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quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Política ou espetáculo?


Ser ou não ser... hmm, bem, já vieram com isso antes, né? Então, eu venho com outra pra você: Era ou não era pra ser? Porque o titio Garcia pergunta isso pra você se nem adiantou todo o conteúdo? Bem, espera, cacete! Vamos ao assunto sem delongas, coió ;p .

Bem, assim como o Rock In Rio já não é no Rio de Janeiro há um bom (bom, booom) tempo, as propagandas políticas não são mais um mero palanque de propostas – nem de troca de ofensas, puramente – já desde sei lá quando. O carisma não habita mais na pessoa do político, nem em algum feito que, mesmo eleitoreiro, tenha realizado. O assunto todo, agora, é no show que é produzido em torno dos candidatos. Um show que pode até deixar a propaganda menos maçante e mais “prefrentex”, mas ainda corre o risco de desviar a atenção do que realmente importa.

Do mesmo jeito que o náufrago encarnado por Tom Hanks no cinema não naufragou (ele caiu de avião, não afundou com um barco), artistas cantam músicas famosas - ou músicas de campanha mais grudentas que aquele bêbado carente no fim da noite na mesa ao lado da sua - e fazem um espetáculo de imagens bonitas da cidade, das pessoas e dos concorrentes a um cargo muitíssimo bem prestigiado e remunerado. Mas, na realidade, não trata-se de um concurso de popularidade... pelo menos, não deveria ser. A maioria nem se dá ao trabalho de montar um texto razoável pra jogar em nossos ouvidos.

Falando em texto, já reparou que, alguns candidatos, quando se vêem na antiquada posição de ter que falar de suas plataformas, não passam daquele lugar comum que todo mundo fala, mas só os eleitos têm o ‘azar’ de serem cobrados – mas, não lembrados daqui a um ano? É sempre o mesmo combo “Saúde-Educação-Cultura-Esporte-Lazer-Segurança”. Aí, você vem com toda a pureza de seu coraçãozinho radiante e diz: “Ma, o que tu queria? Tá tudo rÚim meRmo!!!”. Ao que eu retruco: “Calma, gafanhoto, repare que ninguém oferece propostas. Só promessas. E promessas só nos levam a ganhar o que Mariazinha ganhou na horta (UIA!).

Qual a diferença? A diferença entre promessa e proposta, é que a segunda, se vier com algo do tipo “pelo futuro de nossos filhos” ou “por um mundo melhor” soará como história da carochinha. Quem ainda tiver que encarar o segundo turno de eleições municipais vai ter que romper (UIA!²) o fino e difícil véu da propaganda política, propriamente dita. Quem tiver o marketeiro mais legal, ganha. Mas, quem conseguir enxergar além disso, vai analisar e votar naquele que tiver propostas reais não disfarçáveis com vinhetinhas enroladoras.

Bom dia/Boa tarde/Boa noite e obrigado pela atenção. Assistam aos debates e analisem quem tem propostas e quem tem ataques pessoais (e vê se vota certo, mané!).

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