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sábado, 16 de março de 2013

O Estado é laico e preconceito fede

É um absurdo - no sentido literal que - que um pseudo religioso se manifeste contra a camada da sociedade que ele está assumindo para defender. Isso, por si só, já é um método de intentos fascistas. Ou não dá a nítida visão de que mais à frente isso se estenderá a outras camadas? Só falta dizer que é pelo bem da nação. Estado laico é isso aí... A ideia - não praticada, diga-se - de que o país não tem um segmento religioso oficial, ou seja, mesmo sendo o país com maior população católica, isso não quer dizer que sejamos católicos, no papel.

Digo no papel porque na prática, os feriados "santos" todos são católicos, ou você vê seus amigos e familiares planejarem viagens de finais de semana prolongados em datas judaicas, afrodescendentes ou islâmicas? Não incluí os evangélicos nessa, porque as datas "católicas" abrangem um pouco sua temática, no que diz respeito ao natal, por exemplo. Enfim, o que esperar de um país que foi catequizado desde a invasão - que você pode chamar de descobrimento, vá lá - né? Mas, pra valer a constituição, não, não há religião oficial, pois não pode haver favorecimentos, como os que muitos políticos tentam, ao se candidatarem já com suas denominações, pra angariar votos.

Mas a questão aqui é mais profunda, pois, envolve a covardia de quem teve peito pra expor suas opiniões - coragem sim, mesmo que pra mostrar o pior da mente humana - mas incrivelmente não tem coragem pra assumir que é um falso nazista. Marcos Feliciano defende tudo o que Hitler e seus asseclas impuseram a meio mundo, sendo que nem ele nem o referido ditador fazem parte do biótipo idealizado. Já que, no fundo, a humanidade nasceu na África, todos somos descendentes amaldiçoados? De quem? Adão e Eva? Como foi a comilança entre família pra que não fossemos fruto de incestos bíblicos? Enfim, divaguei... a covardia de jogar sua oposição para que seus seguidores te defendam é uma podridão.

Muito fácil para o pseudo-religioso instigar uma "guerra santa" fazendo com que seus fiéis se enfureçam e roguem pragas para que Deus se vingue de seus difamadores. Mas explicar que esse povo que você acusa de te perseguir é na verdade quem está tentando manter alguma coerência com a voz da lógica e da razão você não quer, né? Então o cara demonstra um preconceito cruel para com negros, gays e católicos, por exemplo, mas quando é confrontado, se faz de vítima de perseguição religiosa. Fundamentalista. Quem serão seus próximos alvos, fascista? Mulheres? Deficientes? Idosos? Quem sabe?

Deputado Jean Wyllys esclarece que nunca foi uma questão religiosa, mas ideológica e política e o comentário de seu texto me chamou à atenção, pois, é pra onde o "coitadinho" do Feliciano tenta deturpar a situação. O Estado é laico. Não tem religião oficial, portanto, não há quem tenha o direito de usar sua crença íntima para determinar rumos do bem comum da sociedade, não importa a quantidade de adeptos.

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