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terça-feira, 20 de maio de 2014

TV por assinatura e a nova Classe C

Eu entendo o fenômeno da classe C, que ampliou bastante o poder aquisitivo de uma boa parte da população, anteriormente conhecida pela alcunha genérica de pobre (mesmo tendo situação razoavelmente confortável), mas meu protesto contra diversas frentes comerciais é pela sua estratégia 'olhuda'.
Pois bem, se a TV por assinatura era para um público abastado financeira e academicamente, beleza, esse era o diferencial, uma programação diferente pra quem queria assistir o diferente. Agora, vendo que o 'pobre' pode, banalizam, dublam e tornam o que deveria ser o diferencial nas mesmas características genéricas que a TV aberta tem.



Então, fica a contradição: O pobre alcança um patamar mais alto de dinheiro e quer acessar o mundo do 'rico'. Aí, o mundo do 'rico' deixa tudo como era no mundo externo do 'pobre' pra atrair mais audiência.
Lembra que você achava que TV por assinatura era símbolo de um status diferenciado, de uma cultura mais exigente e apurada? ESQUEÇA! Agora é TV aberta só que com mensalidade e não vão pensar duas vezes em dublar sua série favorita com textos infantilóides só pra ficarem acessíveis a todo mundo.

Não que eu não deseje esse tipo de acesso a todos, mas porque não criar algo novo ao invés de tornar o que já existia em bobeiras? Daqui a pouco surge um Esquenta numa Warner da vida porque o grande público, que é tratado como uma pessoa só - e boboca - não está acostumada com legendas, muito menos som original. Não precisa excluir dublagens e essas coisas, mas não nos dar opções de som original é de uma covardia - ou incompetência - tão grandes que chega a irritar pelo descaso.



Emissoras, o público mudou bastante, mas ainda há os que gostam de ouvir as vozes originais dos personagens e apresentadores, não os ignore - ou não questionem o 'fenômeno' da internet. Não há nada de errado em querer ouvir nuances e interpretações, em vez dessa coisa plastificada e fake da dublagem, que faz todo mundo parecer a mesma pessoa, afora a impressão de fechar os olhos e ver alguém lendo um texto e não interpretando.

É como aquela música do Chitãozinho e Xororó, que ele deixa de ser cowboy pra não ficar longe da mulher e a cocota abandonou o cara por que queria ficar com um cowboy, coisa que ele não era mais. Buscam o lucro máximo de qualquer maneira e não fidelizam mais o público fiel. Se um amigo meu recebe novos amigos e me deixa de lado pra parecer mais popular, eu largo mesmo, hein! Rá!

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