Crônicas, divagações e contestações sobre injustiças sociais, cultura pop, atualidades e eventuais velharias cult, enfim, tudo sobre a problemática contemporânea.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Valor da cultura


Okay, okay... (Hmm... não, isso me lembra muito Nelson Rubens...)
Bem, discorramos (UIA, que coisa!) sobre a relação dos brasileiros com elementos da cultura vinda da gringolândia. Para isso, vou abordar a problemática do que é agregado, adaptado, chupinhado, copiado escarradamente e (por que não?) absorvido da cultura gringa em geral.

Primeiramente, venho falar (falar não, digitar, pô!) do que é trazido ou adquirido aqui em terras tupiniquins. Como, por exemplo, nomes. Os ‘Máicons’, ‘Deises’ e ‘Uóstons’ estão aí pra provar que dá pra aportuguesar sem ser ofensivo ao nosso idioma, nem ao deles. Sutiã e abajur vêm lá da terra do caramujo no prato e ganham versões nominais de si mesmos na terra da mulher-melancia. Tá, é bem engraçado ver certas adaptações (tipo ‘frizer’, ‘chicken de frango’ ou ‘rosa pink’), mas, porque seria feio? Viva a diversidade da linguagem! Não pense no que determinaram pra você (Aliás, clique aqui e leia minha colaboração para o DELFOS sobre liberdade de pensamento).

Outra coisa que merece um destaque é o tal do movimento pela cultura nacional. Valorizar a cultura nacional e tals é muito bom, muito válido, mas, o radicalismo só pode dar em ridicularização. “Ma, ridicularização, Garcia?” Sim, meu pequeno gafanhoto, e vem de diversas fontes além de, senão, de onde mais? De mim mesmo! Qualé (junto mesmo), cara? Tratar a cultura estadunidense como se fosse o mal do mundo é podre. Dizer que Halloween é satanismo como argumento pra defender o cristianismo como sendo a religião soberana do Brasil é de uma imbecilidade ímpar (além de não ter nada a ver com o assunto).

O negócio é: Fora a cultura dos primeiros nativos das terras que hoje se chamam Brasil, tudo mais veio de fora. Se não fossem influências externas a serem agregadas (de qualquer forma), não teríamos nem o samba. Nada de computadores, internet, telefone, Cicciolina, Darth Vader, Seinfeld, After Forever e Chaves (Pô, o CHAVES, cara !!!), entre outros. Halloween, então, é – com perdão pelo trocadilho – uma blasfêmia! Primeiro, halloween vem da cultura européia, de eras distantes como maneirismos de um determinado lugar, um determinado povo. Apontar e disparar contra a cultura estadunidesnse, desse jeito, é uma imbecilidade comparável ao nazismo.

Satanismo é uma coisa (e nem é aquele filme de terror que se pinta – antes de criticar, faça como o FGarcia® e leia pra conhecer) e halloween é outra. O Dia das bruxas se originou do ‘all hallows eve’ (véspera do dia de todos os santos) e... Ah, não vou me aprofundar nisso, meu conselho tá de pé – UIA!). E uma menção honrosa para a Hello Kitty. Já viu aquele e-mail que circula por aí com a lenda da mãe que fez um trato com o diabo pra curar a filha com câncer na boca? Pois é, a dona teria prometido, em troca da cura da filha, criar uma marca que alcançaria todo o mundo – dá pra adivinhar que é a gatinha sem boca? Só pra fechar essa divagação dentro da divagação, Hello é OI/ALÔ, sim, maaaas, Kitty é GATINHA/FILHOTE DE GATO!!! Pelamordedeus! Tem gente que acha mesmo que kitty é demônio em chinês... aff, me angustia! (E, como a gatinha ia dizer oi, pro catiço, sem a boca?)

Pra terminar (aaaaaah!!!), quero perguntar aos cristãos anti-EUAs e fundamentalistas do movimento pela valorização da cultura nacional se eles curtem suas reuniões só na base do som CCE, bebendo guaraná Dolly e comendo Zôo Cartoon (Sabe que Coca-cola, Toshiba e essas coisas são gringas, né?).

FGarcia® é nerd porque acha cool vários elementos da cultura pop. Capisce, mon’ami? Viva la raza!

Um comentário:

Juliana disse...

Simplesmente adorei o sinônimo citado no primeiro parágrafo,"terra do caramujo no prato". E tenho plena convicção ao discordar sobre o caso Halloween - que particulamente adoro - é demasiadamente exagerado esse patriotismo todo.

Aff , sem criatividade.

Beijos.