Crônicas, divagações e contestações sobre injustiças sociais, cultura pop, atualidades e eventuais velharias cult, enfim, tudo sobre a problemática contemporânea.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Um mal dos séculos: Apropriação cultural


Anitta é o exemplo mais atual de apropriação. Para e pensa: Fez de tudo pra garantir uma aparência branquinha, afinou nariz, alisou cabelo, deixou a capa de funkeira pra se afirmar pop e quando está se tornando tudo que a mídia empurrar como bonito e limpinho, aí, quer abusar da sensualidade, dreads, lábios preenchidos e tudo mais? Qual a mensagem? Que ser negra ou afrodescendente não, mas que pode pegar o que for conveniente pra criar uma imagem pré-fabricada.
Quando uma cultura pertence a um grupo representado nas classes trabalhadoras e mais pobres, é normal a sociedade e a própria mídia desprezá-la e até dizer que nem cultura é, ou que é um mal da sociedade. Quantos não falaram e ainda falam que funk é coisa de animal, que é coisa de favelado e de bandido? Aí, de uns anos pra cá, algumas pessoas que nem oriundas dessa cultura são, resolvem dar um gás na comercialização dessa cultura na forma de produtos (artistas e músicas), não porque se renderam ao ritmo, mas porque viram cifrões sobre as cabeças dessas pessoas, e, nada melhor que escolher essas pessoas. Daí aparecem funkeiros brancos, ricos, classe média, do tipo que nunca entraram num baile funk de verdade. O tipo do funkeiro que pode ser adestrado e comandado por eles, sem risco de querer ser autêntico demais e não moldado conforme o mercado. São de ocasião. Isso é apropriação cultural.

Não é porque vivemos numa democracia e que todos têm a liberdade de gostar do que quiserem que o roubo intelectual, moral e comercial não aconteceu. Visto que muito funkeiro aí passa fome enquanto uma meia dúzia é tida como diva, como herói e popstar. É por isso que não se engole essas festas favoritas da vida como legítima manifestação popular. É como você querer o que o pobre tem pra ganhar dinheiro em cima disso, mas sem que o pobre usufrua do lucro que sua própria cultura tem a oferecer.


Aí, contratam esses figurantes de luxo pra vender, massificam a mídia com informações inúteis sobre essas pseudo-estrelas e - ZAZ - nasceu seu produto na pratelheira. Antes do pagode e do funk serem experimentados na mídia, ninguém dava a mínima, era coisa de preto, pobre, gente sem cultura e outras barbaridades... mas quando se tira da mão do pobre e coloca na mão (UIA!) do classe média/alta, filho do diretor, filha da madame, aí, eles tratam a pão-de-ló. Repare nas novelas, por exemplo, quando o foco é a favela... o protagonista é o branco e o preto é o amigo fiel em 90% ou mais das produções. Veja os egípcios (continente africano) da novela bíblica, brancos pintados, diferente de quando os africanos retratados são escravos ou criminosos, aí é preto saindo até pelo telhado.

O problema todo, pra eles, é deixar o pobre subir, quando eles garantem seu protecionismo, aí, eles estão felizes e o pobre fica contente em achar que se vê representado, porque sua música toca na rádio e na balada, mesmo que não seja ele ganhando por aquilo. É assim que vemos essa 'festa na senzala' que é o funk ostentação, os Esquenta da vida e divas pop que nasceram outro dia mesmo, mas já têm panfletagem pra uma era inteira. Rapidamente o histórico de vida simples vira um dramalhão de pobreza e dificuldades (porque o povão adora uma história de superação pra se identificar por catarse).



Quem não sabe que Chuck Berry foi o criador do Rock 'N Rol,
mas, negro, viu seu 'cargo' ser usurpado pela mídia em prol do
branco Elvis Presley, para uma sociedade majoritariamente
branca, um rei ameno e controlável, do jeito que gostavam.
Desde a antiguidade que isso acontece. Não é? Vejamos o europeu roubando as terras e riquezas naturais do índio, do negro, isso, só no Brasil. Quantos não sobem morros pra aprender e depois ganhar dinheiro nas casas fechadas a alta sociedade? Não é roubo cultural? Apropriação? É sim! Não estão compartilhando a arte, estão se apropriando e ganhando com aquilo. Não é um movimento cultural, o pobre que originou aquela cultura não está sendo enaltecido, está sendo mencionado como fato histórico, mas não é o convidado na festinha onde seu esforço é imitado pelo rico que teve a condição de estudar aquilo até parecer com o autêntico. Se for convidado, o pobre deve ganhar o honroso cargo de garçon na festa do rico.

Egito na vida real é africano, na novela bíblica, é branco pintado
de amarelo. Tipo, negros não podem ser reis, só escravos?
E tudo piora quando o pobre é influenciado a achar que tem que ser rico e não a desprezar essa riqueza, porque, a bem da verdade, não faz diferença nenhuma em sua vida, ou não deveria fazer, ou ainda, não faria se o povo percebesse que é só dizer 'ei, ninguém mais vai te seguir, você é que precisa de nós e nós não queremos te servir'... mas sei que é uma utopia e que minha causa é meio que perdida... quem sabe antes do sol explodir e nos engolir a todos, ainda vemos alguma mudança... Até lá, só um bando de hipócritas dizendo que é liberdade e outro bando conformado em ser roubado, sonhando com o dia que vai ser adorado por quem os rouba. Cultura é a maior riqueza de um povo. Por isso fico injuriado.




segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Não compartilhe boatos de internet. Não seja um mentiroso virtual

Uma das principais coisas sobre boatos de internet é fazer com que os mais distraídos tenham um sentimento de urgência e emotividade, pra garantir que o povão repasse rápido e pra um monte de gente. Assim, as mentiras se espalham mais rápido e como a maioria nem se preocupa em saber de onde veio ou se é verdade, o whatsapp, facebook, a internet em geral, vira esse antro de baboseiras.

Mas é fácil detectar esses spam/hoax/mentira/lorota e eu te mostro algumas características abaixo:



1) Senso de urgência - A mentira sempre vem com alguma frase do tipo 'rápido, repasse/compartilhe antes que retirem do youtube/facebook/conchinchina'. Aí, tu tá lá doido pra espalhar uma novidade e ganhar atenção - ZAZ - contou mentira pros outros crente que tá descobrindo ouro no quintal.


2) Senso de emoção - Os textos, vídeos e áudios mentirosos geralmente, vêm com algum apelo emotivo, tipo 'Desabafo de alguma pessoa famosa, de alguém que foi vítima de violência ou é parente de quem tenha sido'. Você tá lá achando que precisa extravasar o estresse do cotidiano e se deixa levar pela visão de vítima que a mensagem traz sem nem saber se a pessoa falou aquilo mesmo.


3) Senso de utilidade pública - Ok, esse é meio que um desdobramento do item 1, mas tem uma leve diferença. Enquanto no 1, a pessoa quer ser o primeiro fofoqueiro bem informado a contar uma novidade, neste item, a marionete pessoa acha que está mudando o país numa dedada (UIA!) no celular. Ingênuo e carente, mas talvez, bem intencionado.



4) Assuntos de interesse comum - O teor desses boatos é, basicamente, algo que a maioria dá atenção porque é coisa que muitos vivenciam e sabem que está perto. Não é como se o ser humano ficasse, de repente, empático ao próximo, mas acaba lembrando de uma experiência negativa e isso dá o impulso de repassar. Algum caso famoso de violência, corrupção política, nomes de celebridades, etc.








5) Senso comum - Esse é o que gera tudo mais, pois é aquele conhecimento que recebemos não sei de onde, mas por ser algo que recebemos desde cedo e com pinta de costume ou tradição, nem temos o instinto de se perguntar 'porque a gente age assim?' ou 'será que isso é certo ou só estamos acostumados?' ou ainda 'será que é verdade? de onde saiu essa história?'.



Enfim, é preciso questionar, contestar, investigar. O google tá aí pra desmentir um monte de notícias. Fala a verdade, onde você se informou pra saber que esse ou aquele boato de internet é verdade? E não é fácil, sabe, tentar estabelecer conversas com quem já chega com mentiras decoradas querendo de fender que são verdades incontestáveis, mas quando a gente pergunte 'onde você aprendeu isso?', a pessoa desconversa, não responde e insiste que aquilo que ela viu por aí é a mais pura verdade.


Não é engraçado e não é porque estamos a um clique de compartilhar que a coisa perde a gravidade ou a importância. Num boato, pessoas morrem linchadas sem motivo, gente inocente vira bandido na boca de fofoqueiro e não podemos perpetuar esse costume de 'ih, diz que é verdade, então deve ser porque uma vez eu vi que aconteceu isso e era verdade?'. A gente não pode ficar espalhando mentiras, por exemplo, sobre um político, só porque em outro tempo um outro político foi culpado.















Precisamos de provas, evidências, coisas que precisem mais do que 'ah, se disseram que é, então deve ser verdade'. Por exemplo, precisamos de verdade e não só de chamadas de noticiários repetitivos sobre um tema. Você ouve desde criança pra olhar pros lados antes de atravessar a rua, mas precisa saber o sentido disso, do contrário, você vai olhar, vai ver o carro vindo e vai atravessar mesmo assim.



Como eu sei que a maioria nem quer ter o trabalho de ler o próprio boato inteiro e já sai repassando, aposto que isso vai continuar por muito e muito tempo. Mas quem quer ter o prazer de dizer que tá colaborando coma sociedade, precisa ler informações em mais de uma fonte, precisa que essa fonte seja confiável e não tendenciosa e ainda ter o discernimento de calcular que pode estar repassando uma mentira mesmo com tudo isso.


É obrigação do cidadão ter essa responsabilidade. Não repassemos mentiras, porque o papel de ridículo é todo nosso quando chega um 'chato' (tipo eu, boa parte do tempo) e lança no meio da rodinha (UIA!) de conversa algum link, revista ou mero comentário desmentindo ou pondo em dúvida aquela certeza que o boateiro acha que tem. Os impressionáveis não são formadores de opinião, só marionetes. Nós não.


Não tem aquele lance que parece interessante, mas que você nem leu e já repassou porque o título parecia promissor? Então, quase certamente é uma mentira e você pode estar cometendo o crime de difamação/calúnia/que mentira/que lorota boa/pega na mintchura. Não seja um criminoso, não seja um tolinho de internet. Lendas urbanas surgem o tempo todo e só crianças deveriam ter o aval pra acreditar em falácias sem questionar porque elas sim têm a defesa da falta de experiência e conhecimento de vida.


 

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Quem não deve... não Temer! Rá!


Derrubaram Dilma Roussef sem provas de nada, muito menos pra uma  medida drástica como um impeachment.

Colocando Temer (que misteriosamente se virou contra ela bem às vésperas do evento), os golpistas disseram em alto e bom som: "Cansamos de perder nas urnas, queremos ganhar no grito".

Não tendo Dilma no caminho, os olhares se voltaram para Lula, pois é especulado há anos que ele voltaria a se candidatar ao final do (até então democrático) mandato de reeleição de Dilma.

Já que Lula se tornou o alvo, os golpistas inventaram N acusações pra minar a opinião pública sobre ele (onde também ganha com folga desses vampiros), culminando com a medida arbitrária de Sergio Moro, condenando-o a uma prisão sem sentença.

E o que isso faria, já que é 'mole' reverter uma prisão ilegal como essa? Eles ganham tempo. Isso complica a vida de um candidato a praticamente um ano das eleições. Daqui a pouco começa o tempo de inscrição, campanha, etc... e eles colocam essa tora fumegante no caminho do candidato mais cotado a vencer.

Ah, não esquecendo que colocaram uma tora fumegante e revestida de carne estragada na estrada do Temer e do Aécio também... Mas eles inventaram um circo público de votação sobre investigar ou não o presidente golpista, onde prevaleceu o NÃO (investigar).

O que isso quer dizer? Quem não deve, não Temer. Rá! Falando sério, Lula foi preso por nada e tá aí, respondendo a essa palhaçada como o moleque nerd do filme anos '80 que apanha do valentão babaca, e Temer fica escondido atrás de uma falsa democracia?? Sim. É mais uma etapa do golpe.

E tenho certeza de que se Lula, ainda assim, conseguir êxito nas eleições, vamos voltar para a década de 1960 um dia depois, se não no mesmo dia. Vão vir com o mesmo papo de toda ditadura, onde criam um monstro externo (crise, comunismo, PT), alardeiam a população impressionável (inventam lendas urbanas propagadas pela mídia convencional) e tomam o poder, fazem o que querem do cidadão/trabalhador e o povão vai na onda do 'é tudo ladrão' e nem percebe de onde tá vindo a dedada... no olho... da cara.

Ninguém delatou Dilma ou Lula e rapidamente levantou-se um impeachment pra um e uma prisão pra outro. Só pra chatear, manchar e difamar sua oposição. Temer foi citado em denúncias sérias de corrupção e nem um inquérito eles abrem. É muita má vontade, nem pra fingirem que rolou um processo pra absolve-lo (que é o que eu imaginava, já que depois que dão um golpe, a gente pode esperar qualquer m... deles).

Pensa comigo: Se ele (Temer) se torna inimigo de Dilma e Lula, mas seu ciclo de aliados é composto por Bolsonaro, Aécio Neves, Sergio Moro, Eduardo Cunha e essa turma, ainda sendo do mesmo partido de Sérgio Cabral Filho, Eduardo Paes e Pezão... faça as contas e veja bem quem você pode estar apoiando. Vê legal aí se o seu remédio não tem um desenho de caveira com ossos cruzados no rótulo... Porque vai piorar quando esquentarem o bumbum no trono do poder absoluto de quem decide tudo sem largar do osso. Olha os retrocessos que tivemos em meses de Temer presidente. Só olha.


 No mais é: Parabéns, golpistas, fingiram bem estar preocupados com a democracia, votando pra blindar seu presidente de cera. Se gostassem de transparência, fariam uma audiência pública televisionada com perguntas neutras (de gente competente, hein, nada de amiguinhos convenientes) ao seu chefe borra-botas.

Desde as SMS's milagrosas prometendo prêmios a quem não participou de promoção alguma que eu não via um golpe tão descarado e fajuto.

Esse golpe é tipo aquelas quinquilharias que o Coyote encomendava pra pegar o Papa-Léguas. A diferença é que na vida real, os coyotes conseguem, se não pegar, pelo menos neutralizar sua presa. mas vamos ver, os tempos são outros, de repente a reação não fica por isso mesmo.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Hollywood e o Machismo nosso de cada dia


Moça, pode ficar na frente, eu tô ganhando mais que você mesmo.

Cada vez mais e mais mulheres estão abrindo a boca para denunciar a covardia do machismo. Seja por vias físicas (assédio/agressão), seja por vias indiretas (tratamento diferenciado) e todas com o impacto no psicológico. E é bom que mais mulheres tomem coragem para se manifestarem, pois assim servem de exemplo para outras que estejam em condições de botarem a boca no trombone também, mas podem estar oscilantes entre o silêncio e o protesto.


Para dar exemplo na importância de se expor esse mundo convenientemente escondido (para o machista), vou citar duas matérias que li recentemente sobre escândalos de denúncia de machismo em Hollywood... Sim, a terra encantada do entretenimento e da fantasia é um porão cheio de sujeira que muito se preza em esconder pra manter as aparências e ‘parecer’ legal. Bem, eu poderia apenas citar o tanto de aspirantes a artistas ou artistas falidos que apelam para drogas, prostituição e produções de procedência altamente duvidosas, mas não... vamos aos ‘faCtos’.


Hollywood, como um espelho do resto do mundo, é um antro de desigualdade para mulheres, gays, negros, idosos e outros grupos que fogem a seu ideal veladamente ariano. Veja bem que o ideal ariano é tão absurdo e descarado que até nos países onde esse tipo é minoria (cof Brasil, cof) esse tipo é adorado como o exemplo de beleza enquanto que nós, ‘outros’, somos os exóticos, feios, porém curiosos, mesmo sendo maioria... coisas de um sistema criado pela minoria e empurrado mente a baixo como quem conta uma mentira a uma criança para controlar seu pensamento, comportamento e ter sempre uma carta na manga, mas estou divagando...

A questão é que, voltando ao assunto, a mulherada tá jogando no ventilador mesmo e eu vou falar sobre isso já, já. Várias atrizes, assim como a figurinista brasileira, Su Tonani (no caso ‘Zé Mayer’), abriram o verbo sobre os abusos que sofreram. E tem de tudo, tem atriz alegando que não consegue muitos papéis porque não aceita fazer os ‘favores’ que são pedidos, têm aquelas que afirmam terem sido abusadas sem exatamente perceber – testes com exigência de nudez ou simulação de sexo – e até ameaças diretas depois de negativas femininas para os assédios.


Foi o caso de Mila Kunis (Cisne Negro) que ouviu uma ameaça de que nunca mais trabalharia naquela cidade depois de se negar a passar por uma situação humilhante. Ela denunciou e viu que não foi esse fim de mundo todo, que voltou sim a trabalhar e que não tem que se sujeitar a essas situaçõies vexatórias e degradantes para agradar a machista. Estão tão acostumados a se sentirem donos da mulher que acham que é só dizer depois que era uma piada, que era carinho e tudo segue, a mulher silenciada e devastada no psicológico e eles sorridentes que por mais uma vez sua covardia passou batida como mera ‘coisa de homem’.

Isso nos leva a outra situação que ocorre muito ali e no mundo: Diferenças salariais e de tratamento. Zoe Saldaña afirmou que ao fazer sugestões em uma produção de que participava, ela ouviu que era pra ficar calada e ser gostosa em trajes provocantes, que era pra isso que fora contratada, enquanto os homens envolvidos na situação davam seus pitacos e eram ouvidos na hora. E outros casos envolvendo estrelas também deram esse ‘mal contato’. E algumas das diferenças são absurdas, se prestarmos atenção nas mulheres com remunerações baixas, comparadas a seus companheiros de cena homens.

Dr, sinto como se houvesse um abismo entre nós... se chama diferença salarial. 

Veja só, Charlize Theron teve que brigar pra ter o salário equiparado ao de Chris Hemsworth, em O Caçador e a Rainha do Gelo. Podem me dizer que Chris é uma estrela de visibilidade por estar sob os holofotes como o Thor, da Marvel, mas É a Charlize Theron, cara! Ela ter que brigar pra equiparar um salário é tão absurdo quanto Tom Cruise e Brad Pitt ganharem o dobro que suas companheiras de cena em De Olhos Bem Fechados e Sr. E Sra Smith, respectivamente. Ainda mais se lembrarmos que suas companheiras de cena eram suas esposas, na época. Tá, no caso de Brangelina ainda era só o começo, mas... né?

Outros exemplos existem e muitos outros ainda vão acabar existindo entre A Senha: Swordfish, onde Halle Berry, mesmo com um bônus pra mostrar os seios em uma cena, ainda não chegara à metade do que John Travolta ganhou, e a recente notícia de que Gal Gadot (Mulher-Maravilha) teria ganho uns 2% do que Henry Cavill (Homem de Aço) teria ganho. A questão é: Será que essa rapaziada não poderia chegar e dizer ‘ei, porque elas vão ganhar menos pelo mesmo trabalho?’. Sei lá, não sei dos bastidores, mas é muito estranho haver diferenças milionárias entre pagamentos a homens e mulheres, eelas reclamarem, mas seus colegas não.

Linda, deixa que eu pago a sua comanda na boate. 
Concluindo: Não adianta as, relativamente poucas, mulheres abrirem o palavreado sobre o 
machismo e os colegas não assumirem a postura de apoiadores, Elas acabam falando sozinhas e muitas ficam inibidas, com medo do julgamento da sociedade e de retaliações profissionais, parecendo as chatas e os caras que deveriam dar suporte a isso, ficam ali, não sei se com medo de parecer chato junto com elas ou se estão compactuando. Aliás, acabam compactuando, não se sabe bem se conscientemente (de forma sonsa pra se manter bem com contratantes), involuntariamente (por omissão) ou se nem se interessam nessa parte do processo... Particularmente, acho que é um pouco de tudo e mais do primeiro, ficando aquela sensação de ‘farinha ‘pouca’ meu pirão primeiro’.

Fontes:

http://revistamonet.globo.com/Listas/noticia/2017/06/diferencas-salariais-entre-homens-e-mulheres-em-hollywood.html

http://revistamonet.globo.com/Listas/noticia/2017/07/atrizes-que-denunciaram-episodios-de-assedio-e-machismo-em-hollywood.html

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Rodrigo Hilbert tinha urgência de matar pra se alimentar!(?)


A blogueira Keila Jimenez, do R7, lançou um texto defendendo Rodrigo Hilbert (aquele boneco de cera casado com o outro boneco de cera, Fernanda Lima). Hilbert selecionou, matou, desossou e cozinhou o filhote e isso chocou muita gente. Não vou ser hipócrita de falar que matar o bicho em si foi o problema, pra mim. Existem camadas a se analisar.

A blogueira defendeu que carne não dá em árvore, logo, não tem nada de mais em matar um bichinho da natureza pra comer. Ok, eu entendo e confesso que se dependesse de abater um bicho, eu mesmo nem olharia pros churrascos, X-tudos e demais guloseimas à base dessa matéria-prima, mas, já disse, há camadas.

Por exemplo, eu não mato nem barata se não estiver muito perto e a única vez que matei um rato, quase rezei uma missa (mas era invasão de domicílio, a lei me permite defender a segurança e a saúde dos meus. Rá!). Ou seja, o carneirinho não era uma ameaça e não tem porque querer mostrar um abate na TV assim.

Nenhuma dona-de-casa vai ao mercado comprar ovelhinhas já pensando em sangrá-las abrindo o apetite e se fosse pra mostrar a boa procedência, ainda teria que ultrapassar as mentiras que a TV pode contar, ou mesmo, se fosse convincente, Tony Ramos estaria vendendo boi levando machadada entre os blocos do JN, antes do contratante sair entregando a tchurma toda. (Frib)Oi?

No geral, a autora do manifesto ainda levantou aquela comparação tosca de que com tanta corrupção e violência por aí, indiciar o belo mancebo (UIA!) é um exagero... Bem, se um crime tá acobertando outro, eu levantaria a polêmica simples: Roubar é crime, mas matar também não é? Que necessidade de sobrevivência urgente o bonecão teve?

Enfim, como eu já disse - mas sempre tem um que não lê o texto todo - eu sou onívoro (ou seja, como de tudo, UIA!²) e carne está inclusa nas minhas opções, mas se o cara quiser matar um boi na minha frente, ah, amigs, vai ser bizarro. Então, galera, indicia sim, porque eu não quero nem ver se a moda pegar e começarem a praticar aquelas coisas de servir lagosta viva, pro bicho ver você comendo suas entranhas, ou mesmo se alguém começar a achar que dá pra fazer o Hannibal Lecter e rachar uns miolos com o próprio dono da cuca cozida... Hmm... Mestre cuca soa um trocadilho possível, hein... Falando em trocadilhos... 

É só. Ninguém pediu, mas falei assim mesmo. Rá!

terça-feira, 20 de junho de 2017

Crise econômica no Brasil? Desde 1500, véi...


"Ain, o Brasil está em crise!". Aposto que o primeiro a falar isso foi um índio, muito antes de ser chamado assim. Jovem, o exato momento em que começou a crise do Brasil foi quando o primeiro português falou:

'Ei, Majestade, vou ali roubar, vender, violentar e dominar ideologicamente tudo que tem naquelas terras por tanto tempo, que quem for nascendo vai achar até que é obra da natureza.'

O capitalismo É, em sua essência, feito pra que haja competitividade, pois se houvesse iguais condições, empregos e grana pra todos, seria socialismo e é isso que eles combatem, pois, se não tiver grana concentrada numa minoria e escassa para a maioria, como saberíamos quem é a classe dominante e quem é a mão-de-obra que os sustenta?

Sabe as pessoas que inventam que têm uma parada maneiríssima só pra fazer quem não tem se sentir por baixo? É isso, só que envolvendo vidas, fome, violência e falta de educação. Eles têm, inventam o que querem e dizem que é crise...
A gente é pobre, minha gente, a gente vive crise todo dia desde que nasce. Crise é pra eles, porque esse sistema capitalista já provou que não deu certo, pois, de tanto inventarem suas regras, ficaram escravos de conceitos e objetos que só valem porque a maioria ainda não pensou 'ei, e se nós mandássemos eles pra'quele lugar e criar nossa própria parada aqui?'


Mas não vai rolar, porque, como falei, o capitalismo e seus senhores de engenho vão ensinando pela TV que ser rico é que é o maneiro, mas só debaixo de suas asas. Lampião, Antônio Conselheiro, Zumbi e outros mostraram que não era preciso viver sob botas ricas bebendo cachaça entre chicotadas pra ser feliz, mas a mídia é da mesma classe dos que dominam. Já reparou que os ricos sempre são intocáveis e legais nas novelas? Já reparou que as novelas de época só mostram o lado legal do europeu, o mesmo que escravizou povos e roubou suas riquezas? Já reparou que se um artista faz ou fala m... o instinto da maioria é duvidar que aquela celebridade sorridente possa errar?

Pois é, aquelas coisas de Paris... ou Lisboa...

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Gal Gadot: A Mulher-Maravilha

 

Estou adorando Gal Gadot como a Mulher-Maravilha do atual cenário de filmes baseados em personagens dos quadrinhos. Acho que nenhuma outra atriz – depois de Linda Carter – me convenceu tanto como a heroína grega em live-action. Ela já está na minha preferência tanto quanto Christopher Reeve nos convenceu enquanto Superman ou Chris Evans como Capitão América (volto nesse tópico em outro post).


Claro, tudo é alegadamente questão de gosto e gostos são opiniões que construímos ou nos são empurradas pelos meios externos. Da mesma forma que pra um cidadão achar que cor de pele, textura de cabelos ou comprimento de roupas podem ser coisas certas ou erradas de acordo com o que foram acostumados a ver nas ruas, em convívios sociais, TV, revista e cinema, também há a contestação do que já é estabelecido como padrão de comportamento.

E o que quer dizer essa falação toda, Saga? Bem, gafanhoto, eu estou aqui falando de como Gal Gadot me convence como a Mulher-Maravilha. Busco ver num personagem aquilo que o personagem me oferece. Assim como não me importa se o Tocha Humana for preto, branco ou indiano – desde que ele seja um garotão fútil, mas de bom coração e princípios heróicos com poder de combustão – também não me importo que a Mulher-Maravilha seja uma jovem de biótipo mais esguio do que se espera de uma guerreira e vou dizer porquê no próximo parágrafo.

Assim como Reeve malhou, mas não pra ser um halterofilista, Gadot não precisa ser uma brutamontes do MMA para ser a princesa de Themyscira. Pensa só, por mais que Superman e Mulher-Maravilha trabalhem usando de muita força física, carregando aviões pelo ar (sem desequilibrar, hein, puxa!) ou detendo desabamentos, são personagens que já possuem uma força descomunal, o Super por causa de sua biologia kriptoniana e a Magavilhosa, por ser uma semi-deusa (tanto na versão antiga onde era um preparado do barro até a versão recente das HQs, onde é filha de Zeus com Hipólita, rainha das amazonas).


Estou dizendo que mesmo com todo o treinamento pesado que a princesa amazona precisa, sua natureza quase divina já lhe dá força sem precisar necessariamente partir de músculos bem trabalhados. Lembro que na minha vida nerd, já fantasiei (UIA!) vários personagens na pele de atores ou personalidades que achava mais a ver. E, falando de Diana, eu já imaginei algumas mulheres vivendo as aventuras dela e a mais cotada, se eu fosse produtor, seria Lucy Lawless, aproveitando o sucesso de Xena e o respeito que a atriz impunha como uma princesa guerreira. Mas eram outros tempos, pena que no auge da forma física de Lawless os filmes heróicos tenham sido uma bagunça (alô, Bátima e Róbiii!), além de eu adolescente, me deixando levar pelas trolhas dos anos ’90, onde formas e trabucos valiam mais que conteúdo.


Gadot tem aquele olhar incrível de uma mulher valente, poderosa (e empoderada) e ao mesmo tempo, é uma menina curtindo fazer o que gosta, lutando pelo que acredita. Fico muito feliz com a escolha da atriz e com o desempenho que está tendo. E lendo um pouco mais sobre ‘aquela atriz-modelo que conheci como quase uma figurante em Uma Noite Fora de Série’ (com Steve Carell e Tina Fey), é simplesmente A Mulher-Maravilha. Reúne a capacidade interpretativa, já foi miss, modelo e treinada pelo exército israelense. Tipo, cara, achar que ela não convence só porque não é a (já falecida) lutadora de WWF Chyna é ser muito superficial, além de quase pedir pra voltar aquele tempo em que a fidelidade visual importava mais que a essência dos personagens (sim, Homem-Aranha-deprê-e-sem-piada—metido-a-Superman-sem-capa, do Sam Raimi, estou apontando pra você agora).

 
Enfim, o que atraiu em Christopher Reeve é o que me atrai para Gal Gadot (hmm, maroto!), ou seja, é olhar para o artista caracterizado e ver aquilo que passou anos lendo nos gibis, aquela sensação de ‘caraca, acertaram em cheio!’. Desde a primeira aparição de Gal, em Batman VS Superman – aliás, ela foi a melhor sacada do filme – que eu gostei e não contestei nem por um segundo. Nem por ser esguia, nem por não ter exatamente os traços ‘mediterrâneos’ que uma mulher grega teria (ah, os estereótipos empurrados pra aceitação do senso comum do espectador), muito menos por sua atuação. Não é como Robert Downey Jr, que tornou Tony Stark em... Robert Downey Jr (sim, leia algo do Homem de Ferro antes de 2008, quando saiu o primeiro HdF pra ver como o personagem era).

Enfim, Mulher-Maravilha/Gal Gadot dá vontade de assistir a uma série diária com a personagem e essa pode influenciar a MM dos quadrinhos no que quiser a partir de agora. Não só porque eu seja fã da personagem, da sua concepção como modelo do que há de certo ou porque eu goste da ideia de uma mulher sendo a perfeita personificação da diplomacia e do poder de lutar pelo que é certo no mundo, mas porque a menina Gal passa tudo isso sem cair na muleta conveniente que muitos atores caem, apenas vestindo uma roupa espalhafatosa e repetindo bordões. 


Ela passa o que uma jovem princesa guerreira e semideusa com ideais de paz e igualdade precisa e não só belas cenas de ação ou - pior, se fosse o caso - apenas posições acrobáticas pra pagar calcinha. Ela é um ícone para meninas e nem por isso se torna um estereótipo de 'coisa de menininha' a ponto de espantar os meninos. E mostra como um ser incrivelmente forte não precisa de músculos quando tem a força de uma divindade mitológica olímpica. Parabéns aos envolvidos.    
  

sábado, 20 de maio de 2017

Agentes Smith existem e usam redes sociais!!





Bem, vamos a uma definição rápida do conceito de Agente Smith: Smith é um personagem da franquia Matrix, baseado em agentes de segurança que protegem o sistema de neuro-interação e manipulação da mente humana (a bendita da Matrix). Basicamente, os agentes da Matrix agem como um antivírus combatendo qualquer ameaça ao bom funcionamento do sistema (por isso combatem os humanos que conseguem se desconectar de lá e enxergar o mundo real). Imagine o Windows detectando um arquivo maldoso e mandando seu firewall bloquear. Smith é o líder desse firewall.

Mas há uma curiosidade em Smith que é, não só conduzir os agentes na eliminação do perigo a seu sistema, como ele pode se replicar onde quer que seja necessário para seu trabalho. Assim, se um humano desconectado invade a Matrix pra resgatar alguém, por exemplo, qualquer pessoa por perto se transforma em um agente preparado pra lutar contra esse humano. Morfeu chega a dizer, no treinamento de Neo, que se você não é um humano desconectado, você é um agente em potencial. Um inimigo latente. Comprova-se isso na perseguição dos agentes a Neo, no terceiro ato do filme, quando ele percorre um prédio e até uma pacata velhinha cozinhando se torna um agente e usa a própria faca de cozinha como arma.


E porque eu tô falando horrores sobre o maléfico, porém carismático personagem? Porque as pessoas da vida real estão se tornando Smith em uma proporção nunca antes vista. E a 'culpa' é da internet. Bem, a última frase foi uma ironia, já que a internet é, no máximo, uma granada, quem detona ela e espalha seus pedaços no ar é quem usa. Onde for. Já reparou como antes as notícias corriam de forma mais lenta, mais controlada pelos meios de comunicação convencionais, por tanto, mais centralizadas? Pois é, isso é, de certa forma, uma herança do nazismo. Sim, um grande propagador dos meios de comunicação em massa foi... ele mesmo. Que melhor estratégia do que empurrar uma ideologia de forma massiva por meio de um só tipo de fonte?


Sendo assim, o que acontece, ainda, no Brasil, é o modelo modernizado dos MCM (meios de comunicação em massa), com os mesmos poucos grupos dominando a fonte de informação para a grande massa da população brasileira. O que significa, Saga? Titio Saga expRica: Significa que é como se em 200 milhões de pessoas, apenas 10 tomassem pra si o dever de informar a todos. Deu no que deu, um monte de lendas urbanas, mentiras, bandidos retratados como heróis, verdades escondidas e até distorcidas e por estar na TV/Jornal/Rádio, o ser humano médio acaba comprando tudo como verdade absoluta, como se a TV fosse uma força da natureza e não um instrumento usado por pessoas iguais a quem assiste, só que com intenções e interesses escondidos.


E as pessoas podem até não ter culpa, por ingenuidade e inércia mental talvez, mas não por más intenções. Mas, no fim das contas, essa falta de culpa voluntária acaba sendo o momento em que agem feito agente Smith. Quer um exemplo? Tiraram, NO GRITO, uma presidenta da república e as pessoas ainda ficam compartilhando piadinha sobre suposta corrupção de Lula. Não percebem e nem questionam os motivos de tirarem Dilma da presidência e ainda colocam no mesmo balaio a recente delação sobre Temer. Ou seja, pegaram Superman e Lex Luthor, classificaram os dois como corruptos e continuam fazendo piada como se fossem iguais. Haja montagem de whatsapp/facebook pra essa gente compartilhar sem saber que Temer e companhia enfiaram a trolha em seus... umbigos JUSTAMENTE depois de tirarem Dilma e Lula do topo.


É como eu falo, pra cada compartilhamento irresponsável dos metidos a engraçadinhos, deveria nascer uma verruga no formato de um pênis bem na testa do desinformado. Só pra essa pessoa se tocar e refletir: "É, talvez fosse melhor pesquisar sobre um assunto em vez de apenas querer ganhar visualizações de internet, só pra evitar que uma M... aconteça".


Conclusão: Assim como uma doce senhorinha estilo Palmirinha se tornou um nocivo agente da Matrix tentando matar Neo, pessoas que se acham boas cidadãs se tornam nocivos propagadores de mentiras, piorando ainda mais a pouca capacidade informativa e contestadora da grande população do país. E num país onde a grande maioria é pobre e academicamente mal formada, esse tipo de atitude só eleva os índices de analfabetismo funcional e político. Eles vão ficar repetindo 'contra isso tudo que tá aí' e 'político é tudo ladrão', porque é isso que os defensores dos Abomináveis Aécios das Neves e Temereis da vida querem. Quando Ronaldo disse que a culpa não era dele, que ele votou no Aécio, ele fez papel de idiota? Fez já na época, mas agora que seu cupincha caiu, é mole dizer que ninguém presta. Assim, você se camufla na multidão e foge de confessar que defendeu o lado errado antes.  

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Bolsonaro: Não é posicionamento político, é falta de caráter e respeito

Jair Bolsonaro esteve recentemente diante de membros de uma entidade hebraica propagando seu racismo, homofobia, misoginia e a imbecilidade que engloba todo esse retardo mental seletivo do ser humano social (para risos da platéia, o que me preocupa muito, em se tratando de integrantes de um grupo que sofrera com o mesmo ódio, no caso, o nazismo/fascismo).

Ele é um imbecil porque quer, e defende-lo apenas faz com que brotem mais imbecis. Tratá-lo como 'figuraça' só porque ele fala o que muitos pensam, mas não têm a mesma cara de pau de falar é banalizar um crime atrás do outro, é endossar a violência que esses grupos ofendidos (negros, gays, mulheres, pessoas em geral) por ele sofrem por aí na rua todo dia.

Aliás, Bolsonaro não é extrema-direita, é extremamente verme. Não é um posicionamento político isso que ele propaga. É falta de caráter e de um mínimo respeito pela vida alheia, pelo ser humano. Pra mim, poucos são indefensáveis como esse monstro fascista. Parabéns, Bolsonaro, entrou para o rol das maiores aberrações que uma vida em sociedade pode criar. E parabéns a seus defensores e apoiadores, pois nunca tinha visto uma devoção tamanha a um pedaço de bosta como estou vendo.

Mas e daí, é liberdade de culto, né? Você adora bosta, adora artista, adora marca de roupa... A cocaína tá aí há tempos com um grupo de seguidores que não cessa, por exemplo. Não quer dizer que seja bom, só que tem adeptos. Mas respeito mais um doente viciado, porque ele tem um problema que pode ser curado. Bolsonaro e seus asseclas não. Esse tipo de xiita não tem conserto.

Não me importa se mesmo depois do golpe você ainda acha engraçaralho ofender Lula ou Dilma (ignorando que quem tá enfiando o pé-de-cabra no seu rabo é o outro grupo, o que DEU o golpe e não quem saiu), o que me importa é fazer a seleção natural que a natureza não fez, deixando bolsonaros e bolsonecas para trás na história (pelo menos no meu perfil de facebook).

Dentre outras, Bolsonaro se referiu a 'fraquejada' ao falar que de seus cinco filhos, a caçula é uma mulher, usou a unidade de medida de peso 'arroba' (usada comumente para gado) ao falar de comunidades quilombolas e disse que de reservas indígenas, quer a desocupação de lá dos nativos brasileiros porque estão sobre agluma riqueza que ele poderia explorar, vindo a ser presidente. É tão alucinado esse lunático que promete liberar porte de armas de fogo a cidadãos, corte de verba para ONGs, enfim, o Brasil naquela pindaíba violenta e falida que era na ditadura, sob a maquiagem da mídia apoiadora de golpes políticos (globo, sbt, record e band, estou apontando pra vocês agora). 

Aquilo tudo que qualquer candidato retardado faz, porque seus fãs, igualmente retardados acreditam e não sabem quais são as atribuições e área de atuação de um presidente, achando que presidente é uma espécie de dono da fazenda, rei do castelo, sei lá. Não me incomodaria se Bolsonaro fosse só um maluco falastrão, o que assusta é que tanta gente - muitas por perto - dão razão a ele. Hitler deve estar rindo horrores no inferno católico. Aliás, quem garante que saindo da sede da Hebraica-RJ, ele não voltou no carro fazendo piadas nazistas com sua plateia de lá, aqueles que riram como se ele fosse um comediante de stand- up da nova geração? 

Quer defender o Bolsonaro? Mesmo com tudo que ele fala e faz contra a sociedade, com seus preconceitos criminosos e com apoio de muito pseudo-líder religioso manipulador da fé e da (falta de) auto-estima alheia? Beleza.

Se você é do tipo que fala "caraca, ele é maior figura", "ele me representa", "ele fala o que eu penso", "Bolsonaro presidente"... Só me avisa nos comentários pra eu fazer uma parada aqui, rapidão. 

Valeu? Valeu.

José Mayer, machismo e os panos quentes da globo



Uma figurinista da Globo denunciou o ator José Mayer por assédio sexual/moral e o assunto tem ganho as manchetes, chamadas, redes sociais e Marte (ou melhor, Vênus). Ok, foi muito legal ela ter aberto o verbo sobre a situação, principalmente contra uma pessoa famosa de uma emissora mais famosa ainda. Ocorreu tudo que a gente espera, como a parte denunciada amenizando suas ações, coleguinhas defendendo e depois desmentindo o apoio quando a proporção fica um pouco maior e mais séria, a emissora dando um gelo no funcionário abusado e, por fim, o afastamento dele pra gente ver que a emissora toma atitudes corretas e éticas, mas só depois que a bomba estoura e não satisfaz mais o basicão da resposta pré-fabricada padrão: “Somos contra o que é feio e errado, somos legais e continue ligado em nós”.

Acontece que um outro funcionário famoso da emissora fez lançar uma nova luz sobre o assunto. Aguinaldo Silva, autor de novelas como Tieta, A Indomada e Senhora do Destino entre muitos outros sucessos, também abriu o verbo. Segundo o blog de Keila Jimenez, o escritor veio a público afirmar que muitos outros casos como o de Zé Mayer ocorrem na surdina e são abafados, não só pelo interesse da emissora em evitar escândalos que manchem (mais ainda) seu nome, mas também por chantagens das partes assediadas. Numa postagem recente, Silva chega a dar dicas de como se respaldar pra não cair nessas armadilhas, de possíveis vítimas ou maliciosos já interessados em fazer seu pé de meia por meios pouco ortodoxos.

Aguinaldo Silva, autor. 

Sinceramente, não sei se o autor falou em tom de denúncia ou se ele se viu no lugar do denunciado, já que muita gente tem lembrado de notícias de alguns anos sobre diretores propondo os famosos testes do sofá (saca, aquele lance de arranjar um pistolão, e não estou falando de currículo favorável), mas pouco importa neste momento. O fato é que existem mais casos por aí, como é de se imaginar numa emissora que prega subliminarmente racismo, homofobia, machismo, etc. Provas? Eu não tenho nada, só o que leio pra fazer minhas reflexões. A questão é que sim, concordo que tenham usado Mayer como bode expiatório, mas nem de longe isso faz dele algum tipo de vítima. Ele é tão vítima por ter sido afastado das produções globais quanto Sergio Cabral é vítima por ter tido a cabeça raspada quando preso por corrupção, estelionato e aquelas coisas de Paris.

Agora, o que é meio curioso é que a Globo foi prontamente afastar Zé Mayer da grade da emissora, mas não promoveu uma real punição, afinal, se fosse um Zé das couves apalpando uma funcionária de serviços gerais no trem, seria até linchado. Além de não punir exemplarmente, o que mostra que o afastamento do ator foi puramente uma medida de proteção à imagem dele e da própria globo, a emissora comprova que está cagando para a figurinista. Veja bem, a globo é tão contra o assédio sexual de seus funcionários que não pune o culpado e ainda mantém em um de seus programas mais assistidos um participante abusivo que demonstra estar a um passo de partir para a agressão física. Lembrando que dedo na cara, ameaças e gritos já são, por si só, formas de agressão.

O BBB17 está mais dando notícias do casal abusivo do que outra coisa e a globo não intervém, ou seja, está gostando do circo de horrores e da venda barata de escândalo ‘doméstico’ pra reter audiência. Nem vou cogitar ser uma tática, porque está explícito que isso é o que está movimentando o programa e a audiência, já que nada mais sai de interessante dali, numa edição que já tentou de tudo pra bombar  alcance de público e retorno de patrocinadores. Perceba que um participante usa de todos os procedimentos opressivos pra cima de uma jovem e ninguém da emissora faz nada.

BBB17: Marcos em franca atitude opressiva abusiva machista pra cima de Emily.

Vai que assim, se concretiza a profecia de que Emily seja a campeã, pra compensar a opressão que está vivendo na casa mais preconceituosa do Brasil, mas ainda seria pouco. Veja bem,  eu não assisto globo, SBT, Record nem ninguém desses, mas leio muito sobre cultura pop, acesso noticiários e muitos esbarram nessas mídias, então, acaba que não dá pra eu ficar muito longe desse universo, nem me interessa, porque nesses momentos a gente precisa ter alguma informação pra analisar.

E a minha é essa: Novelas possuem cerca de 80 atores no elenco, onde de 4 a 8 são negros e apenas uns dois desses conseguem ser escalados para protagonistas e/ou personagens com alguma representação positiva, de resto, é empregada sem passado e sem futuro, alívio cômico, amiga burra de protagonista branca (até quando a história se passa em favela) ou bandido. Também vemos que mulheres, geralmente, vivem pra arranjar um marido, por amor ou por dinheiro, gays não possuem vida normal, sendo apenas amigos escalafobéticos de heróis e vilões e por aí vai.


Então, a globo não me surpreende em apenas descansar a imagem de um ator acusado de assédio sexual. Ela mesma vem protegendo todo tipo de preconceito porque isso faz parte de sua própria postura. Sabe quando você acha que o pai vai castigar o filho levado e ele apenas diz ‘que feio, não tem viagem pra Disney esse ano’? Pois é. Protegem aos seus que protegemos os nossos. Eles são parte e apoio do sistema opressivo que vivemos.
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