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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Maysa: Quando fala ao... PONTO ELETRÔNICO!


Não é supimpinha quando apresentadores nos brindam com seus divertidos mascotes? Silvio Santos resolveu que uma menininha de cachinhos bem feitos deveria ser o carro-chefe de um programa (co)apresentado por ele (afinal, o programa é deeele, a emissora é deeeele...). O grande barato é que a menina nem disfarça que está recebendo informações por um ponto eletrônico. Também, pudera, apesar de não ser mais tão miudinha e estar (logicamente) crescendo a olhos vistos, ela ainda é bem pequena. Não, não se trata de uma nova Simony (será?), afinal, ela não usava um desses pontos quando surgiu pelo programa do mago do banquinho, Raul Gil. Estamos falando dela, a musa do Top 5 do CQC, a pequena notável, não a Carmem Miranda, mas sim, MAYSA! Quando fala ao coração... quer dizer, nesse caso, quando falam ao ponto eletrônico em seu ouvido! Rá!

Nada de marionetes, bonequinhos ou papagaios perspicazes. Eu até achava que o Roque ou o Lombardi teriam mais potencial nessa onda, mas Seu Abravanel cismou (e pode fazê-lo a hora que quiser, afinal pode pagar) com a antiga parceirinha mirim (Robin?!) de Raul Gil (saca, aquele senhor que também utiliza criancinhas falantes como animações de palco). Talvez, por ter visto que o seu Gil leva jeito para lançar nacionalmente (na vizinhança dele) criancinhas que correspondam com suas peripécias no palco, o mago do baú optou por contratar a menina-robô-anão-puppet mais amada de todos os tempos da última semana do Brasil por uma grana que muito jogador de futebol não vai ver durante toda sua vida de correr e chutar bolas (UIA!).

Bem, cada apresentador tem o Louro José que merece. Agora, porque colocar uma presepada mal ensaiada dessa? E, ainda por cima, numa das atrações mais “corta-tesão” da televisão brasileira? Pô, já é um saco ter que ver alguém adivinhando em que número estão os mil reais – isso, entre os cansativos jabás, que eles chamam carinhosamente de “recadinhos” (blá!) – e ainda temos que topar com a infante moçoila gaguejando e tropeçando nas falas enquanto orienta e conversa com criancinhas de sua faixa-etária – num papo tão produtivo quanto pareceu na minha descrição. Claro, isso quando não são as ex-crianças-chatas, que hoje são pré-adolescentes com os mesmos belos atributos da frase anterior, nos entupindo de frases repetitivas (lavagem cerebral ou treinamento para vendedores de enciclopédia?), vícios de linguagem e trejeitos irritantes.

Não sei se o nome dela se escreve com ‘I’ ou ‘Y’, mas mantive o ‘Y’ pra firmar a piada com a série homônima da TV Globo (cada emissora tem a Maysa que merece). Minhas considerações finais são: Assim que estiver em minhas mãos, rasgarei meu diploma de Comunicação Social, pois, quando você não sabe de algo, não pergunta ao comunicador... você pergunta é pra Maysa!

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