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terça-feira, 23 de junho de 2009

Isso é TV, bicho!


Bem, amigolhes, estou de volta ao velho PC depois de um graaande hiato internético no que tange o trato das palavras em sites jornalísticos opinativos (UIA, que frescura!). Toda essa ladainha pra dizer que meu assunto hoje é: bichos na TV. E não tô falando de situações constrangedoras como aqueles filmes estadunidenses de cachorros, gatos, macacos e porquinhos rosados jogando vôlei, andando de skate ou praticando rapel (sem falar nos que conversam). Fiquei no nível nacional e observei – por alto, é verdade – as situações em que a fauna precisa passar para agradar à audiência (pensando bem... o que tem pra se aprofundar nessa bodega de assunto, catzo?!).

Comecemos falando do SBT. Aqueles pequenos animais que enfeitam nossas manhãs já deveriam ter largado essa vida há muito tempo. E não me refiro às crianças pré-aborrecentes – que tomam chá de babaquice regularmente. Falo da pequena tartaruga, do coelhinho, dos hamsters... enfim, porque uma brincadeira não pode ser desenvolvida por seres humanos? E porque sempre lembro da música Bichos escrotos nessa parte? Não, não acho que seja caso de maus tratos com animais. Mas Deus não deve tê-los criados com o nobre propósito de entreter a raça humana. Pensar nisso é mais ridículo que um senhor endinheirado trocando desaforos com uma menina de cachinhos cafonas nas tardes de domingo.

Também tem um macaco na atual novela das 19h da Globo (Caras e Bocas). Mas, na pior das hipóteses, ele tem um motivo pra estar ali. Ou melhor, empurraram (UIA!) uma função pra ele. Sabemos que bichos não são atores, isso é mais claro que Michael Jackson (O.o). Mas, já reparei que, às vezes, aparecem cenas só de uma mão nitidamente humana com luva dessas de fantasias. Só não entendo porque uma tartaruga precisa ficar num tanque pra decidir um lado pra ficar, por exemplo? Será que o SBT não se contenta em nos constranger com um só Ratinho?

Aff, além de ser um saco ficar olhando enquanto o raio do bicho não faz nada (ele também deve achar um saco ficar ali ouvindo aquelas crianças gritando sem conhecer uma boa fonoaudióloga), são as provas mais velhas do mundo. Pô, eu acompanhava isso nos tempos do saudoso Bozo (rima involuntária DETECTED). Uma dica, assista ao programa imaginando o coelhinho ou os ratinhos voando no pescoço dos apresentadores (igual a um antigo filme de comédia da sessão da tarde que eu via, mas esqueci o nome) e tudo fica mais divertido ;)

P.s¹.: O que eu acho? Tanto faz o bicho ou o brinquedo. Não se trata mesmo de programação infantil (leia mais a respeito na minha coluna em http://www.saogoncaloemfoco.com.br/), aquilo ali é um mero espaço pros jabás das empresas anunciantes (algumas do mesmo grupo do homem do baú).

P.s².: Sim, parei pra ver e não foi só uma vez. Minha TV está sem controle remoto e eu prefiro evitar a fadiga.

2 comentários:

JBarcellos disse...

Fernando, um filme que lembrei quando vc falou do "coelhinho voando no pescoço", foi o clássico Monty Python e o Cálice Sagrado. Nesta cena inclusive foi utilizada a "Sagrada Granada de Mão".

Putz... me deu vontade de ver este filme pela milionésima vez... Vou baixar... rsrs

Grande abs e pare de preguiça!!!
Jeferson

Mr. HaG disse...

Há há há, adorei o post e a forma de você escrever! Mas bicho na TV é uma coisa normal...

Domingo tínhamos o Gugu, tão serelepe quanto uma gasela.

Na outra emissora, o Faustão, e seu corpo de perereca.

Um elefantinho cor de rosa comanda um programa de entrevistas na madrugada.

Luciana Gimenez e a sua farta inteligência quadrúpede nos brinda de conhecimento nas noites solitárias e vergonhosas de nossas vidas.

Isso tudo sem contar na com a diversidade animal existente no fabuloso "A Fazenda".

Sinceramente, entre ver os dramas de Theó Becker ou as reflexões da Mulher Samambaia, eu acho que prefiro assistir o macaco Xico pintando um quadro enquanto come coxinha!

Que saudade da Luiza Mel!