima. Orgulho vem de uma necessidade de se manter uma pose que você sabe que não tem. Então, começa o problema, por que o orgulho é aquela necessidade de se manter na visão alheia como se fose esse personagem que você criou - e que ninguém pediu. Tá, talvez alguns tenham sido impostos pela sociedade, como homem que não tem medo, nem chora, mulher que não admite ser valente pra não ser discriminada, idoso que não pode sair pra se divertir porque está velho, etc... Eu sei que isso acontece, já vi muito marmanjo doido pra dançar um funk e não fazê-lo por medo de críticas, mulher querendo se jogar na pista bolada com o que vão pensar dela ou mesmo nerd se fazendo de burro pra não sofrer bullying.

Mas o que eu quero com essa introdução (UIA!) tããão graaande (UIA!²)? Simples, dizer que esse tipo de máscara social auto-imposta só serve pra que muitos levem isso tão a sério que acabam acreditando que pensam daquele jeito mesmo. Machismo, homofobia, racismo, antissemitismo, tudo isso veio de alguma ideia de algum grupo lunático com nuances supremacistas, mas o que eu vou falar aqui é u pouco mais íntimo, um pouco mais palatável, e bastante corriqueiro. Falo de uma palavra que já se tornou clichê nos facebooks da vida, que é 'recalque'. 

Pessoas são tão orgulhosas e cheias de empáfia que se acham acima do bem, do mal e das críticas. E isso já
O convencido, o mais convencido e o... quem?
é bem comum nos pseudo-artistas de Facebook que desejam ser amados com suas milhões de fotos carentes de 'curtir' e frases de efeito de auto-ajuda, imagine, então, o que não passa na cabeça de um artista que sabe que não tem esse pé de meia todo, mas que é garantido pelo apelo popularesco e apoio de grandes patrocinadores? 

É o (não) exemplo da modinha do funk do momento: Mc Anitta (morra de angústia com creme pingando na ponta dos cabelos, vou chamar de Mc mesmo). A exemplo de Mc Naldo (é Mc, astro pop era Michael Jackson), Cláucia Millk e pequeno Thiago uivador, essa moça já se encontra naquele patamar do deslumbramento em que repete bordões clássicos de quem não quer parecer arrogante, mas quer manter uma pose como se estivesse acima de críticas. Ela diz que sofre preconceito por não ser de favela e que isso é raivinha porque ela se deu bem. 

Chorando sobre o Leitte derramado, a moça
comparou público do Rock in Rio 2011 a Hitler
por uma suposta vaia "suspremacista". A vaia
aconteceu, mas porque o show não agradou,
mas é mais fácil dizer que é culpa da plateia.
Bem, quando chegar nessa mesma época do ano que vem e ela ainda for considerada um fenômeno, eu calo minha boca, mas por enquanto, tanto ela quanto os anteriormente citados são bons vendeores de ingressos de boates e casas de show, mas sem consistência alguma. As mesmas músicas que eles reciclam entre eles mesmos e o pior discurso do mundo. Porra, inveja? Raivinha? Preconceito? Vá se catar, né? Já até vejo nos livros de história, como o povo dela foi perseguido e humilhado por 300 anos de escravidão, ou pela dominação de sua nação pelo fundamentalismo religiosos... Enfim, nem vou continuar no sarcasmo porque jovem desse jeito ela ainda vai falar muita m*erda, melhor guardar pra mais tarde. Quem não lembra do jogador jogada do pessoal do marketing Neymar? Todos enchem a bola do garoto, mas ele aparece mais pra divulgar desodorante, carro e namorada ex-atriz mirim que tenta se firmar não sendo mais uma gracinha de criança.

O que essa gente toda faz além de ter dinheiro? São amados? Queriam eles, mas a verdade é que quem não tem segurança no próprio taco acaba precisando ostentar sua 'felicidade' pra esfregar na cara dos outros e pensar que estão sendo invejadas por isso. Sério, se você se acha invejado a ponto de falar isso em público, você quer ferir as pessoas com isso e não tem nada a ver com uma arte feita para o entretenimento. É a típica pessoa que quando não está sendo o centro das atenções tende a se incomodar com quem está nesse lugar de destaque e fica invejando. Aí, quando se vê no centro, acha que todos são iguais a eles.

Anitta, vá se catar de novo, antes que eu me esqueça e preconceito com patricinha, estudante de
Calma que essa é fácil, ele explicou depois que não disse que mudou a
história do samba, ele mudou "UM POUCO" só. Faz-me rir
Ele era uma porra dum moleque quando esse estilo mela cueca apareceu,
no máximo mudou foi o pijama e a fronha.
administração e estagiária da Vale não é preconceito, é consciência. Você está deslumbrada, mas não precisa bancar a menina pobre que realizou o sonho de vencer na vida com sua música. Modinhas passam e nem o Conglomerado Globo Marinho vai te sustentar pra sempre. Nem ele, nem a Recópia tentando puxar sardinha pro próprio lado. Quem não é, não se sustenta. Você ofereceu sua vida "sofrida" pra algum excluído da sociedade? posto que trocariam facilmente, pois o funk é uma forma de ter voz para o pobre, para o favelado. Assim como o Samba, o funk foi pego pra ferramente da indústria do entretenimento da clase média, o que acaba afastando de suas raízes, e o resultado é esse: Uma branquitude se chega pra ganhar dinheiro e ainda acusar o povo de onde essa cultura foi usurpada de invejoso.

Vá te catar de novo, bando de recalcado! 

Veja a entrevista do produto de mídia AQUI.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Neusa Borges e as dificuldades financeiras do artista negro

Quando vejo um pobre implorando pra eu comprar um doce por um trocado e tem gente que não sabe o mundo em que vive, tenho vontade de internar no Retiro dos Artistas.

A atriz Neusa Borges sempre fica tensa ao final de alguma obra em que trabalha, sobretudo de Glória Perez, que sempre a escala pra algum papel que não fede nem cheira, mas está lá há tempos, coisa que metade do elenco de Salve Jorge não conseguiu (tem gente que não pinta na telinha desde o carnaval), com um recorde de atores sumindo por meses e outros que foram convidados ano passado e ainda nem "esquentaram a cadeira" com suas estreias particulares. “Tenho mais de 40 anos na casa e nunca tive um contrato. Por isso que eu digo: não mamo nas tetas da Globo. Se eu mamasse, pelo menos para ter um plano de saúde, poxa, até agradeceria”, desabafa.

Dos R$ 600 mil que recebeu de indenização da Unidos da Tijuca (após cair de um carro alegórico, em 2003), a veterana se queixa que o dinheiro não é todo seu, pois precisou pagar impostos, advogados e ainda comprou uma casa para as duas filhas. Além disso, ela recebe uma aposentadoria de três salários mínimos por mês, por isso, afirma que não pode “se dar ao luxo” de parar de trabalhar.   Até porque o valor da aposentadoria foi se defasando, antes eram sete salários, e tals... Mal dá pra bancar seu apartamento em Copacabana, um dos mais notórios bairros em questão de custo de vida. Mas Neusa lamenta e se irrita com as pessoas que a criticam por sempre reclamar, como, por exemplo,  o apresentador Gominho, do extinto Muito + (Band), que a "sugeriu" que fosse morar, então, em Bangu.

É aí que dona Neusa desce do salto pra dar piti, pois, como ela não poderia ter o direito de morar em Copacabana?!

Essa, eu respondo, Neusa, você tem todo direito de morar até na torre do Rio Sul, mas TEM QUE BANCAR!, minha filha! Se sua grana não dá, não reclama do trabalho, aprenda a se adaptar a um padrão de vida que lhe caiba no bolso, do contrário, vai ficar apelando a programinhas populistas - daqueles com legendinha explicando o barraco da vez - choramingando que ninguém quer te dar a chance de viver como uma mulher rica, RICAAAA!!!

Mas falando sério, pela pouca experiência que tive com figuração e as conversas que já tive com gente relacionada ao meio (UIA!), Neusa passa por dois problemas com a mesma origem: A chamada fábrica de fantasias - ou sonhos - que a TV gera. Por exemplo, repare que raramente é um adolescente que faz papel da idade que tem, quase sempre temos jovens de 20 anos interpretando 17, e por aí vai. Note que não tem muito artista de meia idade, isso porque a TV vive de aparências e acham melhor que alguém mais jovial faça um papel de adulto experiente e seguro. O mesmo acontece pra cima, pois um ator idoso já cai na categoria de pai, avô ou ancião.

O outro problema que Neusa passa é o fato de ser negra. Sim, repare que em novelas, em média, os elencos têm cerca de 80 atores. Pode ir pesquisar assim que acabar de ler isso aqui, vai no site de uma novela e perceba que nem 10% dos artistas ali são negros. Agora junta a idade e a acessibilidade do negro na mídia... Se não for uma Taís Araújo, Lázaro Ramos ou Camila Pitanga (mais uma meia dúzia que já têm status de estrela), fica muito difícil pra nossa irmã Neusa. Eu até recomendaria que ela mandasse a globo se futricar, mas imagina a Record fazendo novela se passando no Egito (que é um país africano) cheio de branco pintado!!! Certamente a emissora do bispo também não é chegada na cor.

No mais, Neusa tem todo direito de reclamar, se vai mudar o padrão de vida ou vai investir em algum negócio próprio paralelo - como ouvi falar uma vez - aí é com ela, mas estamos aqui pra mostrar que nem tudo são rosas na emissora do golpe. Ah, por falar nisso, Isabel Filardis também não teve contrato renovado. Depois de 20 anos, escalada para poucas produções, a eterna Ritinha de Renascer também saiu com essa mágoa. 

Mas é, gente, tem ator clarinho que é tão avesso à leitura (!?) que não se envergonha de falar isso em entrevista, lança livro de figuras e tem papel certo em pelo menos 2 produções por ano... Neusa e Isabel, atrizes de gabarito, ficam dependendo de (má) vontade de emissora. 


Fonte: O Dia

Howard Wolowitz: Cientista famoso se envolve em novo impasse interplanetário

Mars rover Curiosity: Vítima ou arma do crime?
Howard Wolowitz, engenheiro espacial e astronauta, foi convidado a explicar novo incidente envolvendo seu nome e uma máquina lançada a Marte. Depois de usar o controle remoto para guiar um mars rover (veículo-robô feito para aterrizar em Marte e detectar indícios de vida no planeta vermelho) entre 2008 e 2009, o cientista é acusado de provocar mais um acidente. Dessa vez, o mars rover Curiosity, que pousou no quarto planeta de nosso sistema, foi a "vítima" do Doutor Senhor Wolowitz. Ou teria sido o instrumento de vandalismo? O fato é que o robô não desenharia uma giromba gigante figura de formato fálico em solo marciano por puro desaforo. O que ele vai alegar? Matrix?!

Em todo caso, autoridades já estão em adiantadas investigações e, pelo histórico, tudo aponta para um só responsável pela obscenidade, mas ninguém quer confirmar ainda, já que o caso corre em segredo de justiça.  

Amigos do acusado se pronunciaram, dentro das possibilidades judiciais permitidas.

"Tenho certeza que tudo vai se esclarecer no final, meu Howie é uma ótima pessoa e não faria nada que ofendesse a qualquer um", apela, Bernadette, esposa do suspeito.

""Não me surpreende, ele é um pervertido!", afirma Penny, namorada sem sobrenome de seu amigo Leonard.

"Ele é só um menino, deixem-no em paz, pelo amor de Deus! Nessa idade é normal pensar nisso, não têm o que fazer não?!", esbraveja a mamãe Wolowitz.
O incidente mal aconteceu e já se tornou um viral na internet, principalmente em redes sociais. Acima, está um exemplo.

domingo, 7 de abril de 2013

Levante neo-nazista silencioso vindo por aí?!

Pode ser paranoia da minha parte - e algumas pessoas até concordaram comigo - mas o que tenho notado ultimamente é um apego demasiado a conceitos já ultrapassados há muitas décadas. Fatores religiosos, ideológicos e culturais fazem com que pessoas com todos os interesses do mundo - menos o bem estar geral da nação - se sintam no desejo de ingressar em cargos eletivos públicos para porem em prática interesses do grupo que os apoiou a chegarem lá.

É o caso de militares nos anos de chumbo de nossa pátria ou até essa onda de religiosos no poder. E não falo só dos felicianos ou malafaias da vida, falo de gente como Jair Bolsonaro, franco defensor da ditadura militar tanto quanto inimigo das causas das minorias - sobretudo, dos gays. Isso porque ele falou "por engano", imagina se ele expusesse tudo o que defeca pensa em sua mente. Há décadas esse cara tá lá e é declaradamente um opositor de uma enorme parte da população... Como pode isso? Sinal que tem apoio de uma outra parte que simpatiza com sua filosofia.

E aí, é o que eu penso, nesses manifestos e o número de gente que simples e cegamente defende seu líder religioso preferido - como se o cara não fosse um ser humano normal com o mesmo potencial de ligação com seu deus particular - e acaba defendendo ideias distorcidas de uma lei religiosa que não é a que rege o país, contrariam a Constituição Federal pra defender textos modificados de 2000 anos atrás e, nessa, o mais  grave, na minha opinião: Atacam com seu conservadorismo e ignorância pessoas próximas, pessoas que consideram-se amigas. E isso, amigolhes, pra mim, é o mais triste.

Quando você se depara com alguma declaração preconceituosa feita ou apoiada por algum(a) camarada seu é de lascar, bro. Vem um sentimento de decepção, de traição que magoa por um momento, mas pasa logo depois que eu penso que preciso ser fiel aos meus ideais e racismo nenhum, homofobia nenhuma ou intolerância religiosa nenhuma vai me abalar à depressão. Vai, ao contrário, me impelir a falar ainda mais alto e, se for pra me resignar, que seja de pé e com a cabeça erguida. Como diz Jean Wyllis, quando uma minoria estigmatizada intenciona sair de sua condição socialmente imposta de subalterno pra reivindicar direitos constitucionais, incomoda os acomodados conservadores - de todas as idades.

Assim como um fanático sem cérebro defende seu líder e transfere pra ele sua capacidade de pensar, eu defendo os meus. Recentemente eu dei apoio irrestrito a uma amiga de internet quando ela foi vítima de racismo e cyberbullying e conseguimos alguns resultados positivos contra os racistas em questão. Também sou de defender o feminismo, a naturalidade da homossexualidade, sabe por quê? Porque eu não preciso ser gay ou mulher pra desejar que o respeito se faça presente, até porque sou negro e sinto na pele um ódio latente que só um negro pode saber. Daí, minha teoria de que quem acha que racismo foi só uma ondinha da escravidão e que hoje todos somos iguais no cotidiano, só pode estar de sacanagem ou cinismo.

"Ai, nem posso mais fazer piada de preto que me chamam de racista, mimimi, bobobó...". É isso mesmo, cara, tenha muito receio de fazer uma piada racista, homofóbica ou machista, porque o respeito tem que vir de algum jeito, nada mais de "ah, é assim mesmo"  porque não é. Nunca um caucasiano foi perseguido e agredido por ser caucasiano, nunca um hétero foi espancado por ser hétero ou um homem apanhou de um grupo de mulheres porque foi considerado frágil e inferior. Nosa luta não é por comemoração ou favores, é por respeito igualitário. E nossa educação tem culpa nisso, porque hoje se fala muito que é ineficiente no setor público, mas eu estudei em escola particular e faculdade particular... E não é muito mais bonito.

Sabe porque falo isso? Porque assim como nomes de ruas e demais instituições só o lado do opressor é valorizado, não tem história da cultura negra, indígena ou não-católica. Somos acostumados a achar que o negro só participou ativamente da história como escravo, achamos natural que a tv mostre um Brasil branco, católico, rico e feliz. Por isso quando um negro tenta algo a mais na vida do que se contentar em "ganhar" a liberdade, incomoda. Por isso que o gay é acusado de tentar deturpar os valores da sociedade, sendo que não é o gay qye abandona filhos em lixeiras, mas tentam se unir e garantir direitos a seus companheiros e adotar crianças que foram abandonadas de algum jeito.

Defesa da família? Que guerra um gay causaria casando-se? Se liberarem você acha que isso vai transformar o Brasil numa suruba LGBT? Barra Music é liberado pra quem quiser ir lá, mas só vai quem gosta, não é? Então, a comparação foi tosca, mas o casamento gay é isso aí. Vai casar quem quiser, quem for gay e não vão fazer isso no quintal da sua casa, vai ser onde eles escolherem. Seu Deus disse pra amar o próximo, mas você condena, quem ama não julga. Mas babar ovo do seu líder você baba. E não escrito no mundo que defenda essa postura. Já coloquei medo sem querer em gente próxima por falar dessa minha teoria conspiratória de um silencioso levante neo-nazista, sob o disfarce de religião/ideologia (até porque Hitler se dizia protegido e servo de Deus).

Fiquemos atentos, estão tentando manter o Brasil na retrógrada ideologia medieval. Pegar um Delorian e voltar para aquela época e deixar o mundo evoluir e a sociedade continuar mudando ninguém quer, né? Querem enriquecer enganando otário e excluindo camadas da sociedade para a marginalidade.

sábado, 30 de março de 2013

Bate Tchan: Santa morcegada, Bátema!

Em 2000, o Cd marcava a estreia do vocalista Renatinho, que
substituía Beto Jamaica.

É pra falar do Bátema vindo do É o Tchan = Bate Tchan. E esse é só o começo da sequência infame ao extremo que vemos aqui nesta bela representação do cancioneiro popular. Rá!

Bem, de começo parece mais uma musiquinha do É o Tchan, com aquela levadinha de samba-de-roda, monossílabas e o nome da música logo de cara. Mas quando começa a letra, nosso querido Cumpadi Washington (TCHAN, tu tu tu tu paááá!) já de cara nos vem com "Se segure GoTCHAN City"... Tá, o nome do grupo fez um belo trocadilho com a cidade da morcega, mas ainda tenho minhas dúvidas se não foi um ato falho na pronúncia do mudo H, mas tá, não é pra levar a sério mesmo. Aí, vem um tal passo do Pinguim (fazendo assim, fazendo assim... assim o quê?) e chamando o Coringa (tingalagatinga, tingalagatinga... WTF?!) e chamando o Charada pra ver a popozada fazer a parada. Fora a palavra esdrúxula feita só pra rimar com o palhaço, o bobo, o jóker, o bobo, o jóker, não entendi lhufas.

Aí, quando você não sabe se ri ou se pula pela janela, seu tio Cumpadi já dá um grito estridente 'Robííííííííí!!!!' (sério, eu sempre lembro do quadro do Zorra Total que o Lúcio Mauro Filho gritava 'PAPÍÍÍÍÍÍÍ!!''). Por quê? Porque o universo do Bats é muito rico e repleto de personagens interessantes, e tem o menino vestido de duende que espanca bandidos ao lado de um adulto fantasiado de morcego, mas estou divagando (mais ainda). É nessa estrofe-refrão-estribilho (sei lá que p*rr é essa, tem tanta variação na melodia que parece uma colcha de retalhos) que Sr. W me faz lembrar as aulinhas de Inglês na escola e me solta um "vá chamar a BatGUÉL...". Hahaha, sempre achei engraçada essa pronuncia escancarada de 'girl'.

Fique com as palavras de sabedoria do eterno compadre do
Brasil, órdinária..
Depois ele fala em voar no passinho do morceguinho que nem aviãozinho (outra variação de melodia) e termina com "bate tchararan tchanranran..." até voltar para o refrão da introdução (UIA!), ou seja, umas 5 melodias diferentes pra você se divertir a valer, ÓrdinÁria (TCHAN!). Mas o legal mesmo é que uma característica recorrente daquele "pagode baiano" que dominou o universo em meados do '90's era o diálogo entre vocalistas durante as partes instrumentais ou repetições de refrão pelos backing vocals. Assim, temos a honra de ouvir pérolas como "mulher gatA", as referências ao dançarino/ator Jacaré "Jack Charadaaa" e o complemento do então estreante Renatinho da Bahia "cuidado que esse homem é perigoso"... pff...

Enfim, Bate Tchan é um petardo, é uma pérola é um achado, pena que não surgiu quando o grupo ainda
dominava as mídias, mas eu até gosto desse aspecto cult que essa música tem. E, pra finalizar bem, fique com o clipe, que pelo assunto e montagem, sempre me dá a impressão de que é parte da trilha sonora e divulgação do Batman: Feira da Fruta (posso falar nisso, mas só em um post específico, porque dá muito pano pra manga).

Ah, em tempo, eu gostcho muitcho dessa música, até porque música e gosto musical é uma coisa muito ampla pra quem é músico como eu. Eu curto a fina flor do Samba (e até virei pesquisador por isso), mas também curto muito Heavy Metal, assim como baião, coco, música clássica, dance, etc. Até funk eu curto numa festinha. Alelek não é pra ser levado a sério, o Iron Maiden tem um clássico muito bem tocado que se chama 'medo do escuro'... E aí? Nõ dá pra brincar também? Então que se brinque cada um no seu quadrado e não esqueç de ir no passinho do morceguinho junto com o ROBIIIIIIIÍ!

terça-feira, 26 de março de 2013

Alerta contra solicitações maldosas


Garcianautas (mas, hein?!) do meu coração, gostaria de alertá-los contra um tipo de golpe que só me ocorreu a possibilidade do estrago ontem ao entrar numa discussão com um racista via sua página de "humor". Pois bem, o/a fascista teve sua página e suas fotos denunciadas e retirou tudo do ar por instantes. Enquanto isso, uma jovem enviou uma solicitação de amizade a essa amiga que já tinha sido vítima de um print maldoso e fora de contexto (eu sei, porque eu também tava na discussão - e tenho como provar). Uma vez que ela se fingiu de fã da nossa luta, teve acesso às fotos da jovem e teve a covardia de fazer uma montagem racista com uma foto em que ela tinha uma criança no colo. Sim, estamos falando de mais de um crime aqui.
Esse tipo que acha que é humor e não sabe diferenciar de desrespeito é muito abusada, pois o engraçado é que nunca fazem piadas com seu próprio tipo, já repararam? Nunca a visão de sua "piada inocente" é pra dentro de casa, só pra dos outros.

Então, fica o alerta, cuidado com solicitações desconhecidas, claro que pode ser de boa fé, eu mesmo tenho muitas pessoas que chegam até mim por meus textos, mas é sempre bom ter o cuidado de ver se esses perfis têm um histórico, se possui fotos com gente e não modelos, se têm interesses em comum e/ou amigos em comum - mas não esqueça de ver se você e seu amigo não foram adicionados ao mesmo tempo e a linha de tempo do suposto novo amigo. Isso porque pode acontecer de uma foto sua virar link ou montagem em algum site maldoso e até descobrirmos, vidas podem sair prejudicadas. Lembrem-se que até atrizes e atores famosos passam por esse constrangimento de ter fotos usadas indevidamente em sites de lojas e até prostituição. Lembrei agora de uma jovem que teve fotos roubadas e usadas em sites pornográficos, o que lhe custou o emprego, mesmo provando que era um gole, pois, ela era guia turística num hotel 5 estrelas. FIQUEM ATENTOS!

No mais, minha amiga já recorreu a uma delegacia para uma denúncia de crimes virtuais. A luta não acabou.
Posso não apagar o incêndio, mas tô fazendo a minha parte. E eles vão ver o inferno.

sábado, 23 de março de 2013

Escândalo Capitão Élcio: Foi o Théo!

Um militar do exército brasileiro, Capitão Élcio Rosa foi vítima de mais um daqueles casos "bobeou, tá na net", e a polícia já estava investigando mais rápido que artista bêbado fugindo da Lei Seca.

O que ninguém esperava era que o verdadeiro culpado por expor as intimidades do militar fosse se confessar. e ele é ninguém mais ninguém menos que seu colega de farda e de patente, Théo.

Após alguns anos de rivalidades, sem mais suportar as provocações e sabotagens de seu desafeto, além do estresse pelos encontros e desencontros com sua amada Morena Costa, Théo se vingou, se fingiu de internauta tarada pra atrair um bate-papo íntimo, conseguiu filmagens em webcam, postou e se apresentou à delegacia de Delegada Helô - a única que funciona em toda a cidade do Rio de Janeiro.

Ao se deparar com a referida delegada, ele confessou a autoria do escândalo: "Esse cara sou eu".

Resenha: Vai que Dá Certo



Um rápido apanhado sobre a história



Vai que Dá Certo é a história de Rodrigo e seu fracasso financeiro. Ele é um músico de barzinho casado, em torno dos 30 anos que se vê na pindaíba total quando falta ao trabalho pra farrear com seus amigos de colégio no futebol de final de semana. Sua esposa descobre e o expulsa de casa. Ele percebe que está completamente no vermelho, algo muito diferente do que sonhava em sua adolescência. Assim, ele tenta arrumar um emprego de motorista na transportadora de valores em que trabalha seu primo, Danilo (Lúcio Mauro Filho).

Acontece que Danilo também está insatisfeito com sua vida financeira e planeja um golpe, mas precisa de gente de confiança pra perpretá-lo. É aí que entra (UIA!) Rodrigo, que por sua vez, traz Tonico (Felipe Abib) e os irmãos Amaral (Fábio Porchat) e Vaguinho (Gregório Duvivier) para o grande intento. Danilo tem tudo muito bem planejado, mas não contava com seus comparsas de meia tigela pra executarem seu plano de forma extremamente inesperada. Agora eles vão ter que se virar na frigideira quente pra pagar dívidas com um cara barra pesada, se esgueirar da polícia e tentarem resolver suas vidas. Até mesmo recorrer a seu amigo das antigas, o rico deputado Paulo (Bruno Mazzeo).

Percepções acerca do filme


É um filme de humor nonsense, muito puxado pra Os Normais 2, pelo menos, no que diz respeito a ser uma sequência de acontecimentos inesperados e piadinhas, com o mérito de investir numa comédia de ação. Aliás, o filme é muito movimentado, então, não necessariamente você vai gargalhar o tempo todo, mas ele te instiga a ficar ligado com o pensamento "caracoles, como eles vão sair dessa?" e isso, amigolhes, pra mim, é o mais importante num filme: Manter o interesse do espectador curioso pelo final.

Não vá achando que vai ser só mais uma comédia romântica ou um episódio extenso de Porta dos Fundos, o filme é um thriller com humor (cruel até, às vezes) mas de forma leve, nada que se tenha pena ou raiva, é uma comédia assumida, não leve lenços. E, particularmente, eu acho que o que vale muito positivamente no longa é a fuga do lugar comum, claro, o elenco é todo conhecido da Globo e o humor físico é gritante é uma característica pulsante nessa nova geração de comediantes (menos os americanizados incorretos incorrigíveis), mas é uma comédia doida com sequências inesperadas e quase que gratuitas.

Gosto muito do modo como o diretor Maurício Farias leva a produção de um jeito que parece até que os personagens existem mesmo. O elenco, de uma forma geral, soa muito natural e convence como uma turminha dos tempos de colégio. Clichês, há, como os personagens masculinos serem imaturos ao extremo com uma minoria feminina centradad e madura mentalmente pra fazer o contra-ponto, mas é muito divertido o modo como o filme lida com isso. Quase uma auto-sátira.

O problema mais gritante, pra mim, na verdade, é uma questão de ponto de vista. Eu sou carioca, da capital e sei que meu sotaque é característico, mas não há só um tipo por aqui. Não ficamos no balanço entre o carioca funkeiro e o surfista, temos nuances diferentes, então, acho que o público paulista ou quem conhece bem o sotaque de São Paulo, pode não se sentir tão à vontade quanto o jeito de falar do elenco. Eu, como carioca que sou, não me incomodei, mas é perceptível que cada um deu um caminho pro seu "paulistês", ficando o resultado bem caricato, mas não achei que fosse uma provocação de carioca contra paulistas, como vi em outra resenha.
Na verdade, há uma explicação, Maurício Farias teria mudado o cenário do filme do Rio de Janeiro pra São Paulo porque percebeu que desde a concepção do roteiro, em 1994, até sua conclusão e filmagem, muitos e muitos filmes já se passaram na Cidade Maravilhosa, então houve a mudança. Nada que desabone o filme e não há piadas sobre o estado, pra se concluir que é uma zoação, na minha opinião, mas respeito quem se sinta incomodado, afinal, cada um tem um ponto de vista, mas tento me colocar no lugar alheio pra imaginar.

Conclusão: Essa bagaça é boa?


É, não é de se rir o tempo todo, mas é de se rir muito. "Ah, mas eu sou chato e pra mim comédia tem que fazer rir por duas horas seguidas, e aí?", simples, peça à sua mãe pra fazer cócegas em sua barriguinha. O importante a ser frisado aqui é que mesmo nos momentos mais parados, você se diverte, porque logo depois vem uma piada ou uma cena de ação desembestada, ou até algum diálogo corriqueiro de amigos nerds que não têm assunto. É sem noção como O Homem que Copiava. Repito, o mais legal do filme é sua torcida pra que eles consigam se acertar na vida e sua adrenalina vendo como a bola de neve de trapalhadas te deixa sem imaginar o final. Aliás, o final deixa um gancho pra uma possível continuação. Será que eles têm coragem pra fazer tudo de novo?

Nota 8    
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