Crônicas, divagações e contestações sobre injustiças sociais, cultura pop, atualidades e eventuais velharias cult, enfim, tudo sobre a problemática contemporânea.

domingo, 18 de julho de 2010

Existe fumante passivo?


O fumante tradicional é aquele que, estando com seu cigarrinho em mãos (ou em dedos, como preferir), puxa a fumaça e, numa seqüência de movimentos específicos com seu aparelho respiratório, “traga” a mesma e a devolve à atmosfera numa tentativa de sei lá o quê (relaxar, acordar ou passar o tempo... cada um tem sua desculpa).

Sendo assim, o que configura uma pessoa como fumante “passivo”?

Quem está perto do fumante em pleno exercício da função, não está executando (Rá! Que escolha de palavras) os tais movimentos específicos com seu aparelho respiratório. Logo, não está fumando. No máximo, está respirando as substâncias, mas de um jeito não específico (vale pra fumaça de incensos, escapamentos de automóveis, peidos, etc). Donde se conclui que NÃO EXISTE FUMANTE PASSIVO!!!

Ah, você discorda porque gosta do senso comum que se utiliza de termos pré-determinados pra fazer fumantes se sentirem culpados? Tudo bem. Não tenho mesmo a intenção de mudar o mundo (talvez dominá-lo, mas não agora).

Pensa bem:
Fumante ativo – Aquele que fuma o cigarro.
Fumante passivo – Aquele que é fumado pelo cigarro(?!)

Na boa, pra mim, usar o termo fumante passivo, só se for na reversal russa.

Aqui, você fuma o cigarro. Na União Soviética, o cigarro fuma VOCÊ!!

O.o

2 comentários:

Beatriz Maria disse...

Falou Ensinando Garcia. Porque Fernando também é cultura. Reversal Russa? Tá bom, né

ZZFred disse...

Claro, sou fumante, mas, nem por isso tão idiota quanto possa parecer. Tive a infelicidade de assistir numa entrevista, há anos, bem antes dessa guerra contra o tabagismo, um alerta feito por uma autoridade brasileira em pulmão(quase certeza que era o presidente da Associação Brasileira de Pneumologia). Disse, naquela oportunidade, dos malefícios do cigarro, etecétera e tal (quem fuma sabe). O que me impressionou nas suas declarações foi o temor expresso de que o preconceito se instalasse no Brasil como ocorria nos EUA. Afirmou, também, que essa história de fumante indireto (não se usava "passivo" ainda) era coisa sem nenhuma base científica. Para ilustrar afirmou que uma pessoa somente aspiraria uma quantidade suficiente para causar um pequeno prejuízo se fosse fechada num cubo vedado, 2x2x2, com alguém que fumasse um maço inteiro no ambiente. Desde então estou a procura de experimentos laboratoriais que venham contradizê-lo. Só encontro estatísticas que não convencem pois fogem dos métodos científicos. Alguém poderia informar se existem os tais experimentos numa instituição confiável? Só para ilustrar, ajudei minha esposa em atividades voltadas para a terceira idade. Nos bailes as viúvas reclamavam que faltavam pares para dançar. "Vocês matam os seus maridos e depois reclamam?!", dizia eu em tom de pilhéria. Elas davam gostosas risadas e seguiam na festa. Quase todas eram viúvas de ex-fumantes gozando de plena saúde pulmonar. Dançavam das 13:00 às 17:00 em pleno verão. Sempre que posso, converso com umas idosas num povoado em que tenho uma casa de campo. As viúvas de lá têm seus problemas mas, não encontrei até hoje um quadro de doença respiratória que pudesse confirmar a tese em questão.
Estou nessa cruzada inglória há tempos. O que já arrumei de indisposição com médicos não está no gibi, só por pedir detalhes da tal pesquisa. Estou careca de saber que cigarro mata ou precipita diversos tipos doenças muitas vezes hereditárias.
Por que dourar a pílula, dividir pessoas, criar guetos de pureza e marginalizar aqueles que por vício ou decisão resolveram fumar?!
Sociedade hipócrita e pseudo-higienista. Isso sim!!
Abraços!