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terça-feira, 16 de julho de 2013

Presença de Anitta: Não é talento, é bombardeio midiático

Antes de prosseguir, queria divagar (mais?) um pouco sobre o título: Já que é pra fazer um trabalho de forte mídia para um subgênero pop baseado numa raiz pasteurizada, porque não escolher gente que tem talento de verdade? Tanta gente nos reality shows e concursos musicais, e o pessoal dos escritórios de grandes conglomerados conseguem... isso que tá aí?! Na boa, parece até sacanagem, industrializar o funk pra vendê-lo modificado esquecendo sua raiz, e o boneco que escolhem nem bom é. Tá certo, concordo que o funk seria uma ferramenta poderosa como voz da classe pobre, mas desperdiça com machismo, sexismo e violência banalizados, mas também não gosto dessa usurpação. Já fizeram isso com o pagode e virou um lixo que nem os caras mais aguentam, misturam com poutras coisas porque nunca foi a deles, mas vamos lá...

Te desafio a não encontrar a menina em qualquer
seção de jornal. Tudo, menos música.
Sabe como o Jornal Extra poderia ser chamado atualmente? O Diário de Anitta. Ou melhor, Presença de Anitta! Porquê? Porque já tá descarado demais a mídia que a divulga, né? A gente sabe que esse público que consome esse tipo de entretenimento esquece muito rápido de seus ídolos - e, confesso, minha esperança é que esqueçam logo esse produtinho do pessoal do marketing, justamente - porque é puro embuste impulsivo. Relendo o texto até aqui, é muito mais fácil entender porque todo santo dia o supracitado veículo popularesco traz alguma notícia inútil sobre a menina. É um tal de fotos da projeto de panicat garota quando era criança/adolescente - tipo, até ano passado - e um texto tendencioso sobre como ela já era determinada e predestinada, ou sobre um ex-namorado secreto (QUÊ?!?), alguma insinuação de ter ficado com um jogador igualmente irritante e onipresente na mídia populista, etc, etc. Enfim, querem produzir uma rica biografia de uma marca que foi criada ano passado como se já estivesse aí há anos... Francamente, Sandy & Júnior têm mais respeito no cenário artístico, até de mim que nunca fui fã.

Mas o pior ainda está guardado. Quando tudo parece já estar ruim o bastante, vem o Naldo (agora forçando uma de sobrenome artístico Benny) e abre o bebedor de vodca ou água de coco - porque, pra ele, tanto faz - aliás, abre a boca e não é só pra cantar mal, também pra falar que a presença de Anitta é muito boa, quanto mais melhor, pois, ele abriu portas... Putz, cara... só se foram as portas dos fundos pra fugirdo público ou brigar sossegado com seu amor de fachada... chantilly. Tudo nesse menino é forçado e tem maior cara de 'vamos vender logo ele, antes que fique velho demais para o público que o compra'. MAs o pior é que ele é igual a um terceiro elemento deslumbrado pela turma da propaganda global, que é o pequeno thiaguinho, o uivador. Lembra quando o jovem pagorrapper (adoro meus neologismos) falou que se sentia feliz por influenciar tanta gente com o estilo que ele e o Rodriguinho criaram? Quando ele lançou que tinha modificado a história do samba? Pois é, ele ignorou que o próprio Rodriguinho já era famoso seguindo um estilo criado pelo Raça Negra quando ELE (Rodriguinho) ainda era moleque.

Essa foi a reação às críticas do playback, antipatia e longa demora
(até pra uma gravação de DVD). Logo depois, apagada.
Aí, vem o ex-segurança de supermercado que não reconhece nem a própria família direito - amigos que se sentem esquecidos, então, já vi por aí - e diz que abriu portas... Obviamente, devia estar ocupado demais com alguma coisa que não viu Claudinho e Buchecha se lançarem do mundo comum do funk para todas as paradas, com direito a dancinha e tudo, embalados pelo hit Conquista, né? Enquanto ele miava ao lado do (falecido) irmão, Lula - que, dizem, era o juízo da dupla - até o Latino que, antes de ser uma galhofa completa, tinha lá seu conceito como cantor de funk melody.

Sabe, fico puto da cara e desgraçado da minha cabeça, como diria saudoso Tio Dalborgas, quando aparece um boi de piranha do mercado fonográfico desses chega pra dizer que mudou, influenciou, criou ou que é alvo de inveja das pessoas recalcadas... Ah, tu para, né? É como uma UMA garrafa de Coca-Cola qualquer achar que revolucionou o mundo, mas ela é só mais uma que gelou mais rápido e que vai ser consumida até acabar. E todos TODOS nós sabemos, que Coca-Cola é só pressão, momento que dá e passa, sem deixar muito rastro. Agora, um recadinho do mestre sobre essa palhaçada toda.
    

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