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terça-feira, 11 de setembro de 2007

Gibis e seus heróis idealizados.


Abordei um assunto no post anterior a respeito de heróis idealizados (daqueles que se preocupam em dar bons exemplos)e o comportamento de alguns deles e resolvi continuar por aí minha análise - leia-se: divagação - sobre a 9ª arte.

Vou direto às minhas impressões sobre o comportamento dos “heróis” dos gibis. Acho que muitos são hipócritas demagogos com seus poderes divinos. Porque? Bem, os caras prendem os bandidos como se fossem policiais, pois “não matarão para não se igualarem aos vilões”. Tá, mas se o Batman, por exemplo, tivesse dado cabo de só um vilão dele (O Coringa), teria evitado a morte da esposa do comissário Gordon, de um Robin e o aleijamento da primeira Batgirl... Fora os outros tantos que encontraram seus destinhos com um belo e insano sorriso no rosto. Não tenho nada contra os vilões serem presos, mas o argumento poderia ser outro (Tipo, agradar os nerds mais mentalmente exigentes – hehe.

Digo, a Mulher-maravilha quebrou o pescoço de um ex-aliado que se tornou perigoso até para o Superman. Pois bem, o cara conseguiu controlar a mente do azulão a ponto de fazê-lo mandar o Batman para bem perto de bater às portas do céu (Knockin´, knockin´, knockin´on heaven´s dooooooor!!! – ah, deixa pra lá). O carinha disse (enrolado no laço mágico) que o único jeito de salvar o Super seria matando o controlador da mente dele (pois não pretendia liberar o super cueca de seu domínio). A maravilhosa não titubeou: Fez o bacana olhar a própria bunda por um segundo com a volta que a cabeça dele deu. O Super se recupera e ...pasmem: REPREENDE a colega de Liga da Justiça !!! Ela vai visitar o Batman na enfermaria e ele...pasmem: REPREENDE a mulher!!! Carai!!!

Se o cara diz, sob efeito do laço da verdade, que só matando, a mulher é uma guerreira, o que ela faria? O que você faria? Deixaria um dos seres mais poderosos da Terra à solta sob controle de um lunático? (Particularmente, acho que foi legítima defesa de terceiros. Ela deu cabo do mané e sabe-se lá quantas vidas foram poupadas entre meta-humanos e “civis”).

O pior é chamarem-na de assassina. Acho que já disse algo parecido no post sobre violência cotidiana que um ser que despreza a humanidade nele mesmo e desrespeita a vida de outrem NÃO é humano. Matar um sujeito naquela situação foi como arrancar uma erva daninha, ou extirpar um tumor maligno...

Aí, me vem o que eu falaria sobre heróis idealizados. Ao longo do tempo as histórias em quadrinhos se tornaram tão sérias e realistas que não faz muito sentido um cara que usa cueca por cima das calças pregar a moral e os bons costumes. Ironicamente, quando a arte aborda temática mais real, é, justamente, quando a coisa fica deveras surreal.

Pode me chamar de radical, frio ou qualquer outra coisa (seja elegante), mas o negócio é: Se a polícia fosse destacada do estado e desse de cara com algum mega traficante numa esquina dessas eles deveriam prendê-lo para que o manganão pudesse usufruir de nossas contribuições fiscais nos presídios com direito a refeições e tals ?(volto a falar sobre isso mais a fundo (UIA!) em outro post.

Enfim, Acho que existem possibilidades variadíssimas para se criar boas histórias sem ter que destruir metade do universo. Basta ter imaginação e definir o público alvo. Não esse esquema de arrasto estilo: quanto mais, melhor. É como a tv aberta: Realmente o povo é retardado a ponto de adorar Zorra total, Casseta e planeta (que já foi engraçado) entre outras forçações de barra ou falta quem olhe por ele e crie algo que será igualmente, quiçá, muito mais, admirado? (volto nisso em outro post também).

See ya!

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