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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

O Limite da Imprensa


Caracoles, é nessas horas que ser jornalista atrai aquele julgamento de que todo jornalista é um fofoqueiro nato. Lembram do caso Eloá? A jovem que namorava um rapaz de índole duvidosa e que acabou por ser vítima de sequestro pelo mesmo? Além da acusação de assassinato da garota.

Fora o grande circo que a coisa se tornou em 2008, lembro bem de, já na época, ter ficado irritado com a "necessidade" da imprensa de entrar em contato com o sequestrador e, na minha opinião, interferir no caso dando ao meliante a fasa impressão de ser o astro do momento. Não sou entendido no assunto, mas acho que quanto menos informação o sujeito tiver, menos pode achar que tem condições de comandar uma situação com reféns.

Se o jornalista não tem a noção de que pode sim, atrapalhar uma operação policial, então ele é um estúpido ou é mais falso do que uma nota de três reais. Foi o que pensei quando li esta notícia aqui. Nela, o apresentador da Record, Reinaldo Gottino, foi convocado a testemunhar sobre o caso, no julgamento do acusado Lindemberg.

O apresentador afirma que a culpa não foi da imprensa, foi da polícia. Oras, se você é jornalista e se mete a falar com um sequestrador, durante o sequestro, ANTES da polícia??? Como assim, você tira uma de negociante da polícia - sem o ser - faz a coisa parecer apenas uma exclusiva e dá o gostinho de falar em rede nacional pra um bandido... Ah, outros colegas também foram convocados. Assistam ao filme o quarto poder e você vai ver pela sinopse que o caso se encaminhou muito parecidamente no que diz respeito ao comportamento da imprensa oportunista e egoísta.

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