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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Ê, trem ruim, sô!

Você é um trenssexual? Se você entra num trem e dá/leva uns amassos entre bairros num ambiente lotado de suor, CC e calor humano, bem, você é um trenssexual... Ou um f*dido, o que dá (UIA!) no mesmo. Pois bem, há algumas semanas eu publiquei um texto onde eu descrevia um dia, apenas um dia, de viagem num trem da Supervia. Sim, eu sou carioca e estou precisando usar o fatídico meio de transporte (se bem que, se eu fosse andar de ônibus, carro ou no casco de uma tartaruga com um coração no casco, ia dar na mesma, sempre tem um problema besta, mas que a gente paga pra não funcionar).

Assim, estive diante de noticiários na internet quando vi que tanto representantes da concessionária de serviços ferroviários quanto a secretaria de transportes do Estado defendiam que tantos problemas recentemente são originados por marginais que visam difamar os belos serviços prestados. Bem, É MENTIRA! Leia aqui um apanhadão de problemas que ocorreram nos trens de uns meses pra cá e tenha noção do que o que o passageiro do trem passa todo dia há anos. Aí, me responda: É por 20 centavos?

Bem, segundo os espertos de lá, é muito estranho que em três dias seguidos cabos se rompam, trens parem e composições são depredadas. De acordo com o link que postei no parágrafo acima, isso é obviamente um caô de quem não tem como se defender e não vai assumir a culpa nem quando o céu descolar de lá de cima por falta de manutenção e infiltrações na fundação. Na verdade, estive direta ou indiretamente em algumas dessas panes e posso lhes afirmar que é puro despeito da empresa. Numa vez, em abril, simplesmente éramos informados que estava aguardando sinalização. Até aí, tudo bem, mas o que demoraria alguns segundos, levava longos minutos, a ponto de fazer uma viagem de 20 minutos se transformar em quase 1 hora.
Estação de Quintino: cabine de trem incendiada em protesto
A mais recente foi, deixa ver... HOJE! Hoje mesmo de manhã estive numa lotada plataforma diante de um trem que acabara de parar e não mais sair. Resultado, a próxima viria já cheia e se tornou uma relação sexual de tão espremida e calorosa. O engraçado é que algumas composições vêm com dizeres se vangloriando "você pediu e a supervia atendeu: trens reformados"... UIA, não era pra ser assim? Ou o tal contrato que prevê um aumento por ano é só pra ganhar dinheiro e não repassar a qualidade ao serviço... hmm... 'TENDI! Fora que a empresa se faz de vítima pra justificar o 'vandalismo', mas não infomra que deve anos de multas por serviços mal prestados e recorre de todas pra atravancar a justiça (e sabendo quem os apoia fica fácil ligar os pontos).

Te cuida, Supervia, porque depois do que foi pelas passagens dos ônibus, não adiantou reduzir as passagens antes que o povo continuasse revoltado. Lembremos de várias revoluções ao longo da história, como a Guerra Civil estadunidense, a Revolução Francesa, o Tenentismo, Farrapos e Malês, aqui mesmo no Brasil e tals... Nenhuma nação se fez poetizando o amor, mas através de luta. E quando se depreda o patrimônio do dominante (sim é deles e não nosso, pois nosso dinheiro já era desviado antes, não vai ser agora que vai parecer desperdício), juro que queria, mas não tenho pena. Aqui, pra finalizar, fica uma imagem que já usei antes, mas reflete bem o que estamos vivendo e presenciando.

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