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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Estojo automático '80


Se você era um nerd babaquinha na virada dos anos ‘80 pra ’90, você provavelmente sabe do que eu to falando. Sabe quando você vê seus coleguinhas se destacarem por serem despojados e engraçados, esportistas ou apenas queridinhos das professoras, sem motivo – tá, não sem motivo, é que eles era mais cuti-cuti que você – saca? Aí, você acaba não vendo muita saída, senão tentar vencer a timidez e completa insignificância com algo que seja notado na sua frente.

E eis que vos introduzo-lhos (UIA!) o estojo automático do Paraguai, não da China, não de Taiwan! Ele tina botões para disparar compartimentos de borracha, apontador, lupa, régua (manual), clipes, joelheira da Márcia Fu e figurinhas do álbum da Copa de ’90. Há quem diga que lançava lasers e ainda fazia um bom café. Humpf, se fosse um Neston, eu até que provaria, mas... Enfim, aquela trozobinha, dizem, até tinha espaço pra lápis e canetas, mas a graça mesmo era pagar de garoto do futuro perante os coleguinhas.

Isso até eles tentarem quebrar fingindo que iam pedir emprestado só pra ver na mão. Eu tive (infelizmente não achei fotos do modelo que eu tinha, mas achei um transformer, que é mais legal que eu ainda hoje) e só me fez acabar com mais essa memória afetiva da infância. Tanto botão, que, na verdade, funcionava na base do arame, não na base do cambalacho, como diz a gíria, mas arame literalmente falando. O botãozinho liberava uma espécie de alavanca, quase como a trava de uma janela de alumínio, ou janela de van (pra você ver que tecnologia apurada).


 A onda passou, outras ondas vieram, mas a lembrança ficou pra eu fazer piada mais de 20 anos depois. Depois a gente tem mania de dizer “bom era no meu tempo!”. Que nada, eu trocaria o estojinho por um I-phone tranqüilo. Rá! Mentira, eu gostava dos meus tempos vintage retro. 


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